História The Legend Of April - Book 1 - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias A Origem dos Guardiões
Exibições 10
Palavras 2.242
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Fantasia, Mistério, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Avisos da fic:
- A ideia da fanfic e alguns personagens são meus (como a Principal, por exemplo), mas o universo e os outros personagens são de "A Origem dos Guardiões".
— Talvez, num futuro próximo, aparecerá o resto do "The Big Four" e a Elsa. (Mas a fanfic não sera Jelsa, mesmo que eu dou umas shippadas legais neles)
— Fanfic também postada no Nyah.
— Dia do próximo capítulo: 25/11. (pode ser antes também, não sei)
— A fanfic terá três temporada, ou seja, três livros.
****
Olá moços e moças!
Essa é a minha primeira fic da "Origem dos Guardiões" e eu espero que vocês gostem. O prólogo é bem pequeno, mas o resto dos caps são maiores (em torno de 3.000 a 5.000 palavras). O outro cap já está sendo postado no nyah, mas aqui vai demorar um pouco para ser atualizado pq eu esqueci de postar aqui. ^^'

Bem... Boa leitura.
XOXO

Capítulo 1 - Prologue


Ao chegar ao Polo, Jack Frost teve a sensação que algo bem ruim estava por vir.

De início, ele achou estranho que Sandman o chamar para ir ao Polo, onde Norte trabalha. Talvez o mesmo fosse se reunir com o velho e amigável homem para apenas falar algo com ele sobre a neve ou ia pedir alguma ajuda, mas ao ver algumas fadinhas indo a sua direção, o mesmo já imaginava que não era o único que o dourado chamou.

O de cabelos brancos colocou seu cajado apoiado em sua nuca e o segurou com as duas mãos, andando com uma cara de despreocupação.

—Jack Frost! —gritou uma voz conhecida e o mesmo ergueu os olhos para ver, vendo o Coelhão com um ovo em mãos. —Mais rápido! Anda!

—O que foi? —perguntou o mesmo. —Estou com preguiça de correr.

Aos poucos, ele viu Sandman e a Fada do Dente no local. Procurou levemente com o olhar onde estaria o velho Norte, mas acabou não encontrando nada. Olhou o coelho, que de vez em quando se perguntava se era realmente um, e então acelerou o passo.

—Onde está o velhote? —perguntou o mesmo, andando mais rápido.

—É sobre isso que queremos falar. —disse a Fada do Dente, voando ate ele e o puxando para o encontro dos outros. —Sandy veio até aqui a pedido do Norte, que queria uma ajuda em algo, mas assim que ele chegou…

Ele viu a sala de Norte com a porta de madeira aberta e arranhada, com as coisas lá dentro todas bagunçadas. Jack deu um passo para trás, depois olhando ao Coelhão, que andava para o lado e para o outro, e Sandman, que estava com uma boneca russa de Norte em mãos enquanto saia do escritório. Ela estava intacta, mesmo que o resto da sala parecia destruído.

—A sala estava desse jeito, e não há nenhum sinal de Norte. Os yetis não viram nada e estão muito machucados. Além disso, os duendes sumiram! —disse a Fada do Dente.

—O que nos vamos fazer? Cadê o Norte? —disse o Coelhão.

—Se o Sandy soubesse, nos estaríamos aqui. —disse a Fada, e Jack arqueou a sobrancelha. Desde quando ela conseguia ser grossa?

Jack pegou a boneca russa e Sandy começou a indicar algumas coisas e logo o Coelhão disse:

—Bem lembrado! —disse o Coelhão. —Daqui a um mês e meio é o Natal. Ou seja, é melhor o encontrarmos!

—Seja onde ele esteja, é bem provável que ele não está muito bem. —disse Jack passando a mão na porta.

O Coelho ajeitou a bermuda e respirou fundo, e logo eles escutaram um grande barulho vindo da sala que dava direto a janela do homem da lua. Jack olhou a Fada, que respirou fundo.

—O homem da lua acabou de nos chamar? —perguntou o Coelho. “Assim espero” foi o breve comentário de Sandy.

A Fada mandou uma de suas fadinhas irem até lá, e logo a mesma voltou e sussurrou ao no ouvido da maior.

—Ele está nos chamando. —disse a Fada. —Vamos!

***

No sul dos EUA, uma garota olhava tudo por cima de uma árvore no jardim de uma casa enquanto desenhava. Seus olhos eram azuis brilhantes como se fosse apenas duas pedras preciosas e seus cabelos eram longos e azuis escuros, como a cor do céu à noite. Sua pele era bronzeada e seu rosto estava sujo de tinta, duas linhas pretas em cada bochecha, na horizontal. Não tinha mais de 1,54 de altura.

Ela estava com uma blusa branca de botão com uma gravata borboleta preta. Por cima usava um terno preto, que tinha uma flor presa nele. Usava um short preto, meia calça branca e uma bota da mesma cor do short. Em sua cabeça, tinha uma cartola de mágico.

