História The lost son of Dracula - Capítulo 11


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drácula, Lenda, Lobisomem, Lobo, Vampiro, Young Dracula
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Palavras 1.041
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 11 - A primeira mordida


Fanfic / Fanfiction The lost son of Dracula - Capítulo 11 - A primeira mordida

— Ãh... onde é que eu tô? — George tentava pronunciar algumas palavras que, na minha cabeça, dançavam como bailarinas. Ele rodou a cabeça, relembrando o que havia acontecido.

Eu o assistia tocar em sua própria testa e ver que estava completamente ensanguentada pela queda que eu... bem, que Cyrus causou.

— Lewis! Cadê você, idiota? Acabou de arrebentar meus pontos! — George se ergueu com dificuldade, procurando-me. Eu estava em cima de um muro, mas mesmo assim, ouvia sua voz irritante de longe — Ande, apareça e me encare como um homem, covarde! Eu vou te matar!

Essa era a minha deixa, ou pior, a de Cyrus. — desde segundos atrás, quando pediu para se alimentar, ele tem controlado meu corpo — Desci da grande cerca, lugar onde havia me escondido, e caí no chão como um gato: sem nenhum arranhão. Uma sombra vibrante e mediana foi projetada no solo, quando o fiz. Por dentro, queria me afastar do garoto, tinha medo de Cyrus machucá-lo.

— Ah, mas que droga, sr. Rickens. — Disse sem vontade, minha voz soando mais horripilante e misteriosa — Não posso te deixar fazer isso. Eu quero ter o prazer de matá-lo.

— Parece tão corajoso, Lewis. Se está tentando me assustar, sinto muito te decepcionar, dessa vez. — Zombou, cuspindo asperamente no chão — Por que não vem até aqui pra eu te dar uma surra, moleque?

"Cyrus" riu — não posso dizer que fui eu. Eu não estava mais no comando de minhas ações — , como se aquilo fosse a piada mais engraçada de todas.

— Você é divertido, George Rickens. Talvez eu possa mostrar mais piedade, quando rasgar seu pescoço. — O monstro replicou — Bom, que tal um jogo? Se você conseguir me derrubar, sua morte será mais rápida.

George gruniu, arrastando um dos pés no chão como um touro, triste saber que eu era o toureiro. Sua cabeça foi abaixada ao nível do meu estômago, como se fosse realmente um boi. Perguntei-me se esse era mais um dos truques de Cyrus, mas ouvi uma vozinha que sussurrava um "relaxe, Desmond".

 — Yaaarg! — George emanou seu grito de guerra, enterrando o crânio nas minhas costelas. Quando eu, Desmond Lewis, voltasse a me controlar, tenho certeza que sentiria fortes dores por dias.

 — É só isso o que tens, humano? — Vociferei, ainda conseguindo manter parte da minha mente focada no que eu desejava. Uma fraca dor começou a surgir bem no lugar onde Rickens me bateu.

— De onde eu venho, isso se chama ataque, Lewis! — Ele rebateu para Cyrus. O monstro (ou eu) se esquivou de um dos golpes que George daria em seguida. Fiz com que o menino fosse arremeçado até uma barricada de lixo, esse já era o fim do jogo; não havia nenhuma chance de Rickens ganhar do monstro. Ele estava prestes a ficar inconsciente.

— De onde eu venho, isso se chama fraqueza. Agora, se não se importa, vou me alimentar. Há muito tempo não tenho um banquete igual a você, uh... como vocês dizem por aqui mesmo? Ah, sim! Comida entregue de bandeja.

Cyrus me fazia rir — literalmente — no momento em que estaria me desesperando, não era intenção minha matar alguém. Tentei mandar sinais para meu cérebro, na esperança de meu corpo não obedecer às ordens do monstro.

"Prohibere! Redutis!" Gritei, por dentro, palavras em outra língua, chutei ser em latim pela terminação de cada uma. Felizmente, Cyrus parou, dando uma breve gargalhada para "ele" mesmo, afinal, só ele me ouviu — isso tudo era confuso para mim.

— Impressionante, Desmond. — Cyrus murmurou com minha voz, parecia que estava pronto para ensaiar um monólogo — Incrível como seu latim é afiado, mas o meu também é. "Damnari!"*

Nunca tive a chance de traduzir tal palavra, pois fui surpreendido. Um par de caninos mais fortes cresceram sobre os meus antigos. Não eram tão grandes, mas notei que eram fortes suficientes para quebrar uma barra de cobre. Segurei, por ordens de Cyrus, os braços de George e ordenei para que ficasse calado. Me aproximei de seu pescoço e a destruição começou.

Meus dentes atravessaram sua carne, foi como comer um pedaço de bife mal passado. O sangue deslizou pela minha garganta e lambuzou meus lábios.

Não parei, até que alguém me viu. Me distanciei de George, cuja consciência teria ido pro espaço, e fitei um homem musculoso, da minha altura.

— Ora, que decepção... — O menino de camisa negra como o breu chegava perto de mim, sem nenhum medo. Na verdade, sem nenhum tom de estranheza. Seus cabelos, tão pretos quanto a íris de seus olhos, não eram tão grandes, mas ainda geravam movimento devido ao vento, que os lambia. Ele era tão pálido quanto eu e tinha uma espécie de runa no pescoço.

— Quem pensa que é? E não vê que estou ocupado! — Murmurei, sem limpar os vestígios do "banquete" de Cyrus. Minha boca estava contornada pelo sangue do pobre garoto. O estranho homem não se incomodou em encurtar nossas distâncias pela segunda vez.

— Não esperava te encontrar aqui, Cyrus. — O garoto sussurrou, deslizando a ponta do dedo indicador contra o polegar — Bom, não dessa forma repugnante.

— Quem é você? — Perguntei novamente, um pouco incomodado por ter me chamado de Cyrus. O sorriso estampado no rosto do garoto se desabou. Ele arriscou alguns passos, ficando exatamente ao meu nível.

— Como pode não reconhecer os da sua própria espécie? — Fiquei paralisado, meus olhos vidrados no seu rosto. O menino estendeu o braço direito e, com seu dedo indicador, tocou na minha boca, mais precisamente, onde estava  com o sangue.

Ele pegou uma pequena amostra do líquido rubro e a enfiou em sua própria língua, lambendo os lábios. Suspirei, afoito. Seria ele realmente outro vampiro? Temo que Cyrus saiba a resposta.

— Você... v-você? Como você... — As palavras saíam da minha boca, para mim, sem nenhum significado. Percebi, pelo tom que Cyrus utilizou para falar, que ele estava chocado. Cyr-... eu levei meus dedos para o rosto do menino que aparentava ser, no máximo, 3 anos mais velho que eu e continuei congelado — Vladimir? Este é mesmo você?

O garoto lançou um sorriso torto e desjeitoso. Cyrus riu, sem acreditar no que via em sua frente.

 — Em carne e sangue, irmão.


Notas Finais


*Damnari: Vá se ferrar.

Teremos mais Vlad a partir daqui :)


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