História The Lost Memory - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Yuri!!! on Ice
Personagens Christophe Giacometti, Mari Katsuki, Minako, Personagens Originais, Phichit Chulanont, Toshiya Katsuki, Victor Nikiforov, Yakov Feltsman, Yuko Nishigōri, Yuri Katsuki
Tags Amnésia, Lembranças, Mari Katsuki, Médico, Pichit Chulanot, Pintor, Slice Of Life, Sonhos, Victuuri, Viktor Nikiforov, Yuko Nishigori, Yuri!! On Ice, Yuuri Katsuki
Visualizações 70
Palavras 3.160
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Lemon, Lírica, Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Violência, Visual Novel, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


EXPLICO TUDO NAS NOTAS FINAIS, NÃO ESQUEÇAM DE LER, É IMPORTANTE!!!

Capítulo 9 - Surpresa


Pov Pichit

 

Tudo preparado... o Yuuri com certeza vai ficar feliz com a nossa surpresa. Estou quase gritando de felicidade... tenho que me controlar! Há quanto tempo venho pensando nesta surpresa para o Yuuri? Ele com certeza vai ficar feliz. Por sorte não foi tão difícil convencer o Viktor a nos ajudar. Ainda me lembro quando fui falar com ele...

 

"Vamos Viktor... precisamos da sua ajuda para fazer uma festa surpresa do Yuuri!!" falei andando atrás dele enquanto ia para a cantina.

 

"Pichit, não depende de mim... eu não posso encher de repente o quarto do meu paciente com um monte de pessoas. Além disso preciso da autorização do diretor." Chegamos na cantina e sentamos em uma mesa vazia. Viktor colocou sobre ela um copo de café que parecia estar quente demais... pude perceber que estava saindo fumacinha dele.

 

"Mas você pode conseguir a autorização certo?! Ou o seu avô é tão mal assim?" Fiquei meio constrangido de precisar fazer chantagem com Viktor, mas queria tanto fazer a festa do Yuuri. “Vamos, vai ser bom para ele. Além de ajudar na recuperação, ele vai ver o quanto todo mundo se importa com ele. Além disso você vai herdar o hospital, então o seu avô deve levar em consideração o que você pensa certo?!" Viktor parecia contrariado, talvez por eu ter falado o que não devia. Mesmo assim, não parecia que aquela cara amarrada tinha a ver apenas com aquela conversa. Ele parecia estar pensando, ou sentindo outra coisa... talvez dor? "Viktor? Você está bem?" perguntei preocupado.

 

"Não é nada, estou só um pouco cansado." Ele deu um meio sorriso, mas era de se esperar, depois do que aconteceu.

 

"Olha, quando quiser conversar, pode vir falar comigo." Estava preocupado com ele. Viktor estava passando por tudo sozinho, e eu tinha medo que ele acabasse destruído.

 

"Eu sei, você e a Yuuko são ótimas pessoas. Embora eu os conheça há apenas dois anos, vocês já são muito importantes para mim." Seu olhar enquanto dizia aquelas palavras parecia triste. Ele pegou o copo de café e o aproximou do rosto, antes de continuar a conversa. "Vou ver o que posso fazer, tudo bem? Além disso, é melhor que não venha tanta gente, senão será difícil. Me envie uma mensagem com a quantidade de pessoas." Me alegrei antes de ele terminar de falar! Eu o assegurei de que ele não teria com o que se preocupar, afinal não seriam muitas pessoas. Ele deu um gole no café... "Aiii... quente!!!" Comecei a rir da situação. Viktor me olhou com uma cara feia por estar rindo, mas logo começou a rir também.

 

No outro dia, Viktor disse que podia ajudar com os preparativos. Ele conseguiu a autorização, eu falei com Yuuko, e chamamos o Chris para nos ajudar. Estava tudo pronto, e me sentia super ansioso para ver a cara de felicidade do Yuuri. Enquanto terminava de embrulhar o meu presente, recebi uma ligação.

 

"Já estou aqui embaixo. Chris não para de tagarelar, eu juro que vou bater nele se ele não parar." Pude ouvir a voz do Chris no fundo. "Chérrie, eu fui o único que não conseguiu visitar o Yuuri ainda! Tirei folga do trabalho só para ver ele."

