História The Lost Queen - Capítulo 19


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Personagens Personagens Originais
Tags Alexander Ludwig, Deuses, Drama, Freyr, Odin, Rainhas, Reis, Romance, Sexo, Vikings
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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Survival, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Visual Novel, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


e ai
oi pessoas
ENTÃO LINDOS
EU POSTEI UMA FANFIC NOVA
SE QUISEREM ME DAR O ENORME PRAZER DE LER
FICAREI FELIZ
DEIXEM SUA OPINIÃO
O NOME É YOU CHANGED MY LIFE
OBG BJS

Capítulo 19 - I Don't Know My Name


Fanfic / Fanfiction The Lost Queen - Capítulo 19 - I Don't Know My Name

Capítulo 19 - I Don't Know My Name

Frankia, Paris

Phoebe

Depois de uns dias, questionei a alguns nobres sobre Juan, mas eles sempre respondiam que não sabiam quando o Rei espanhol iria partir. Então decidi que iria em busca de respostas, primeiramente sobre sua esposa e depois sobre suas intenções com nossa aliança. Bati na porta calmamente e Juan abriu segundos depois, me espantei com as enormes olheiras e a palidez que tomou conta da maior parte de seu rosto.

- Vim saber como o senhor está se sentindo - informei.

- Apesar de parecer apenas um caso, eu amei sua irmã e pretendia leva-lá para Espanha comigo, quem sabe até conseguir uma anulação de meu casamento - ele lamentou-se.

- Sua esposa foi a mulher que sequestrou minha filha, eu ordenei alguns homens á Espanha hoje de manhã, quero interroga-lá.

- Não ligo com o que fará com ela, nosso casamento é apenas uma aliança política, mas isso tá acabando comigo - sua voz se arrastou e senti o quanto ele estava se sentindo mal - Eu ficarei em Frankia por mais algumas semanas, traga o acordo de aliança, irei assinar e nossos países serão aliados.

- A Inglaterra se aliou com a Holanda, eles querem minha coroa e já tentaram, só que falharam e eu temo que tentem novamente - falei cautelosamente - Preciso que traga tropas para proteger o castelo, temos bastantes, mas temo que não seja o bastante.

- De quantas precisa? - sua voz estava paciente - Farei tudo isso por sua irmã, terminarei minha aliança com a Inglaterra.

- Eles tentarão faze-ló mudar de ideia, a Espanha tem muitas tropas e é o maior país, jamais deixarão isto acontecer - rebati.

- O país é meu, deixe que eu irei resolver isso, parto amanhã para o Vaticano e volto assim que conseguir a anulação de meu casamento - Juan falou decidido - Mande prender Judith, tem minha ordem para mata-lá se quiser.

Assenti e sai andando, queria contar tudo aquilo para Alexander. Mas quando cheguei no salão, ele estava sentado sem camisa, deixando seu abdômen á mostra, enquanto várias criadas dançavam em sua frente. Uma delas, era Tankia, que fazia questão de manter um enorme contato visual com meu marido.

- O que é isto aqui? - gritei e elas pararam de dançar.

- Estou apenas me divertindo, já que minha esposa anda tão ocupada - ele debochou e pegou uma taça ao lado de seu trono, estava bêbado.

- Saiam todas, antes que cada uma seja morta - gritei novamente com elas - Passei hoje nas masmorras e temos que começar nosso confinamento, a doença está se espalhando descontroladamente.

- Quem liga? Isso acontecendo e você beijando outro homem - sua voz estava carregada de mágoa.

Lembrei de Helyn e de nosso beijo, mordi o lábio inferior e senti minha culpa. Corri até ele e o abracei, como nunca tinha abraçado antes, estava desesperada. Senti seus braços ao meu redor, me apertando forte, quase chegando a machucar minha fina pele. Sentei em sua perna e o fiz olhar para meus olhos.

