História The Lost Guardians - Capítulo 6


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Escolar, Fantasia, Ficção, Misticismo
Avisos: Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Quero agradecer a todo mundo que comentou, eu irei a responder a cada um logo logo. o problema é que eu estou sem tempo pra acessar aqui, por isso demorei tanto para postar um novo cap. É que amanhã (isso mesmo, domingo) eu tenho mais uma prova de vestibular então passei a semana inteira revisando o que eu estudei durante o ano.
Mas ta aí, mas um cap. espero que gostem :D

Capítulo 6 - Embarcamos no Expresso Denford


Pensei que o Senhor Frederick fosse nos deixar na estação da cidade, mas a Annelise disse para que ele nos deixasse na antiga estação, que havia sido desativada muitos anos atrás. O Senhor Frederick feriou bruscamente o carro, mas a Annelise explicou delicadamente que o único meio de se chegar na escola era pela a antiga estação.

- Mas não passa trens por lá – ele disse – é perigoso vocês três ficarem esperando sabe-se lá o que. Não permitirei isso, sinto muito.

A Annelise apenas sorrio.

- Eu não deveria falar isso, porque é informação proibida para humanos, mas não tenho escolhas – o senhor Frederick abriu bem os olhos quando ela disse humanos – Existe uma outra estação lá. Ela fica protegida por um portal, incapaz de ser aberto por humanos. É nela que pegaremos o trem.

- O que?! – Falou – Mas agora é que eu não deixo mesmo.

- Tudo bem senhor Frederick – disse a Anna – O No... Senhor Oeste nos falou sobre esse trem.

Ele ergueu uma das sobrancelhas.

- Hum... se o velho falou então.... – ele disse coçando a barba – Mas eu só deixo se eu ver com meus próprios olhos esse tal portal.

- Mas é proibido…- Annelise falou mas conteve-se, como se tivesse pensado melhor – Então tudo bem. Acho que não terá problemas.

Dito isso, o senhor Frederick pareceu se convencer e prosseguiu a viagem até a estação abandonada. Chegando lá, todos desceram do carro, e seguimos a Annelise até a antiga plataforma de embarque. Ignorando é claro, as várias placas de “Não Entre”.

A Anelise parou na frente de uma das colunas da estação e limpou a parede empoeirada. Achei que ela tinha enlouquecido de vez até que vi um desenho na parede. Não estava pintando com tinta, era como se alguém o tivesse riscado com um canivete e a poeira tivesse escondido. Cheguei mais perto e pude observar com precisão a sua forma. Pareciam três ondas em volta de um círculo.

A Annelise acompanhou o formato que incrivelmente adquiriu brolho azulado e se iluminou. Então aos poucos a coluna tremeluziu como se fosse uma miragem, e então, magicamente pudemos ver uma nova estação de trem. Com pessoas passando tranquilamente do outro lado. Mal podia acreditar no que via.

- Incrível! – Exclamou a Anna.

- Inacreditável – disse o senhor Frederick.

- Magia do povo da terra – Respondeu a Annelise – Não conte a ninguém!

- Mas é claro que não vou contar – falou – não acreditariam. Iriam achar que eu sou louco isso sim.

- Vamos garotas, isso não vai ficar aberto para sempre – Lembrou a Annelise.

Nós nos despedimos do Senhor Frederick. A Anna o abraçou, assim como fez com a senhora Ângela. Então pegamos nossas malas do chão e atravessamos o portal. Eu pensei que fosse sentir algum tipo de preção, ou que minhas moléculas fossem se desintegrar. Mas não senti nada. Sabe quando você abre a porta do seu quarto e passa por ela? Pronto. É exatamente assim. Não sentimos absolutamente nada.

- É como se estivéssemos indo para Hogwarts mesmo – falou a Anna – e acabamos de atravessar a plataforma nove três quartos.

- Sim – falei – nunca pensei que isso fosse realmente possível.

