História The light of my darkness - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias League Of Legends
Personagens Syndra, Zed
Tags Romance, Syndra, Zed
Visualizações 98
Palavras 1.974
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Sobrenatural, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hoi, pessoal, como vão?? :3
Eu estou bem bad, meu word está ruim pakas e tive que voltar no tempo e começar a escrever a fic em um... caderno... tá difícil, meus caros, tá difícil... kkkk ;-;

Agora sobre a fic...
Aumentei as palavras desse capítulo, mas não está grande como o anterior T-T
Anyway, espero que gostem! Obrigada e boa leitura <3

Capítulo 7 - Antes do Sol nascer


 

No dia seguinte, no acampamento...

 

 

Eram cinco da madrugada e Syndra não havia sequer dormido. Só conseguia pensar no modo horrível que estava tratando Zed desde a primeira vez que se encontraram. Sabia que ela mesma não era assim, mas o culpava por tratá-lo de forma rude. Rolou pelo futon  e encontrou o ninja com a cabeça embaixo do cobertor, evitando que Syndra vesse seu rosto.

Sentia uma imensa vontade de retirar aquele cobertor e finalmente ver o que o ninja tanto escondia, mas algo dentro de si a impedia de realizar tal ato, ainda mais depois de tudo o que ela estava fazendo até agora.

A garota deixou a barraca, procurando ver o Sol nascer em algum lugar com uma boa vista para esquecer seus problemas com Zed que matutavam em sua cabeça desde a noite passada. Precisava do contato com a natureza que a confortava, precisava de um tempo, precisava de paz.

Todos ainda estavam em suas barracas dormindo, então em silenciosos passos Syndra caminhou pelas altas gramas que cercavam o acampamento. Avistou um pequeno morro atrás de onde estava e subiu-o rapidamente para realizar seu desejo. O céu em tons alaranjados e rosas traziam um sentimento de tranquilidade para si, fazendo com que estes batalhassem em um árduo conflito com seus sentimentos agonizantes que estava tendo até então.

Ao chegar no topo da montanha, sentou-se na parte mais alta e ficou de costas para o acampamento, esperando pelo Sol. O som baixo do cantarolar dos pássaros trazia uma harmonia perfeita para o local, fazendo com que Syndra se sentisse um pouco mais relaxada.

Do alto do morro, revelava-se uma linda paisagem da enorme floresta Ioniana e outras montanhas. Embora fosse uma boa distração, a Soberana conseguia apenas pensar em Zed. Deitou seu corpo na grama e com os olhos completamente fechados, tentava expulsar o ninja de sua cabeça. Sua respiração era ofegante, como se quisesse aquilo mais que tudo no mundo, acompanhada de batimentos cardíacos que não diminuiriam de velocidade tão rápido.

O silêncio rondava o local, até que ele foi quebrado por uma surpresa:

— O que está fazendo? — perguntou uma voz familiar. Syndra abriu seus olhos imediatamente, vendo Zed a encarar com sua máscara.

— O que você está fazendo aqui? — interrogou com uma feição antipática e logo em seguida se arrependeu pelo tom rude. — Quero dizer, é uma surpresa te encontrar aqui, sabe... — murmurou, desviando o olhar. Não estava nem um pouco acostumada a falar de tal maneira, mas teria que se esforçar se quisesse ser desculpada.

— Minha pergunta primeiro.

— Apenas uma vontade boba de ver o nascer do Sol. — sussurrou, envergonhada. Voltou seus olhares na direção do céu, mas ao ver que o Sol ainda não se encontrava lá, tornou sua atenção para o ninja.

— Parece que temos sentimentos em você, Syndra. — disse no mesmo tom, enquanto se sentava ao lado da garota. — Posso? — indagou, mesmo após sentar.

— Claro. — respondeu institivamente, e perguntou a si mesma se não estava sendo boazinha demais, e antes que Zed estranhasse, tratou de mudar de assunto. — E você ainda não respondeu a minha pergunta.

— Quando acordei, vi que você não estava mais lá... — comentava, com o tom de voz cada vez mais baixo.

— Sentiu minha falta, é? — provocou a garota, rindo discretamente.

— Não... — falou envergonhado. Colocava a mão sobre seu rosto, como se sua máscara não bastasse para esconder o vermelho sobre suas bochechas. Não sabia exatamente porque estava tão nervoso por uma pergunta como essa, até porque ele poderia estar preocupado com Syndra como um membro de seu Clã. — Apenas não te vi lá e ... — Não conseguia continuar.

— Ficou preocupado? — Indagou também envergonhada. Não sabia porque estava assim, ela sabia que estavam juntos apenas pelo trato, e nada mais além disso.

— Tipo isso. — sussurrou, quase inaudível.