- Nunca mais vai acontecer, eu te amo e sempre amarei - sussurrei - Nós dois já erramos neste quesito, peço desculpas.

- Se isso acontecer novamente, eu mato esse seu amiguinho, me entendeu? - assenti e ele me empurrou de seu colo - Mande os nobres se confinarem, e também mande que os criados comecem a arrumar esse salão, isto aqui será nosso quarto por um tempo.

- Acho melhor você parar de beber - tirei a taça de sua mão e bebi um pouco, era cerveja - Soube que seu pai foi para Yilen de novo, o que ele foi fazer lá?

- O Vidente o chamou, disse que era importante - ele falou se embolando nas palavras.

Ri ao vê-lo tentando levantar, pedi que um guarda tomasse conta dele enquanto eu dava ás ordens aos criados para iniciarem nosso confinamento no salão. Também mandei que os nobres começassem o deles também. Depois peguei James com Kinne, pedi que Sonka já levasse Flora para o salão. 

Horas depois, o salão estava diferente, muito diferente. Tinham colocado uma cama próximo de uma janela, era uma cama parecida com a nossa normal. Tinha também o berço de James e uma caminha menor para Flora, o resto eram enormes divãs, para as minhas damas de companhia. A sala de jantar do outro lado, estava sendo montada para ser uma cozinha improvisada. 

- Fizeram um bom trabalho - falei para Kinne - Como James tem passado?

- Está tudo bem, porém anda tendo problemas para dormir, parece que algo está o atormentando - explicou a dama - Temos um outro problema também...

- Qual problema? Já tenho tantos que já não sei mais de onde surge tantos - me sentei no divã e ela se sentou ao meu lado.

- Dizem que Rei Unes está ficando doente - sussurrou, como se fosse um segredo muito perigoso - Ouvi os guardas espanhóis comentando.

- Espera! Por isso meu primo está tentando roubar minha coroa, eu sou a próxima na linha de sucessão da coroa inglesa - gritei, todos os criados pararam por um momento mas voltaram ao normal quando perceberam meu olhar - Kinne, isso faz todo sentido.

- Como você seria a próxima? - ela perguntou confusa - Unes não tem filhos?

- Ele não pode ter filhos, o meu pai era primo dele, a coroa seria dele, mas como ele está morto, ela é minha! - fazia todo sentido em minha cabeça, mas tinha que guardar esse segredo dentro de mim. - Não conte a ninguém.

- Como quiser - Kinne respondeu.

Alexander surgiu em minha frente, rindo que nem idiota, provavelmente tinha bebido mais. O puxei para se sentar ao meu lado, mas ele acabou escorregando e eu tive que segura-ló. Kinne me ajudou a coloca-lo deitado na cama, o cobri e dei alguns beijinhos em sua testa, como se ele fosse meu filho, não meu marido.

Ouvi os portões do salão serem fechados e todos comemoraram, como se fosse algo bom nosso confinamento.

- Ninguém mais saí, nem entra! - gritou o padre.

- Fique de olho nele - falei para Kinne

Sonka estava deitado enquanto Flora estava brincando de boneca ao seu lado, os sinais da doença já tinham desaparecido totalmente. Baguncei seus cabelos loiros e ela resmungou, parecia que tinha adotado Sonka como sua principal boneca.

- Está tudo bem mocinha? - perguntei com um sorriso.

- Está sim mamãe, Sonka disse que vai fazer um vestido todo preto para mim - ela falou animada

- Preto é? Que cor adorável - encarei o homem e ele se levantou - Azul marinho ficaria melhor.

Ele assentiu e eu sorri grata.

Verifiquei se estava tudo bem com todos e voltei para ficar ao lado de meu marido, que estava aparentemente dormindo. Abri as cortinas da cama para que ninguém ficasse nos espionando, coloquei as mãos por baixo de sua calça e as puxei para cima, estavam caindo. Ele entreabriu os olhos e deu um sorriso maldoso, neguei com a cabeça e ele me puxou para colar em seu corpo, malicioso como sempre.

