História The letters Camren - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Camren, Norminah, Vercy
Visualizações 48
Palavras 2.406
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Ficção, Luta, Poesias, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Suicídio, Tortura
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Só quero avisar que esse capítulo eu fiquei muito tempo escrevendo e coloquei muitos sentimentos verdadeiros... Me desculpem pela demora, vou tentar postar o próximo o mais rápido possível.
Boa leitura.

Capítulo 4 - 18 de Fevereiro


18 de Fevereiro


Hoje eu vou para a casa da minha mãe depois da escola, felizmente ela quem vai me buscar, finalmente, duas semanas com ela. 

Acordei com a luz do sol adentrando o quarto pela janela e atingindo meu rosto, eu tinha esquecido de fechar ontem a noite porque só deitei na cama e apaguei depois de levar uma surra sem quaisquer motivo. 

Peguei meu celular e percebi que estava um pouco atrasada pra aula. Levantei da cama e fui correndo até o banheiro fazer minha higiene matinal e depois coloquei a primeira roupa que vi pela frente, uma calça jeans escura quase preta, uma blusa da estampa da Lana Del Rey e meus inseparáveis coturnos pretos nos pés. 

Peguei minha mochila e desci as escadas, a casa estava toda em silêncio, suponho que meu pai já tenha ido trabalhar. 

Cheguei na escola, um pouco atrasada. Entrei pelo portão e fui caminhando um pouco mais rápido que o normal pelo corredor da escola de cabeça baixa, quando sem querer acabo batendo de frente com alguém e indo direto para o chão. 

Olhei para cima de havia um menino em pé, ele tinha a pele branca, seus cabelos castanhos eram compridos até os ombros, pareciam ser muito bem cuidados. Ele me estendeu a mão para me ajudar a levantar, eu aceitei de bom grado, afinal foi ele quem me derrubou. 

- Me desculpe, eu estava distraída. - Me desculpei assim que terminei de levantar e arrumar a minha roupa que se amassou com o tombo. 

- Me desculpe por te derrubar, eu também estava distraído. Sou Harry, Harry Styles e você? - Ele disse todo simpático, com um sorriso super fofo. 

- Lauren, Lauren Jauregui. - Falei meu nome e começamos a andar lado a lado pelo corredor até eu parar em frente a porta de minha sala. 

- Aqui é minha sala. - Eu disse levantando a mão para bater na porta, Harry segurou meu braço de leve, me impedindo de bater.

- Me desculpe novamente. Até logo Lauren, Lauren Jauregui. 

- Só Lauren, por favor. - Eu disse quase corando.

- Okay então, até logo só Lauren. - Ele disse dando uma risada e eu o acompanhei. 

Harry deu um beijo na minha bochecha se despedindo novamente e seguiu reto pelo corredor enquanto eu batia na porta e pedia licença para entrar na sala. 

Odeio chegar atrasada na sala de aula, parece que sempre quando eu entro a atenção vem toda para mim, todos ficam me olhando, isso é extremamente horrível e desconfortável. Eu odeio ser o centro da atenção... E quando ficam muito tempo me olhando eu acabo achando que há algo de errado comigo, alguma coisa no meu rosto ou algo do tipo. 

Entrei na sala com a autorização da professora e fui direto para o fundo, na última carteira. Me sentei e comecei a prestar atenção na aula. 

Depois de quatro aulas super chatas o sinal para o recreio tocou, sai da minha sala e caminhei até a sala da Camila. 

Fiquei perto da porta só esperando ela sair. Quando ela saiu, logo me viu e veio correndo até mim me dando um abraço apertado. 

Já disse o quanto amo os abraços dela? 

Caminhamos juntas até a parte em que sempre ficávamos no recreio. 

Era uma parte perto das janelas das salas, a gente se sentava em baixo da janela e ficava lá. 

Hoje estava só eu e a Camila quando vejo Dinah e a Mani se aproximando da gente.

Elas se aproximaram e se sentaram na nossa frente. 

- E aí o que tão fazendo? - Pergunta Dinah ao se sentar na minha frente. 

- Nada de mais, só brizando. E vocês? - Após Camila responder, ela deitou a cabeça em meu ombro e segurou minha mão, entrelaçando nossos dedos, como de costume. 

Olhei pra ela e ela percebeu e me olhou de volta, lancei um sorriso sincero que foi retribuído logo em seguida. 

            - Nada. Vamos jogar "Eu nunca"? - Dinah perguntou. 

- Vamos, mas como joga? - Respondi com outra pergunta.

- É assim, erguemos nossos dez dedos das mãos, aí por exemplo, eu digo algo que eu nunca fiz, se você já fez aí você abaixa um dedo, se não, não, e assim por diante. O primeiro a abaixar todos os dedos perde o jogo. 

-  Entendi. Quem começa? - Perguntei me sentando certo, em uma postura mais confortável.