- Venham meninas, precisamos comprar as passagens – disse a Annelise

Nós caminhamos até a bilheteria, onde compramos três passagens para a Denford.

– O trem parte em cinco minutos, melhor se apressarem. - Falou o atendente.

Então fomos até a plataforma onde ficamos esperando o trem. A estação estava cheia de adolescentes carregando malas e mochilas. Tinham alguns em grupos e outros sozinhos. Tinha adultos também, mas os adolescentes eram maioria. O que faz total sentido já que a aula começa na segunda-feira.

Eu estava bastante nervosa com todas aquelas pessoas, afinal nunca tinha estado antes em meio a uma multidão. Estava usando luvas e botas mas pude sentir que uma fina camada de gelo se formou em torno dos meus pés e o no alça da mala que segurava. A Annelise percebeu e então começou a conversar para me distrair.

- Existem marcas como a que vocês viram espalhadas em todo mundo. A maioria delas nos levam exatamente a esta estação. Que fica na geograficamente situada em Greenwich. E aqui, podemos ter acesso aos diversos locais reservados aos Elementares. Não são muitos. O principal deles é a Denford. Mas existem muitos outros espalhados por todo o mundo. Tem também Nature, a cidade dos elementos, é uma ilha e fica localizada no triangulo das bermudas. Lá fica os templos dedicados aos guardiões e também podemos encontrar todos os tipos de criaturas magicas. Como os humanos invadiram as florestas e vem destruindo tudo na terra, Nature foi o único local restante para as criaturas viverem em segurança.

- Espera – disse a Anna – Guardiões? Criaturas magicas? E como assim estamos na Inglaterra?

- Han.... A marca que eu toquei abriu esse portal. E  hum... os Elementares da terra conseguiram criar esse portal que “encurta a distância” na terra digamos assim. Um Elemetare da terra irá lhe explicar melhor. E Sim Anna – falou – os quatro guardiões. Os primeiros Elementares da terra.

- Ainda continuo sem entender. – falou – o que é exatamente um Elementare?

– Vamos lá – disse dando um suspiro – Para resumir há muito tempo, quatro seres-humanos receberam dos Elementais da Natureza, que são as Sílfides e os Silfos, Ondinas, gnomos e salamandras, o poder de controlar um único elemento contanto que ajudassem a proteger a natureza e esses seres enquanto houvesse vida na terra. E assim foi feito, e a medida que a população na terra foi aumentando, os guardiões resolveram escolher novas pessoas para também controlar os elementos. E assim, formaram uma pequena vila. Logo, essa vila foi aumentando até o ponto de termos elementares espalhados por todo o mundo. Todos nós temos a missão de proteger o planeta e a Natureza. Os grandes ambientalistas que existem, a maioria é Elementare. É essa nossa missão.

- Isso é fantástico! – exclamou a Anna – E todos esses seres realmente existem? Mas para falar a verdade, eu só conheço os gnomos.

A Annelise sorriu.

- Sim, eles existem.  Os silfos e sílfides são mais conhecidos por fadas. Embora exista uma pequena diferença entre eles. E são os ele mentais do ar. As ondinas, vocês conhecem como sereias ou ninfas da água. E como devem imaginar, são os elementais da água. Já as salamandras, são seres formados de fogo, e é claro são elementais do fogo. Os gnomos vocês conhecem, e são elementais da terra. Mas existem ainda os elfos, duendes, yetis, trolls, ogros e dragões. E vários outros. Todas as criaturas mágicas relacionadas à natureza existem.

- Todos esses seres –falei- são personagens da mitologia celta, correto?

- Na verdade eles estão presentes em quase todos os tipos de mitologia. Na grega por exemplo, temos as Dríades e Naiades. Nas religiões indígenas também a presença de crença em seres da Natureza. Enfim, em quase todas as religiões pagãs há registro deles.

- Fascinante – falei.

- E qual elemental você é Annelise?

- Na verdade eu sou Elmentare, e não Elemental. E eu faço parte da tribo da água.