- Eu não quero ter mais filhos - sussurrei em seu ouvido - Já está bom, meu querido.

- Se você tivesse um filho para cada vez que transamos, você já teria uns mil filhos - Alexander falou com aquele bafo de cerveja, horrível porém atraente. - É tão tentador transar aqui, com todos bem ali.

- Alex.. se controla meu amor - empurrei delicadamente seu corpo, mas ele nem se moveu - Você quer que eu te acalme?

- Me acalma então, mas me deixa me divertir nas suas coxas.

Alexander colocou a mão por baixo do vestido, me deixando praticamente com as pernas á mostra. Eu parei de usar roupas de baixo, assim que percebi que meu marido odiava ter que tira-las depois, desisti de ver tantas roupas rasgadas e me rendi as suas vontades. Ele tinha um enorme desejo por minhas pernas, as vezes eu ficava com algumas marcas de suas brincadeiras. Alexander me deu um forte tapa nas nádegas e eu reprimi o grito.

- Você não fez isso... - murmurei em seu ouvido.

- Fiz, vai fazer o que? - ele riu da minha cara, ri também.

Comecei a beija-lo agressivamente, tirei sua calça e pude ver o quanto ele estava excitado. Coloquei a mão por baixo de sua roupa debaixo e peguei seu brinquedinho, comecei a massagear calmamente, mas era minha chance de revidar. Apertei forte sua genital e ele deu um gemido de dor, vi sua cara passar de maliciosa para safado nível máximo. Ele tirou minha mão de seu corpo e as segurou no alto, e com a outra mão me deu um forte tapa nos seios descobertos.

- Majestade está tudo bem aí? - ouvi a voz preocupada de Kinne.

Alexander olhou para meus seios e começou a distribuir mordidinhas fracas.

- Está... tudo... ótimo - gaguejei e tentei soltar minhas mãos, mas ele apertou mais forte.

Depois de satisfazer meu marido, ficamos deitados um pouco, abraçados, ambos com corpos inteiramente suados. Toda vez que eu olhava para seus olhos claros, lembrava de quanto eu era apaixonada por esse homem, e via o quanto meu erro foi feio. Nunca podia ter beijado Helyn, não importa a atração que eu sentisse, eu amava meu marido e tinha prometido ser fiel.

- No que está pensando? - Alexander passou a mão por minhas costas e sorriu - Parece preocupada.

- Eu lhe devo desculpas, o que aconteceu com Helyn foi um acidente, não irá acontecer novamente - me sentei em sua frente e beijei sua mão - Eu amo você.

- O que me chateou não foi você ter beijado outro homem, e sim não ter confiado em mim, você escondeu isso de mim - ele falou calmo -  Mas esqueça isso, tudo bem? Eu também já cometi esse erro antes.

- Não é uma troca de erros, eu não deveria ter feito isso - rebati

- Majestade?! - ouvi a voz desesperada de Kinne novamente.

- Já estou indo - gritei em resposta

Coloquei o vestido novamente e com a ajuda de Alexander consegui fecha-lo atrás, ajeitei o cabelo e abri as cortinas da cama, o suficiente para eu passar.

- Você viu Aron? - Kinne questionou-me - Ele estava ao meu lado quando estava arrumando as malas da senhora, e agora ele não está aqui no salão!

- Eu mandei que você cuidasse dele Kinne! Como você perde uma criança? Já não basta o susto que Flora nos deu? - elevei minha voz o bastante para assusta-lá. - Tudo bem, irei resolver.

Voltei para a cama e abri as cortinas, Alexander estava na mesma posição, só que de olhos fechados e parecia estar prestes á cair no sono.

- Seu filho sumiu - falei imediatamente 

- Impossível, você cuida daquela criança como se fosse um diamante precioso - ele resmungou e virou para o outro lado.