 

"Okay, já estou descendo. Vou levar algumas coisas na mão, e a Minako vai trazer o bolo com a senhora Katsuki e a Mari." Desliguei o telefone e fui pegar tudo que precisávamos: os copos, talheres, pratos e lenços descartáveis. Coloquei tudo dentro de uma sacola junto do presente do Yuuri, então fui até a geladeira e peguei um pudim de chocolate, o preferido dele. Tranquei o apartamento, e quando cheguei no terraço, vi Yuuko fora do carro.

 

"Demorou hein!" Ela reclamou e veio me ajudar com as sacolas.

 

"Foi mal... quando você ligou, eu ainda estava terminado de embalar o presente do Yuuri."

 

"Tudo bem, agora vamos logo. O Otabek e o Yurio vão encontrar com a gente lá." Ela falou quando entramos no carro. Ligou o som em uma música espanhola que ela adorava "Me voy enamorando". Mesmo não entendendo a letra completamente, ela gostava do ritmo e tentava cantar. De tanto ouvir essa música no carro dela, eu já estava com a letra decorada na minha cabeça.

 

O caminho seguiu com algumas músicas animadas que variavam de línguas: ora espanhol, ora inglês, ora japonês. Todos nós morávamos no Japão por algum motivo, mesmo alguns sendo de outros países, no meu caso e no caso de Chris, e até mesmo do próprio Viktor, e Yuuri foi quem uniu a todos nós. Ele é sem dúvida uma pessoa muito especial. Eu o conheci no 6° ano secundário e somos amigos desde então. Quando soubemos o que aconteceu com ele e o pai, tentamos de toda forma fazê-lo se sentir melhor, mas essa é uma daquelas coisas que nunca mais são como antes. O tempo passou, mas nada fazia Yuri voltar a ser a mesma pessoa que eu conheci há tantos anos... até que um dia ele conheceu Viktor. Por isso, não quero que tudo acabe assim. Não sei o que fazer, e mesmo que Yuuri ainda finja que é apenas amigo de Viktor, tenho certeza que os sentimentos dele mudaram nesse período em que ele esteve no hospital, vendo Viktor diariamente e descobrindo várias coisas que ele esqueceu.

 

Chegamos no Hospital e vimos a moto de Otabek estacionada. Ele e Yurio ajudavam Minako carregando o bolo, as bebidas e as outras comidinhas. Viktor ajudava levando os presentes e alguns balões de gás hélio que ele comprou para enfeitar o quarto. Suas roupas eram casuais e não vestia jaleco... dei um sorriso com a possibilidade de ele ter tirado um dia de folga para comemorar o aniversário do Yuuri. Fomos levando tudo pelo corredor... um monte de gente carregando comidas, embalagens coloridas e balões enormes, passando pelos pacientes e enfermeiros pelo corredor. É claro que naquele momento nos tornamos a atração principal de olhares no hospital

.

Nishigori estaria com as trigêmeas no quarto fazendo companhia para Yuuri até que chegássemos. Paramos em frente à porta do quarto e todo mundo ficou quieto, então eu girei a maçaneta e empurrei sem bater na porta.

 

"Surpresa!!!" Gritamos em uníssono. O que não esperávamos era ver Yuuri sozinho no quarto com um enfermeiro trocando as ataduras do seu abdômen. Com o celular que estava na minha mão, tirei uma foto com o celular. Hábito.

 

"Pichit!!!" Seu rosto ficou imediatamente vermelho e os olhos totalmente arregalados enquanto olhava para nós na porta de entrada.

 

"Okay, okay... estamos saindo." Fechei a porta rapidamente e esperamos um tempinho do lado de fora.

 

Alguns minutos depois, o enfermeiro saiu pela porta sorrindo e falou que podíamos entrar. Yuuri parecia muito envergonhado ainda quando entramos um a um segurando um monte de coisas quarto adentro e fazendo uma baderna.

 

"Foi mal Yuuri. Não esperávamos por isso. Devíamos ter batido na porta... mas a foto ficou muito boa." Falei com um ar brincalhão.

 

"Feliz aniversário meu filho!" Disse a senhora Katsuki enquanto abraçava Yuuri. Foi um abraço muito apertado, e percebi que Yuri ficou realmente emocionado por vê-la. "Embora não seja novidade para mim, afinal já vi você pelado quando era criança... nunca esqueço a sua bundinha rosadinha e fofinha..."

 

"Mãeee!!!" Ele ficou ainda mais vermelho. "Isso foi há muito tempo, não sei se você notou, mas não sou mais um bebê!"