- Eu começo. - Normani se pronunciou pela primeira vez deis de que chegou ali. - Eu nunca beijei um menino.

Eu olhei em volta e vi Camila e Dinah abaixando um de seus dedos. Eu não precisava abaixar, pois nunca havia beijado um menino e espero nunca beijar. A única pessoa que já beijei foi a Camila.

- Eu nunca quebrei um osso do meu corpo. - Dinah disse e apenas eu abaixei um dedo. Afinal eu já quebrei um braço quando era menor.

- Eu nunca transei com uma garota. - Camila falou, Dinah e Normani abaixaram um dedo.

- Eu nunca bebi sozinha. - Dinah devolveu atacando Camila na mesma moeda. Camila abaixou um dedo e fez uma pequena careta.

- Eu nunca fiz xixi nas calças. - Normani disse rindo. Dinah abaixou mais um de seus dedos. Estando com três dedos abaixados e sete em pé.

- Eu nunca namorei minha melhor amiga. - Falei. Dinah e Normani abaixaram um dedo.

Me xingando logo em seguida.
Iríamos continuar o jogo mas ouvimos o sinal tocar indicando que teríamos que entrar para a sala de aula.  Resultando em uma Dinah completamente emburrada por ter "perdido" o jogo.

Dinah e Normani foram em direção às salas de aula, enquanto Camila me chamou para ir andar pela escola. 

- Lo, posso falar com você um minuto? - Camila me perguntou assim que sentei na arquibancada da quadra da escola. 

- Claro, senta aqui. - Disse batendo a mão do meu lado, indicando o lugar para ela se sentar. 

- Preciso te contar uma coisa, mas não tenho idéia por onde começar. - Ela disse desviando o olhar do meu e começou a mexer na pulseira que havia em seu braço. 

- Tente começar pelo começo... - Tentei ajuda-lá a continuar.

- Eu gosto de você. 

- Eu sei, eu também gosto de você, somos melhores amigas a anos. - Respondi tentando entender o que ela estava dizendo.

- Não Lo, você não entendeu. Eu gosto mesmo de você. Mais que a amizade. 

- Mais que a amizade? - Perguntei pra ter certeza se ouvi mesmo aquilo. 

- Sim, mais que a amizade. - Confirmou. - Se vivêssemos em outro tempo talvez ficasse sentada, esperando, olhando o horizonte e sonhando com você. Mas os tempos são diferentes e mulher que é mulher não tem que esperar por aquilo que deseja, mas vai à luta e sem medo corre atrás de quem gosta. E eu gosto de você Lauren, assim como você é, e espero que você também goste de mim, assim como eu sou. Então, sem medo ou hesitação, e porque todos os dias, todo o dia, você vive nos meus pensamentos, eu pergunto...

- Por Favor, não pergunte. - A cortei.
Sim, pedi pra ela não perguntar, eu sabia que ela iria pedir para namorar comigo. Eu eu não me sentia pronta para isso, ainda estava cedo de mais, eu não me sintia preparada. Eu não me sinto pronta para assumir algo sério, afinal somos duas garotas, não que eu tenha preconceito, mas eu tenho medo, muito medo. Medo de magoar ela de alguma forma porque sei que não seria fácil. Medo de ela me deixar se eu fizer alguma merda. E eu também achava que ela precisava de uma pessoa melhor que eu, alguém que não se corte, alguém que não tenha tantos problemas na vida como eu tenho, alguém que possa se assumir publicamente, alguém que não tenha os pais homofóbicos. Eu não neguei por não gostar dela, eu amo essa garota, eu amo a Camila, com todas as minhas forças, eu amo tanto ela que chega até doer. E doeu muito, muito mesmo pedir pra ela não perguntar se eu queria namora-lá. Eu queria tanto quanto ela. Mas não podia.
Então deis de já, eu peço perdão por ser tão covarde ao ponto de negar tal coisa a você Camila.
- Tudo bem... - Camila disse depois de um tempo, ela não olhou pra mim nenhum segundo se quer depois do que eu disse, Camila falou que já estava indo, se levantando ela tentou virar o rosto para eu não ver seus olhos mas eu conseguir ver eles brilhando de lágrimas, eu me xinguei internamente por isso. Eu não queria machuca-lá, "falei não" pelo bem dela. Ver ela triste me machuca, e saber que eu sou o motivo me deixa pior ainda.
Eu resolvi ir para a minha sala, não poderia perder a aula.
Cheguei na porta da sala e bati, pedindo licença para entrar, o professor autorizou e eu me sentei no fundo da sala. 

