História The Life Is Just A Game - Interativa - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Battle Royale, Deuses, Guerra, Interativa, Xadrez
Visualizações 8
Palavras 1.828
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 8 - Capítulo 8 - Vozes na Cabeça


Capítulo 8 — Preparando o Tabuleiro

 

Avenida Principal, divisa da cidade — Três Minutos antes do assassinato de Chester

 

ERIS

 

Eris estava prestes a sair da cidade quando a muralha surgiu à sua frente. Parar em algum lugar não era algo que ela se acostumara, por isso ela estava na Avenida Principal, a única e a que cortava a cidade, no meio da noite, indo para fora da mesma. Já estava acostumada em sua vida atual de nômade, por isso estava convicta que conseguiria atravessar a divisa naquela mesma noite. Enquanto andava, percebia a notável diferença entre a cidade diurna e noturna, já que na madrugada a cidade parecia quase que como uma cidade fantasma. A garota não parecia se importar em nada além de seu objetivo de sair da cidade, e foi por isso que a presença do homem misterioso passou despercebida para si até ficar frente a frente para ele.

O homem impediu sua passagem, esticando o braço para o lado, impedindo-a de contorná-lo. Irritada, a garota tentou visualiza-lo, mas algo a impediu de vê-lo, como um medo irracional. Sua mente perdeu-se dali, e ela se viu há muito distante dali, como se aqueles dias tivessem voltado, sentiu em todo o seu corpo aquela solidão percorrendo seus músculos, levando-a de volta à mansão de sua infância, de volta aos dias solitários, porém, sem as horas na academia, tudo se passou como se seus piores dias tivessem voltado para ela, só que sem nada no que se apoiar. Seus joelhos fraquejaram e se ajoelhou no chão, as lágrimas chegando aos olhos, lacrimejando-o.

— O q-que está acontecendo? — Sussurrou, evitando olhar a figura que causara tudo aquilo.

— Desculpe garota, mas não posso te deixar sair daqui. O Jogo vai começar e estou ansiando para presenciá-lo. — Falou, sua voz soando como a voz raivosa de seus pais adotivos, o que a fazia sentir uma dor de cabeça infernal.

— Do que está falando? — Questionou, ouvindo uma risada idêntica a da sua “mãe”.

— Eu não sou o único, minha cara, que está ansioso para visualizar a luta do milênio. Muitos de nós, divindades, estamos ansiosos para isso, mas somos os poucos que irão se intrometer. Não se preocupe, sua memória de mim sumirão. — Agarrou-a e a forçou encará-lo, seu corpo começou a tremer. — Mas o seu Medo continuará.

Então, num feixe de luz, sumiu.

Katrina piscou os olhos, tonta e confusa. Por que parara ali? A fronteira estava há alguns metros de distância de si. Balançando a cabeça, pegou a mochila e voltou a andar, quando a luz a cegou. Seu corpo bateu em algo sólido e quente, e ela voou para trás, caindo em cheio no chão. A tonteira a fez ficar confusa por alguns instantes e ela se forçou a se levantar, com os olhos fechados, tentando saber o que houvera, porém, quando abriu os olhos, sentiu novamente uma forte tontura. Ao seu redor, tudo estava brilhante, toda a cidade parecia estar pintada de preto e branco, como num tabuleiro de xadrez, incluindo as paredes e o chão.

— Mas que porr-

Parou de falar quando olhou para trás. Onde antes era uma rua vazia, agora uma imponente parede acinzentada cortava-a exatamente na fronteira da cidade. Ela era opaca, assim, o exterior era invisível para si. Sua mochila estava largada no chão, a alça que se encostava à parede estava queimada, como se um fósforo tivesse sido posto em cima da mesma. Ainda confusa Katrina andou até a parede, ignorando o ralado presente em seu corpo, que ardia significativamente seus braços e pernas. Ao chegar perto, tocou a parede. A temperatura da mesma era insuportável, como se estivesse tocando o próprio fogo. Balançando o dedo, que inesperadamente não estava queimado, agarrou a mochila que havia sido cortada pela parede, quando caíra. Metade da alça parecia ter sido cortada por uma lâmina ardente, e Eris desconfiava que a outra parte da alça estava no lado oposto da barreira.