Aquela era April, ou melhor, April Fools. No entanto, ela é mais chamada de “Tola” e “Idiota” pelo os outros. Ela é o espírito do “Dia da Mentira”, das travessuras e do ato de pregar peças. E bem, como é de se esperar… April ama pregar peças, por isso tem muitas inimizades com os outros espíritos, principalmente com a maioria dos guardiões.

A pequena brisa batia em seus cabelos escuros e os fazia dançar com o vento. Estava esfriando aos poucos, não que ela odiasse aquilo.

Terminou de desenhar, sorrindo com o resultado. Estava desenhando uma garota amarrando o cadarço de alguém enquanto ele estava distraído conversando com alguém por mensagem pelo o celular, sentado no sofá.

“Pegadinha de iniciante, mas muito marcante.”

A garota fechou o caderno e sorriu, olhando a lua no céu e acenando a ela. Ao ver que a pequena garota olhava para a janela, a mesma se escondeu atrás dos galhos e dos arbustos, apenas para não ocorrer o risco de ser vista.

Subiu mais um pouco e voltou a olhar curiosamente para dentro da casa. Queria ver a reação do garoto moreno mexendo no celular ao ver que o cadarço de seu tênis está todo cheio de nó, ou melhor, gostaria de o ver cair ao tentar usar.

—O que você está olhando? —perguntou uma voz masculina vindo atrás de si. Ela olhou para trás rapidamente, quase caindo da árvore, mas o garoto a segurou rapidamente com uma das mãos.

—Oh, Cupid! —disse April.

Cupid é o espírito do primeiro amor e do dia dos namorados. É um garoto moreno de olhos verdes, com a pele alva. Ele era alto, com um corpo atlético e tinha asas. Além disso, estava sempre com seu arco e flecha. Suas vestes eram uma calça branca e um casaco com capuz vermelho escuro. Nesse casaco, tinha duas aberturas nas costas devido as suas asas.

Para não perder a piada, assim que o garoto a puxou para si e para equilibrá-la melhor naquela altura da árvore, a mesma colocou a sua mão esquerda no peitoral dele.

A mão esquerda sempre é a preferida, principalmente nas brincadeiras. Nela tinha um brinquedo de dar choque quando apertasse o botão, então April apenas prensou o botão e deixou Cupid levar o choque.

O garoto com asas deu um pulo para trás, caiu da árvore a puxando, mas logo levantou voo puxando a garota pelo o terninho, levando-a para outro local. Iam acabar sendo vistos se continuassem ali.

Ao chegarem ao beco sem saída e longe de tudo, ele soltou a mesma de modo que caísse sentada e aterrissou em pé.

—Você é louca?

April riu da reação dele e mostrou o brinquedo na palma de sua mão.

—Feliz dia da mentira! —disse April alegre.

—O dia da mentira já passou.

—Eu sei, mas essa é a minha frase de efeito. Então cala a boca. —disse April cruzando os braços e ajeitando o terninho.

Ao ver que o garoto ficou levemente bravo, ela pegou a flor que tinha em seu terno e o deu com um leve sorriso no rosto.

— Vai sair… — ele mal terminou de falar e um jato de água saiu da flor e molhou todo o seu rosto. — Como eu consigo ser seu amigo?

—O único amigo que eu tenho. —disse a mesma com um grande sorriso no rosto. Cupid a olhou brevemente, mas logo sorriu.

—E minha melhor amiga. Não sei como. —ele disse passando a mão no ombro dela e colocando a capuz na cabeça.

Fingia não se importar muito com essa realidade de ter apenas Cupid como amigo, mas no fundo a mesma queria poder ter mais amigos. Mas fazer o que? Só de falar o seu nome, todos já ficam um pé atrás e a olham torto.

E como já escutou a mãe de muitas crianças dizendo: “Melhor ter poucos amigos verdadeiros que ter muitos amigos falsos”. Conselhos de mãe sempre são os melhores.

A morena era melhor amiga dele mesmo com tantas diferenças. O garoto está frequentemente se apaixonando, falando sobre amor e coisas do tipo, enquanto April apenas quer saber de diversão, pregar peças e ajudar as crianças a fazê-lo. No final, eles são uma grande dupla.

April estava distraída abraçada ao seu caderno de desenhos enquanto Cupid estava do seu lado tagarelando sobre a sua nova paixão, Fada do Dente, quando viu um buraco aparecer no chão alguns passos de distância deles.

Ela parou, fazendo Cupid fazer o mesmo.

—O que foi?

—Olha. —disse a mesma.

—Isso parece ser… — Cupid olhou para dentro do buraco, soltando a garota e indo sozinho ver. April gostaria de lembrar a ele sobre quem poderia ser, mas decidiu ficar calada e aproveitar o show.

De dentro do buraco, saiu um enorme coelho que bateu sua cabeça no queixo do espírito amoroso e o fez cambalear, caindo no chão sentado. Depois disso, saiu um garoto de vestes azuis e cabelos brancos, no qual caiu diretamente em cima do coelho.

