História ▶The Last Letter♣- JiKook◆ [Hiatus] - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), Black Pink, EXO, Got7
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Jackson, Jimin, Jungkook, Lisa, Mark, Rosé, Suga, V
Tags Bts, Jikook, Namjin, Vhope, Yoonmin
Visualizações 13
Palavras 3.737
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Lemon, Poesias, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Eu vim para matar!
Morram com este capitulo!
Beijossss de jikook!

Capítulo 3 - Ele não me ama!


Fanfic / Fanfiction ▶The Last Letter♣- JiKook◆ [Hiatus] - Capítulo 3 - Ele não me ama!

– Uau. – Digo quando o avisto na entrada daquele refeitório, olhando para aquela lixeira na qual, eu o jogara naquele dia. Minha dor sobe à cabeça. – To nervoso, socorro! A escola toda está aqui.

– Calma! – Jin e Taehyung tentam me acalmar.

– Ok, vamos lá – Subo em cima da mesa e recebo a atenção de todos, por tal estupidez. Jimin estava ao meu lado, sentado no banco, observando a minha idiotice.

– O que está fazendo?

– Estou tentando pedir meu melhor amigo em namoro, posso? – Eu digo, sorrindo. Os olhos de Jimin se enchem de lágrimas, porém sua expressão fica seria.

– Jungkook, isto é algo muito sério. Nós acabamos de retomar a nossa amizade.... Não acha isto prematuro? Vamos com calma, isto é algo no qual ainda não estou pronto.... Entende? – Ele diz isto, e todos ali começam a rir de minha cara. – VOCÊS PODEM PARAR DE RIR AGORA? NÃO TEM NENHUM PALHAÇO AQUI! SEUS IDIOTAS.

– Eu pensei que levaria um fora daqueles..., mas você só disse para mim ir com calma. – Digo, forçando um sorriso. E o entendo por não ter aceitado...

– Ok... – Ele me puxa, assim que desço da mesa, e me pega pela nuca, beijando-me.

 

Eu sei que você não admite fácil, eu te conheço a bastante tempo. Sempre que estou com meus amigos, sempre que estou com o seu irmão, é em você quem eu penso estar ali. Bem ao meu lado, sorrindo.

Mas o que me impede de sorrir, são as lembranças. Não sei se o Jin lhe falou, mas os meus pais do Jimin morreram... no mesmo dia daquela humilhação.

E, você não estava lá, não estava enxugando as lágrimas dele. Não estava enxugando as lágrimas de ninguém. Você o deixou, e ele ainda te ama depois de tudo o que você fez com ele.

E você o pede em namoro?

Você acha que ‘perdão’, ‘esquecimento’, e ‘eliminação do ocorrido’ produzem- se em árvores?

Mano, sério. Você pode ser fofo e tudo mais, mas não acha que agora está pegando pesado demais com ele? Você acha que os pais dele estão ali, enxugando as dele, dizendo que vai ficar tudo bem, que tudo iria passar?

Quando ele mais precisou de você, você não estava lá. Nunca esteve.

Quando ele se machucava, mais do que você o machucava. Quando ele chorava, mesmo sem ter ninguém ao seu lado chorando junto a ele. Quando ele se humilhava, mais do que você o humilha. Naquele banheiro, obsceno e sórdido, acha que ele não precisou de você? Acha que ele não precisa de você?

Recompense tudo o que perdeu. Pergunte o que não soube dele.

Ele não é o mesmo desde aquele dia.

PJ.

 

Após ler aquela carta, procuro por Jimin. O encontro na quadra escrevendo, o que acho ser uma carta, que não sei ao exato o que está escrito.

– Por que não me contou? – Pergunto, controlando-me para não chorar.

– O que?

– Por que não me contou que seus pais haviam morrido? Por que mentiu dizendo que eles haviam viajado? Por que não me disse? – Digo, percebendo uma lágrima em seus olhos. Eu já entendia a sua resposta.

– Porque se eu contasse, você iria zoar de mim por ser órfão. Porque se eu dissesse a verdade, você mentiria dizendo que ia ficar tudo bem. Por que você disse sentir nojo de mim. Eu sofri por você, muito e, até hoje, me arrependo de não ter dado valor a minha família!

