História The lost son of Dracula - Capítulo 13


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drácula, Lenda, Lobisomem, Lobo, Vampiro, Young Dracula
Exibições 16
Palavras 1.527
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 13 - Verdades ocultas


Tenho que admitir, foi cansativo e embaraçoso sair perguntando à pessoas o caminho de volta para casa. Todos me olhavam com repúdio, um bêbado chegou a atirar uma cerveja pelas minhas costas. Agora eu estava com o cheiro do álcool e com a camisa ensanguentada.

Faltavam poucos quarteirões para chegar no meu lar, minhas costas doíam cada vez que eu me movimentava. Ao finalmente pisar no carpete de entrada da casa que dizia humildemente "Seja bem-vindo", tomei uma respiração. Meu coração batia forte e de maneira violenta em meu peito. E se, quando eu entrasse, meu pai me expulsar? E se eles não gostarem mais de mim? Nunca quis trazer nenhum problema aos Lewis, mas parece que agora eu sou a personificação de encrenca.

Girar a maçaneta da porta nunca foi uma tarefa tão difícil, até esse dia. Os pensamentos se confundiam, algumas vezes minha consciência me fazia abrir a porta e fingir que nada aconteceu, outras das vezes, ela me reprimia e dizia para eu sair correndo para os Walkers. Escolhi a primeira opção. Parei assim que vi Zoey e Suzan, sentadas na mesa da cozinha, mamãe bebericando um chá de camomila, reconheci o cheiro de longe.

— Desmond? — Zoey me chamou, talvez tentando se certificar de que eu não era um fantasma. Mamãe deixou a xícara cair no chão, partindo ao pedaços.

Suzan farejou o ar, como um esperto cachorro de polícia. Ela sempre notava os mínimos detalhes.

— Desmond Thomas Lewis, você andou bebendo? — ela questionou, senti o peso da acusação.

— O que aconteceu com você, maninho? — Zoey procurou acalmar mamãe, ela não foi tão boa nisso.

— Levei um tiro. — disse de maneira áspera, acompanhado de uma feição carrancuda. Já ia subindo as escadas, mas seria injusto ter soltado essa bomba sem mais explicações. Minha mãe estava tremendamente apavorada — Não esquenta, mãe. Eu tava brincando. Caí por cima de um arame lá na escola.

Continuei o que estava fazendo e deslizei as mãos pelo corrimão de madeira. As vozes de discussão entre as mulheres da minha vida me fizeram sentir um grande desconforto.

Fechei a porta, encarando um espelho velho que ficava ao lado da minha cama. Olhei para minha cara e só então caiu a ficha de como eu estava horrível. Tirei a camisa encharcada e mal cheirosa e a joguei na bancada, perto dos meus livros preciosos. Ia direto para o banheiro, mas algo intrigante me fez parar no meio do caminho.

Observei minha barriga, notando um leve aumento dos meus músculos. Quem me visse assim, pensaria que eu gastei pelo menos 4 meses da minha vida na academia. Impressionante!

Toc! Toc!

O barulho oco de alguém batendo na porta me despertou, senti um cheiro reconhecível.

— Oi, Desmond. Eu só... — era Amber. Ela trazia seu livro inseparável junto dela. Vi seu rosto corar quando me viu e já tinha entendido a mensagem — E-eu acho que essa não é uma boa hora.

— Não! — falei tão alto que acredito que mamãe e Zoey ouviram. Me apressei em pegar uma camisa limpa, sem chegar tão perto dela. Ainda cheirava a bebida — Quer dizer, uh... tudo bem. Eu acabei de chegar em casa.

— Oh, sim. Claro. — ela mostrou um sorriso simples, porém duvidoso. Me atrevi em perguntar o que aconteceu.

— O que foi? Qual é o problema? — exigi, com a blusa já no meu corpo.

— Nada demais. Passei aqui porque queria saber como estava. — respondeu, olhando para as paredes do meu quarto. Por que meu papel de parede sempre chamava atenção? É só vermelho!

— Graças a Deus, estou bem. — evitei olhar para seu rosto. Algo me dizia que se o fizesse, iria me desconcentrar e ela não acreditaria nas minhas palavras.

— Desmond, você disse que me encontraria depois do primeiro horário. Onde esteve esse tempo todo?

Não respondi, olhando para o chão e remexendo o pé nervosamente. Para o meu azar, Amber voltou o rosto para a bancada, a que portava minha camisa imunda.

— O que isso deveria significar? — pediu, num tom muito semelhante ao da minha mãe, quando cheguei em casa. Permaneci em silêncio, temendo que o que eu falasse pudesse se voltar contra mim. Amber segurou a camisa com desgosto, na ponta dos dedos e chegou a tapar o nariz — Desmond, eu estou falando com você!

— Você não é a minha mãe! — me revoltei, a vontade era de enfiar minha cabeça no travesseiro, trancar a porta e dormir.

