História Eudora. - Capítulo 1


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Fantasia, Ficção, Luta, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Bem vindos ao mundo de Avalon! Boa leitura!

Capítulo 1 - O nascimento.


Fanfic / Fanfiction Eudora. - Capítulo 1 - O nascimento.

No cair da essência/ Sobre a lua sangrenta/ a criança perdida vive sobre tormenta. / Avante meus filhos/ filhos de Avalon/ queime os inimigos e pereça ao perdão. ( Cânticos dos habitantes de Avalon.)

 

Acima das grandes montanhas verdejantes das vastas florestas do Reino de Aurora. Um grito estridente soava das magníficas paredes esbranquiçadas do Castelo d’la Luna, seguido de um choro frenético e assustado. Acima destes uma imensidão tênue de cores gradientes em azul e púrpura, enobrecida pela magnitude do poder de Luna, radiante e prateada em seu formato suavemente circular. Abaixo na escuridão silenciosa da selva viva de Avalon, repousavam-se as espécies que após tanto trabalho árduo diurno, deleitavam-se de seu descanso.

De onde acha que vem este grito, Morinor?  - Indagou a pequena Felin a seu astuto marido: - Avalon celebra o nascimento de nossa nova rainha. Bendita seja nossa majestade. Vida longa a Avalon! – Celebrou ambos os anões roxeados, que após expor sua gratidão, repousaram em sincronia amassando seus pequenos tufos esverdeados sobre seus travesseiros felpudos.

Minha rainha! Vim o mais rápido que pude! – Estava frio no Reino de Aurora e mesmo sobre a proteção das encorpadas construções de seu castelo, o roncar das árvores ainda pudera ouvir-se e o ranger de seus galhos sobre as paredes aos poucos tornavam-se um estorvo. Desamparada e eufórica, a jovem dos cabelos semelhante a chamas, correra ao encontro de sua rainha e com ela trouxera o que lhe fora ordenado: - Perdoe-me, Vossa Majestade. Não fui capaz de encontrar Vosso Rei a tempo. – Ela estava exausta e ainda que soubesse controlar muito bem, lágrimas escorriam de seus olhos, fundindo-se a sua pele molhada. Suas pernas banhavam-se de um eloquente líquido rubro que emergia de suas entranhas, seu traje esbranquiçado já não era tão limpo. A seu lado, com um pequeno espécime nos braços estava Morgana, alegre e orgulhosa de estar limpando a sua mais nova princesa. Eleanor juntara forças para se erguer da formosa cama em que se encontrava, agarrando-se as colunas douradas em florais detalhadamente esculpidos, lentamente pudera sentir seu corpo funcionar novamente. Seus olhos de um azul penetrante, corriam de um lado para o outro, procurava nas penumbras de seu quarto algo para poder dizer a Blair, que ao lado de Morgana, admirava a criança com fervor. Preocupada e ciente do que se passava, Morgana sorrateiramente ia ao encontro de sua senhora e cuidadosamente entregava-lhe o bebê. Descontente e nostálgica, Eleanor observava aquela criança vívida e cálida repousar sobre seus braços, fazendo-a relembrar de acontecimentos radiantes que outrora havia vivido. De pele alva e olhos de um castanho e tons esverdeados, a pequena nascera com os traços singelos de seu pai. Seus finos fios ébano, destacavam-se acima de sua cabeça. Era dona de uma boca rosada e pequena, moldada em um corpo rechonchudo e marcada em seu peito. A marca de Luna, repousava sobre o peito da herdeira que parecia tão brilhante quanto a luz que lhe cobria pela janela: - Seu nome é... Eudora. – Anunciou a rainha, erguendo-a sobre a luz da grande Luna: - Bendita és tu, Princesa Eudora do Reino de Aurora, filha de Avalon. -  . Em respeito, Blair e Morgana curvaram-se perante a pequena criança, que mesmo tão pequena e indefesa, emanava seu esplendor.

