História The Little Boy - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Sehun
Tags Chanyeol, Drama, Exo, Sebaek
Visualizações 43
Palavras 2.488
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


HEY, OI, OLÁAAAAAAAAAAAAAA

Eu havia prometido publicar esse ONESHOT faz mais de dois meses e só terminei a capa ainda agora. Sério, me perdoem.
Sempre quis escrever algo sobre violência doméstica. É um tema que eu tentei escrever há uns anos atrás e não saiu nada muito legal. Então, reescrevi, reescrevi e editei algumas coisas. E no fim, ficou algo parecido com THE LITTLE BOY, mas ainda assim, não ficou tãaaao bom.
E mais uma vez, eu reescrevi. E dessa vez, ficou algo realmente bom.

Espero que gostem <3
Boa leitura!

Capítulo 1 - Capítulo Único


Byun Baekhyun definitivamente estava ficando fraco psicologicamente a cada minuto que se passava. Seu rosto estava quase desfigurado. Um tapa forte não foi o suficiente para que ele abaixasse a cabeça e ouvisse seu namorado. Três socos no rosto, um chute em seu corpo caído e um cuspe em sua bela face danificada foi mais que o suficiente para que ele caísse no chão e desmaiasse.

Ele tem as chaves da casa e Baekhyun nunca soube exatamente para onde ele ia naquelas manhãs. Só sentia o cheiro forte de bebida alcóolica no bafo do homem que cambaleava de um lado para o outro, como uma barata tonta. E como se não bastasse, subia para o estúdio fotográfico do namorado e jogava todos os itens no chão. Desde as caras câmeras até os tripés.

Baekhyun tinha medo de perguntar para onde ele ia. Tinha medo se segui-lo e saber que ele não voltava para casa sozinho. Tinha medo de descobrir uma traição do seu tão amado Oh Sehun. Ele tinha medo.

Sehun checava o celular do namorado sempre que sentia necessidade de vasculhar sobre a sua vida. Seu Instagram, Facebook, Kakao Talk... tudo era vigiado pelo obsessivo namorado que não via limites em suas loucuras. Apenas o queria proteger do mundo depravado lá fora. Mas o que Baekhyun vivia com Sehun era pior.

— As coisas que faço por amor, Baekkie... — falou, antes de puxar o gatilho da arma carregada que sempre jazia consigo. Atirou em Chanyeol, o melhor amigo de Baekhyun.

Sehun nunca se sentiu tão bem. Tirando um verme pervertido de cima do seu pequeno garoto, se sentia satisfeito. Agora, tudo estaria bem. Estaria tudo bem... tudo bem...

Baekhyun se pôs a chorar ali, segurando o corpo de Chanyeol, sujando sua camisa branca com o sangue vermelho e quente do melhor amigo. Seu corpo estava tomado por uma tremedeira que nunca sentiu antes e o do garoto alto de orelhas grandes e sorriso fofo sem igual, tomado pelo frio da morte.

Depois daquele dia horrível, Baekhyun se sentia triste e estava com indícios de uma futura depressão. Não podia denunciar o namorado, seria descoberto e punido. Ele não queria mais isso, não queria mais um relacionamento tóxico.

Nas noites de amor, ele o puxava para cima e para baixo, com força, com brutalidade, machucando o pequeno Byun. Marcava sua pele com chupões, tapas e mordidas, marcando todo o corpo como se fosse exclusivamente seu por direito.  E quando se sentia satisfeito, o jogava no chão, como se fosse um brinquedo quebrado.

Ele o batia, satisfazendo o seu prazer. Colocava uma força inacreditável nos tapas que dava nas nádegas do namorado, amando o vermelhão que via em seguir. Baekhyun, não chorava, não gemia, não se movia. Seria punido severamente se fosse visto chorando. Ele não queria mais ser um pequeno garotinho fraco.

Sehun tinha um arsenal gigantesco de armas, rifles e pistolas. Nunca ensinou o namorado a atirar e nunca precisou. Byun Baekyun sempre soube dos problemas psicológicos de Sehun e mesmo assim, ficou com ele, trocando todos os chocolates e carinhos que Chanyeol o dava pelos tapas e socos que apenas Oh Sehun o proporcionava.

Sentia-se um lixo. Sentia-se fraco, se sentia um pobre coitado. Por ter deixado o melhor amigo morrer por causa de seu namorado idiota. Seu rosto novamente foi manchado por lágrimas e só percebeu que chorava quando ouviu o som da porta batendo com brutalidade. Ele havia chego a casa.

