História The Last of Us - Capítulo 17


Escrita por: ~

Postado
Categorias The Walking Dead
Personagens Andrea, Beth Greene, Carl Grimes, Carol Peletier, Daryl Dixon, Glenn Rhee, Hershel Greene, Lori Grimes, Maggie Greene, Merle Dixon, O Governador, Rick Grimes, Sasha, Tyreese
Exibições 118
Palavras 1.525
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Romance e Novela, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hey babes! Bem, eu tenho mania de me inspirar no que vejo, assisto ou escuto para fazer capitulos
Esse foi baseado no livro A Divina Comédia do artista Dante - ele é meio que um devaneio de pensamentos com um final um tanto...perigoso, vocês verão!
Peço para que por favor comentem, é o que mais me anima a escrever! As vezes os comentários ficam tão vazios e não faço nem ideia se vocês estão gostando ou até mesmo se estão lendo! Então, se puderem, por favor comentem!
Novas leitoras, bem vindas!
Bem, espero que gostem do capitulo!

Capítulo 17 - Inferno


Fanfic / Fanfiction The Last of Us - Capítulo 17 - Inferno

 

“Meu coração estava falando com a minha cabeça
Disse: -Eu já amei uma vez; e nunca mais vou amar de novo
Então minha cabeça respondeu: -Eu também sinto falta dela, era agradável admirá-la”
– Body Parts, Plain White T’s

 

Meu pé insistia em batucar no chão, subindo e descendo, com a ponta do pé sempre colada ao asfalto. Minhas mãos não sabiam o que fazer ou onde se posicionar, mas acabei decidindo coloca-las no casaco. Uma onda de vento frio bateu em minha face, fazendo com que eu fechasse os olhos, sentindo meus cabelos balançarem e a friagem descer por meu pescoço. Meus olhos percorriam a longa linha que dividia uma faixa da estrada da outra, notando os pés de Daryl, pesados pelas botas, finalmente retornarei de um passeio (ou fuga, chame do que quiser) de cerca de quarenta minutos.

 Me levantei ao notar que ele se aproximava de seu (nosso?) grupo. Meus dedos agarravam os fiapos por dentro da jaqueta enquanto eu o observava fervorosamente, sem sequer desviar o olhar por um segundo, mas Daryl mantinha sua visão focada na pista, parando ao lado de sua moto. Rick se aproximou e tentou falar algo com ele que não compreendi, mas Daryl o ignorou, subindo na moto, mantendo uma pose distante e rude, com sua face enrijecida e bruta. O motor roncou alto, ecoando por todo meu interior. A fumaça saiu do cano, negra e dissipando junto ao ar, sendo o único rastro deixado para trás. Tentei ir atrás dele, mas meus movimentos, lentos passos, foram inibidos pela mão de Rick que segurou meu braço com firmeza.

Não foi necessário que palavras fossem pronunciadas para que eu compreendesse o que tentava me passar, somente seu olhar já dizia tudo que sua mente pensava. Nesse novo mundo parece que a medida que o tempo passa, as palavras diminuem e o afastamento aumenta.

Suspirei, voltando as mãos ao bolso. Olhei para os lados, preocupada que o ronco da moto tivesse atraído...eles, mas continuávamos sozinhos.

-Temos 5 lugares no carro e... – Rick disse contando as pessoas com o dedo – sete pessoas – suspirou – Sam, você se importa de ficar com seu irmão, sua sobrinha e Merle aqui? Vamos voltar, claro, só deixar Glenn, Maggie e Michonne na prisão

-Não, claro, tudo bem – falei, ainda fitando a mata.

E assim a primeira leva partiu e a medida que se afastavam, pude sentir o olhar de Merle pesar sobre mim, o bufar de suas narinas exalando junto com um pequeno riso debochado.

Suspirei mais uma vez, me jogando ao lado de meu irmão, enquanto acariciava os cabelos de Lucy.

Só espero que tudo fique bem.

***

Meu rosto parecia ter se aderido ao vidro do carro. Sua antes frieza que me acalmava, havia se transformado em um calor irritante e desconfortável, mesclando o suor com a sua superfície lisa. Eu batia minha unha no vidro cada vez que via um errante. Erra um nada constante, mas continuo “tic” que eu mal ouvia, visto que estava completamente perdida em meus pensamentos.

Vê-los vagando pela terra, miseravelmente, inertes de pensamentos, somente vagando eternamente, sem rumo, sem fim, me fez recordar de um artista que li quando adentrei a faculdade.

Dante.

Mais especificamente em sua obra, A Divina Comédia, e mais especificamente ainda na parte que realmente fazia sentido em relação ao mundo atual.

O Inferno.

O Inferno é a primeira parte da "Divina Comédia" de Dante Alighieri, sendo as outras duas o Purgatório e o Paraíso.

Óbvio que todos esses três estados tem uma origem história e bíblica, e por mais que eu não seja religiosa, é impossível negar tamanha criatividade e artimanha na criação deles. Tão bem pensados e elaborados que é de tirar o fôlego desde o crente mais fiel até o mais pecador ateu.

A viagem de Dante percorre o conceito medieval de Inferno, aquele período onde a Igreja reinava mais do que o próprio Rei, na época na qual a Inquisição era algo visto justo e utilizado como instrumento de poder e manipulação, além de controle da população, ah! Também foi a época onde mulheres, normalmente parteiras e/ou possuidoras de conhecimentos de ervas eram queimadas por serem vistas como “bruxas”. Ah, a Grande Idade Média! No poema, o inferno é descrito com nove círculos de sofrimento localizados dentro da Terra. Sua obra foi retratada diversas vezes por diversos artistas como Dalí e Botticelli.