— Ainda vamos continuar com esse jogo estúpido? — suspirei, bagunçando ainda mais os cabelos e com arrependimento — Tudo bem... vou tentar de novo, mas de outra maneira.

Amber esticou a minha blusa, mesmo com vontade de vomitar, ela ficou intacta me observando.

— Isso é sangue? — apontou para as partes manchadas.

— Sim. — respondi, preocupado com sua reação. Ela demorou para responder, assim como eu tinha feito.

— Des, você não.... você sabe... — ela disse, sem nenhuma vontade de completar a frase. Mesmo que eu já tivesse entendido, a menina apontou para o próprio pescoço com a mão côncava, beliscando-o.

— Amber, essa não é uma boa hora. — empurrei a garota para fora do quarto, mas ela parecia forte. Ficou rígida e incrédula.

— Ah meu Deus! Você mordeu alguém?! — gritou, logo pedi que diminuísse seu tom de voz.

Shh! Eu não tive outra opção, foi o Cyrus! — menti, lembrando do momento em que tive pena da minha outra parte vampira e acabei libertando-a. Fiquei esperando pelo pior: um tapa, um soco, uma sessão de esperneios e gritos... nada disso veio, felizmente.

— Você está bem? — perguntou na maior calma, para minha surpresa. Amber levou sua mão ao meu ombro, senti a descarga de energia voltar para meu corpo novamente. Tive falta disso.

— Se você ficar comigo, duvido não melhorar. — tentei uma cantada, ela deu um sorriso torto e olhou para o outro lado, escondendo o rubor em suas bochechas.

— Desculpe, Des, mas não posso. Meu pai me deixou de castigo por o ter enfrentado hoje mais cedo.

— Fuja dele! — sugeri, segurando uma de suas mãos, úmidas de suor. Gostaria de dizer que era Cyrus tomando conta das minhas palavras, mas nunca estive tão são em toda minha vida — Não precisa obedecê-lo, pode ficar comigo.

O sorriso de Amber se desmanchava a cada frase. Minha cabeça se encheu de desânimo, depois disso.

— Não conhece meu pai, Desmond. — foi o que disse, simplesmente — Da última vez que eu fiquei de castigo, não comi por um dia. — fiquei espantado, imaginando no que aconteceria se ela não fosse para casa — Mas podemos ir pra escola juntos, amanhã.

— Promete? — perguntei, sem querer parecer desesperado.

— Prometo.

Beijei, calmamente, a mão que segurava. A menina riu, olhando de soslaio. Amber sussurrou um "tchau" e fechou a porta do quarto, deixando-me pensativo e um pouco confuso.

Após uma fração de segundos, ouvi um barulho perto da janela. Me perguntei quem poderia ser. Infelizmente, a resposta foi dada da pior maneira possível.

— Se divertindo com a humana, irmãozinho? — Vladimir lançou um sorriso pervertido, seus dentes brancos e afiados ainda me assustavam. Uma garota muito bonita o acompanhava — Desculpe, atrapalhei alguma coisa?

— Sem contar com a minha vida, acho que não. — repliquei com um olhar raivoso — Quem é ela? E por que você não some da minha vida? Não quero saber do conde.

 — Ui, cuidado, Vlad! — ela murmurou, com um sorriso malicioso no rosto — O cãozinho morde.

— Duvido muito, Clary. E é aí que se engana, Desmond. Talvez não queira saber nada sobre nosso pai agora, mas no futuro, irá se prostrar aos meus pés e obsecrar pela verdade. — ele disse, sua linguagem mais rebuscada me deixava agoniado. Parece que seu vocabulário ficou preso nos séculos anteriores. A menina olhava para mim de cima para baixo, ainda rindo — Oh, quase me esqueci! Essa é Clary LeFleur, minha namorada.

Apertei sua mão com medo.

— Não chegue tão perto, imitação de vampiro. Eu mordo. — falou, com um olhar enojado.

— Tudo bem. O que você quer? — ignorei a garota, supondo que ela também era uma de nós.

Vlad e a menina saíram de perto da janela e se aproximaram da minha cama. Assim como Zoey e Amber, eles admiraram o papel de parede. A palma da mão de Vlad apalpava o lugar. Seu pescoço se esticou, pude ver o símbolo em sua carne novamente: a runa negra de tamanho mediano ocupava o seu lado esquerdo. A figura era de um pássaro de asas abertas.

— Te ajudar. — sussurrou, ainda sem tirar os olhos do vermelho — Não deixaria um irmão que mal conheço para trás. Acredite ou não, você é importante para mim. Será que poderia saber mais sobre o meu "maninho"?

— Sério que você vai fazer isso, amor? — a garota rebateu, limpando as unhas — Mal o conhece, como pode confiar nele?

— Não é da sua conta, Clary. Então, Desmond? O que me diz?

Pensei na possibilidade de fazer uma amizade com Vlad, ele era meu irmão depois de tudo. Mesmo sem demonstrar confiança para seu lado, sentia a verdade na sua voz.

— O que quer saber primeiro sobre mim?



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...