- Não estou falando de James, estou falando do seu filho, Aron - revirei os olhos e vi que ele continuou deitado tranquilamente, taquei uma almofada em suas costas. - Você não vai fazer nada?

- O que você quer que eu faça? Ninguém mais saí daqui! - Alexander permaneceu na mesma posição.

Bufei e voltei para onde Kinne estava. Eu prometi para Tankia que iria cuidar de seu filho, e falhei exatamente como falhei em cuidar de minha filha. Pedi que Kinne ficasse cuidando de James e de  Flora, iria precisar muito de sua ajuda agora, a fiz prometer que não contaria a ninguém que saí do isolamento. Esperei todos se amontoarem nos divãs, e os criados deitados em panos no chão, fui cautelosamente até a sala de jantar.

Estava com as velas apagadas, pude ver deitado em três cadeiras, Helyn dormindo tranquilamente com um copo em mãos. Tentei fazer o menos de barulho possível, não queria ser seguida e não podia ser também. Tentei me lembrar em qual quadro ficava a passagem para o lado de fora do salão, e lembrei de quando eu era criança, eu sempre debochava da mulher pelada que um dos lordes italianos pintou. Era ali, exatamente no quadro italiano, empurrei delicadamente e a porta rangeu um pouco, meu sangue gelou, mas Helyn continuou dormindo. 

Entrei na imensa escuridão, senti a brisa gelada bater em meu rosto, caminhei pelo tunel e me forcei a relembrar qual caminho dava para o terceiro andar, onde ficava os quartos. Empurrei com força a porta em minha frente, quando a abriu, cai no chão e vi a poça de sangue próxima de mim. Tinha alguns corpos no corredor, amontoados no canto, fiquei um pouco assustada e me levantei rapidamente. Alguns guardas estavam parados no corredor, exatamente como Alexander ordenou, que cada corredor ficasse supervisionado. Andei mais lentamente, fui até o quarto de Kinne, nenhum sinal de  Aron. Logo depois fui no quarto de Flora, estava trancado. Quando estava passando pelo antigo quarto de Ayla, ouvi um sussurro fraco. Abri a porta com tudo, tinha dois criados em cima da cama, quando me viram começaram a vir em minha direção, estavam doentes.

- Saiam! Não se aproximem de mim! É uma ordem - gritei e tentei abrir a porta novamente. - Guardas!!!

Taquei uma cadeira em direção aos dois e consegui abrir a porta. Os guardas estavam parados em frente ao quarto, tentando identificar de quem era a voz. Quando me viram, arregalaram os olhos e se afastaram de mim, ouvi os sussurros do casal de criados do outro lado da porta, senti vontade de gritar de raiva por estarem no quarto de minha irmã.

- Eu não toquei neles! - expliquei para os três guardas.

- O rei deu ordens para todos os doentes ficarem isolados, vamos te levar para seu quarto. - um deles falou e com as mãos cobertas por um pano grosso, me puxou pelo braço e foi me arrastando até o final do corredor.

- Não pode me deixar aqui! Eu sou sua rainha! - gritei e me debati - Não pode fazer isso! Chame meu marido! Agora!

- Ninguém sabe que a senhora está aqui? - o outro mais alto perguntou, eles pararam na porta de meu quarto e me jogaram no chão - Você tem certeza de que não está infectada?

- Eu vim em segredo, buscar uma criança perdida! Eu não toquei em ninguém e nem em nada! - protestei e tentei me levantar, mas um deles me empurrou e eu caí de boca no chão - Como ousa?!

- Marcus ela pode ter tocado em algo - o mais alto falou para o homem que tinha me puxado pelos corredores.

- Quando que terei a oportunidade de transar com uma rainha? Nunca, prefiro aceitar a doença e ter um momento de prazer, vocês ficam vigiando a porta! - o tal Marcus gritou com os companheiros e abriu a porta com um chute - Vamos lindinha.

