História The Last Emissary || Sterek - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Supernatural, Teen Wolf
Personagens Alan Deaton, Allison Argent, Castiel, Dean Winchester, Derek Hale, Isaac Lahey, Liam Dunbar, Lydia Martin, Melissa McCall, Meredith Walker, Personagens Originais, Peter Hale, Sam Winchester, Scott McCall, Sheriff John Stilinski, Stiles Stilinski
Exibições 87
Palavras 2.353
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 6 - Death


Fanfic / Fanfiction The Last Emissary || Sterek - Capítulo 6 - Death

— O que foi aquilo? — Derek perguntou enquanto observava Stiles se olhar no espelho. As mãos do garoto tremiam e lágrimas molhavam suas bochechas.

— Você precisa se afastar... — disse o menino, sua voz sendo cortada por soluços — Se eu te machucar, eu nunca vou me perdoar.

Derek suspirou e deu curtos passos até Stiles; os dois estavam no banheiro mal iluminado da casa, o barbado observava o outro se apoiar na pia enquanto tentava conter o choro, enquanto tentava descobrir como parar aquilo... Era doloroso para ambos.

— Mas você não vai... — sussurrou enquanto fazia Stiles encará-lo. — Você não vai machucar ninguém. Eu sei que não vai.

Stiles estava começando a sentir frio de novo, mas agora, tudo que conseguia sentir era a respiração de Derek contra seu rosto. Os dois estavam com os olhos fechados, seus corpos tremiam conforme ficavam mais colados. O barbado envolveu a cintura do garoto e o sentiu segurar seus ombros, seu toque suave e intenso; a respiração de ambos foi interrompida assim que seus lábios se encontraram. Aquilo surpreendeu os dois. Há poucos dias estavam se evitando.

Derek gostou de não ter levado uns tapas de Stiles, o garoto sempre dava um ataque quando ficavam tão próximos, e um beijo... Isso seria um desastre. Pelo menos há meses atrás, mas agora tudo era diferente, não havia mais o que esconder. Nunca houve.

— Eu te amo... — Stiles sussurrou quando pararam para respirar.

— Eu também... — Derek mordeu o lábio do garoto, que riu tímido.

O barbado ajudou o mais novo a ir para o quarto. Atlas disse que depois de tudo que havia acontecido, o mais seguro era deixar todos longe, e depois de uma longa conversa, finalmente convenceu Kira, Jackson, Liam e John a saírem da cidade por uns dias. Scott quis ficar, e Lydia ficaria apenas afastada, mas não fora da cidade.

Flashback on

— Ainda não aceito o fato de ter que deixar você com estranhos. — John sussurrou.

— Pai, eles estão certos... Eu sou perigoso agora. — Stiles suspirou.

— Não é...

O menino deixou lágrimas escaparem, e John sentiu seu coração se partir, não o via daquele jeito há muito tempo.

— Ei, o que foi? — perguntou enquanto secava as lágrimas de seu filho.

Pai, tenho medo de viver... Isso exige mais do que eu tenho que dar. — choramingou enquanto apertava o mais velho. — Eu não tenho mais nada para dar...

— Tem... Tem sim... E vmocê vai resistir, certo? Vai resistir até eu voltar.

— Certo...

Flashback off

Na casa, Derek e Stiles estavam sozinhos. Flora e os outros tinham voltado para Stânddara para pegar algumas coisas que precisariam, e Scott e Lydia estavam no loft. Os dois queriam ficar a sós, não para que algo acontecesse, mas para que pudessem conversar. Eles precisavam disso.

Stiles estava apoiado no peito de Derek enquanto tentava se esquentar, seu corpo já tremia um pouco, aquilo preocupava o barbado, mas não querendo receber a mesma resposta de sempre, ele apenas o abraçou forte.

— Eu pensei que iria te perder hoje... — sussurrou.

— Não vai se livrar de mim tão fácil assim... — sussurrou de volta.

— Assim eu espero.

Os dois ficaram deitados ali até pegar no sono, o que não demorou muito. Os batimentos em sintonia, respirações calmas, a noite perfeita. Mas Derek acordou de madrugada ao ouvir alguém entrando na casa. Ele olhou para Stiles, o mesmo continuava a dormir, então saiu da cama sem acordá-lo. O barbado andou pelo corredor da casa em silêncio, o lugar estava mais frio que o normal, o chão gélido fazia os pés de Derek formigarem e conforme ele chegava mais perto da escada, sua respiração saía em vapor. Aquilo o fez parar e olhar para trás, mas não havia nada, a porta do quarto continuava aberta e ele ainda conseguia ver Stiles dormindo calmamente. Suspirou aliviado e olhou para frente de novo, e a ultima coisa que viu antes se sentir seus pescoço estralar, foi dois olhos negros.

Edron encarou o corpo de Derek caído no chão e deu de ombros, provavelmente o barulho do impacto do corpo contra a madeira acordara Stiles, então, sem se dar o trabalho de ser silencioso, ele caminhou até a porta escancarada, encarando o menino sem expressão.

— Nós tínhamos um trato. — foi a única coisa que o humano disse, raiva notável na voz, assim como a preocupação.

