História The Last Night - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Suga
Tags Amor, Bangtan, Bottom!yoongi, Coletânea, Jimin, Lemon, Menção Seokjin, Ódio, Suga X Bts, Top!jimin, Yoongi, Yoonmin
Exibições 152
Palavras 6.613
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Fluffy, Lemon, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Hello!

Capítulo 1 - Let Me Find Out


Fanfic / Fanfiction The Last Night - Capítulo 1 - Let Me Find Out

Não queria passar uma imagem de um filho incomunicável ou mal-educado, mas, quando se tratava de jantar de negócios dos meus pais, todo o meu bom-humor se esvaía sem nenhum aviso prévio. Naquela manhã minha omma invadiu meu quarto com um enorme sorriso cortando-lhe a face, disse-me com tamanha euforia que meu appa fora o escolhido para trabalhar em um outro país e que a noite iríamos jantar com os Park para comemorar. A princípio não reagi de modo negativo, sorri, abracei-a e elogiei meu appa e seu trabalho, porém, assim que a mais velha deixou-me novamente só em meu quarto, eu me toquei que haveria de fingir ser o bom moço para pessoas rudes e esnobes, para causar uma boa impressão à família Min. Certo, eu poderia aguentar, porém assim que adentramos a enorme sala de jantar da mansão dos Park, quando avistei o dono daquela cabeleira ruiva entre mais outros três garotos, meu sangue gelou e meu sorriso morreu ali mesmo. Mamãe teve que me dar uma cotovelada para que eu me esquivasse do olhar malicioso e perverso vindo do garoto que eu com certeza não queria encontrar nesta noite, para então me curvar e cumprimentar aos Senhor e Senhora Park e seus quatro filhos. Sim, eram todos homens e três deles eu conhecia, já que o quarto tinha cerca de vinte e três anos e já não estudava mais no colégio em que estudo junto aos outros três. Enquanto o jantar acontecia, o dono das mechas laranjas continuava a me encarar e, sinceramente, estava me irritando. Não demorei a engolir todo o meu prato e, então, me levantei educadamente e pedi para que me informassem sobre onde era o quintal, dando a desculpa de que me sentia um pouco mal e que necessitava de ar. Saí de lá apressadamente.

Park Jimin é o inferno em pessoa. O garoto duas caras que os pais acham que é um santo, todo bonitinho e educadinho. Na escola, o dono do cabelo de fogo sempre procurava fazer de tudo para ter o mais pontos em sua popularidade. Estava sempre fazendo pegadinhas com os calouros e adorava pagar uma de durão, algumas vezes até mesmo batia nos garotos do ensino fundamental, só para ganhar mais pontos em sua fama de valentão. Ele também era do time de basquete, mais especificamente no time oficial da nossa escola; já eu, ficava no reserva. Park sempre encarnou comigo, desde que botei meu pé no colégio. Quando entrei para o clube de basquete não fazia ideia de que aquele ruivo endiabrado iria estar lá com um sorriso idiota nos lábios, esperando os candidatos a jogadores para começar, ele mesmo, o nosso teste. Ele não pegou pesado comigo, muito pelo contrário. Até mesmo parecia que ele estava me ajudando a passar, o que meio que tumultuou os outros alunos, já que fui o primeiro a ser escolhido para o time. Contudo, eu sabia que ele estava aprontando, àquela risadinha após ouvir meu nome ser chamado pelo treinador me disse muito. E eu estava certo. Assim que comecei a frequentar os treinos, Park mostrou sua verdadeira intenção em me querer por perto. Nos nossos jogos de aquecimento, que se resumia a baleado e passa-repassa, ele sempre tratava de mirar a bola em mim. Eu não iria levar surra de nenhum mimadinho, que inclusive é mais novo que eu, então eu devolvia todas as tacadas em sua direção. Houve um dia em que o acertei no rosto e ele veio espumando de raiva em minha direção, porém fôra segurado pelos garotos do próprio time. Naquele momento eu não me impedi de rir, não minto. Vê-lo cuspir fogo era divertido. O meu azar foi ter que ser o último a tomar banho, já que todos os chuveiros estavam ocupados. Enquanto eu terminava de me secar, ouvi sons esquisitos vindos do fundo do lavatório. Eu não sou curioso, por isso eu deixei qualquer coisa que fosse para lá e me arrumei para sair, e eu realmente pretendia sair, só não esperava ouvir o meu nome ser chamado em meio a soluços estranhos. Eu não tinha total certeza de que queria ir na direção da voz, mas e se fosse alguém querendo ajuda?

Eu não sei o que mais me incomodou, se era o fato de que a pessoa que fazia aqueles ruídos não precisava de ajuda nenhuma, ou se era o fato de que se tratava de um garoto do time, muito provavelmente se masturbando logo abaixo do chuveiro. A pessoa estava de costas para mim, porém o cabelo de fogo e as costas bem trabalhadas deixava em evidência de quem se tratava. Eu não fiz exatamente nada, estava tão atônito que nem ao menos me dei conta de que minha bolsa havia escorregado do meu ombro e caído no chão com um baque surdo. Me assustei na hora, porém o garoto parecia não ter notado, então apenas dei meia volta, após pegar minha bolsa, e saí correndo do ginásio. Foi uma experiência horrível, nada se encaixava em minha mente, portanto resolvi esquecer daquele acontecimento, porém logo no dia seguinte, ao olhar para o rosto do Park, uma timidez estranha tomou posse de mim. Era sem motivo, afinal nada havia acontecido, não é? Mas não demorou muito para voltar com as nossas provocações internas.