 

"Pode não ser mais um bebê, mas hoje você está de berço." Disse Chris enquanto abraçava o amigo. “Feliz aniversário, Yuri! Infelizmente não consegui nenhum vislumbre da sua atadura sendo trocada... acho que vou mudar de profissão. Enfermagem até que é interessante” Chris disse enquanto passava a mão no queixo e olhava sugestivamente para Yuri, deixando-o ainda mais envergonhado.

 

"Feliz aniversário meu irmãozinho lindo." Foi a vez de Mari.

 

"Feliz aniversário porquinho!" Yurio soltou seus cumprimentos habituais.

 

"Embora não seja de jeito nenhum um porquinho, pelo que todos pudemos ver." Dessa vez foi a voz de Viktor que encheu o quarto, e agora segurava um sorriso nos lábios. "Feliz aniversário, Yuuri..." Viktor se aproximou e pegou a mão de Yuri, aproximando-a de seus lábios e deixando ali um leve selinho.

 

"Ahh... O-obrigada Viktor." Yuuri estava mais corado com o fato de Viktor tê-lo visto seminu do que com a gente pelo visto.

 

O barulho de flash da câmera do meu celular foi alto, quebrando o clima.

 

"Pichit!!!" Yuuri olhava para mim depois de me ver tirando outra foto.

 

"Foi mal, não resisti a tirar uma foto de vocês." Confessei.

 

"Vamos cantar parabéns e comer?!" Disse Nishigori, que acabava de entrar no quarto com as gêmeas. Por sorte o cômodo era espaçoso e cabia todos sem apertar. Minako se aproximou de Yuri com o bolo em suas mãos, e Yuri se surpreendeu: em cima do bolo, uma decoração de chocolate na forma de uma paleta marrom com tons de aquarela espalhados sobre ela, e fincadas no bolo velas em formato de pincel de diferentes tamanhos foram acendidas por Otabek com um isqueiro. Cantamos parabéns e Yuri soprou as velas, antes de retirar os óculos e enxugar algumas lágrimas.

 

"Yuuri, para você suco natural ou chá. Nada de álcool e refrigerante." Viktor falou colocando um copo de suco de uva na mão de Yuri.

 

"Viktor, só hoje! É meu aniversário... além disso você é protetor demais." Reclamou Yuuri. "Nem pensar, você ainda está se recuperando. Acha que eu não sei que, quando você sair daqui, vai começar a comer besteiras de novo?" Viktor retrucou. Fiquei observando a cena, pensando que Yuri e Viktor pareciam realmente um casal discutindo. Era como se nada tivesse acontecido para separá-los.

 

Os presentes que trouxemos estavam espalhados em cima da cama, a comida arrumada em cima de uma mesa que Viktor conseguiu e vários balões encostados no teto com várias formas diferentes de comida ou objetos de pintura, além de um porquinho no meio. Abri um sorriso com esse balão. Yurio e Otabek estavam conversando no canto do quarto, tenho quase certeza que eles estão namorando. Yuuko conversava com a senhora Katsuki e Mari junto de Nishigori, e as gêmeas estavam no chão fazendo desenhos com os lápis de cor de Yuuri que acharam no quarto. Chris foi conversar com Yuuri, e Viktor veio na minha direção. Eu estava encostado em uma parede... tinha tirado algumas fotos e estava comendo agora.

 

"Queria te pedir um favor." Ele disse meio sério.

 

"Se for algo que eu possa fazer, não tem problema." Disse ansioso. Ele tirou do bolso uma caixinha preta e me entregou com uma expressão triste.

 

"Viktor... isso é o que estou pensando?" olhei para ele, pego totalmente de surpresa.

 

"Não sei o que você está pensando, mas talvez deduza o que é. Entregue essa caixinha para Yuuri no dia que ele tiver alta. Por favor."

 

"Isso é em dois dias... por que você mesmo não entrega?" perguntei confuso.

 

"Não vou poder fazer isso." Seu tom de voz era melancólico. "Só... entregue para ele quando tiver alta."

 

"Tudo bem." Respondi ainda confuso.

 

Viktor olhou para trás, e segui seu olhar até Yuuri antes de guardar a caixinha no meu bolso. Ele agora estava em pé conversando com Chris, que deu um abraço em Yuuri, levando sua mão até a bunda dele. Típico do Chris, pensei. Olhei de volta para Viktor, que estava com a cara amarrada, o que me deu vontade de rir.

 

"Ciúmes?" Perguntei sem conseguir esconder o sorriso.