– Jimin, ...me desculpe.

– Fique com as suas desculpas. É o mínimo que você faz por mim, depois de tudo – Ele diz ao levantar-se, mas quando ele ia descer a arquibancada, puxo o seu braço.

– Olha, eu sei que me afastei no momento errado, eu sei que errei e sei que não mereço o seu perdão. Mas, por favor, me ouça.

– Meus ouvidos servem para isto. Estou escutando – Seu desinteresse me alfinetava por inteiro.

– Eu sei que o máximo que fiz em sua vida foi te humilhar, foi te fazer sofrer, foi ter lhe deixado quando mais precisou. Mas, eu suplico que me deixe mostrar ser melhor, me deixe recompensar todas as vezes que te fiz chorar, que não estava ao seu lado – Eu digo, suspiro e prossigo. – Me dê uma chance de tentar fazer feliz aquele que tanto fiz sofrer.

Ele, ainda de costas, suspirou pesadamente. Virou-se para mim, e disse: – Tente. – Ele disse. Tirando minha mão de seu pulso, que para mim devia estar doendo muito, e prossegue seu caminho para casa.

 

* * *

 

Assim que chego em casa, aquela dor vem em meu coração, vem em minha mente.

– Me perdoem por não ter dado mais atenção a vocês. De certa forma, eu fui um tolo.... Não os dei atenção, eu fiquei trancado naquele quarto chorando por causa dele... Me perdoem por ser tão idiota a ponto de nunca mais ter dito que eu amo vocês.

 

9 ANOS ANTES – 03 de outubro de 2007

 

Depois de ser humilhado para a escola toda e passar os últimos horários chorando naquele banheiro daquela escola, vou até a pia lavar e enxugar meu rosto e saio do banheiro. Já com o moletom e capuz, chego ao Hall da escola e sento em um dos banquinhos que haviam ali. Observo todos ali, sorrindo. Observo Jungkook e seu irmão, em uma roda de populares. Até ele começar a vir em minha direção, e eu pensando que ele iria pedir perdão. Mas não era isto, exatamente. Foi só outra ilusão.

– E aí, viado. Muitos cú? – Ele disse, rindo. Ao olhar minha face vermelha e inchada, rapidamente ficou abatido.

– Vai para o inferno! – Meu primeiro ódio jogado em sua face. E, ao me levantar, o olho. – Eu te odeio!

Percebi em seu olhar, ele iria chorar mais tarde.

Lagrimas caiam de meus olhos no caminho de volta para casa. Eu os esperava no Hall, mas ele não foram me buscar. Eu esperava que eles estavam à minha espera na porta de casa, mas eles não estavam lá. Abro a porta e, estranhamente, vejo aquela carta.

 

Meu pequeno Jiminie, eu sinto muito, mas seus pais faleceram no voou de volta para casa. Não sei como isto aconteceu, e espero que você saiba, seu irmãozinho, que tinha acabado de nascer, também faleceu. Eu, sinceramente, espero que esteja bem, espero que não faça nenhuma barbaridade com si mesmo, nem pense em nada. Só fique em casa.

Eu, sua avó, cuidarei de você, não irei deixar que nada ocorra com você.

Sinto muito, pequeno. Eu não queria que isto ocorresse.

 

Chego amanhã à noite.

Com amor,

Sua Tia-avó Park. Te amo, pequeno.

 

Termino de ler aquela carta, já de joelhos e com lágrimas nos olhos. E olho todos os cantos daquele lugar, onde cresci. Olho a cozinha, onde jantávamos. Olho a sala, onde assistíamos televisão e riamos de idiotices. Olho o quarto deles, onde a maior parte de minha vida eu disse os amar. Olho tudo, de porta fotos ao escritório de meu pai, mesmo com os olhos aguados e inchados.

 

– Jin. Se for zoar de mim, desligue o celular! – Digo a ele, chorando.

– Jimin? O que houve?

– Eu preciso de você. Eu preciso do idiota do seu irmão. – Choro ainda mais ao lembrar do ocorrido de mais cedo.

– Estou indo para aí. Agora mesmo.

 

A campainha tocou minutos depois, e eu grito:

– Está aberta!