Saber que Park Jimin era o filho do CEO do meu appa só me fez detestá-lo mais ainda. A minha sorte é que era bem provável que meus pais decidissem nos mudar todos juntos, assim não teria que suportar o cabelo de fogo jogando na minha cara que agora poderia me "controlar", como eu tenho certeza de que ele iria fazer.

O quintal da casa era grande, como já podia esperar. Tinha uma piscina enorme, uma casa de churrasco, grama verdinha e úmida e uma ótima visão do céu. Não reparei em nada mais, apenas me acomodei em uma das cadeiras estiradas e respirei fundo, nem ao menos percebendo que o garoto maldito havia me seguido.

- É uma surpresa te encontrar por aqui, Yoongi. - aquela maldita voz enjoada me tirou a concentração.

Eu apenas resmunguei algum palavrão baixinho e rolei meus olhos, procurando não olhar a figura irritante ao meu lado.

- Você não parece nem um pouco surpreso. - murmuro.

Ele solta uma risadinha sarcástica enquanto se aproxima e para próximo a mim, com as mãos nos bolsos da calça.

- É... Talvez seja porquê eu realmente não estou surpreso. - podia sentir a perversidade transbordar de sua boca. Por que ainda me sinto constrangido? - Mas é muito satisfatório saber que estamos mais próximos do que pensávamos.

Lanço-lhe um olhar de descaso, vendo-o sorrir ladino, e bufo em seguida.

- Por que não volta para o jantar? - sustento seu olhar. - Eu realmente não me sinto bem e olhar para essa sua cara só faz piorar o meu estado.

- Ah, qual seria a graça de ficar rodeado de gente chata, conversando sobre coisas chatas? - ele se senta na cadeira ao meu lado, ainda me olhava com aquele sorrisinho estupidamente bonito. - Não sou como àqueles idiotas-puxa-saco dos meus irmãos. Além do mais, foi minha mãe que pediu para que eu lhe fizesse companhia.

- Então diga a ela que eu agradeço, mas prefiro ficar sozinho à estar acompanhado de um babaca metido como o filho dela.

Eu disse sério, porém ele riu. Gargalhou, na verdade, segurando a barriga com as duas mãos, inclinando-se um pouco para trás. Ergui uma sobrancelha, sem entender a graça de toda a situação. Ao cessar com os risos, enxugou o canto do olho com uma mão e voltou a me encarar.

- Amo o seu humor, baixinho.

Franzi o cenho, ele estava começando a me irritar de verdade. Quem ele acha que é para me chamar de baixinho? Por acaso ele já se mediu para saber quem realmente era o baixinho dalí?

- Chamou quem de baixinho, seu anão de jardim?

- Eu já cresci bastante, hyung. - voltou a sorrir perverso, desta vez se inclinando em minha direção. - Quer ver?

Havia malicia em sua voz, ou era engano meu? Arrastei-me lentamente para trás da cadeira, procurando mais espaço entre nós dois, e ele mordeu o lábio, com àqueles olhos em riscos. Aquilo tudo me deixava, de certo modo, desconcertado, podia sentir meu rosto esquentar aos poucos.

- Proposta tentadora, porém, eu recuso. - respondi, tentando soar irônico.

Ele ergue uma de suas mãos, subindo lentamente por minha perna até contornar minha coxa com os dedos finos, apertando-me e puxando-me para perto com pressa. Seu rosto torna a ficar próximo do meu, sua expressão ainda é esquisita, algo como malícia e desejo juntos. Eu não estava gostando disso.

- É interessante te ver envergonhado. - fala baixinho, pendendo a cabeça para o lado enquanto passa a língua por seus lábios. - Fica mais atraente...

- Park, está ouvindo o que está falando? - encarei-o incrédulo. - Ficou louco ou o quê?

- Você sabe muito bem a resposta... - ele desviou o rosto para o meu pescoço, respirando levemente ali, ato que me fez arrepiar, mesmo que involuntariamente.

Tentei afastá-lo, pondo minhas mãos em seus ombros e o empurrando por ali, mas ele era visivelmente mais forte que eu.

- O que você está fazendo, seu idiota?! - gritei sussurrado, afinal não estávamos muito longe da sala de jantar e meus pais poderiam ser prejudicados caso Sr. e Sra. Park nos visse deste modo.

- Ah, Yoongi... não se faça de inocente. - ele se afastou, olhando-me de perto. - Eu sei que você viu.

-Eu vi? - repeti, ainda mais confuso. - O que eu vi, agora?

- Após o treino, no chuveiro. - suas palavras saíram ácidas, ainda assim sensuais. Ele estava tentando me manipular ou o quê? - Eu sei que viu, baixinho.

Foi quase que inevitável não arregalar os olhos. Então ele sabia que eu estava lá quando ele...? Ele riu baixinho, suas mãos subindo calmamente para a minha cintura, apertando-me sobre o tecido da calça.

- Por que acha que eu escolhi logo aquela hora para me banhar, huh? - murmurou voltando a aproximar nossos rostos. Seu olhar conseguia me derreter por dentro, mesmo que por fora eu permanecesse imóvel e assustado. - Não foi coincidência, Yoongi. Eu fiz aquilo, naquele lugar e naquela hora porquê sabia que estaria lá. Eu estou claramente caído por você, branquelo.