As divisões feitas por Dante são baseadas nos tipos de pecados que você cometeu, digo, no quão “ruim” você é. É como se houvesse uma balança divina que determina seu nível de maldade na terra e decide em qual estágio você irá, o que recorda também a religião egípcia, que acreditava que ao chegar no tribunal de Osíris, com a presença de Anubis, obviamente, se colocava o coração do falecido de um lado da balança e do outro uma pena, caso o coração fosse mais leve, bem, falando de um jeito bem rudimentar, ele era salvo e podia retornar a terra com todas as suas riquezas já presentes em seu tumulo, caso não, ele se fodia, e muito.

"Não cometi injustiça contra os homens.

Não maltratei os animais.

Não fiz o mal em lugar da justiça.

Não empobreci um pobre.

Não fiz sofrer nem chorar.

Não matei." – dizia o Livro dos Mortos, tradição egípcia.

O ser humano atual pode dizer que não cometeu ao menos um desses delitos?

Me pergunto o quão pesado estava o coração da nossa sociedade para que caíssemos em tamanha desgraça.

Voltando para Dante e seus nove estágios.

Antes deles, vem as portas do inferno. Como a abrimos? Como chegamos ao ponto de atravessa-las?

Primeiro Estágio: Limpo – nesse estágio iam os virtuosos pagãos, os não batizados, crianças.

Creio que não pertencemos ao primeiro e mais brando estágio.

Segundo Estágio: Vale dos Ventos – A Luxúria

Creio que nos banhamos nela, mas a luxúria não chega nem aos pés das piores atrocidades que a raça humana já cometeu.

Terceiro Estágio: Lago da Lama – Gula

Com uma porcentagem assustadora de obesos podemos concordar que é um pecado capital exercido fervorosamente pela sociedade do século XXI, mas ainda assim, longe de ser nosso pior erro.

Quarto Estágio: Colinas de Rocha – Ganância

Deus! Como nos banhamos nesse pecado específico! Talvez seja ele que tenha aberto as portas do inferno, mas com certeza não foi só ele que nos afundou mais e mais, a ponto de chegar onde estamos.

Quinto Estágio: Rio Estige – Ira

Presente, mas ainda sim, estamos mais fundos.

Sexto Estágio: Cemitério de Fogo – heresia

Longe de ser nosso maior pecado.

Sétimo Estágio: Vale do Flegetone – violência

Vivíamos em uma sociedade extremamente violenta! Matar, roubar, assaltar, ameaçar, xingar, agressões físicas e verbais! Tão presentes no nosso cotidiano que acabamos nos esquecendo que isso não deveria ser algo banal! Mas ainda sim, cave mais fundo, cave mais fundo.

Oitavo Estágio: O Malebolge – Fraude

Sem comentários

Nono e último Estágio, o mais perto de “Lúcifer”, o mais profundo dos profundos, a escória da desgraça: Iago Cocite – apresento-lhes a traição

Nós mesmos nos traímos. Tenho a crença de que de alguma maneira, isso que está acontecendo é culpa do ser humano, não importa como, não importa quem, a nossa sociedade levou um grupo de pessoas a atingirem o extremo. Nós mesmo traímos a raça humana, e isso se perpetuou mesmo no começo da praga, com o exercito mal estruturado, assim como o governo, tudo a deriva para que a insanidade e a desgraça nos atingisse como tudo.

Ah, Dante, se mudássemos apenas alguns nomes, alguns detalhes, tirássemos um pouco do lado religioso, você descreveria a nossa sociedade de forma primorosa.

E o nosso castigo, esse tormentoso caminho de tempo indefinido, a nossa possível extinção. Mas como chegamos a isso? E como fazer para sobreviver.

-Deus, não – Ouvi essas palavras saírem da boca de Rick que estava no volante e diminuiu a velocidade – não, não, não, como eles chegaram aqui?

-Lucy, não olhe – Richard disse tapando os olhos da pequena.

-Ah, que ótimo, estupendo –Merle disse sarcástico.

-o que houve? O que houve? – repeti várias vezes, tentando achar o foco de atenção de todos, e lá estava, logo na minha frente – Inferno!

Não fui repreendida por Lucy graças ao palavrão, e tenho que dizer que ele foi muito bem colocado.

Diversos deles, errantes, caminhavam, vagavam, pela estrada e pela floresta, começando a nos cercar, como se fossemos carcaça e eles abutres.

Não havia saída, não haviam balas suficientes para tantos, não sabíamos o que falar ou como agir, somente conseguíamos fitar tantos, tantos deles, como no dia da cabana que fugi com Lucy e Richard.

Malditos!

E os cantos do Inferno de Dante ecoavam sobre nós, como uma grande praga, enquanto uma aglomeração dos anjos demoníacos caminhava em nossa direção.

Malditos errantes, maldita praga, maldito beco sem saída.

Inferno.

"Aqui suspiros, choro e alto pranto

pelo ar sem estrelas ressoavam,

de tal modo que de os ouvir chorei.

 

Diversas línguas, hórridos falares,

palavras dolorosas e coléricas,

vozes altas e roucas, sons de mãos

 

faziam um tumulto que se expande

na atmosfera sem tempo, sempre escura,

como areia batida do tufão." - Canto III, trecho Inferno, A Divina Comédia - Dante Alighieri


Notas Finais


Eai babes? O que acharam? Por favor comentem!
Como será que eles vão superar essa quantidade tão grande de errantes? como eles chegarão a prisão? Como será que está a situação lá na prisão?


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...