Então o trem chegou, interrompendo um pouco a conversa. Entramos no vagão. Não tinha muita diferença dos vagões da cidade, exceto por não ter janelas. Embora eu nunca tenha estado em um, eu cheguei a vê-los em filmes e na internet.

 Eu e a Anna sentamos lado a lado e a Annelise na cadeira a frente, e na cadeira do seu lado estavam as nossas malas. O vagão era tranquilo, embora eu ouvisse histórias de que eles costumavam ser bem lotados as vezes. Esse parecia ter espaço suficiente para abrigar todos aqueles adolescentes e suas malas.

Comecei a ficar nervosa novamente, e então tentei procurar algo para me distrair.

- Porque o trem não possui janelas? – Perguntei.

- Ah essa é a parte legal – falou Annelise – o trem vai por debaixo da terra, desse modo podemos ir para qualquer lugar sem ser visto. Os elementares da terra fizeram um ótimo trabalho em escavar esses tuneis.

Era quase inacreditável. Pelos meus conhecimentos, eu sabia que tinha lugares na terra que eram formados por rochas incrivelmente duras, o que tornavam as escavações quase impossíveis. Mas tratando-se de elementares da terra, as coisas deveriam se tornar mais fáceis. Além do mais, é melhor eu parar de procurar explicações físicas, químicas e matemáticas para entender esse novo mundo.

     A Anna parecia bastante entediada. Ela estava jogando em seu tablete e estava com os fones de ouvido, então tentei puxar assunto:

- Como acha que serão as pessoas lá? – Perguntei a Anna

- Hum... se estamos no expresso Hogwarts, isso significa que você é o Harry Potter, eu sou o Ronn Weasley e nó vamos encontrar amigos muito legais como a Hermione, a Luna e o Neville.

- E se encontrarmos um Draco Malfoy?

- Ah! Aí podemos dar um Avada Kedrava nele e resolvemos o problema. – Ela disse e Sorrimos juntas.

Para me distrair, peguei meu livro de um dos meus escritores favoritos, Charles Dickens, meu celular e fones. Me concentrei tanto na leitura que mal pude sentir a hora passar. Já estava ouvindo minha play list pela segunda vez quando a Annelise nos informou que tínhamos chegado.

O trem foi parando lentamente, e todos os adolescentes se levantaram. Quando finalmente ele parou e a porta se abriu, todos saíram apressadamente.  Esperamos o tumulto passar para só assim finalmente sair do vagão. Fomos seguindo a multidão a uma certa distancias. Até que a Annelise percebeu uma garota ao nosso lado, visivelmente nervosa e insegura.

– Você é novata não é mesmo? - Perguntou Annelise à garota de cabelos negros e lisos que cobriam um dos seus olhos.

– S-sou sim. – Respondeu com uma voz meio roca.

– Nós também! - Falou Anna em um tom amigável.

– Mesmo? Isso é bom. – O que fez a Anna sorrir.

– Qual seu nome? O meu é Anna.

– Violeta. - Falou e deu um leve sorriso para Anna. Ela parecia ser bem tímida como eu. E a Anna parece ser do tipo de garota que faz amigos facilmente.

Subimos por um enorme corredor. As paredes não eram de rocha exposta como imaginei, pelo contrário, eram de cimento pintando em um tom de branco. O piso era de cerâmica e tudo era muito iluminado por luzes de led e não tochas, como pensei. No final do corredor tinha uma porta que me fez lembrar as que tem em hospitais, embora eu nunca tenha estado em um. Eram cinza clara e tinham um vidro redondo no meio, onde pude ver uma luz que lembrava a do sol.

E eu estava certa, pois quando passamos por ela encontramos uma bela paisagem. Haviam gramas, flores e arvores por todos os lados, e um caminho de pedras como nos contos de fada. E então eu pude ver os primeiros muros do colégio. Os Alunos se animaram com a visão e muitos começaram a gritar eufóricos.

– Chegamos! - Falou a Annelise.

 

 

 



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