Não voltei a afastá-lo, quando seus lábios tocaram meu pescoço. Ainda tentava entender o que o garoto queria com tudo isso. Minhas mãos, esquecidas em seus ombros, o apertaram assim que o primeiro chupão fôra dado perto de meu maxilar. Um grunhido estranhamente fino fugiu de minha garganta no segundo, este depositado em minha clavícula. No terceiro eu já apertava meus olhos, confuso com as atitudes repentinas do mais novo.

- Pa-Park! Pare já com isso!

Soltou um riso pelo nariz, passeando com os lábios por minha tez.

- Você não quer que eu pare.

- Claro que quero!

Seu rosto novamente afastou-se de mim, apenas o suficiente para me encarar com o típico sorriso ladino.

- Tem certeza, baixinho?

Só então notei que agora estava de frente para o ruivo, minhas mãos postas em sua nuca e meus dedos enrolados aos fios curtos dalí. Um rubor estranho cresceu em meu rosto, ao que voltava a fitar os olhos pequenos do garoto de pele amorenada.

- Não tente resistir, Yoongi. - ele sussurrou, logo após selando os lábios nos meus.

Eu não consegui identificar qual era sentimento que fazia o meu coração pulsar feito um louco ou o que me fez abraçar o pescoço do ruivo com tanto desespero, nem ao menos me importava se eu deveria ou não tentar descobrir. Os lábios dos mais novo passeando sobre os meus era o que importava no momento. Levei uma de minhas mãos até a sua nuca e, novamente, predi-me em meio aos seus curtos fios. Park puxou-me pela cintura para mais perto, deixando-me na ponta de minha cadeira. Sua língua deslizou sobre meu lábio inferior e forçou caminho para dentro de minha boca, não esforcei-me a impedir, apenas permiti que o músculo quente explorasse minha cavidade com calma e logo estávamos com nossas línguas em uma dança lenta e gostosa. Houve algum momento em que Park me puxara para o seu colo, não havia notado até eu mesmo passar minhas pernas por seu corpo, cruzando-as em suas costas. Com meu rosto inclinado para baixo, já que pela posição eu estava mais alto, movi minhas mão para o rosto do mais novo, segurando em cada uma de suas bochechas enquanto mexia meus lábios sobre os seus, deixando mordidas fracas pelo seu inferior. Uma de suas mãos permaneceu em minha cintura, prendendo-me ali, e a outra subiu até meu queixo, segurando-me com cuidado antes de afastar nossos lábios. Park voltou a beijar-me, selava, surpreendentemente, de forma carinhosa a minha bochecha, descendo lentamente até meu maxilar e pescoço. Não abri meus olhos enquanto saboreava das sensações deliciosas que era ter os lábios cheios do mais novo explorando minha pele. Um suspiro surpreso escapou dos meus, ao que o garoto passou a deixar mordidas pequenas em minha clavícula. Sua mão em minha cintura empurrou-me calmamente em movimentos circulares, o que me fez notar o volume abaixo de meu corpo.

Afinal, o que estávamos fazendo? Ainda éramos Park Jimin e Min Yoongi, os dois garotos que não se simpatizavam de jeito nenhum, além de sermos dois rapazes, duas pessoas do mesmo sexo... Isso tudo era realmente errado, eu deveria me afastar, correr para os meus pais e implorar de joelhos para que fossemos embora, mas então por que minha vontade era de voltar a beijar o ruivo? Arg, maldição!

- Ji-Jimin... Park Jimin! - murmurei sôfrego, sentindo, agora, a sua outra mão agarrar minha cintura e ajudar nos movimentos. - Minie pare! I-Isso é tão errado...

Uma risada abafada e curta foi solta ainda na curva de meu pescoço, ele puxou-me para mais perto ainda, colando nossos corpos. Abri meus olhos, encontrando-o já a me observar.

- Por que seria errado, Yoongi-ah? Hum?

Pisquei atônito, sabia qual deveria ser a minha resposta, porém nada saía. Forcei-me a falar algo, ao ver o seu sorriso ladino voltar a brincar em seus lábios avermelhados.

- S-Seus pais... e m-meus pais... - apertei meus olhos com força, xingando-me por estar gaguejado tanto. - Eles podem ver isso...

- Então é só isso? - sussurrou, seus lábio tocavam aos meus a cada palavra solta.

Seus olhos estavam presos aos meus, me senti exposto sob aquela imensidão negra. Assenti, ainda que incerto, e então ele riu, agarrando minhas coxas com ambas as mãos e se levantando comigo em seu colo. Agarrei-me a ele, desesperado pela atitude imprevista. O garoto começou a caminhar em direção a porta que dava acesso à cozinha. Arregalei meus olhos.

- Yah! Park! - remexi-me em uma tentativa falha de alcançar o chão. - O que está fazendo?!