- Não toque em mim! - levantei e corri para me esconder em meu quarto, meu arco não estava mais lá, talvez Kinne o tivesse levado junto de minhas coisas - Não se aproxime de mim.

Marcus olhou risonho para mim, ele era gordo e nojento, senti vontade de vomitar. Me vi encurralada entre o homem e a janela, preferia cair e morrer do que ter que transar com aquele porco. O homem me puxou em direção á cama desarrumada, apertou meu pescoço e eu comecei a lacrimejar. Não consigo lembrar direito de nada, apenas dos meus gritos presos na garganta e a vontade de acabar morta. Depois que ele parou de me violentar, colocou a faca em meu pescoço e cobriu minha boca.

- Se estiver viva para contar isto á alguém, eu mandarei meus amigos matarem seus filhos, fique bem quietinha - sussurrou em meu ouvido e depois me largou na cama.

Não tive forças para gritar, ouvi a porta ser tranca com correntes. Esse era meu fim.

 

Helyn

A dor de cabeça me venceu durante a madrugada, quando finalmente tive coragem de abrir meus olhos. Me deparei quando a escuridão da sala de jantar, as luzes estavam vindo do salão. Quase cai no chão quando me levantei, as cadeiras que improvisei de cama estavam mal suportando meu peso. Senti uma leve brisa bater no meu rosto, as janelas estavam fechadas e tudo estava igualmente trancado, no canto da sala, uma porta estava aberta. Era uma passagem secreta, a fechei cuidadosamente, mas o medo de alguém ter entrado ou saído era enorme. 

Decidi verificar se todos estavam ali, nem um a mais nem um a menos. Estavam todos ali, quando estava prestes a voltar para a sala de jantar para me acomodar entre as cadeiras novamente. Ouvi um choro baixinho, próximo á cama de Phoebe e de Alexander. Bufei e dei meia volta, Flora estava sentada com os joelhos próximos do corpo, e chorava tão baixinho que não foi capaz de acordar nenhum dos criados e nem seus pais. Me aproximei da menina com cuidado para não assusta-lá, me ajoelhei em sua frente e ela me olhou com aqueles olhinhos verdes esmeralda, ela não tinha nada á ver com Phoebe, mas seu jeito era igual.

- O que aconteceu? Teve um pesadelo? - sussurrei, ela negou com a cabeça e apontou para a cama dos pais - O que houve?

- Ela me abandonou de novo - Flora se tacou em mim e me abraçou.

- Quem te abandonou de novo? Eu só posso te ajudar, se me contar - falei em seu ouvido.

- Mamãe foi embora - ela gaguejou.

A peguei no colo e me levantei, com todo cuidado do mundo. Abri a cortina vermelha da cama do rei, Phoebe não estava lá, Alexander estava dormindo sozinha abraçado á um travesseiro. Me lembrei da porta aberta na sala de jantar, comecei a xingar mentalmente, coloquei Flora sentada na cama com o pai e dei um beijo em sua testa.

- Vou trazer sua mãe para você, tudo bem? Eu vou trazer sua mamãe - ela assentiu e se deitou, a cobri antes de voltar a sala de jantar.

Acordei um guarda que estava dormindo em seu tempo de vigia, pedi sua espada, ele meio sonolento me deu e voltou a dormir. Abri novamente a passagem e entrei, era um imenso túnel escuro, acendi uma tocha e comecei a andar, mas sentia que era um labirinto. Nunca estive em um castelo antes, apenas para saquear e não para conhecer seu interior, me senti perdido. Mas depois de horas andando sem encontrar uma saída, consegui sair no primeiro andar, no mesmo andar que era o salão. Vi os guardas no corredor, precisava ao menos saber se eles tinham visto a rainha.

- Algum de vocês, viu a rainha? - perguntei ficando na frente dos dois homens, ambos se entreolharam e negaram - Vocês tem certeza?

- Há vimos passar a umas horas atrás, pediu que não a seguíssemos - um deles falou, parecendo um pouco culpado - Foi para os estábulos e depois há vimos sair do castelo, em direção á floresta.