— Eu não o descumpri, e Derek só está dormindo. — Edron deu de ombros — Mas que tal discutirmos sobre a sua parte do trato.

— Minha parte? — perguntou o garoto, mais confuso que o normal.

— Sim. — ergueu as sobrancelhas — A parte que você morre.

Stiles levantou o olhar, o garoto já não tinha medo, não sentia nada agora, e com um sorriso, ele disse:

— Você não vai me matar... Não pode.

Edron gargalhou alto e encarou o menino.

— Por que acha isso? — perguntou.

— Porque você me quer tanto quanto ela. — sussurrou inexpressivo — Você não vai me matar.

— Você é um menino esperto.

Edron se ajoelhou a frente de Stiles, o garoto estava de cabeça baixa. Os olhos negros fitando-o lhe causavam arrepios, e por mais corajoso que estava tentando ser, sabia que não havia mais jeito, mais nada a fazer. Não hoje.

Ele sentiu seu corpo gelar no momento em que o emissário encostou em suas pernas; as unhas eram garras e as mãos ossudas. Stiles tremia, seja lá o que era aquilo, não era humano, não era mais o Edron, ou era.

Ele viu as mãos se aproximarem de seu rosto e fechou os olhos, esquecendo de respirar por alguns segundos. Talvez fosse algo da sua cabeça, um medo profundo vindo à tona, mas ele descartou tal ideia quando sentiu o hálito ardente contra suas bochechas enquanto seu queixo era levantado. Não abriu os olhos, tinha medo de olhar, o Stiles corajoso já havia ido embora, e o garoto indefeso viera à tona mais uma vez, para o azar do humano.

— Abra os olhos, Stiles. — sussurrou uma voz feminina.

O menino se assustou, a voz suave e sinistra, diferente de tudo que já ouvira em roda a sua vida.

— Abra os olhos...

Disse novamente, ainda paciente e calma, sabendo a todo momento que Stiles se renderia a curiosidade incontrolável de sua natureza, e ele se rendeu. Abrindo os olhos lentamente, mas fitando a parede, foi quando viu Edron, do mesmo jeito que antes. Ele estava sentado na poltrona ao lado de sua cama, sério, exalando ira da cabeça aos pés. De canto de olho, Stiles viu fios de cabelos negros, eles levitavam suavemente. O menino virou o olhar aos poucos, dando de cara com a figura mais horrenda dos sete mundos — se é que todos realmente existem — e prendeu a respiração no susto. A única coisa que conseguia ver eram cabelos negros e pele cinzenta, cheia de rachaduras. Olhos flamejantes, lhe mostrando como era o verdadeiro inferno, lábios finos sujos de sangue, cabelos negros como a escuridão dos olhos de Edron.

Stiles suspirou e a encarou, sabia muito bem o que iria acontecer, não adiantaria nada ter meso e chorar agora, nada iria mudar o que estava para acontecer.

— Vai doer? — perguntou.

— Você vai sentir um frio estranho, a dor virá em seguida, mas depois... É um tipo de paz. — ela acariciou o resto de Stiles, que se arrepiou com o toque gélido.

Ele viu Edron se levantar e andar em sua direção, o corpo físico perdendo a cor até ficar quase transparente, um vulto lento. Não tinha mais contra o que lutar, então, o menino olhou para a porta, encarando Derek caído no chão, não queria aquilo acontecesse mais. Nunca mais. Com ninguém. Então, tudo começou, e era exatamente igual a descrição da mulher. Enquanto Edron era sugado para dentro do corpo, tudo que ele sentia era frio, a sensação gelada petrificando seu interior lentamente.

Stiles se sentia fraco; estava trêmulo e em órbita, ainda tinha noção do que acontecia, mas estava muito desnorteado para processar tudo. Mas mesmo em meio a confusão, ele juntou forças para falar.

— O-o que a-acontece agora? — perguntou baixinho.

— Você morre.

°°° (música: Too Far Moon - Til My Heart Stops)

Derek acordou com uma dor estranha no pescoço; não se lembrava muito bem do que acontecera, mas tinha algo de errado, ele confirmou isso ao escutar gemidos de dor vindos do quarto.

Stiles...

Pensou desesperado, se levantando sem controle do corpo e correndo até a porta aberta, vendo una cena que o fez paralisar. Uma mulher de vestido branco com as pontas sujas de sangue, corpo esquelético e enrugado, cabelos longos e ressecados; um menino chorando chorando baixinho, pijama sujo de seu sangue. Em seu peito, a mão da mulher, mas não estava encostada, e sim atravessada, seus dedos eram já visíveis nas costas do garoto.

Stiles olhou para Derek e respirou mais rápido, seus olhos revirando na incessante luta para manter-se acordado. O barbado sentiu uma lágrima quente percorrer sua bochecha, e correu até Stiles e a mulher, e quando chegou perto, ela tirou suas mãos do peito do menino e desapareceu, fazendo o mesmo cair nos braços de seu amor, que se ajoelhou no chão por causa do peso de seu corpo.

Stiles já não tinha mais consciência quando foi segurado por Derek; isso desesperou o mais velho, fazendo-o entrar em pânico.