O ruivo não me respondeu, continuou a caminhar cautelosamente. Passou pela sala de jantar, agora vazia, com calma e então subiu as escadas que ficava logo ao lado, tentando não emitir nenhum som. Ainda assustado, pude ver pelos ombros do Park os meus pais, os Sr. e Sra. Park e seus outros filhos conversarem com ânimo. Eles pareciam íntimos, mas meu interior, no momento, não se importava com nenhum traço de amizade que poderia existir alí, e sim com a possibilidade dos mais velhos nos flagrarem na situação em que estamos. Meu nervosismo só aumentou quando percebi que o mais novo havia me levado à um quarto qualquer, que eu não tinha certeza que pertencia a ele, pois a organização era tamanha e isto não combinava com o jeito do Park. Ele fechou a porta, comigo ainda em seu colo, e caminhou até a cama, onde me sentou com o que eu poderia chamar de delicadeza. Eu o olhei com receio, equilibrando-me com as mãos espalmadas ao meu lado enquanto ele se ajoelhava em minha frente. Seus olhos focaram nos meus, pude sentir meu corpo tremer ao reparar em sua aparência bagunçada de forma tentadora e bonita. Ele sorriu pequeno, aproximando-se lentamente enquanto suas mãos me cercavam na cama.

- Está com medo, Yoongi-ssi? - perguntou baixinho, o cabelo, antes partido no meio, agora cobria seus olhos em uma mistura de fios alaranjados. Isso fazia o desgraçado ficar apenas mais atraente. - Não tem que ficar... afinal, nada aqui será feito sem a sua concepção.

Suspirei, ainda encarando os olhos meia-lua do mais novo. O que ele havia feito comigo? À pouco eu o odiava com todas as minhas forças e, de repente, me torno tão submisso a ponto de suspirar por apenas algumas palavras. Ah, isso era tão errado...

- Hyung? - seu rosto estava novamente próximo ao meu e seus lábios ameaçavam atacar aos meus mais uma vez, como eu já estava ansiando. - Diga algo...

Levei minhas mãos até as semelhantes do ruivo, deslizei-as por os braços providos de belos músculos até chegar aos ombros firmes, onde massageei até encontrar a borda de seu paletó, para então deslizá-lo e, com ajuda do mais novo, descartá-lo ao chão. Park Jimin me deu um belo sorriso, voltando a beijar minhas bochechas e, em algumas vezes, meus lábios. Ajudei-o a retirar meu próprio blazer e só então notei que, enquanto eu vestia uma camisa social de mangas longas, branca e de botões, ele usava apenas uma regada lisa de cor branca. Claro, formalidade nunca foi sua praia, não é mesmo?

Eu sorri, ao que o mais novo me puxava novamente para o seu colo, ainda no chão.
Desta vez eu capturei seus lábios, iniciando um beijo intenso enquanto suas mãos apertavam-me rente ao seu corpo e as minhas novamente seguravam em volta de seu rosto para facilitar nossos movimentos. Não enrolei para introduzir minha língua em sua boca e logo voltamos àquela dança mansa. Suas mãos escorregaram devagarinho até alcançar minha bunda, apertando ali com força, o que me fez soltar um gemido tímido contra sua boca. Ele sorriu entre o beijo e apertou novamente. Me remexi em seu colo, tendo em mente como o objetivo adiantar nosso lado.

Por mais que o momento e o motivo de eu estar ali não fosse propício para o que estávamos a - ou que iríamos - fazer, meus instintos já me enganavam e eu já nem pensava nas consequências que aquilo poderia ter. Por isso levei minhas mãos até a barra de sua regata e a puxei lentamente. Park estendeu os braços, ajudando-me a retirá-la, e então me forcei a abandonar seus lábios para observar um pouco de sua nudez. Sempre soube que o mais novo tinha um corpo escultural, já que sua vida se baseava em exercícios e treinos, não é preciso ser íntimo do ruivo para saber disso, mas poder admirar com meus próprios olhos já era de tanto, satisfatório. Era ainda mais encantador pela pele amendoada, me atraía de um jeito totalmente esquisito para mim, uma vez que nunca tive qualquer tipo de relação com a outra pessoa sendo do mesmo sexo que o meu. Park riu sarcástico e tomou minhas mãos entre as suas, depositando-as em seu próprio peito e puxando-as para baixo, fazendo-me sentir seus músculos bem trabalhados em meus próprios dedos. Mais uma vez meu corpo tremeu, acompanhado por uma chuva gostosa de arrepios.

- Você gosta disso, Yoon? - sussurrou rente ao meu ouvido. - Gosta do que vê, não gosta?

Assenti enquanto uma timidez repentina decidiu repousar em minhas bochechas, algo que com certeza não passou despercebido pelo ruivo, que riu mais uma vez. Já estava me acostumando com aquela situação.

- Então aproveite, hyung. - inclinou-se para perto de meu ouvido novamente e sussurrou, antes de mordiscar levemente meu lóbulo - Sou todo seu.