OS DRAKONIR

Maldito seja! – Bravejou Viktor, devastando os manjares repousados a sua exuberante mesa, moldada pelo mais brilhante e raro diamante de Brikov. De uma transparecia em tons azulados e pequenos detalhes ondulados em seus pedestais. Uma onda de seres, tomavam conta da sala e o jovem Rei parecia terrivelmente atordoado. Com suas vestes desajeitadas e seus negros cabelos bagunçados, ele virou-se em direção ao idoso a poucos metros de distância, fungando profundamente o ar na esperança de controlar sua raiva: - Me dissestes que esta criança não nasceria! – O velho espécime parecia assustado. Sentia seu desgastado corpo sem penuja, estremecer. Seus olhos de um dourado incandescente pareciam perdidos, tentou esconder-se em seus trapos de um azul surrado, que cobria-lhe apenas as diagonais de seu torso e virilha, mas lhe foram falhos. O atraente senhor lhe segurava o pescoço, pendendo-o sobre o ar e encarando-o com seus brilhantes olhos escarlate. Desnorteado e irritado, o homem sem dizer uma palavra, jogou o servo sobre o cinzento chão que lhe sustentava, fazendo-o colidir violentamente e rachar o lugar onde caíra. Sedento por distração, o Drakonir agarrou-se a uma de suas mulheres, deitada aos pés de seu trono e a puxara violentamente pelos cabelos, enquanto a imprensava sobre a parede. Sua vitalidade pura, pulsava no ritmo de seu coração. A jovem albina de corpo esbelto e desnudo, nada agiu para parar seu predador. Parecia estar hipnotizada ou enfeitiçada, seus olhos purpúreos marcavam sua jovial aparência. O homem abocanhava-lhe o pescoço, deliciando-se de seu jantar. Envolvendo-a como uma serpente, ele sugara vagarosamente o elixir daquele corpo. Como um demônio alimentando-se do pecador, Viktor Drakonir podia sentir aquele corpo atrofiar-se e sua maciez esvair-se. A jovem aos poucos perdia sua cor, seus traços e finalmente sua vida. Fora dizimada ao pó, enquanto seu malfeitor deliciava-se com sua vitalidade.

Tu não devias trata-las como teu brinquedo! – Negligenciou a loura, assistindo o findar da refeição de seu irmão. Exuberante e de beleza inestimável, ela caminhou em direção ao seu parente, que deslizou suas ásperas mãos sobre os longos fios dourados dela e alertou: - Não podes chamar tanta atenção, Viktor. Os Blackwood estão alertas com nossos atos, se formos contra o código, a fúria de Avalon caíra sobre nosso reino. – O mancebo beijava-lhe o rosto macio e cândido, acariciando as mãos juvenis de sua irmã. Ele fixava seu olhar ardente sobre as sensuais íris carmesins de sua irmã e sussurrara: - Não temas, Iria. Nada nos atingirá. A fúria de um Drakonir, pode mover mundos. Eu a protegerei, vossa alteza.  – Confiante e dotada de um sorriso sádico, Iria apegou-se a palavra de seu irmão e acalmou-se. Radiante, ela caminhara ao velho caído e machucado. A frente de sua palma, uma fumaça reluzente de coloração escura emanava. A fumaça espraiava-se e tomava uma forma semelhante a uma espada. De repente sólida e vibrante, a lâmina lhe pesava a mão. Assustado e ciente do que lhe aguardava, o idoso apenas aguardava seu destino doloroso. Impiedosa e extasiada, Iria sentira seu corpo ceder ao prazer do som agonizante manifestado por sua vítima: - Fostes um homem mal, deveras ser punido. – Explicou ela.

 

 

REINO DE ARCADIA, MAGNUS GALLAGHER

Soube que fostes pego na taverna de Madame Gandhi. – Ironizou Magnus, enquanto domava sua Scorida. O moreno de olhos dourados, agarrou-se a sua imensa serpente felpuda, que lentamente esgueirava-se de uma das colunas do castelo aos pedaços, minguou-se conforme aproximava-se de seu dono e como uma brisa, ocultava-se dentro do cristal dourado repousado suspenso sobre o pescoço do cavalheiro. Cuidadoso e evitando olhar para a grande criatura que se aproximava de seu amigo, o rapaz dos fios castanhos chutava uma das pedras em seu caminho e esclareceu: - Rumores, Gallagher. Na verdade, estava à procura de alguns Droks. Soube que alguns caçadores estavam escondendo-os sobre o teto de Madame Gandhi e decidi vasculhar. – Entre sorrisos e tentativas falhas de entender o interesse de seu amigo pelo Droks, ele indaga: - O que tanto lhe interessa naquelas minúsculas criaturas esverdeadas? – Ezra jogara suas madeixas para trás, conforme pendurava-se em um pequeno muro moldado pelas ruínas e explicou: - Embora sejam pequenos, caro Gallagher. Possuem um poder de regeneração inacreditável e através de seu veneno é possível criar poções que nos permitam usufruir deste formidável poder de cura. O obstáculo é conseguir captura-los a julgar seu instinto traiçoeiro. – Magnus pareceu entender o aborrecimento de Ezra e confortou-o: As Scoridas não são diferentes. Embora sejam raras, possuem um poder persuasivo letal. Anseio que quando eu estiver adulto, possa dominar qualquer Scorida tal como meu pai e poder reconstruir nosso reino.   



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