 

"O que você acha?" ele perguntou irritado.

 

"O Chris é assim mesmo... é algo normal dele." Tentei explicar.

 

"Mas eu não gosto disso." Reclamou. Não aguentei e soltei uma risada, que fez todos voltarem as cabeças para mim. Yuuri olhou de mim para Viktor, então eu andei em sua direção. "Que tal abrirmos os presentes?"

 

Alguns olharam para mim de maneira desconfiada, então eu perguntei o que era. “Pichit, aqui no Japão, abrir o presente na frente da pessoa que deu é falta de educação” Yuri falou. “Ah, Yuri! Metade das pessoas nesse quarto nem nasceu no Japão. Eu acho que você será perdoado se abrir agora.” Eu disse piscando, enquanto os outros abriam sorrisos. “Além disso, eu quero muito saber se você vai gostar do meu presente” continuei. Ele pareceu hesitar, mas acabou aceitando.

 

"Okay..." Ele olhou para Viktor novamente e corou. Agora prestei atenção, mas é impressão minha ou Yuuri está muito consciente da presença de Viktor? O que será que aconteceu entre eles? Yuuri sentou na cama e esticou o braço para pegar o primeiro presente em cima da pilha. Percebi que ele estava meio envergonhado, e devia ser porque todos os olhares estavam sobre ele. Iniciamos a brincadeira de tentar adivinhar quem tinha dado o presente que ele abria no momento.

 

"Esse é um caderno de desenho com um estojo com material de desenho.” Todos falamos o nome da Minako em uníssono. Era óbvio que ela tinha dado aquele presente. “A pergunta é: Minako por que o caderno tem uma capa com foto minha enquanto pinto uma tela? Sabe... em cadernos de desenho grandes pode-se ver a capa quando andamos com eles na rua..." Ele falou olhando para Minako.

 

"Achei que você fosse gostar... afinal, você é talentoso e fica muito bonito quando pinta. Queria que todos vissem. Não gostou?" Ela falou triste.

 

"Eu gostei... só acho que seria embaraçoso andar com ele na rua, mas tudo bem. Eu vou usar. Quando fizer meu primeiro desenho nele, você vai ser a primeira a ver, tudo bem?" Ele recebeu um sorriso triunfante como resposta. Próximo presente.

 

"Nem preciso ser adivinho para saber quem me deu essa camisa com um tigre na frente e a outra com um urso. Certo Yurio e Otabek? Ah e tem um CD. Obrigado." Yuuri olhou para os dois sorrindo.

 

"Essas camisas são tão maneiras." Yurio respondeu com os olhinhos brilhando, e todos começamos a rir. Otabek jogou o braço sobre os ombros de Yurio trazendo ele para mais perto. Outro casal que eu apoio. Embora sejam de áreas um pouco diferentes na universidade, são bons naquilo que fazem: Yurio faz moda; ele quer ser um estilista mas gosta muito de felinos, enquanto Otabek é mais sério e faz faculdade de música. O gênero musical que ele mais gosta é eletrônica. Em pouco tempo ele se forma, e já tem um contrato para trabalhar como DJ e fazer uma turnê. O contrato foi fechado graças ao sucesso dos vídeos que ele posta no YouTube. Então, Yuuri pegou outro pacote sobre a cama... era a vez do meu presente.

 

"Pichit... que maravilhoso! Um álbum com fotos nossas desde que nos conhecemos, e tem fotos de todo mundo do aqui também... eu amei o presente, mas por favor... por que não podia ter colocado só as fotos em que eu não estivesse fazendo alguma besteira...? Embora todas sejam de boa qualidade... é o esperado de um fotógrafo respeitado como você. E essa câmera... adorei, vou tirar muitas fotos também." Ele olhou para mim sorrindo. Dei outro sorriso de volta.

 

E assim continuou. Cada presente refletia um pouco da personalidade de cada um, mas o melhor presente o do Chris: ele deu alguns acessórios de vestimenta... cachecóis e um gorro. Eram lindos, afinal ele sabe se vestir bem por ser senpai do Yurio e posar como modelo para os estudantes da faculdade de artes. Os acessórios tudo bem, mas a cueca... segundo Yuuri, era algo que não deveria ser mostrado em público, e Chris concordou, falando que aquilo só se usa entre quatro paredes, fazendo todo mundo cair na gargalhada e deixar Yuuri super envergonhado. Nem a gêmeas ficaram de fora... cada uma fez um desenho e entregaram ao "tio" Yuuri, como elas o chamavam. Mas tenho certeza que o melhor presente que Yuuri recebeu foi de Viktor. Embora não seja criança, ele ganhou três pelúcias: uma de um poodle marrom, uma paleta colorida e um onigiri. Todos bem felpudos. Mari deu uma almofada de Katsudon que parecia feita à mão... era a comida preferida de Yuuri, e sua mãe deu um cofre de porquinho, o que fez todo mundo rir novamente. A festa acabou e todos foram embora, mas antes de ir precisava que Yuuri me respondesse algumas coisas. Esperei todos se despedirem e se afastarem e fui até ele.