Fechei meus olhos, deixando meus lábios separados para que minha respiração pesada pudesse escapar. Park soltou uma de minhas mãos apenas para segurar minha cintura e me empurrar levemente para trás. A outra, a que ele ainda mantinha presa entre seus dedos firmes, foi direcionada calmamente para dentro de sua calça. Senti meu coração palpitar enquanto permitia que o mais novo comandasse. Embora que ainda houvesse mais uma camada de pano, a ereção era evidente e os meus dedos foram postos ao seu redor. O mais novo começou a movimentar minha mão sobre seu falo, estimulando-o de forma paciente. Seus olhos se fecharam e seus lábios foram repuxados por entre seus dentes enquanto a cabeça tombava para trás. Park aumentou o aperto, enquanto seus gemidos roucos eram insistentemente contidos. Usei minha mão livre para afastar o toque do Park sobre meu outro pulso e o movi com um pouco mais de velocidade. O ruivo olhou-me um pouco surpreso, o que me fez sorrir positivamente. Ainda o estimulava quando passei a desabotoar sua calça, procurando livrá-lo do aperto enquanto o meu próprio me fazia suspirar incômodo e baixinho. Assim que sua bargilha fôra aberta, deixei de masturbá-lo para baixar sua peça íntima apenas o suficiente para que seu membro estivesse livre. Mordi meu lábio, tomando seu músculo com ambas as mãos e logo em seguida movimentando-as para cima e para baixo, apertando em alguns pontos. O ruivo já havia pendido o rosto novamente para trás, gemendo gostoso e arrastado. Estava me divertindo com a situação do garoto, então deixe que meus movimentos fossem lentos e longos, indo da base até o topo. Park olhou-me com repreensão e eu ri, inclinando-me lentamente até tocar meus lábios na cabeça já inchada. Ele tremeu, baixando a cabeça para me encarar com os olhos bem abertos. Sem me afastar muito, desci do seu colo e comecei a espalhar beijos por todo membro, Park ofegou surpreso ao que, lentamente, fui engolindo todo seu falo. Sorri, movimentando minha cabeça para cima e para baixo ainda de forma lenta. Sentia seu pênis tocar minha garganta; era algo incômodo, mas a adrenalina e o desejo não me permitiam parar o contato. Quando aumentei a velocidade o mais novo não se conteu em soltar um gemido alto, ri ainda engolindo seu músculo e isso pareceu afetá-lo de algum modo bom, já que revirou os olhos. Seus dedos se embrenharam em meus fios, empurrando e puxando minha cabeça conforme seu falo pulsava. Pretendia continuar, porém o ruivo puxou-me de vez, o que me fez soltar seu pênis com um som engraçado.

- Yoongi... - sua respiração estava pesada, o suor já escorria pelo tronco despido. - Vai 'pra cama. 

Apenas o obedeci e o observei retirar as roupas que restaram e os sapatos, caminhar até a porta para trancá-la - de pensar que fiz tanta coisa com ela aberta para que qualquer um invadisse nossa privacidade... - e então voltar em minha direção, parando apenas para retirar um pote pequeno de algo que deduzi ser lubrificante e um pacote de camisinha de dentro de uma das gavetas do seu guarda-roupa. O ruivo me encarou, olhando de cima a baixo, e então voltou a dar seu sorriso ladino.

- Tire suas roupas, Yoongi.

Chutei meus sapatos para qualquer lugar e coloquei-me de joelhos, erguendo meu tronco com a intenção de retirar minha camisa social, porém ele impediu-me de desabotoá-la, segurando meu pulso esquerdo. O olhei confuso.

- Tire apenas as de baixo. - sussurrou. - Quero tentar algo.

Ri bufado.

- Um fetiche? - perguntei, desabotoando apenas nas mangas e em minha gola, logo após sentando-me novamente e puxando minha calça junto à minha cueca para meus pés.

Jimin deu de ombros, rasgando o pacote de cor escura e já pondo a proteção em sua ereção.

- Talvez... - murmurou voltando a me encarar com apenas um canto dos lábios estendido.

Joguei minhas roupas para fora da cama e arrastei-me até o seu encosto. O ruivo agora me observava com atenção, sentia-me como uma presa prestes a ser devorada. E, justamente como um predador, o garoto subiu na cama e engatinhou até estar com o corpo quase colado ao meus. Suas mãos subiram por minhas pernas, apalpando minhas coxas e as apertando enquanto separava-as. Ele se encaixou ali, seus olhos presos nos meus me davam arrepios na alma. Park lambuzou a mão com o lubrificante, logo depois arrastou-a por seu pênis, enquanto a outra largava o pote sobre a mesinha ao lado. Seus lábios voltaram a tocar minha pele, desta vez seus chupões não eram nada castos. Ardiam, porém me excitavam de uma forma constrangedora. Me assustei ao sentir algo gelado rodear minha entrada, o ruivo não deixou de rir ao notar meu pequeno pulo.

- Sabe, Yoongi... - sua voz saía lenta e abafada por estar com o rosto em meu pescoço. Seu dedo ainda brincava em volta do meu anel. - Eu sempre te achei gostoso... Quando te vi chegar no colégio com toda aquela pose marrenta, eu passei a te desejar a cada segundo.

Um gemido estranhamente fino rasgou minha garganta ao sentir o primeiro dedo me invadir. Minhas mãos correram até as costas do mais novo, onde cravei minhas unhas sem dó. Jimin riu mais uma vez, movimentando o dedo lambuzado dentro de mim com lentidão.

- Te irritar apenas servia como um meio de aumentar o meu desejo por você. - não esperou muito para introduzir um segundo dedo.

Meus olhos encheram-se de lágrimas, puxei o ruivo para mais perto e deixei uma mordida casta em seu ombro. Ele estava tentando me distrair com toda aquela conversa? Bem, não estava dando muito certo.

- Uhm, Jimin... - gemi sôfrego, fechando meus olhos e encostando minha testa em seu ombro.

- Nos treinos de basquete, então... perdi as contas de quantas vezes deixava de jogar para observar como a sua bunda ficava mais deliciosa ainda naquele short apertado. - riu. - Me perdoe por ser tão inconveniente, mas era, e ainda é, impossível de resistir.