– Chimchim? -  Ele entra dizendo, olhando para os lados até encontrar-me no chão da sala chorando. – Foi ele, não foi?

Eu não conseguia dizer nada. Apenas neguei.

– Jiminie, me diga... me p....

– Jin, os meus pais morreram! E, agora que ele me humilhou, eu preciso dele. Eu preciso de vocês!

– Jimin, me desculpe...

– Jin, você não fez nada. Ele fez. Eu só disse que o amo, e olha o que ele fez! – Tento mostrar meus pulsos, mas antes que eu consiga puxar as mangas, Jin já havia de saber o que aconteceu.

– Jimin, por que fez isto? Ele estava fora de si!

– NÃO, SEOKJIN. – Ele se espanta com minha resposta. – Ele estava bem consciente ao fazer aquilo! Os meus pais morreram! Quando eu mais preciso deles, quando eu mais preciso dele! Ele me humilhou, eu não dei a atenção que devia aos meus pais.... Agora eles estão mortos! Minha tia-avó chega hoje à noite. E eu estou inundando a sala, COM LÁGRIMAS.

Ele não conseguiu dizer nada, somente abraçou-me e deixou que eu chorasse em seu ombro.

– Eu sinto muito! – Foi a última coisa que ele disse antes de ir e me deixar sozinho aqui, de novo.

 

Resolvo ir tomar um banho. Na banheira, ainda com roupas, eu estava ali... com uma foto de todos nós nas mãos.

Minha mãe, meu pai, meu irmãozinho. Jungkook, Jin, seus pais. E eu... sorrindo ao lado de Jungkook, ao lado de meus pais e meu irmão de colo.

– Pai, mãe... eu já sentia ciúmes dele, antes mesmo dele nascer! Agora, tenho saudades. Saudades das pessoas que sempre estiveram ao meu lado, saudades de vocês três.

Naquele dia, eu tentei me suicidar, me afogar na banheira. Morrer dormindo ali, não era má ideia. Mas, minha tia-avó chegou e me achou dormindo na banheira. Me tirou dali, e disse: – Jimin, quer me matar? Quer morrer, pequeno? Você é tão jovem!

– Não tenho motivos para continuar, San!

– Nada disto. Você ainda tem a mim. E não vai se livrar tão cedo!

 

JornalSeoul

Dia 05 de abril de 2008, a advogada mais respeitada de Seoul, Park Lee, faleceu. O neto, Park Jimin, disse que assim que acordara viu a Tia-avó no chão da cozinha quase sem ar. Argumentou, diante a nós em lágrimas, que não sabia o que fazer, com quem falar, o por que..., mas, assim que recuperou o folego e a visão que estava aguçada, ligou para a emergência rapidamente e, ainda com voz tremula, informou-nos.

 

Um mês depois.

 

Eu estava sozinho, outra vez. Não sei o que fazer, faltei uma semana na escola, mas o Tae e o Hope vieram repassar as atividades e assuntos e logo aproveitaram para levar o meu caderno para os professores corrigirem.

Eu não estava bem, só tentava sorrir diante as pessoas que via.

 

* * *

 

Não sei ao certo que caminho seguir. Depois que eles se foram, comecei a cair. Meu mundo tornou-se escuro. Eu sei que minha vida está sem sentido, perdi minha Tia-avó Lee a pouco de uns anos, sei que é muito sentimental, mas sei lá.

Ela cuidou de mim por tanto tempo, desde aquele ocorrido 9 anos atrás. Ela me fez sorrir, quando o que mais quis foi chorar. Ela me fez ri, quando lágrimas ousaram cair.

Eu fui iludido, usado, chutado, batido, pisado e humilhado por todos aqueles que achei que gostavam de mim. O mesmo de você.

Você não se importa, eu sei. Mas aqueles “Foda-se”, doíam. Seus “Foda-se” eram piores que estilete em minha pele. Eram piores que tudo.

Por mais que eu não quisesse, eu queria que você fosse menos IDIOTA e mais Útil no quesito dor.

Você não sabia que os meus pais dele haviam morrido, não sabia a dor que ele sentia. Somente fez daquilo Pior.