— Baekkie? O daddy chegou — ouviu a voz de Sehun o chamar pelo apelido que Chanyeol o batizou. Suas mãos tremeram levemente. Ele sabia o que viria a seguir.

Limpou as lágrimas e saiu do porão, fechando-o cuidadosamente logo em seguida. Ouviu seu nome ser chamado novamente.

— Baekkie, onde você está? — a voz soou tão ameaçadora que, seu corpo se arrepiou. Caminhou silenciosamente até a sala, onde o seu namorado se encontrava, sentado no sofá, brincando com uma pistola carregada nas mãos.

Sehun o notou. O olhou de cima a baixo, encarando o rosto pálido de Baekhyun. Ficara longos minutos o olhando. Baekhyun podia jurar que ele podia ver através de sua alma. Seu corpo tremeu quando ouviu um suspiro.

— Estava chorando, Baekhyun? — perguntou, se levantando do sofá e ficando a sua frente, o fitando de modo julgativo.

Era óbvia a diferença de altura, de personalidade e de força. Sehun alisou o rosto machucado de Baekhyun, com uma indiferença no olhar. O proibira de sair de casa por seus machucados e o celular, confiscado. Byun deu uma desculpa a sua mãe, dizendo que o deixou cair na água. A realidade era totalmente ao contrária. Pobre Senhora Byun... sendo enganada há muito tempo.

— N-Não... — a sua voz saiu mil vezes mais trêmula que o normal. Seu corpo parecia perder o equilíbrio.

— Não minta, Baekkie... eu sei de tudo... — falou com indiferença, — Eu te conheço por inteiro, Baekkie... – continuou, olhando para as coxas de Baekhyun, mordendo os lábios.

— Eu conheço sua cor favorita — se aproximou ainda mais, levantando a camisa preta de Baekhyun e alisando o mamilo esquerdo do mesmo com sua mão áspera e fria. Baekhyun tremeu. Ele nunca sentiu prazer.

— Eu conheço seus pontos fracos... — passou a mão pelo membro do Byun, apertando com força e ouvindo um gemido de dor quase inaudível em resposta.

— E eu conheço o seu corpo... sei do que gosta, meu pequeno... — apertou a bunda de Baekhyun, o pressionando logo em seguida contra a parede e o virando bruscamente de costas pra si.

Baekhyun gritava pedindo ajuda por dentro. Por fora, tinha sua expressão morta, os olhos quase vazios e quaisquer feixes de luz que passavam por ali, viravam luzes escuras, luzes de sofrimentos, luzes que pediam ajuda mais do que nunca.

Sehun tirou a calça jeans que o namorado vestia e puxou junto à cueca, sem paciência. Um sorriso brotou dos seus lábios quando viu as nádegas tão branquinhas de Baekhyun. Ele amava aquilo, amava deixar ele todo vermelho. Era sua cor favorita.

Abriu o zíper da calça, tirando o cinto e o jogando longe. Abaixou a calça e depois a cueca na altura do joelho. Seu membro saltou para fora, rígido.

Ele pressionou contra a entrada de Baekhyun, o penetrando com força. O Byun, apenas apertou os olhos, sentindo a primeira lágrima cair depois de quatro anos ao lado de Oh Sehun.

||

Não conseguia andar. Seu corpo estava dolorido por conta da noite anterior. Sentia que não poderia nunca mais sentar em uma cadeira. Estava deitado de bruços na cama. Precisava tomar banho, ainda estava sujo de esperma. Sehun não o autorizou a tomar banho.

Levantou da cama, caminhando com dificuldades até o banheiro. A cada passo, dava um gemido de frustação, de dor e de tristeza.

Seu rosto estava menos machucado, depois da surra que tomou, Sehun não tocou no rosto de Baekhyun, apenas em seu corpo.

Mais uma vez, se sentia um lixo.

Entrou no banheiro, despindo-se com dificuldades. Quando tirou a camiseta branca larga, viu os enormes hematomas em todo o seu corpo. Uma lágrima silenciosa quis cair, mais ele era forte, não choraria, não agora. Não mais.

Observou o seu reflexo no espelho. Nunca pensou que estaria em uma situação assim. Nunca imaginou que iria sofrer violência doméstica. Sorriu fraco. Suas olheiras estavam mais fundas que o normal. Não podia passar as maquiagens que ganhara de Chanyeol, não podia usar roupas apertadas e chamativas. Baekhyun não podia ser Baekhyun enquanto vivia sob o mesmo teto que Oh Sehun.