Seus movimentos estranhos dentro do meu canal me fazia suspirar e ofegar com o incômodo. Eu realmente sentia que não iria me acostumar com aquilo, e só piorou ao sentir o terceiro dedo me adentrar devagarinho.

- Arg... filho da mãe... - sussurrei, recebendo um beijo sem fôlego algum logo após.

- Adoro te ver xingar. - murmurou, sorrindo. - Só aumenta minha vontade de corrompê-lo por completo.

Seus dedos ião fundo, Jimin os movia apressadamente, do mesmo modo que passou a mover sua outra mãos em volta do meu próprio membro. Gemi com a deliciosa mistura de ambas as sensações. Os dedos dentro de mim ainda me incomodavam bastante, doía bastante, mas com o tempo começou a me proporcionar um certo prazer. Era doloroso e estranho, mas um estranho bom... Um estranho gostoso.

- Ah, Jimin-ah... - acabei por deixar escapar, enquanto uma de minhas mãos segurava o curto cabelo de sua nuca com força, mais uma vez puxando-o para perto.

Estava realmente gostoso, seu toque estimulando meu pênis e seus dedos em minha entrada... Era algo novo e prazeroso. Mas eu, aos poucos, passava a desejar mais contado. Tanto que, sem nem notar, já estava jogando meu quadril contra os dedos do ruivo. Ele não continuou com o movimento por muito tempo, retirou seus dedos vagarosamente e então separou ainda mais as minhas pernas, puxando-me um pouco afim de me deitar. Park se pôs acima de mim, uma mão em cada lado do meu corpo e os olhos cravados nos meus. Ele sorriu, abaixando-se para selar meus lábios com leveza e então puxou minhas pernas para sua cintura, fazendo-me rodeá-la novamente.

- Você sabe que vai doer, não sabe? - senti-o se encaixar entre minhas coxas, sua pele quente entrando em contato com a minha.

Eu balancei a cabeça para sua pergunta, me sentia um pouco ansioso para começar logo com aquilo, porém ao mesmo tempo desejava que acabasse logo. Jimin plantou beijos molhados abaixo de minha orelha e moveu-se, posicionando seu membro em minha entrada para então invadí-me aos porquinhos, lenta e dolorosamente. Abri minha boca em busca de ar enquanto um grito morria em minha garganta. Cravei minhas unhas nos braços do ruivo e arqueei as costas em busca de alívio na extrema ardência lá em baixo. Jimin gemeu manhoso, apertando os olhos com força enquanto continuava a deslizar para dentro de mim. Meu quadril inteiro doía e, com isso, lagrimas se formaram nos cantos dos meus olhos. As sensações não estavam sendo boas, queria empurrar o ruivo para longe de mim, porém não o fiz ao sentir seus lábios beijando meu rosto e uma de suas mãos acariciando minha coxa.

- Desculpa... - ouvi sussurrar antes de pousar o rosto no vão do meu pescoço.

Eu não tinha ideia do que fazer, Park estava quase que imóvel, ainda dentro de mim, e o incômodo absurdo lá em baixo não passava. Suspirei dolorosamente, o que fez o mais novo me encarar, e resolvi me mexer, subindo e descendo o quadril lentamente. A dor piorou, a princípio, mas eu sentia que, caso eu continuasse naquela posição, as consequências futuras seriam piores. Continuei com os movimentos, ouvindo o ruivo soltar gemidos roucos rente ao meu pescoço.

- Yoongi... - gemeu, voltando a segurar minha cintura com as duas mãos e continuar com os movimentos ele mesmo.

Agarrei-me aos seus ombros, ao que ia aumentando a velocidade das investidas. A dor começara a diminuir e a sensação estranha, porém gostosa, voltava com calma. Respirei fundo, fechando os olhos e aproveitando o prazer, que aumentava aos poucos. Abri meus olhos quando ouvi meu nome ser chamado baixinho. Jimin já me observava, os olhos pequeninos brilhavam em excitação e o suor já grudava alguns fios em sua testa. Sorri, mordendo meu lábio com força ao sentir a dor dissipar-se em prazer. Meu corpo esquentou, novamente, Park estocava fundo e continuava a gemer meu nome baixinho. Com a excitação de volta ao meu corpo, ajudei o ruivo com os movimentos, jogando meu quadril contra o seu, friccionando ainda mais nossos corpos. A camisa social colava ao meu tronco com a ajuda do suor, mas ainda assim eu a mantinha em mim com objetivo de satisfazer ao mais novo. Repentinamente, ele parou de me estocar. Segurou minha cintura com força e ergueu meu corpo sem sair de mim, fazendo-me sentar em seu colo. O olhei confuso; as vezes eu tinha certeza que o garoto não se lembrava de que eu era um total leigo em quesito "relações sexuais com homens".

Park sorriu malicioso, as mãos ainda em minha cintura puxaram-me para cima e então empurraram-me para baixo. Soltei um suspiro surpreso, sentindo seu pênis me preencher mais fundo e com mais força. Segurei-me em seus ombros, apoiando cada uma das minhas pernas ao lado do quadril do de pele amorenada, e passei a impulsionar-me sobre o seu colo. Ele gemeu arrastado, fechando os olhos e apoiando a cabeça no encosto da cama. Suas mãos escorregaram para minha bunda novamente, apalpando-a para logo em seguida desferir um tapa em meu lado direito.