Você fez dele algo que sempre foi você, um covarde, um lixo, uma praga.

Fez dele, tóxico.

PJ.

 

– Jungkook, aqueles seus “Foda-se” pareciam facas, mesmo. Para todos – Jin disse, com razão. E foi embora com Namjoon.

Jin tinha razão.

Começo a andar pelos corredores, até uma mão me puxar e uma boca possuir a minha.

 

* * *

 

– Posso ser o melhor amigo de Jungkook, seu ex. Namorado do Jin, mas eu nunca irei trair nenhum dos dois, Lalisa!

– Ah, Namjoon. Sempre tem uma primeira vez... – Ela diz se aproximando, estava quase me beijando, quando o Jin aparece puxando seu cabelo.

– Pois é, Lalisa. SEMPRE, sempre tem uma primeira vez – Diz, dando-lhe um tapa. Eu amo ele. Gente! – Para uma puta como você, sempre tem um primeiro tapa.

– Jin, não prec.... – Tento dizer algo. Mas sou interrompido.

– Namjoon, para! Eu vi tudo, tá? – Ele diz sorrindo, vitorioso. E continuou, porém, ainda puxando o cabelo da garota que tentara me beijar a poucos segundos. – Agora, sua loira oxigenada, sai daqui. Ou, eu acabo com isto que você chama de cabelo, lacraia traíra!

– Eu ainda vou fazer você e seu irmão pagarem por tudo que fizeram a mim – Ela disse, rindo. Sua face estava vermelha, os lábios sangrando pelo tapa que levara agora a pouco.

– Ainda fazendo o que aqui, vadia? – E assim ela foi, a garota que quase fez eu trair quem amo. Mas, está pessoa que amo, que agora estou a beijar, é o melhor namorado de todos. Kim Seokjin.

– Nunca mais, - Ele diz, me abraçando. – Fale ou chegue perto dessa ou de qualquer outra pirua!

– Só tem uma pirua que eu posso falar e chegar perto – Digo sorrindo, e ele me olha sério. – Você, seu bobo.

Ele sorri e prosseguimos para a quadra. Próxima aula, Educação Física.

 

* * *

 

Aqui estou eu, escrevendo outra vez para você.

Pode até parecer idiota, mas eu gosto de me importa com coisas que não são minhas, eu gosto de me importa com você. Sei lá, é bom ver que todos, mesmo que eu não, estão felizes.

Eu só queria saber se, a tal verdade que espalham por todos os cantos desta escola é real, você está amando Jiminie? Você começou a sentir algo por ele?

Juro que não o contarei, estamos todos juntos. Amigos, não? Pode até ser surpresa, mas eu converso com você, falo sobre tudo. Só você que não sabe quem sou.

E, talvez, nunca saiba.

PJ.

 

– Vamos enviar? – Pode ser que eu esteja andando pelo corredor em plena aula de Educação Física, indo em direção ao armário de meu suposto destino de cartas.

Quando estou chegando em seu armário, me abalo. Somente consegui dizer:

– Não estamos namorando mesmo. Então...

Ele, rapidamente, largou aquela que, agora, sorria maliciosamente. E disse:

– Jimin?

– É... – Viro-me, já sem a carta que havia caído de minha mão, e prossigo em passos leves, direcionados a aquele banheiro, escuro e imundo, ouvindo os gritos dele atrás de mim.

– Eu fui um tolo. Ela me agarrou... Jimin, me escute! – Eu não consegui dizer nada, somente consegui andar, praticamente, até ali.

Pegando uma gilete, já que aquele, no qual não desejo referir, pegou meu estilete. Faço o de costume, modifico meus pulsos e adiciono mais palavras a aquela carta.

Como pode eu, Jimin, ser mais besta? Eu já fui usado o usado o suficiente, não?

Então, por que?

 

Pode parecer besta, mas por que mentiu para ele? Por que mentiu para todos? Você o ama mesmo?

O faz de besta por, simplesmente, ele o amar tanto?

Me diga se sente o que diz sentir. Mostre!

Você foi capaz de corresponder o beijo dela. Mas não foi capaz o suficiente para assumir o que sente por ele. Você o magoou, fez ele se sentir usado, isolado, machucado...

