História The Lost Guardians - Capítulo 7


Escrita por: ~

Exibições 41
Palavras 3.521
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Escolar, Fantasia, Ficção, Misticismo
Avisos: Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Mais um hehe >.<

Capítulo 7 - Finalmente, a Denford


O colégio era incrivelmente grande. Parecia com  os castelos antigos das histórias de princesa. Não se parecia com Hogwarts, na verdade ele era de um cinza quase branco com detalhes rosa. O jardim era ainda mais mágico, literalmente, haviam flores com pétalas douradas e prateadas e arvores incrivelmente verdes. Imagine o jardim mais magico e você terá em sua mente o jardim da Denford.

Foi então que algo passou voando bem perto do meu nariz. Pensei que fosse um pássaro, mas quando olhei bem era uma fada. Ou melhor, um Silfo. E não era o único, logo vários outros chegaram rodeando o grupo de alunos. Dois deles seguraram minha trança e tentaram levantar, fizeram o mesmo com a tranças da Anna que sorria encantada.

Haviam silfos de várias cores, rosa, azul, prateado, dourado, bronze... Todas as cores que existem. Possuíam asas transparentes e corpo humanoide, embora fosse colorido e tivessem as orelhas pontudas.

- Isso é mágico – falou a Anna – Elsa olhe ali atrás da pedra.

Perto de uma pedra redonda coberta de musgo pude ver um pequeno ser, era um gnomo. Gorducho e vestindo calças de flanela e blusa de botão branca. Foi quando, para aumentar ainda mais nossa surpresa, a pedra redonda se transformou em um outro ser gorducho vestido com uma saia feita por folhas e colares de pedras preciosas. Ele tinha uma cara engraçada.

- São trolls – disse a Annelise – e esses são da espécie do bem.

A medida que caminhávamos novos Trolls apareciam e junto com os gnomos nos olhavam curiosos. Os gnomos eram mais tímidos, e se escondiam quando eu os olhava. Já os Trolls sorriam e acenavam. Os Silfos eram os únicos que chegavam perto de nós.  O cenário era tão magico e encantador que ignorei o fato de estar rodeada de pessoas.

- Tenho que ficar por aqui – disse a Annelise- mas caso precisem da minha ajuda podem ligar. Aqui está o número do meu telefone, estarei sempre à disposição. – Ela nos entregou um cartão com o número.

- Obrigada – Respondi.

Ela se despediu e seguiu de volta pelo caminho da estação.  Eu , Anna e Violleta seguimos nosso percurso e passamos pela entrada do colégio que era feita de um emaranhado de mato e flores prateadas. Finalmente paramos em frente há uma porta enorme. Uma garota ruiva com cachos rebeldes se destacou na multidão e bateu violentamente na porta que em seguida se abril embora não tenha visto quem ou o que tenha a aberto.

Quando entramos, continuamos andando por um piso de cerâmica. Não tinha mais gramas, exceto em alguns lugares, e seres mágicos. Parecia agora um colégio qualquer. Com um chafariz no centro e bancos ao redor. O teto era aberto,  e a nossa frente tinham várias salas trancadas separada por extensos corredores com armários.

Então, de uma das portas quatro pessoas saíram e vieram até nós. Vestiam sobretudos compridos, calças escuras e bota. Uma mulher alta, aparentemente com 50 anos usando sobretudo cinza chumbo. Ao seu lado, um homem de aparentemente a mesma idade, usando sobretudo azul marinho. Uma outra mulher que tinha aparentemente 24 anos, tinha pele bronzeada e usava sobretudo preto, tinha cabelos loiros raspado em um dos lados e expressão de ironia e desprezo. Ao seu lado, um homem alto e gordo de pele bem escura e com feições simpáticas e divertidas, usava sobretudo verde e um chapéu.

- Atenção pessoal! Façam Silencio! – Ordenou o homem de sobretudo azul, mas foi completamente ignorado.

- SILENCIO SEUS PERDEDORES! – Gritou a moça do sobretudo preto, sua voz era estridente e perturbadora. Todos calaram-se na mesma hora.

- Primeiramente, sejam todos bem vindos! – Falou o homem de sobretudo verde – é com muita alegria que a Denford abre as portas para acolher todos vocês.  Presumo que pela cor dos nossos uniformes já saibam de qual tribo pertencemos. Muitos aqui já nos conhecem, alguns de longas datas. Mas para os novatos, iremos todos nos apresentar. Começando por mim. Senhor Jackson, treinador da tribo da terra. Quem aqui é  Team Terra levanta a mão!