Naquela tarde de terça-feira, ele decidiu, colocaria um fim naquilo. E depois de anos, um sorriso feliz saiu de seus lábios.

Quando terminou seu banho quente e demorado, ele saiu do banheiro enrolado em uma toalha. Sehun chegaria logo.

Colocou sua melhor roupa. Uma camisa preta, aberta um pouco abaixo da clavícula e uma calça preta apertada. Colocou seu coturno preto. Parecia aqueles adolescentes que ia a festas e só voltavam no dia seguinte. Riu baixinho.

Passou a sua melhor maquiagem, sua melhor base e deixou seu olhos tão negros quanto o lápis de olho que ele tanto amava. Como ele sentiu saudades daquelas maquiagens pesadas que usava, daquelas bases maravilhosas que Chanyeol o comprava... sentia falta do amigo.

Uma lágrima caiu de seu rosto. Nunca mais poderá sentir o abraço quente de seu amigo, nunca mais poderá o ouvir gritando sobre videogames e nunca mais poderá dormir em sua cama, agarradinhos, como namorados. Nunca mais poderá apertar as orelhas de Chanyeol. Nunca mais.

Ele segurou o choro e colocou a sua expressão mais cínica no rosto, como uma vadia pretenciosa. Baekhyun estava pronto. Mas ainda faltava algo.

Desceu despreocupadamente até o porão. Abriu sem menor delicadeza, fazendo questão de fazer barulho, deixando o grande e pesado cadeado cair no chão, junto com a corrente de ferro.

Caminhou até um armário de ferro, trancado por outro cadeado. Era de vidro. Baekhyun sorriu. Pegou a primeira cadeira na sua frente e quebrou o vidro, que se estilhaçou em mil pedaços. O barulho foi alto, mas ele sequer ligava pra isso. Os vizinhos também não ligavam.

Pegou uma pistola qualquer dali. Não fazia questão de saber o nome e nem se tinha silenciador. Quanto mais barulho fizer, melhor. Agora, Oh Sehun não é mais único que anda por aí com uma arma carregada na cintura.

Olhou para a pistola. Parte de si ainda tinha medo, certo receio. Mas ele sequer ligava. Ele queria mesmo é que tudo se explodisse agora. Não aguentava mais essa tortura e colocaria um fim nisso tudo.

Juntou mais algumas pistolas e carregadores em sua mão. Todos os que podia. Mas Baekhyun sempre foi um cara inteligente. As armas eram feitas de cerâmica. Não seria detectadas caso fosse parado por aí. Agradecia Sehun por isso.

Olhou ao redor e viu uma capa, de um violão celo. Era da mãe de Sehun, pensou. Ela era uma musicista renomada antes de morrer... pelas mãos do marido. Baekhyun mordeu o lábio inferior e abriu a capa do violão celo, retirando o instrumento dali de dentro e colocando-o delicadamente encostado na parede cinza, suja pelo tempo e a tinta cinza entrando em uma possível decomposição.

Colocou as armas ali dentro. Os carregadores, os silenciadores. Tudo o que podia. Quando se virou para o armário, encarou um Rifle de Precisão camuflado em cinza-escuro. Foi como um amor à primeira vista. Não pensou duas vezes antes de enfiar a arma pesada ali dentro, junto com todos os carregadores que Oh Sehun possuía.

Pegou a capa do violão celo e a carregou na mão. Era pesado. Saiu do porão sorrindo. Quando colocou a capa do instrumento em seu quarto que dividia com Sehun, pensou em como foi tolo. Abriu o closet e pegou luvas de couro. Não queria ser acusado, não agora. Nunca.

||

Sentado no sofá da sala, Baekhyun sorria, assistindo um filme de romance qualquer. Comendo morangos, ele se divertia ali. Mas mal via a hora de começar a real diversão. Dava risadas das cenas bobas do filme, olhando com repulsa para o casal de atores que se beijavam em cima de uma ponte. Patético, pensou.

Ouviu o barulho da porta sendo aberta brutalmente pelo namorado. Ele fechou com a mesma força e Baekhyun, não esboçou qualquer emoção. Continuou assistindo aquele terrível filme.

— Baekkie, o daddy trouxe— sua frase foi cortada quando o viu sentado no sofá, como uma verdadeira rainha. Totalmente produzido, ele sentiu a mão direita formigar.