Fez dele um lixo, outra vez.

O tolo foi Jimin, por acreditar em você.

Pensa Jungkook, iludir ele não te faz alguém. Magoar ele não te faz alguém. Usar ele não te faz alguém.

Só faz de você mais um lixo.

PJ.

 

 

* * *

 

– Eu o magoei, outra vez.

– VOCÊ O QUE? – Jin gritou.

– A Lisa me beijou!

– E? Ela beijou, quer dizer, quase beijou o Namjoon! E ainda levou um tapa naquela coisa que ela chama de cara!

– Estou com ódio daquela puta! Se pudesse, acabaria com aquilo que ela enche que xampoo e laque! Cadáver ridículo! Puta medíocre!

– Isso fica aí, xingando ela, enquanto o Jimin está lá. Chorando e fazendo barbaridades com os pulsos!

– Quer que eu faça o que? Ele vai, simplesmente, dizer na maior frieza que eu não me importo, que eu fiz isto com ele! Ele devia me odiar! Eu sou um lixo.

– Eu quero que você levante a bunda deste chão, quero que vá até ele e diga que se importa, diga o que sente! Deixa de ser idiota, Jungkook! – Disse, dando um tapa em minha cabeça.

 

Fui até aquele banheiro, sujo e imundo, e o vejo sentado ali com a face, totalmente, vermelha e inchada. Aquelas lágrimas de dor e sofrimento, implantadas por mim, e ao seu lado, Taehyung. Por minha culpa está assim!

– A verdade é que eu não consigo chorar em frente a todos. Minhas lágrimas são por culpa de um amor que nunca será correspondido, ele mesmo disse isto naquele dia, Tae! – Ele chorava e soluçava ao dizer aquilo a Taehyung. Enquanto eu ouvia tudo ali, me corroía a dor de saber que o fiz sofrer, novamente. – Ele nunca vai se importar. Ele nunca vai saber disto – Ele havia mostrado um papel a Taehyung, que lia atenciosamente. E continuou – Ele nunca vai ler minha mente e dizer, simplesmente, que me ama. Nunca encontrará em meus olhos o mesmo brilho de quando tínhamos 10 anos.

– Você deveria ter colocado isto a seu favor, faze-lo ser somente uma história, uma história ruim. Tem tanta gente que gosta de você, que é apaixonada por você, que te ama. E você fica se humilhando por aí, por alguém que, você sabe, nunca irá notar que você a ama – Taehyung dizia. A cada palavra uma lágrima, automaticamente, rolava em minha face. Eu estava me controlando para não soluçar. E ele continuou: – Jimin, deixe esse passado sofrido e humilhante para trás, muita gente ainda está aqui para te ajudar a seguir em frente. Esquece ele.

Eu estava, praticamente, chorando. Finalmente descobri que eu o amo, que o perdi e que, de repente, nunca mais farei sorrir de novo. Nunca mais mesmo. O dia em que eu o fizer sorrir novamente, irá ser o dia em que eu tiver coragem de dizer a verdade, de dizer que o amo.

Ontem, escutei, exatamente, tudo o que ele disse a Taehyung. A dor que o causei, que causara a mim mesmo, estes anos todos.

Não consegui falar com ele, nem ontem e nem hoje. Sempre que tentei dirigir palavras a Jimin, ele fingia que eu não estava ali. Sempre que tentei me aproximar dele, ele trocava de rumo, às vezes, até dava as costas, ou mudava o assunto, ou revirava os olhos, dava-me um escorão e seguia em frente.

Quero falar a ele, mostra-lo.

O que me falta é coragem.

– Você falou com ele? – Jin, que estava ao meu lado, perguntava insistentemente.

– Eu não consegui... – Olhei para aquele que sorria e dava risadas com os seus amigos, voltei a observar Jin e continuo. – Ele estava com Taehyung, chorando e ao redor dele havia sangue e uma gilete nas mãos de Tae. Eles conversavam sobre mim, diziam o quanto o fiz sofrer...

– De fato, isto para mim já é normal. Não é a primeira vez... já ouvi isto, diversas e incontáveis vezes.

– Ele estava certo!

– Quem?

– PJ. – O respondo. – Eu fui um idiota, como você mesmo disse...