- Bom dia turma, hoje terá um teste surpresa. - Disse o professor de literatura. - Vocês terão que escrever sobre o que é o amor, o que vocês acham que é o amor. Assim que todos terminarem cada um lerá o seu na frente da turma. E assim eu irei dar a nota.
Ótimo eu vou ter que escrever um texto sobre o que é o amor para mim, o que é o amor? Eu não conseguia pensar em nada, apenas na Camila.
Eu ainda não estava acreditando que ela iria pedir pra namorar comigo e eu meio que dei um fora nela. Meu Deus eu me sinto a pior pessoa do mundo.
Voltei a atenção para a aula e percebi que todos já escreviam, resolvi escrever também.
Abri meu caderno e peguei minha caneta, passando-a por cima das linhas formando palavras, que estavam formando frases e as frases se tornaram um texto.
A quinta aula estava quase acabando quando terminei minha querida redação sobre o que era o amor.

- Todos larguem as canetas que eu vou começar a dar as notas, vamos começar pelo primeiro da chamada. Amanda, venha aqui na frente e diga a todos como é o amor para você. 

- Eu não escrevi muita coisa, pois eu não sei direito o que é o amor. Imagino que seja complicado, estranho, difícil de explicar,
pode te destruir mas pode te concertar, é algo muito grande pra descrever. - Amanda disse sorrindo para o professor. 

- Ótimo, tirou um seis. - Professor falou e continuou, até que chegou em minha vez. 

- Lauren, o que é o amor para você? - Eu caminhei até a frente da sala, e olhei para meu texto escrito. 

- Eu poderia simplesmente dizer que a palavra amor é um substantivo, que pra mim não significa nada. Pois alguns dias atrás amor pra mim realmente não significava nada, mas eu conheci uma pessoa. Eu me apaixonei e hoje a amo. O Amor é tudo o que aproxima, é igual um imã, gruda. Eu amo a Lana Del Rey, por exemplo, eu amo chocolate, eu amo a cor preta. E você sabe o que é o oposto do amor?
É o medo, o medo é tudo o que afasta.
Eu tenho medo de palhaço, por exemplo, eu tenho medo do escuro. Então eu fujo dessas coisas. Ódio não é o oposto do amor.
Porque quando você odeia uma coisa, você sempre pensa naquilo, daí você atrai essa coisa pra você. Então a gente precisa transformar o ódio e o medo em amor.
Antes eu não gostava de tomate, eu tinha medo de que fosse ruim, um dia eu dei uma chance e experimentei, e hoje eu amo tomate. Então temos que lembrar de que aproximar é melhor do que afastar.
Minha definiçao de amor é tipo, Amor não é quando você coloca uma pessoa no seu coração ou empresta pra ela um pedaço da sua vida e do seu tempo, amor é quando você da seu coração e estará disposta a dar a sua vida em qualquer momento. É quando você não pede de volta o que deu, mas deixa a pessoa quebrar e amassar o quanto ela quiser seu coração... Porque você tem esperanças e uma capacidade infinita de perdoa-lá por qualquer coisa.
É quando você vai olhar para aquela pessoa e não vê o quanto ela é bonita, mas quando você olha para ela e vê beleza nas suas imperfeições, é quando você olhar e encarar essa pessoa e sentir felicidade, sorrir com o sorriso dela, e não pensar que seu corpo pode dar "prazer", é querer ter ela por perto e sentir a obrigação de protege-lá.
É quando você vê essa pessoa com outro alguém, sendo feliz com outro alguém... E sentir uma das piores dor de todas, a dor de que você pode perde-lá, e mesmo chorando todas as noites ou se machucando todos os dias com isso, você vai tentar voltar atrás, tentar fazer valer a pena, tentar mostrar o como vocês duas seriam felizes, e se tudo isso falhar, você soltaria da mão dessa pessoa e diria para ela ser feliz.
Mas você nunca, já mais deixaria de amar ela. Porque o objetivo de amor que era seu, foi dado. E não se pode recuperar, ela se foi com seu coração. Mas como você realmente a ama, deixaria ela ir para ser feliz, e permitiria ela voltar, perdoando toda a dor que lhe causou...

- Uau. - Disse o professor assim que terminei de falar. - Com toda a certeza que eu tenho o seu foi a melhor definição. - Ele disse empolgado. - Tirou um dez. - Eu sorri de volta para ele e sentei em meu lugar novamente.Prestando atenção no resto dos alunos falando sobre a definição do amor. O sinal para o fim da aula tocou e eu quase ajoelhei agradecendo aos céus por isso.  Guardei meu material e sai da escola esperando minha querida mãe ao lado de fora. Cheguei na casa da minha mãe e fui procurar algo para comer, estava morrendo de fome. Fiz alguma coisa pra mim almoçar e comi. Corri pro quarto e deitei na minha cama. Hoje foi um dia cheio de emoções, cada uma mais intensa que a outra. Eu estou morrendo de medo da Camila não querer mais falar comigo. Eu amo muito ela e não quero que nada estrague nossa amizade. 


Notas Finais


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