Muitos alunos levantaram a mão e gritaram “TERRA, TERRA!” e por algum segundos pudemos sentir uma vibração vinda chão. Como um abalo sísmico de pequeníssima escala.

- Minha vez – disse a garota loira – Senhora Smith, tribo do fogo. Levantem as mãos seus perdedores e preparem-se para sofrer.

Uma onda de gritos, aplausos e assovio ecoou seguidos de um hino provocador:

“Uhhhh somos tribo do fogo. Uhhhh somos tribo do fogo! Não tememos a nada, não recuamos do caminho, somos os melhores no que fazemos e nós seremos seu pesadelo”.

Acompanhados de pequenas explosões no ar. Eu internamente agradeci por ela e eles não serem do mesmo elemento que o meu.

- Sem provocações tribo do fogo, ou terão punições logo no primeiro dia – disse o cara de sobretudo azul – Sou o Sr. Wayne, tribo da água. Por favor, levantem educadamente as suas mãos.

Mais ou menos uns 30 alunos levantaram as maões, o que era bem pouco comparados a tribo do fogo e terra. Teve poucos gritos e aplausos. A Violleta estava inclusa nessas pessoas. Acho que sei agora, qual tribo escolheria fazer parte.

- Por fim, eu – disse a senhora de sobretudo cinza – Sou a senhora McLean, da tribo do ar. Levantem as mãos aqueles da minha tribo.

Outras 30 pessoas levantaram as mãos e somente um garoto de cabelos brancos assobiou e ouve alguns aplausos e de repente tudo ficou mais ventilado.

- Muito bem! – Disse o senhor Wayne – As aulas começarão amanhã as 8 em ponto. Não é permito atrasos maiores do que cinco minutos. Quem se atrasar perderá pontos em todas as matérias daquele dia. Vocês seguirão para os chalés das suas tribos e a noite, após a janta receberão os uniformes. Vocês receberão dois. Uma camiseta para as aulas da manhã. E o sobretudo para as aulas da tarde. Também receberão chaves, apostilas, horário de aulas, refeição e a numeração dos armários. Café da manhã, almoço e jantar são de graça, mas os lanches serão pagos por vocês. Amanhã estarão abertas as inscrições para as atividades extras que são esgrima, arco e flecha, lutas entre outras. Os interessados deveram dar o nome na atividade escolhida durante esta semana.

- As regras vocês já sabem quais são não é mesmo – falou a senhora Smith andando de um canto ao outro com as mãos para trás – Nada de roubar as coisas dos amiguinhos, bater, espancar, matar, aleijar, humilhar, xingar, ter preconceito, vandalizar a escola, invadir o dormitório e vestiário de tribos opostas e do sexo oposto, assediar, brigar, chegar atrasado, matar aula, ir para floresta proibida e é claro ter corpo mole e se recusar a fazer os exercícios propostos nas aulas de cineses. Quem descumprir essas regras será punido. Temos tolerância de três crimes: o primeiro, punido com serviços que EU escolherei. Segundo suspenção. Terceiro expulsão! Espero que vocês não sejam tão burros, ou melhor eu realmente espero que sejam burros ao ponto de descumprirem as regras, porque eu adoro fazer o aluno de escravo!

 - Agora – disse a senhora Mclean – sigam os líderes da sua tribo até seus chalés.

Quatro jovens se destacaram da multidão e começaram a organizar os grupos. A Violleta nos olhou e perguntou:

-De qual tribo vocês são?

- Eu é.... eu.... – Eu não sabia o que falar então felizmente ouvi alguém chamar pelo meu nome e o da Anna.

- QUEM AQUI É ELSA E ANNA ARENDELLE? – Era a voz da senhora Smith.

- Somos nós – gritou a Anna enquanto caminhávamos até ela.

- Ah achamos vocês – disse o senhor Wayne -  Falta ainda aquele garoto, como é mesmo o nome dele?

- Jack Frost – falou a senhora Mclean.

- Ah sim! O Frost – falou o Wayne como quem diz o nome de um remédio ruim – Smith querida, por favor chame o nome dele.

- JACK FROST! JACK FROST!

Depois de meio minuto, um garoto de cabelos brancos, o que vi assobiar na tribo do ar, apareceu. Usava moletom azul, calça marrom muito justa e estava descalço. Ele me encarou e um calafrio percorreu minha espinha. Acho que achei o Draco Malfoy.

- Sou eu – falou.