- Ahn, Jimin-ah... - gemi sôfrego, passando a me mover mais rápido.

- I-Isso... Hm... - murmurou, alisando meu corpo ao voltar suas mãos para a minha cintura, onde apertou. - Geme meu nome, Yoongi, geme.

Se estivesse sóbrio em meus pensamentos, provavelmente eu acharia a situação ridícula e mandaria o ruivo tomar em algum lugar, porém eu apenas o obedeci. Gemi seu nome diversas vezes, enquanto já perdia as forças de em minhas pernas. Park passou a me estocar, mesmo sentado. Ia tão fundo que, em algumas das investidas, chegou a tocar minha próstata. Meu corpo tremeu com a sensação incrível. Era tão gostoso e excitante que eu achava ser surreal. Obriguei-me a morder meus lábios e assentir freneticamente quando Jimin perguntou-me se "era aquele o meu ponto". Eu não fazia ideia do que ele estava se referindo, mas sabia que queria sentir aquilo mais uma vez, e logo eu senti. Deixei de me mover, já cansado, e Park continuou a me estocar e me empurrar contra o seu colo, acertando aquele lugar diversas vezes. Eu gemia o chamado, meu tom se tornando não tão baixo. Passei a alisar meu pênis na mesma velocidade em que era estocado. Inclinei meu rosto para o pescoço do ruivo, permitindo-me deixar marcas pela tez amorenada no mais novo com pequenos chupões e mordidas. Meu corpo voltou a tremer forte, eu sentia que não suportaria mais, então aumentei a velocidade da minha mão sobre meu falo e apoiei-me no Park com minha outra mão, arranhando seu ombro, enquanto o ruivo deixava uma mordida casta na base do meu pescoço.

- Ji-Jimin... Eu acho q-que... - não conseguia falar, os espasmos estranhos e prazerosos impediam-me de, se quer, pensar.

Jimin sorriu ladino, mordendo minha bochecha antes de sussurrar com voz rouca.

- Goza pra mim, Yoonie.

E, mais uma vez, mesmo que sem meu próprio consentimento, eu o obedeci e me derramei em meus próprios dedos com curtos jatos de esperma. Mais um tremor bom passou pelo meu corpo, o prazer intenso me fazendo gemer o nome do mais novo um pouco alto para aquela situação. Eu sentia meu corpo sensível e as investidas de Jimin apenas prolongavam as sensações gostosas, porém logo ele gozou gemendo meu nome, arrastado e manhoso. Ele apertou seus braços, ainda em volta da minha cintura, e aos poucos foi cessando com os movimentos; eu apenas abracei-o pelo pescoço e deliciei-me com os suspiros gostosos do ruivo. Apoiei meu rosto em seu ombro, observando seu belo rosto naquela posição. Ele respirou fundo, passando a acariciar minhas costas ainda cobertas.

- Apesar de toda a sua beleza incomum, sabe o que mais me chamou a atenção em você? - perguntou baixinho.

Balancei minha cabeça um pouco confuso e ele sorriu de um jeito que eu ainda não havia visto. Era um sorriso doce, com sentimentos.

- O seu jeito, Yoongi. - ele me olhou, ainda sorrindo, e continuou a sussurrar. - Por mais que você fosse um garoto azedo e levado comigo; veja bem, eu sei que eu fazia por onde merecer; eu via o seu modo de olhar as pessoas, eu via o quão doce você era com quem convivia, o quão bom e inteligente você é... - ele suspirou. - Foi aí que eu vi que eu estava perdido... Eu me apaixonei por você. Não somente por sua beleza, mas também pela pessoa que você é.

Park Jimin era lindo. De todas as formas, eu sabia disso. Não importa o quanto ele agisse de forma desleixada ou ignorante, sempre haverá aquele brilho bonito em seus olhos, que pude enxergar pela primeira vez apenas a pouco tempo atrás, enquanto ainda nos amávamos. Mas eu enxerguei esse brilho ainda naquele momento, enquanto ele se declarava. Então, descobrindo o verdadeiro Park Jimin, eu o beijei da forma mais lenta e apaixonada o possível, acariciando seu pescoço. De algum modo que não faço questão de saber, eu sentia o mesmo pelo garoto que cheguei a odiar. Eu estava apaixonado, mas, no fundo, eu sabia que já era tarde e, pensando no modo em que eu estava mais cedo, amaldiçoei toda a terra pela futura decisão dos meus pais de viajar-mos todos juntos.

Nos afastamos com longos selos, sorrimos um para o outro e então, tão de repente, senti minhas bochechas esquentarem fortemente, ao enfim me dar cota de tudo o que fizemos. Jimin riu, retirando-me delicadamente de seu colo, e levantou-se, indo em direção à uma porta que deduzi ser o banheiro. Aproveitei-me para procurar algo que pudesse usar para me limpar nas gavetas da mesinha logo ao lado da cama, encontrando lenços umedecidos. Limpei-me, deitei-me em um lado da cama e cobri meu corpo com a coxa jogada em um canto do quarto bagunçado. Coloquei meus braços sobre meu rosto, sentindo a vergonha por ter feito tantas coisas que nem imaginava fazer - ainda mais com Park Jimin - pousar sobre meu rosto. Pouco tempo depois senti o colchão ao meu lado afundar e então um par de braços bem trabalhados puxaram-me para perto do seu dono, por debaixo da coberta, me fazendo suspirar e baixar os braços para olhar o ruivo. Ele sorriu e eu o retribui, ganhando mais alguns selos em meu rosto e em meus lábios. Ele se aconchegou com o rosto novamente em meu pescoço e respirou fundo alí. Levei uma de minhas mãos até o seu cabelo e comecei a lhe fazer um carinho leve.