 

"Aconteceu alguma coisa entres vocês dois?" Perguntei para ele.

 

"Do que você está falando?" Ele olhou para o outro lado enquanto começava a corar.

 

"Eu sabia! Você é fácil de ler Yuuri, principalmente quando se trata de algo vergonhoso. Então...?" Perguntei.

 

"Então o quê?" ele tentou desconversar. "O que aconteceu, caramba?! Você estava muito consciente dele hoje. Mais que o normal." Falei esperando ele responder, e sabia que seria uma resposta positiva.

 

"É que... bom... eu... eh... como posso explicar..." "Yuuri... não enrola! Eu sei da maioria das coisas vergonhosas sobre você!" Meus olhos deveriam estar brilhando, tamanha era a expectativa.

 

"Bom, eu tentei fazer uma auto-hipnose, sabe... para tentar recordar minhas lembranças, e acabei recordando o meu último aniversário em que o presente do Viktor foi uma viagem." Ele disse ainda olhando para o chão.

 

"Aquele que você foi para a Itália... sim eu me lembro... mas o que isso tem a ver...?"

 

"Bem... nós ficamos bêbados e... bem..." Ele olhou para mim, como se dissesse ‘precisa mesmo que eu explique tudo?’.

 

"Ahhh!!!" Não pude deixar de soltar um sorrisinho malicioso. "Então é isso! Você está lembrando... isso é bom! Então foi isso que aconteceu...!"

 

"Na verdade não foi por isso, mas você sabe quando temos aquele tipo de sonho ‘úmido’, sabe o que acontece. E quando acordei dei de cara com o Viktor. Minha sorte foi ele não ter percebido, e se ele percebeu, não falou nada." Soltei uma risada na hora, e acabei tendo uma crise de risos, imaginando a cena. Yuuri não é bom em esconder coisas, então dá para imaginar o que aconteceu.

 

"Yuuri você tem que descansar!" Uma voz soou atrás de nós. Era Viktor que vinha em nossa direção, e me viu agachado tendo uma crise de risos. "O que aconteceu com ele?" Perguntou para Yuuri confuso. Me acalmei e levantei, vendo que Yuuri estava vermelho com o rosto virado.

 

"Nada... só lembrei de uma coisa enquanto conversava com Yuuri." Tentei Explicar. "Já estou indo para casa."

 

"Quer que eu te leve?" perguntou Viktor.

 

"Naww, um amigo vem me pegar." Me despedi de Viktor e Yuuri, dando um abraço em meu amigo e indo em direção à porta. Saindo do hospital, parei um táxi, afinal, não queria estragar um momento em que os dois pudessem ficar a sós. Se falasse que ia com um amigo, sabia que Viktor não iria insistir. Dentro do táxi abro a caixinha que Viktor me deu, o que confirmou minhas suspeitas. Dentro havia uma aliança com uma inscrição dentro. Desde que ele me entregou aquela caixinha, havia uma única pergunta que não saía da minha mente: por que Viktor não podia entregar a aliança no dia em que Yuuri recebesse alta?

 


Notas Finais


Siiimm,VOLTEIII.... Não me matem onegai, a autora-chan estava com a imaginação bloqueada, é sem tempo. Logo após voltar das férias na primeira semana, meus professores resolveram passar três seminários. Masss eu voltei e ainda não morri, e como desculpa vou postar dois capítulos seguidos... e vai ter um extra logo logo, um Lemon no hospital. Mas para piorar minha situação situação estou sem internet. Mas vou dar um jeito por que PRECISO de internet é questão de VIDA OU MORTE... Por que se eu tirar nota baixa eu vou morrer kkkkk...
Alguém consegue imaginar por que o Viktor não pode dar a aliança no dia que o Yuuri receber alta? Beijos até o próximo capítulo... ;3


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