- Senhor Frost – disse o Wayne – quero nos siga até a sala dos diretores. Vocês duas também, por favor.

Nos despedimos da Violleta, que seguiu o grupo da tribo da água. Enquanto eu, Anna e o garoto, o tal Jack Frost seguimos os 4 professores até a sala dos diretores. Era uma sala ampla e iluminada, haviam quatro poltronas, um birô e dois sofás pequenos, onde nos sentamos. A Anna ficou no meio entre mim e o garoto, o que me deixou tranquila, já que não fui com a cara dele.

- Muito bem – anunciou o Wayne – Este ano temos 3 casos especiais. Pela primeira vez temos dois Elementares que dominam dois elementos, e uma Elementare do espirito ou Éter, ainda não decidimos o nome.

- Espirito? Éter? Tipo o éter da química? – perguntou a Anna.

- Na verdade não. O nome é o mesmo, mas são diferentes. Éter e Espirtito é o nome dado a quinto elemento nobre da natureza. Então... é como chamamos as pessoas como você. Até agora só existiram duas em toda a história. Você é a terceira. – Explicou o Wayne, embora eu já soubesse disso – Nós daremos um treinamento especial a você. Todos os professores irão lhe treinar Anna.

- Todos? – Disse nervosa olhando para a Smith.

- Sim – falou o Wayne – e quanto a vocês dois. Minha nossa é de espantar a semelhança entre vocês!

Senti que o tal Frost me encarava e discretamente me virei para olha-lo também. O Sr. Wayne tinha razão. O garoto tinha o mesmo tom platinado que o meu cabelo, os olhos eram do mesmo azul e a pele era igualmente pálida. Era como se ele fosse a minha versão masculina.

- Talvez vocês tenham alguma ligação familiar – disse a Sra. Mclean – Frost, Sabemos sua história. Estoico nos contou tudo. E Elsa, recebemos uma carta de um homem chamado Oeste que disse ser seu professor particular. O caso de vocês dois é  realmente curioso.

- Sim –disse o Sr.Jackson – a única teoria que explicaria era se os pais de vocês tivessem quebrado as regras e tivesse começado a namorar sendo de tribos diferentes. Mas... bem, Elsa e Anna são de família não Elementare e o Jack...

- Espera – interrompeu a Anna – Pessoas de tribos diferentes não podem namorar?

- Você não sabia? – Exclamou o Frost – é a regra número um. Todo mundo sabe.

- Eu ... eu não sabia. Como o Sra. Mclean falou eu vim de uma família não elementare. Não sei das coisas.

- Ta bom, me desculpe.

- Voltando ao assunto – interveio a sr. Jackson – é proibido o relacionamento amoroso entre tribos opostas, por questão de... hum, segurança. Não sabemos com precisão o que pode ser gerado a partir do cruzamento de dois poderes distintos. Para evitar híbridos perigosos decidimos conservar os elementos.

- Que absurdo! – Exclamou a Anna – Mas e se duas pessoas se apaixonarem verdadeiramente uma pela outra e forem de tribos diferentes?

- Bem.... Isso aconteceu algumas vezes, e não acabou muito bem.

- Isso é terrível!  - Disse a Anna cruzando os braços.

- São as regras – falou a Sra. Smith – e nós elementares, ao contrário dos humanos, as seguimos sem achar ruim.

A Anna não protestou.

- Enfim.... – retomou o sr. Jackson -  fisicamente explicando, para se ter gelo é preciso que a  água esteja fria o suficiente para congelar. Ou seja, necessita  do auxilio do ar. Por tanto, vocês dois se enquadram em duas tribos. E como Estoico me falou Jack, você leva muito jeito com os dois elementos, principalmente o ar.

- Nesse caso – falou o sr. Wayne – vocês dois, Elsa e Jack poderão escolher em qual tribo ficar.

- Ar – disse Jack imediatamente.

- Água – falei em seguida. Nunca escolheria a mesma tribo que ele e o Norte me aconselhou ela.

- Muito bem – falou o Sr Wayne – Nesse caso seja bem vinda Elsa. É uma honra tê-la em nossa tribo. Porém os dois receberam treinamento de ambas as tribos. O fato de terem que escolher uma é algo mais simbólico.

- E quanto a Anna – falou a McLean – você poderá acompanhar sua irmã, dormindo no mesmo dormitório que ela. Queriam que fosse construído um dormitório só para você, mas achamos injusto deixa-la dormir sozinha enquanto todos dormem acompanhados. Além do mais, vocês duas cresceram afastadas uma da outra, embora vivessem na mesma casa. Achamos que seria bom que permanecessem juntas.