Ela piscou os olhos no meio daquilo tudo e raciocinou. Um deles era obviamente o Coelhão… Já o outro…

—Oh, Coelhão! —disse Cupid, voando ate o mesmo e o ajudando a levantar, ignorando a presença do outro.

—Olá Cupid! Como vai?—perguntou o enorme coelho. Sendo honesta, ela prefere a aparência de quando ele está fraco.

O garoto caído no chão se levantou junto ao seu cajado que tinha em mãos e olhou os dois conversando, acenando. Cupid deu uma olhada a ele de cima para baixo…

Então April lembrou na hora quem era. Óbvio, porque Cupid falou o nome do ser.

—Jack Frost. —disse o mesmo, sem muito ânimo.

Pelo o que a garota lembra Jack e Cupid nunca se deram bem. Sempre discordam, brigam e estão constantemente trocando farpas, mas nenhuns dos dois comentaram o motivo daquilo tudo.

Ela não conhecia muito bem Jack, apenas falou uma vez com ele no Primeiro de Abril daquele ano. O de cabelos brancos foi um dos raros espíritos além de Cupid que a trataram bem. Entretanto, foi a tanto tempo que nem lembrar direito dele a mesma lembrava.

No caso, ela nem se lembra de o que fez ontem, imagina o que fez no dia primeiro de abril.

O Coelhão logo a olhou, então a mesma acenou nervosa com a mão direita. Na última vez que viu o mesmo, foi quando ela tentou pregar uma peça nele duas semanas antes da páscoa apenas para animá-lo. No entanto… Ela tropeçou em si mesma e quebrou todos os ovos das crianças do Japão.

Ele não ficou muito contente, mas conseguiu entregar tudo a tempo.

—Você. —disse o Coelhão com uma leve careta. —Não podia ser o Jack Lantern?

—Ele deve estar ocupado arrumando a cabeça de abóbora dele. —disse a mesma andando ate o trio. —Afinal, o que vocês querem?

Cupid trocou de lugar com ela, saindo do lado de Jack Frost e a colocando entre os dois.

—Precisamos da sua ajuda. —disse Jack à mesma. —A propósito, é bom revê-la.

—Para mim não. —disse o coelho baixinho.

—É bom revê-lo também. —disse ao mesmo, vendo Cupid com uma cara de poucos amigos. —Então… Estão falando do Cupid, certo?

—Não, é da sua ajuda mesmo. —disse o coelho. —Não é para quebrar os ovos, infelizmente. Você sabe fazer isso muito bem.

—Sei mesmo. —disse April sorrindo divertido ao coelho. —Então… Passo. Não gosto muito de ajudar.

April acenou e deu de costas, começando a andar. Logo dois enormes ovos apareceram e bloquearam a sua passagem. A mesma respirou fundo e se virou.

—Vamos. —disse Jack. — Norte foi raptado.

—O Norte? Aquela coisa enorme? —Cupid pareceu surpreso. Ela olhou para cara de Frost, que parecia surpreso dele não ter o ignorado como sempre.

—E o homem da lua a indicou para ajudar. —disse o albino. April olhou o garoto de cima para baixo e apertou a mão dos dois ovos, que tomaram choque rapidamente e saiam de sua frente.

—Devem ter confundido. —disse April andando. Ela logo viu Jack ao seu lado, deslizando em uma trilha de gelo que fez naquele exato momento. —Levem o Cupid.

Jack parou na frente da mesma. Seus rostos ficaram próximos, então a mesma deu um passo para trás para aumentar a distância.

—Pelo menos nos escute. —disse o garoto. April tentou o evitar, mas o garoto segurou o pulso dela e sorriu travesso. —Se não vai assim, então…

Ele congelou as mãos da garota e a pegou no colo no estilo noiva, olhando o Coelhão rapidamente. A garota tentou sair do colo do mesmo se remexendo, mas o garoto a segurava cada vez mais que se mexia.

—Me solta, floco de neve imp… — o Coelhão colou uma fita isolante em sua boca, com um sorriso de satisfação enorme.

—April! —disse Cupid andando atrás deles. — Toma cuidado com ela, cubo de gelo.

—Desculpe Cupid… — disse Jack. —Mas acho que você não pode mais nos acompanhar daqui.

Antes que o mesmo pudesse falar algo, o Coelhão mexeu uma das orelhas e disse ao de olhos claros.

—Ele tem razão. Desculpe-me.

E então Cupid olhou os dois e pairou os olhos aos de April, que tentava se soltar de Jack, mas não conseguia.

E então ela viu o esguio coelho bater um dos pés duas vezes, abrindo um buraco. Jack a segurou mais forte e entrou nele, atrás vindo o coelho.

—Boa sorte. — Cupid disse e começou a voar para longe dali.

Foi à última coisa que viu antes de entrar no buraco do coelho e ter a grande ideia de cuspir na cara de um dos dois assim que retirarem a fita de sua boca.  Se não, ela não se chamava April.


Notas Finais


Espero que tenham gostado. Qualquer dúvida, sugestões e críticas são bem vindas. ^^

XOXO


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