— Mas que merda é essa...? — Essa pergunta não seria respondida daquela forma, sabia, mas algo a dizia que em breve iria descobrir o que estava havendo. Virando-se de costas, voltou a andar, dessa vez, do lado contrário, não sabendo o que fazer, ainda agarrada à mochila destruída.

A Praça Central. Vá para lá.

Ela parou no lugar, olhando em volta, em busca de alguém que poderia ter dito aquilo. Não achou ninguém. A cidade estava fantasma e silenciosa, e a voz feminina parecia que veio de sua própria cabeça. Apesar da desconfiança, algo a dizia para obedecer à voz, mesmo que fosse contra seus instintos.

Vá para a Praça Central, e eu responderei suas dúvidas, sobre tudo.

Enquanto sua mente calculava se faria ou não aquilo, um grito de pavor chegou até si. Olhou em volta e, então, descobriu de onde viera. Instintivamente, pôs-se a correr até a voz, diretamente em frente.

Seu destino era a Praça Central.

 

Centro do Multiverso — Esfera do Tempo e Espaço

 

— Isso é interessante, Tractus. Parece que os irmãos Yin-Yang estão começando com o Jogo Divino. — Tempus comentou, seus olhos inexpressivos passando rapidamente nas páginas do enorme livro que carregava.

— Que surpresa, o ser mais preguiçoso e desinteressante interessado em algo? — A entidade do espaço comentou, seu corpo tremeluzindo e parecendo estar em mais de um único lugar.

— O tempo é desinteressante por natureza. Mas uma Batalha entre a luz e escuridão? Isso por si só chama a atenção para qualquer um.

— Será a mesma coisa das briguinhas de sempre. — Tractus comentou. — E sempre houveram Jogos, por que esse seria diferente?

— Porque nada é igual à outra coisa. Porque nenhum segundo é idêntico ao anterior. As coisas nunca se repetem, sempre são diferentes. E há outros deuses envolvidos nisso. O pai do Yin-Yang, e o próprio Medo. Além, é claro, do meu velho amigo olhos-vermelhos. Não acha interessante, Espaço?
— Talvez. — Falou. — Mas o Olhos-Vermelhos? Tem certeza, se não me engano ele tinha sido expulso do nosso plano de existência. Eu mesmo abri o portal e sua presença ainda está lá.

— Talvez a maior parte dele esteja presa, mas ainda há um pouco de sua presença no mundo dos homens. Ele é mais forte lá. Além do mais, tudo é possível se tratando dele. Ele não foi o único que conseguiu invadir o Salão da Eternidade quando ainda mal havia humanos no mundo? Ele é imprevisível. — Tempus sorriu, lambendo os lábios.

— E eu estou impaciente para ver qual o caos que ele trará para o Jogo Divino.

 

Salão George Washington — Durante o Assassinato de Shepard Chester

 

SAVANNA

 

Quando fora convidada por Shepard, não imaginava que veria o assassinato de seu chefe bem na sua frente.

Quando o discurso terminou e o homem da faca ensanguentada se aproximou dele, Savanna se levantou e tentou ir para o palco, mas no instante em que a lâmina perfurou a pele do homem, tudo brilhou e, momentaneamente, a cegou. Caiu para trás e, num instante, tudo que via eram os quadrados preto e branco e os gritos das pessoas, se levantando, viu completamente apavorada as pessoas rodeadas de uma luz acinzentada, e então elas sumindo a sua frente, não deixando nada para trás. Savanna olhou em volta, vendo outras pessoas, todas gritando e sumindo, envoltas pela luz. Então, em menos de alguns segundos, todo o salão estava vazio e em silêncio. Bem, quase vazio. Além dela, havia outras três pessoas, duas garotas que se encontravam caídas no chão, perto de cadeiras tombadas e o homem que assassinou Chester, ainda em cima do palco, mas inconsciente. A Quark se levantou e foi até as garotas, ignorando a sensação incômoda no peito.