Corri até os estábulos e peguei o primeiro cavalo que vi, no pátio principal do castelo, uma montanha de corpos estava sendo feita. Temi que Phoebe estivesse sido infectada,mas isso só fez eu pegar o caminho mais rápido para a floresta. 

 

Alexander

Acordei ao sentir alguém me abraçar, pensei que encontraria Phoebe dormindo tranquilamente, mas Flora estava ao meu lado em vez de minha esposa. Já estava amanhecendo, os raios solares estavam invadindo o salão. Levantei calmamente e acomodei a criança, mas antes a chamei calmamente. Flora despertou ainda sonolenta e me olhou sem entender.

- Onde está sua mãe? - perguntei á criança.

- Tio Helyn foi busca-lá - ela respondeu e voltou a dormir.

A raiva preencheu meu corpo e eu vesti minha roupa rapidamente. Gritei para todos acordaram, apesar de alguns criados já estarem de pé fazendo o café da manhã, o restante do pessoal acordou no susto. O padre veio até mim, preocupado e colocou a mão em meu ombro, senti raiva dele também , por ser um idiota fanático.

- O que houve meu filho? - ele perguntou com sua calma voz.

- A rainha sumiu! Precisamos abrir os portões e encontra-lá - gritei novamente e tirei a mão do homem de meu ombro - Isto é uma ordem! Vamos.

- Ninguém se abra isso, o senhor seria capaz de arriscar a vida de todos nós? A rainha sabe se virar, e se foi infectada, não podemos fazer mais nada - o padre rebateu.

- Ela é minha esposa, e eu sou seu rei e eu estou ordenando que abra estes portões! - o silêncio se formou e ninguém se moveu - Se ninguém abrir isto imediatamente, todos aqui estarão mortos.

- Majestade, não abra os portões, Phoebe está bem - Kinne apareceu em meu lado e me tranquilizou - Ela foi buscar Aron e provavelmente achou mais seguro ficar com ele do lado de fora, tenho certeza de que estão protegidos.

- Você a deixou sair sem minha permissão?! - me controlei para não apertar seu pescoço - Ficaremos aqui, esperando até o final do dia, se ela não aparecer, eu abrirei estes portões.

Todos permaneceram calados e estáticos. 

Kinne pegou James e saiu apressada, parecia estar com medo de mim, não era minha intenção aterroriza-lá. Me sentei no trono, com Flora sentada no trono da mãe, com os olhos lacrimejados, eu temia que tivesse assustado ela. A chamei com um sorriso e ela negou com a cabeça.

- Não quer ver o que tenho para você aqui? - falei sorrindo. Ela veio meio desconfiada e sentou-se em meu colo, procurando o que eu tinha para ela - Este é o meu amuleto da sorte, é um bonequinho que fiz quando era pequeno.

Tirei um boneco feito de galhos de árvore e a entreguei para a criança, que ficou analisando curiosa o objeto.

- Obrigada papai, mas você estava falando sério em machucar as pessoas? - sua voz era terrivelmente doce e tranquila.

- Meu amor, olha para mim - puxei seu rosto para me encarar - O meu trabalho é meio duro as vezes, e eu preciso falar coisas duras também, mas eu não iria fazer isso.

- As pessoas tem medo de você, mas sabe, eu não tenho medo de você papai - Flora me abraçou e se aconchegou - Mamãe vai voltar não é?

- Sim, ela está bem, só foi dar um passeio - tentei distrai-la, mas é esperta demais para isso.

- Mamãe não dá passeios no meio da noite, eu não sou tola pai - ela retrucou - Tio Helyn ficou todo preocupado.

- Com licença, Majestade - ouvi a voz que mais me irritava em toda vida, Tankia ficou diante de nós, sem subir os degraus - Tenho informações da sua esposa.