- Muito obrigada – falamos na mesma hora.

- Ah Anna, mas uma coisa – disse o sr. Wayne – recebemos ordens para confeccionar um uniforme exclusivo para você. Será na cor roxa.

- Sem problemas – falou – gosto de roxo, aliás e uma das minhas cores favoritas junto verde e amarelo.

-  Ok – Falou o Jackson – Estão liberados.

O sr. Wayne guiou a mim e a Anna até os dormitórios da nossa tribo. O Jack seguiu acompanhado da Sra. McLean. Eu realmente esperava não ficar na mesma classe que ele.

Haviam 24 dormitórios no total, divididos entre 12 e 12, um de frente para o outro. E supondo que cada dormitório acomode duas pessoas, então existiam 48 alunos da tribo da água. Mas nas minhas contas inicias eram apenas 20.

Os dormitórios eram pequenos e pintados em diferentes tonalidades de azul com detalhes brancos. Na frente de cada chalé tinha uma bandeira também azul com um símbolo de ondas brancas, o mesmo símbolo que a Annelise tocou na estação. Paramos na frente do dormitório de número 4. E Uma garota de cabelos curtos e azuis e olhos de mesma cor veio nos receber na entrada com um enorme sorriso:

- Sejam bem vindas!

- Obrigada – respondemos.

- Meninas – disse o sr. Wayne – essa é a Selina, representante da tribo da água. Eu já havia conversado com ela sobre vocês.

- Sim – falou a Selina – ele me ligou nas férias, e eu fiquei super empolgada quando soube que existiam dominadores de gelo e uma Elementare do espirito e que tinha uma possibilidade deles escolherem a nossa tribo. Fico muito contente que vocês tenham escolhido aqui. Somos muito receptivos com novatos. – ela parou para respirar – entrem, entrem!

Entramos no dormitório deixando o Sr.Wayne para trás. O dormitório tinha paredes azul clara, e o piso de cerâmica branca. Tinha duas camas cada uma junto de uma parede. Dois guarda-roupas, um criado mudo, e duas escrivaninhas. E o melhor: Uma tv enorme na parede. Tinha também um banheiro e ar-condicionado. Era um ambiente bem aconchegante e tranquilo.

- Bem como notaram tem 24 dormitórios divididos por cores. Os 4 primeiros pintados de azul claro, são os dormitórios dos novatos do primeiro ano. Os de azul Royal são os do segundo ano. E por fim, os azuis escuros, são os dormitórios do 3° ano. Toda essa fileira de dormitórios em que vocês estão são os femininos. Os masculinos ficam a frente. Essas são as suas chaves – ela me entregou a chave com chaveiro com o símbolo da água – vocês também tem esse alarme para caso de emergência. Mas nunca ninguém precisou usa-los. Não somos como os humanos em que os meninos atacam as meninas como animais. Mas cuidado com a tribo do fogo, eles costumam, hum, tirar brincadeira pesada. E nós temos uma rixa com eles.

- Imagino o porquê – falei – Logo de cara não gostei deles. Parecem ser rebeldes de mais.

- E são mesmo – falou a Selina – Embora eu não considere rebeldia algo ruim. Enfim tem uns que são legais. Bom, é só isso! Espero que estejam confortáveis com o dormitório. A Hora da janta é de seis horas da noite, mas se quiserem sair antes para conhecerem o campus fiquem à vontade.

- Está bem – falou a  Anna acompanhando a Selina até a porta – Obrigada!

- Ela parece ser legal – disse  - Anna se você quiser ir andar pela escola, tudo bem por mim. Eu ficarei aqui, sem problemas.

- Ah eu não vou sair sem você – falou – vamos esperar até a hora do jantar. Além do mais, estou morrendo de cansaço – disse se jogando na cama.

Eu também sentei-me na cama. Não estava cansada, então decidi tirar as coisas da mala e guarda-las no armário. Quando terminei vi que faltavam pouco para o jantar. Então tomei banho e em seguida vesti uma calça jeans clara, uma blusa branca e meu casaco azul com estampa de flocos de neve brancos e arrumei meu cabelo em uma trança que pendia para um dos lados. Acordei a Anna, que também foi se arrumar.

Logo estávamos prontas e saímos dos dormitórios e fomos até o refeitório, que era incrivelmente grande. Tinha mesas e bancas por todos os lados, e um balcão de onde pude ver várias comidas. Eu e Anna não fazíamos ideia de como pedir a comida nem de onde se sentar. Então encontramos a Violleta que nos ajudou. Era como nos filmes, a gente esperava a nossa vez na fila e dizia a moça por trás do balcão o que queria comer.