- É lamentável saber quem você realmente é apenas nesta noite, Park Jimin. - sussurrei, fechando meus olhos. - Talvez, se houvesse me chamado naquele dia, no dia em que eu te acertei com a bola, talvez não estivéssemos nesta situação. Em uma noite de recepção e de despedida.

Ele riu baixinho, puxando-me para mais perto de seu corpo.

- Não é uma despedida, hyung. - sussurrou de volta. - É um início de muitas próximas noites de amor.

E, assim, bem abraçados e enlaçados, nós dormimos. Nem mesmo nos lembramos de que, em algum lugar da casa, nossos pais estavam conversado e poderiam, até mesmo, terem escutado algo duvidoso vindo do andar de cima, mais especificamente de um dos quartos. Eu realmente não me importava, pois finalmente havia descoberto que o que eu sentia por Park Jimin não era ódio, e sim algum tipo de paixão renegada.

|•| Bônus |•|

O mais velho dos progenitores dos Park se levantou da poltrona com um suspiro cansado, porém satisfeito. Abriu um sorriso doce aos pais e aos visitantes e se curvou minimamente.

- Eu realmente adoraria permanecer para prosseguir com a conversa, porém é necessário que eu acorde cedo, ainda hoje. - disse, calmo e suave; os outros dois garotos também se levantaram e se curvaram para os mais velhos. - Tenham uma boa noite, Sr. e Sra. Min.

Após beijarem aos pais, os três seguiram para seus devidos quartos com calma. A Senhora Park arregalou os olhos pequeninos observando os filhos subirem as escadas, e levantou-se logo em seguida.

- Céus, passamos do horário! - resmungou descrente. - Perdoem-nos, estávamos tão entretidos que nem, ao menos, nos demos conta.

- Não é problema algum, querida. - Sra. Min sorriu.

- Só um minuto, irei chamar nossas crianças. - acenou e saiu apressadamente da sala.

A mulher de pele amorenada seguiu até a área de lazer, procurando pelos garotos que descobriu estudarem na mesma escola, porém não os encontrou. Franziu o cenho, confusa. Se perguntava onde estariam, já que não havia visto nenhum dos dois passarem pela sala. Estaria tão dispersa, assim, naquele dia? Suspiros, voltando para dentro da casa e seguindo os passos dos filhos, subindo as escadas. Estava prestes a bater na porta do quarto de Jimin, seu filho mais novo, quando Seokjin, o mais velho, impediu-a, segurando seu pulso.

- Eles estão dormindo. - disse baixo, soltando o pulso da matriarca. - Acho que seria bom deixar o pequeno Min aqui. De qualquer modo, ir para casa a esse horário é meio perigoso.

Senhora Park ponderou um pouco, dando-se por vencida no fim. Suspirou e sorriu para o maior.

- Tens razão, querido. - murmurou. - Irei convidá-los para passar a noite aqui, afinal, não seria legal acordar o filhote deles, não é mesmo?

Seokjin sorriu, assentindo, e a mais velha voltou para o andar de baixo. A verdade era que o moreno mais alto havia visto os dois mais jovens beijando-se na piscina, até mesmo subindo as escadas. Riu soprado, olhando para a porta do quarto do irmão. Por sorte, apenas ele conseguiu ouvir um pouco do que havia acontecido ali. Mais tarde cobraria um alto preço ao mais novo. Park Jimin estaria em suas mãos.


Notas Finais


Então... quanto tempo, hein? Quase um ano hehe

Dei algumas revisadas, mas podem me informar se houver algum erro ;)

Bem, eu estive pensando muito - muito mesmo - e decidi fazer um especial Suga x BTS (porque o Yoon é meu baby, então se for me acompanhar, se acostume -p), e essa já é a segunda fic desta coletânea (?) que postei. Para caso alguma leitora não ter entendido de primeira, irei explicar: Dei início a uma coletânea (?)² que é do Yoongi com os outros membros do BTS, serão no total sete One Shots (sim, sete e não seis), e se é uma One Shot, claramente, vai ter apenas um capítulo, sem mais nem menos. A primeira da coleção foi P.A.R.Q.U.E, uma Taegi, esta é a nossa segunda com Yoonmin. A terceira eu pretendo fazer com Yoonseok ou Yoonkook, ainda irei decidir entre os dois shipps. Não vai ter um gênero certo,vocês podem ver que a primeira foi mais fluffy e esta teve um lemonzão e um tiquinho de fluffy, então não esperem que tenham limonada em todas, pois na verdade eu pretendo variar nos temas, tipo, neste foi amore ódio, o próximo pode ser contos de fadas e blablabla. Como são sete, a última da coleção será especial, segredinho que só irão saber daqui a um fucking tempo. Enfim, espero que eu não tenha dificultado mais.... Qualquer dúvida, deixe nos comentários.

Obrigada a todos que chegaram até aqui, um beijão e até a próxima!


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