– OI? REPETE? – Ele não acreditou no que acabara de ouvir.

– EU FUI UM IDIOTA, TÁ BOM? – Exclamo. – Uma besta. Não disse a ele que eu o amo, e acabei fazendo merda. O magoei, causei mais dor a ele... agora, lá está ele, e eu aqui, lamentando sobre o que perdi.

– NOSSAAA! – Jin gritou, surpreso. – Jungkook, fala a verdade para mim – Ele continuou, curioso. Devido meu nervosismo. – Você ama ele?

– Jin, eu ainda não sei...

– VOCÊ O AMA!?

– Amo.

– Então, o que ainda está fazendo aqui? Vai falar com ele! Diga o que sente! Mostre a ele que o ama! Demonstre o que realmente sente! – Ele grita.

– Você tem razão.

– Eu sempre tenho – Ele diz convencido.

– Eu vou falar com ele.

– Vai na fé! – Ele diz sorrindo. – Só cuidado para não... IH! É agora...

Eu havia caído, em cima dele. Outra vez, e, como ele havia dito, eu não encontrei o mesmo brilho em seus olhos de quando tínhamos dez anos, a nove atrás.

– Ji-Jimin? – Tentei falar, mas seu olhar, de desprezo e ódio, havia feito de mim um coelho indefeso.

– Sai de cima de mim – Ele disse, secamente. Eu saio, foram suas únicas palavras, até ele se levantar e ir embora com os seus amigos.

Jin veio até mim.

– Eu avisei! – Ele diz, ao colocar um doritos na boca.

– Você o que ele fez? Ouviu o que ele disse? – Digo surpreso.

– O mesmo que você fazia? Vi sim. Está sentindo o que ele sentiu agora? – Ele havia virado as costas para mim, e continuou: – Fez dele um lixo, agora, se vira! – E se foi também.

 

No caminho de volta para casa, eu observara as árvores, vejo as flores quando, espero que minha visão esteja a me enganar, vejo Jimin e Yoongi se beijando em frente à sua casa. Finjo não ligar, mas minhas lágrimas são automáticas, não consegui conter o choro, elas têm vontade própria. Yoongi, sorrindo para o outro, entra para a casa de Park Jimin, deixando-me observa-los sumir diante a porta fechada.

Chorando, entro em casa e, rapidamente, jogo minha mochila em algum canto. Corro para meu quarto, trancando o mesmo, deixando Jin preocupado.

– Jungkook? Jungkook, abre! O que houve? – Ele perguntava e batia na porta.

– Só me responde uma coisa – Profiro: – Você sabia? – Ainda chorando, grito.

– Sabia o que?

– Não finja não saber! Você sabia sobre Jimin e Yoongi?

– Sim. – Ele parou de bater e ouço sua cabeça bater na porta.

– E por que não disse nada para mim?

– Porque fui saber hoje.

– Olha, eu estou muito melhor agora! Obrigado!

– Jungkook, deixa de ser sarcástico! Você sabe que ele te ama!

– Ama nada! – Gritei.

– Deixa de birra! – Ele gritou. – É impossível deixar de amar alguém do dia para a noite!

– Ele não me ama!

– E você? Você ama ele? – Ele começa, com razão: – Ama! Mas, você o amou quando o jogou naquele lixo? NÃO. Em vez disto, você sentiu nojo dele. Quer o que agora? Que ele volte para os seus braços? – Ele diz. – Ele pode amar você, mas ele gosta do Yoongi. E o Yoongi gosta dele. Queira você ou não! Aceite está dor que é melhor, eu avisei. Agora, sinta na pele o que ele sentiu.

Jin se afastou, e outra vez ele tinha razão. Mas, vejamos se ele aceita isto.

– Rose? – Ligo para a garota que gostara de Yoongi a um tempo.

– Jungkook?

– Eu preciso de você! Eu preciso que você... – Expliquei tudo a ela. – Ok?

– Ok.

 

No outro dia, Rose e eu chegamos no colégio. De mãos dadas, sua face encostada em meus ombros. Todos ali estava de boca aberta, e vi Jimin cerrando os punhos.


Notas Finais


Haaaaaaa, chorei!


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