Eu Anna e Violleta nos sentamos em uma mesa que por sorte estava vazia. Então logo em seguida um garoto de cabelos pretos com um cômico topete sentou-se junto da Violleta.

- Posso sentar aqui? – Perguntou – Eu sei que vocês são da tribo da água então achei que...

- Pode sentar – Respondeu a Anna.

- Ah obrigado – falou – Meu nome é Wilbor. Sou do primeiro Ano.

- Sou a Anna e essa é minha irmã Elsa, também somos do primeiro ano– disse a Anna.

- Legal – falou – ei menina – disse cutucando a Violleta. Você não sabe falar?

- Sei sim- disse -Meu nome é Violleta, também sou... do... primeiro ano.

- Ah sim! Ei vocês sabiam que o sistema de aulas aqui é diferente dos outros colégios normais?

- Como assim – perguntei nervosa.

- Nada de mais – falou percebendo que eu fiquei um pouco assustada – É que nas escolas comuns não temos bem uma sala fixa e ficamos trocando sempre de sala em sala. Mas aqui não, nós teremos uma sala e são os professores quem trocaram de sala. Acho que assim é bem melhor, sei disso porque meus pais me colocaram pra estudar em uma escola de humanos desde pequenos. Cês sabem como é né? Pais muito ocupados, sem tempo para os filhos. E vocês estudaram em casa como a maioria ou foram para escola?

- Em casa – respondemos as três na mesma hora.

- Bom então não perderam nada – falou cruzando os braços atrás da cabeça – os humanos são.... Chatos. A diversão deles é completamente sem graça. Até hoje me pergunto qual a graça de correr atrás do outro ou se esconder em um canto em quanto o outro vem procurar. Brinca de guerra de ondas é muito mais divertido.

- Também acho – disse a Violleta.

- Olha eu acho legal essas brincadeiras de humanos – disse Anna, com um tom estranho quando falou “humanos” – Nunca brinquei mas.. sempre pareceram divertidas.

- Bricandeiras de Elementares são bem mais divertidas. Posso te garantir Espere so pra ver.

E então senti algo passando pelo meu pé, olhei pra baixo e vi um gnomo bem pequeno tentando escalar a cadeira. Seus bolsos estavam cheios de comida. Na mesma hora ouvi o Wilbur reclamando:

- Soltem a minha batata frita, é minha – falou enquanto dava um peteleco em outro que já estava em cima da mesa. E então dois Silfos chegaram e roubaram todo o seu prato – Ei....

E então um circulo de água surgiu entorno da nossa mesa.

- Pronto... isso vai resolver o problema – falou a Violleta – Água é como um repelente para os doendes e Silfos. Eles sempre apareciam lá em casa e mamãe nos ensinou isso.

- É.... eu também sabia disso – falou o Wilbur.

Eu olhei ao redor vi que as outras mesas faziam o mesmo. Circulos de fogo, terra e ar surgiam ao redor de cada mesa.

Continuamos conversando, embora eu ficasse calada o tempo todo. Wilbur falava muitas coisas  e bem rápido. a Anna também falava bastante, mas não tanto quanto ele. Quando terminamos de comer, recebemos a noticia de que receberíamos  nossos uniformes quando voltássemos para o dormitório. E assim foi feito, uma hora depois um duende bateu em nossa porta segurando duas malas. Ele nos deu um papel para assinarmos e em seguida foi em bora empurrando um carrinho cheio de malas.

Eu e Anna abrimos nossas malas. Dentro tinha um sobretudo azul marinho contendo no lado esquerdo o símbolo de três ondas em um círculo igual o que vi na estação. Tinha várias apostilas de matérias diferentes. E um folha que dizia com os horários das aulas e número da turma. Felizmente eu e Anna ficamos na mesma sala: 1º A.

A Anna tinha um sobretudo roxo bem escuro cujo símbolo bordado era apenas um circulo pequeno dentro de outro maior.

Então depois de um tempo ouviu-se uma sirene. Era o toque de recolher. Arrumamos a cama e em pouco tempo estávamos dormindo. Apesar dos meus medos, mal podia esperar para o primeiro dia de aula.

 

 


Notas Finais


Pra quem não se ligou ainda a Violeta é do filme Os Incríveis e o Wilbur é da Familia do Futuro


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...