— Stiles? — perguntou baixinho enquanto repousava sua mão em cima do peito do garoto, a dor foi absorvida na hora. — Stiles? — reforçou, lágrimas bagunçando sua visão — Não... Não... Por favor...

Derek encarou o rosto de Stiles; o sangue na boca e no nariz, as pintinhas, a boca... Queria memorizar cada detalhe enquanto pensava em um jeito se ajudar, pois não conseguia se mover, algo o prendia ao chão, algo dizia para ele que deveria ficar ali. Com Stiles.

Derek fechou seu olhos, uma vaga memoria lhe veio a cabeça, era um homem de cabelos brancos, possuía tatuagens idênticas as de Atlas. Quando mais novo, Derek visitava Stânddara todas as noites, mas tinha apenas seis anos, cresceu pensando que o lugar era fruto de sua imaginação. Era o mais sensato.

Ele lembra da cachoeira, as águas tinham a cor verde fluorescente, e eram quentes, se chegassem muito perto, o vapor com certeza mataria, mas o homem estava bem a sua ponta, soltando gritos repletos de frustração, gritando palavras na língua hollen. Língua que quando mais novo não entendia, mas que faziam total sentido para ele agora. Então, mesmo sabendo que não possuía tais poderes, ele começou a repeti-las.

— Insaces liundares tavantra. — sussurrou — Insaces liundares tavantra, insaces liundares tavantra...

A cada repetição, as palavras saíam com mais sentimento, com mais medo, amor, sofrimento. A cada frase, Derek era mais verdadeiro. O barbado apertou os olhos e disse tais palavras pela última vez, começando a chorar em seguida, não queria perder Stiles, não podia. E em meio a escuridão, desesperança e o medo, tudo clareou, literalmente. De olhos fechados, Derek percebera tal claridade impedindo-o de voltar a olhar para o quarto, mas não estavam mais no cômodo, confirmou isso ao ouvir o vento, a água e outras vozes. Ele abriu os olhos. E se deparou com a mansão Eldaine. Sorriu. Seu corpo tremia e ele não conseguia se mexer, mas não era preciso, eles já sabiam que estava ali, e segundos depois, Flora e um menino quase idêntico a Atlas — só que anos mais novo — saíram correndo da casa, e fizeram aquele "lance louco" de desaparecer e aparecer, aparecendo na frente de Derek e Stiles.

— Como veio para aqui? — ela perguntou enquanto pressionava o peito de Stiles.

— Salve-o... — sussurrou.

— Leroy — Flora olhou para o garoto, que mesmo tendo um nome normal, a pronúncia era bem estranha —, ele...

— Ainda não.

O garoto disse de forma rápida, e mais veloz ainda pegou Stiles do colo de Derek, sua camisa foi rasgada quando algo saía de suas costas, revelando suas inúmeras tatuagens, como a dos outros. O barbado apertou os olhos quando as marcas do menino foram de preto ao azul frio, o mesmo azul dos olhos de Derek antes de conquistar o seu vermelho. Porém, o mais impressionante não foram as mais, mas sim as asas que se abriram quase violentamente, cada uma com uma cor diferente, o preto representando as trevas que um dia lhe corromperam, e o branco representando o que restava de bom em seu interior.

Leroy, antes que qualquer um pudesse falar qualquer coisa, deu impulso e deu um salto, voando rapidamente para longe em seguida.

— Para onde ele foi? — Derek perguntou.

— Ganhar tempo... — Flora sussurrou — Derek, eles estão aqui, os emissários, precisamos ir para longe, agora.

— Mas e o Atlas? — perguntou novamente, sem perceber que estava preocupado.

— Ele já enfrentou coisa pior, pode cuidar de seis emissários.

Flora sorriu para Derek, fechando seus olhos para que o mesmo não sentisse o impacto do que aconteceria, e depois de alguns segundos, fumaça rosada começou a surgir do chão, envolvendo os dois por completo.

Quando a névoa se foi, os dois já não estavam mais ali.

°°°

— Não seja idiota, Eldaine! — disse um dos homens. — Proteger o humano vai levar a lugar nenhum.

Atlas sorriu, seus cabelos negros balançando mesmo sem vento. Ele olhou para o homem de olhos negros a sua frente; pele escura e cabelos amendoados, nada simpático como parecia.

Eldaine deu passos curtos até a porta e a abriu.

— Se querem ficar vivos, melhor saírem. — disse, ríspido.

— Se quiser ficar vivo, é melhor aceitar o acordo. — o homem cruzou os braços.

— Nossas exigências possuem suas divergências, de fato. Mas eu não vou aceitar nada que coloque a vida daquele adolescente em perigo.

— Ele já está condenado a morte, Atlas.

— Assim como você.


Notas Finais


Vocês viram o primeiro nome do Stiles que zoado? Kkkkk "Mischief", com esse nome eu iria adorar ser esquecida.

Mentira, gente, amo ele. O jeito que se pronúncia é legal.

Caso estejam com dúvidas em relação a pronúncia do nome do Leroy, se fala (Lirôy) bem estranho, mas adoro coisas estranhas.


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