Ficaram em silêncio por um longo tempo. Zed continuava pensando no que havia falado e na briga da noite passada, enquanto a Soberana Sombria arranjava um jeito de pedir desculpas para ele antes do Sol nascer.

— Zed... — chamou a garota, envergonhada. O ninja virou-se em sua direção, a observando. A maga respirou fortemente e ficou frente-a-frente com o outro. — M-Me desculpa pelo modo que tenho te tratado. — gaguejou. Sabia que não era feita para esse tipo de coisa: admitir que estava errada. Ainda estava dando o máximo de si e torcia para que estivesse dando tudo certo.

— Tudo bem, eu acho... — respondeu, achando as desculpas de Syndra muito supérfluas, um pouco incomodado, inclusive. Voltava seu corpo na posição inicial, mas a maga agarrou seus ombros com os próprios braços, tornando o corpo do outro da forma em que estava anteriormente.

— Vou fazer isso direito. — falou para si mesma, confiante. E encarou os olhos de Zed, séria. — Eu sei que tenho sido muito rude com você e por mais que eu tente explicar o motivo disso, não acho que seja uma razão para tratá-lo de maneira tão insignificante.

— Ainda assim quero saber. Poderia me contar? — aproveitou a situação para descobrir mais como a maga. Sempre foi muito curioso.

— Eu meio que... — murmurava, em situação constrangedora. Desviava seus olhares para o céu: o Sol já estava nascendo. Sorriu de leve, pois gostaria de observar mais daquela paisagem, mas algo dentro de si a dizia para falar unicamente para Zed e dar tudo de si para conversar com ele. — Não tenho amigos. Na verdade, desde a minha infância, eu não tive muitos amigos. Não sei falar muito com as pessoas, sou fria, arrogante... — falava desesperadamente. Sua respiração forte era perceptível pelo ninja, que segurou seus braços, na esperança que ela se acalmasse.

— Syndra, tudo bem. Você tem amigos.

— Amigos? — debochou. — Olha Zed, você é uma pessoa ótima, temos um acordo, mas não minta para mim. Não tente me confortar com ilusões de algo que eu nunca vou ter... — continuava a falar da mesma maneira.

— Syndra! — gritou Zed, com sua voz assustadora. A garota o olhava apavorada, sem reação. — Desculpa, foi apenas uma maneira de chamar sua atenção. — explicou. — Olha, eu não estou mentindo, porque eu sou seu amigo. — confirmou, enfatizando o “eu”.

— Você? — perguntou, com expressão confusa. Não sabia o que estava dando na cabeça do ninja, mas insinuou para este prosseguir.

— Sim, garota. Você é divertida, sabia? — confessou, colocando sua mão sobre o ombro dela, a confortando.

Mesmo que o Sol já estivesse no céu, ele formava uma linda composição naquela linda paisagem. Os tons do céu pareciam um sonho, algo maravilhoso de se ver. Ainda mais com uma boa companhia, como era o caso dos dois. O silêncio deixava tudo mais calmo e seus pensamentos estavam longe diante de toda aquela beleza.

— Mestre! — ouviu-se um soldado gritando de longe, quebrando o clima. Pela voz, Zed supunha que era Izumu.

Syndra e Zed viraram-se em sua direção ao acampamento simultaneamente, envergonhados e assustados.

— Desculpa atrapalhar, podem continuar aí! — continuou envergonhado, após ver a dupla em um momento especial. Abaixou seu corpo totalmente em sinal de desculpas, mas logo foi cortado.

— Tudo bem! — gritou Zed, ainda envergonhado por ter sido visto em um local “romântico” com a outra.

— N-Não estava acontecendo nada!! — gritou Syndra, cobrindo seu rosto, que se encontrava vermelho.

Ambos correram em direção ao acampamento, na esperança que os outros ninjas ainda não tivessem visto a situação constrangedora. Ao chegarem, encontraram todos eles sussurrando coisas entre si, mas ao verem seu mestre, organizaram-se rapidamente.

— Desculpe o atraso, Izumu. — falou enquanto respirava ofegante, após a longa corrida pelo morro. Respirou profundamente e ficou em silêncio por um bom tempo, na tentativa de reorganizar os próprios pensamentos. Logo em seguida, continuou, mais calmo. — Bem, antes de irmos ao templo da Soberana precisamos fazer um lanche, o que temos? — mudou de assunto.

— Nós já comemos, mestre. — comentou Izumu, disfarçando um sorriso bobo.

— Já comemos? — perguntou Ryu com ar provocador, para o amigo que contava uma mentira.

— Sim, você é um esquecido mesmo. — disfarçou, e deu um beliscão discreto no braço do outro, que respondeu com uma careta. — Enfim, vamos arrumando nossas coisas, preparamos uma mesa para vocês na frente do acampamento.