— Vocês estão bem? — A garota questionou, se ajoelhando perto das duas. Elas se levantaram e olharam para o palco, apavoradas.

— O que aconteceu? — Uma das garotas, a de cabelos castanhos, pronunciou-se, ajudando a outra a se levantar. Ao seu redor, as cores opostas pereciam mais leves, quase sumindo, porém ainda perceptíveis. Naquele momento, estavam em cima de um quadrado negro. — Chester...

— Acho que morreu. — Savanna disse, olhando para trás, engolindo em seco. — O sangue... Estava por todo o palco. O assassino está lá também, desacordado.

— O que acha que devemos fazer? — A outra garota questionou. — Todos sumiram, e temos um corpo morto e o assassino desacordado.

— Que tal a gente o amarrar e o interrogarmos? — Savanna sugeriu, olhando-as interrogativamente. Ambas assentiram.

— E quanto ao Chester?

Savanna suspirou, indo até o palco, ambas a seguindo.

— Vamos levá-lo para outro lugar e então darmos um devido funeral quando descobrirmos o que houve. — Savanna sugeriu, subindo no palco e se ajoelhando ao lado de Chester, e virou-o fechando seus olhos. As duas continuaram em silêncio, apenas encarando o que a Quark fazia. Logo, as duas agarraram o desacordado e levaram-no para o canto do palco, onde agarrou algumas cordas e amarraram-no. Sentadas, suspiraram.

Então, ao mesmo tempo, as três ouviram a mesma coisa em suas cabeças.

Venham à Praça Central.

 

Salão da Eternidade — Centro do Universo

 

Preto no Branco. Buraco Negro na Estrela Anã. Luz na Escuridão. Tenebrae em Lumine.

Tenebrae e Lumine se encararam, o tabuleiro brilhando a frente. Uma cidade tremeluzia em cima do tabuleiro tridimensional, enquanto as peças se tornavam humanos e retornavam à forma original. Naquele momento, no Mundo Mortal, o Tabuleiro estava sendo feito, o que era apenas a primeira parte do jogo, em breve, a verdadeira batalha começaria.

— Então, Lumine, quando acha que seria a melhor hora para começar o Jogo Divino? — Tenebrae questionou.

— Assim que todas as Peças venham até a tal de Praça Central, então poderemos detalhadamente explicá-los sobre o Jogo. — Lumine disse, encarando o irmão. — Só então, elas estarão em ordem para podermos movê-las, não, Tenebrae?

— É, acredito que sim. Porém, muitos ainda estão confusos e não ouviram nossas vozes. Será que uma visitinha resolveria? Bem, acho que não.

Lumine suspirou e olhou para o Tabuleiro, mas estava sorrindo, e seus olhos vagaram para cima, o sorriso apenas aumentando, e lambeu os beiços.

— Ora, no que está pensando, cara irmã? Parece que bolou algo. Estou ansioso para ouvir. — Tenebrae também sorriu.

— Que tal deixarmos-los no escuro por um tempo? Sempre me perguntei o que aconteceria se deixássemo-los sem nem idéia do que está havendo. Bem, apenas por um tempo, já que não poderemos começar o Jogo sem eles saberem o que terão que fazer.

— Interessante... Mas pode ser uma boa idéia... Apesar de que eu vou querer instaurar um pouco o Caos neles. — Tenebrae riu. — E tenho um plano para poder reinar o ódio e incentivar a Guerra.

Lumine também riu um pouco.

— Bem, acho que ambos estamos ansiosos para ver uma verdadeira guerra entre eles.

Ela agarrou um dos peões brancos e sorriu. Movendo-o até uma das casas centrais, e então o colocou de volta, dando um peteleco na cabeça do peão.

— Que tal nós irmos lá embaixo brincar um pouco? — Seu sorriso era arteiro, como uma criança que armava uma pegadinha, mas bem mais perigosa, vinda de uma entidade imortal. — Afinal, em breve, o Jogo Divino começará.

Continua...


Notas Finais


O que acharam das divindades?

Gostaram?? Comentem!!

Titã


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...