- Diga logo 

- Eu e ela estávamos colocando James para dormir, e Helyn surgiu dizendo que precisava conversar com ela em particular, eu pude ouvir ele falando que queria encontra-lá de noite - Tankia falou de cabeça baixa - Se não quiser acreditar, tudo bem, não é minha intenção criar intrigas.

- Saia! - gritei com ela - Phoebe está bem, não precisa ser encontrada, creio que ela está em boas mãos.

Todos pararam para me ouvir e depois retomaram o que estavam fazendo.

- Papai, isso não é verdade! Tio Helyn saiu depois da mamãe, ele só soube porque eu falei - a menina tentou explicar, mas eu não queria ouvir mais nada.

- Eu não quero ouvir Flora, basta! - elevei minha voz e ela ficou quieta em meu colo.

 

Helyn 

Passaram-se dias, procurei por todos os vilarejos e decidi que Phoebe não estava lá, voltei ao castelo e decidi que ia procurar por lá mesmo, os guardas podiam ter mentido. Estava passando pelo terceiro andar, quando escutei um pedido de socorro, parei e tentei ouvir de novo, podia ser um doente desesperado. Mas era a voz dela, era minha Phoebe.

- Phoebe? Phoebe você está ai? - parei na porta de seu quarto, a ouvi sussurrar meu nome e tentei abrir a porta, mas estava fechada com várias correntes - Eu estou indo meu amor, calma, fica falando comigo.

- Eu... não.. - ela sussurrou novamente fraca.

 Comecei a tirar as enormes correntes.

- Está doente? - ela não respondeu - Phoe? Está doente?

Ela parou de me responder e eu comecei a abrir a porta mais rápido. Eu a encontrei encostada na parede próximo á porta, apenas de roupa de baixo, sua pele estava tão pálida que parecia se misturar com o branco da parede. Ignorei o fato de que ela poderia estar doente, a peguei no solo, Phoebe tentou se debater e sair de meu colo, mas não conseguiu.

- Sou eu, Helyn - falei para acalma-la.

Saí correndo para a entrada da passagem, eu tinha guardado o lugar. Andei pelos túneis correndo, com a mulher quase desmaiada em meus braços. Achei a entrada para a sala de jantar, comecei a gritar por ajuda e a coloquei deitada na mesa, diversas pessoas vieram e ficaram a olhando de longe.

- Tragam água e alguma comida! Ela não está doente! Está á dias sem comer! - comecei a gritar com os criados.

- Saiam da frente! - ouvi Alexander gritar com os criados, ele surgiu ao meu lado e encarou Phoebe, sem nenhum afeto no olhar - Decidiram voltar do passeio?

- Do que está falando? - perguntei confuso - Não estávamos juntos, eu sai para procura-la e fiquei por dias pulando de vilarejo em vilarejo, na esperança de acha-la, mas ela não estava la.

- E onde a achou? - Kinne perguntou.

- No quarto de vocês - falei para Alexander - Parece que ela ficou dias lá presa, sem comida, estava quase desmaiada quando a encontrei.

Alexander pegou um copo com água e cuidadosamente virou nos lábios da esposa, depois pegou um pouco de sopa e também fez Phoebe engolir aos pouquinhos. A garota ainda estava meia desmaiada, com os olhos meio entreabertos e a mão tremendo. 

- Todos saiam! Kinne fique cuidando de Flora e de James - Alexander falou - Agradeço por acha-la.

- Meu dever é protege-la, assim como o seu.

Permaneci ao lado de Phoebe, só que com seu marido ao meu lado também. Minutos depois, ela foi abrindo os olhos devagar e com minha ajuda, conseguiu se sentar na mesa. Mas algo estava diferente, seus olhos estavam perdidos e sem foco, ela foi se encolhendo e se afastando de nós dois.

- Helyn, nos deixe sozinhos por favor - foi a primeira vez que ele falou meu nome e pediu educadamente.

Atendi á sua vontade.

 

 


Notas Finais


e ai?


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