— Que surpresa, Izumu. Você sempre costumava ser o mais relaxado. Parece que me enganei, obrigado mesmo. Agora vão se organizando logo, a jornada é longa.  — ordenou Zed, recebendo reclamações por parte dos aprendizes.

Assim, os ninjas seguiram em direção às barracas. Juntaram-se em volta de Izumu, pois não entendiam nada do que estava acontecendo. “Por que ele mentiu daquela forma?” — se perguntavam, já que ficariam horas sem comer por culpa deste.

— Se os idiotas ainda não perceberam, estou tentando fazer com que o mestre e a Soberana Sombria se juntem. E um café juntos sozinhos seria perfeito! Quase que você estraga o plano, Ryu! — explicava Izumu, sem paciência.

— Mas por que? Eles já disseram que não são namorados. — perguntou Ryu, entediado com as bobeiras do outro.

— Porque eles combinam, talvez. O mestre é bem fechado, então quem sabe a Soberana o entenda. — continuou, abrindo um largo sorriso.

— Acho que a gente tem mais o que fazer, tipo, treinar. — resmungou Ryu, cruzando os braços, insatisfeito.

— Ainda não entendo porque você é sempre tão ranzinza, Ryu. — respondeu revirando os olhos e começou a organizar suas coisas.

Enquanto isso, Syndra e Zed sentavam-se na mesa organizada por Izumu. Era tudo bem rústico, aparentemente feito de última hora, mas ainda assim com um toque delicado. Um tronco cortado funcionava como uma mesa e nela estavam um pouco de limonada e frutas.

— Bem organizado. — elogiou Syndra, partindo para devorar o banquete.

— Finalmente um elogio. — ironizou Zed.

— Nem vem com essa, eu estou melhorando, sabia? — resmungou Syndra, enquanto partia para comer a primeira fruta de muitas.

— Acho que vou comer também. — mudava de assunto enquanto observava Syndra acabar com quase todo o café da manhã.

— Então coma, ora!

— A máscara... Depois de você, eu como. — tentava explicar-se.

— Pensei que fossemos amigos. — Não entendia o porquê dele ainda estar fazendo todo esse mistério. Sabia que estava na hora do Mestre das Sombras revelar seu segredo.

— Não é isso... — murmurava, constrangido. Sim, Syndra era sua amiga, mas era complicado para ele ter a devida coragem para mostrar quem ele realmente era.

— Amigos compartilham segredos. — rebateu, com uma feição séria e levemente irritada. Cruzou os braços, enquanto o encarava friamente.

— É diferente. — Suspirou, tentando achar as palavras certas, sem sucesso.

— Amigos não vão te julgar pelo sei lá o que você esconde atrás da sua máscara. — continuou, irritada. Já estava farta desse drama de máscara por parte de Zed.

— Sim, Syndra. Mas é que tipo... — tentava se explicar, embora soubesse que a maga tinha toda a razão dessa vez. Porém, impaciente como ela era, não esperaria o ninja organizar seus pensamentos e dar a resposta certa, então se adiantou:

— Ah, tanto faz. — resmungou, se levantando enraivecida. Pegou duas maçãs da mesa e fez questão de bater seu copo de limonada sobre a mesa e foi para a floresta em passos pesados, com um ar negro em volta de si. Murmurava uma série de xingamentos para Zed, que ficou sem saber o que fazer diante da reação da amiga.

— Droga... — falou para si mesmo, enquanto observava a maga indo floresta adentro. Retirou sua máscara e deu um tapa em seu próprio rosto. Sentia um certo peso na consciência e tentava, ao máximo, encontrar uma maneira de se desculpar com Syndra. Porém, mais uma vez ele não encontrava as palavras certas. Estava nervoso consigo mesmo. Mal tinham feito as pazes e já estavam brigados novamente.

Olhou mais uma vez para a floresta. A silhueta de Syndra havia desaparecido já a algum tempo. Esperava que ela voltasse, porém vários minutos se passaram e nenhum sinal da garota. Depois de um tempo, não conseguia mais parar de ficar se culpando. Olhava para sua máscara, porém, na hora de colocá-la, decidiu deixá-la em sua mão mesmo.

Dessa vez conversaria com Syndra do jeito certo, olhando nos olhos e falando com o coração.

 


Notas Finais


Ahhh esse capítulo foi um dos que eu mais gostei de escrever, really kkk (Embora colocar um final desses tenha cortado meu coração T-T)
Estava com muita vontade de escrever algo fofo e aumentar os sentimentos por parte dos dois! O primeiro passo tem que ser marcante, espero ter conseguido fazer algo "memorável" para esse casal maravilhoso <3

Se puderem, comentem aqui em baixo sobre o que acharam!! Ficarei muito agradecida!
Próximo capítulo: 18/08 - Sexta-feira!


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