Reparou que o namorado usava maquiagem. Fazia tanto tempo que não o via assim, que ficou ali, perdido naqueles olhos escuros e penetrantes de Baekhyun, que sorria de lado, provocativo.

Sehun sentiu o seu membro ficar rígido. Seu desejo carnal era maior que o seu ego. Precisava o possuir ali e agora. E quando reparou nas mãos de Baekhyun, viu que elas estavam cobertas por luvas negras de couro e carregava uma pistola na mão esquerda.

O anel de compromisso prateado de Baekhyun estava no centro da mesa de estar. O rosto de Sehun tomou um vermelho raivoso.

— Que porra é essa, Baekhyun? — pronunciou-se com a voz mais grossa do que era, tentando o assustar.

— O que acha que é, Hunnie?— respondeu, irônico. Responderia no mesmo tom. Não abaixaria mais a cabeça. Nunca mais.

Ele avançou para cima de Baekhyun, na tentativa de bater nele. O menor foi mais rápido e sacou a arma na frente de seu rosto. Não sentia nenhuma emoção além de satisfação.

— Baekkie... pare com isso, você nem sabe como atirar... — acusou, rindo.

Baekhyun destravou a pistola e colocou o dedo no gatilho. Estava pronto.

— Sei que não irá me matar, Baekkie. Eu sou o amor da sua vida — falou, sorrindo irônico. — Sou tudo o que você tem.

— Você me machucou, Sehun. Machucou tanto... — disse, ignorando o que o namorado havia dito. O olhou com repulsa.

Sehun se calou. Sabia melhor do que ninguém que era verdade.

— Você não deveria ter me tratado assim, Sehun... — disse, apontando a arma para sua testa.

— Baekkie...

Baekhyun sorriu. Ele passou a mão direita pelos cabelos negros, bagunçando-os. Seu rosto parecia mais vívido, mais... normal, como era antes.

— Você matou o meu melhor amigo. Eu deveria ter ouvido ele antes de ter ficado contigo. — com ojeriza, Baekhyun o olhou nos olhos.

Sehun o encarou, no fundo dos olhos, lendo as páginas da sua alma. Estava sério, sem esboçar quaisquer expressões. Uma lágrima caiu de seu rosto.

— As coisas que faço por amor, Hunnie. — falou, puxando o gatilho. Um tiro foi desferido na testa de Sehun. Ele caiu no chão, morto.

Nem tivera a chance de gritar, de impedir.

Baekhyun se sentia bem. Sentia-se mais vivo, mais feliz. Seu rosto estava quente e ele não tinha quaisquer indícios de um arrependimento. Sua camisa estava suja de sangue fresco, mas nem ligou. Ele acabara de cometer um assassinato. A morte que mudaria sua vida.

Caminhou até o quarto, pegando suas malas, com todos os seus pertences. Pegou todo o dinheiro que Sehun possuía e colocou dentro de seu bolso da calça. Sua camisa estava suja de um sangue de quem preferia manter morto. Ele entrou no banheiro e jogou a camisa na banheira. Jogou álcool na camisa e na cortina do banheiro, ateando fogo em tudo logo depois.

Subiu até o seu estúdio e pegou a câmera que ganhara de sua mãe, há alguns anos atrás. Guardou a mesma na mala e saiu dali, sentindo o cheiro de fumaça.

Pegou o seu instrumento musical e colocou nas costas, enquanto carregava as malas nas mãos. Não ligava mais para o seu estúdio fotográfico e nem para o corpo de Sehun, ali no chão. Ele seria carbonizado de qualquer forma.

Estava livre, finalmente livre.

— Até os garotinhos são capazes de cometer um assassinato, Sehun. — falou consigo mesmo. Andou até a porta. Olhou para a sala coberta de fumaça. Virou-se para a porta e saiu, sorrindo. Mas não se esqueceu de trancar a porta. Velhos hábitos não mudam.

Chanyeol certamente ficaria orgulhoso de si. 


Notas Finais


Então, o que acharam?

Prometo que atualizarei (NÃO) Me Ajude em breve. NÃO DESISTAM DE MIM POR FAVOR
E tenho um projeto para o mês de fevereiro de 2018. HIHIHIHIHI

Enfim, muito obrigada por ler até aqui. Se você realmente gostou dessa história, deixe seu comentário. (Sério, eles me dão uma puta alegria)
Até mais, chuchuxxxx <3


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