História The love awakens - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Star Wars
Personagens Finn, Leia Organa, Luke Skywalker, Personagens Originais, Poe Dameron, Rey
Tags Despertar Da Força, Finn X Poe, Poe Dameron, Poe X Finn, Spaceboyfriends, Spacehusbands, Star Wars, Stormpilot, Theforceawakens
Exibições 14
Palavras 1.612
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção, Ficção Científica, Lemon, Romance e Novela, Sci-Fi, Shonen-Ai, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


É de madrugada e eu aqui fazendo revisão dos capítulos da fic haha
O que o amor por Stormpilot não faz?
Como sempre, espero que vocês gostem <3

Capítulo 4 - Um Novo Aliado


Fanfic / Fanfiction The love awakens - Capítulo 4 - Um Novo Aliado

- Ouvi dizer que seu amigo acordou. – ouvi a voz de Jessika Pava à mesa do café.

 - Sim, ele está bem. – concordei, distraído com minha comida.

 - E aí, ele vai se juntar a nós? – dessa vez era Karé quem fazia as perguntas, visivelmente curiosa.

   - Eu não sei! Ele acabou de acordar –  respondi sem paciência, eu só estava tentando comer em paz – por que vocês duas estão tão interessadas no Finn?

  Karé começou a dar risada.

  - Ok, Poe. Já entendemos. Ele é seu, né?

 - O Finn é meu amigo, Karé – suspirei – e a gente nem se conhece muito bem na verdade.

 - Ele salvou sua vida – Snap entrou no meio da conversa.

- Até você, Snap?

Ele deu de ombros.

- Então quer dizer que você já planeja atacá-lo? – Karé levantou uma sobrancelha e sua voz estava bizarramente excitada - você não perde tempo mesmo hein, Dameron.

 - Por favor, Karé... – eu não estava com humor para brincadeiras naquele dia, e não ia gostar nada se começassem a brincar assim na frente do garoto, o coitado já estava tão perdido e deslocado – nem sabemos se ele vai continuar aqui, e se ele não quiser continuar, tudo bem. Essa guerra não é dele, ou até mesmo da Rey, eles são tão jovens...

 - Ah então é esse o problema – Jess me interrompeu e olhava para Karé, as duas riam – o rapaz é muito novinho.

 - Como vai Snap? – perguntei a Karé, há não muito tempo atrás ele quase se declarou a ela em um canal aberto*, todos ouvimos.

Ela deu uma risada, aquilo não a afetou, mas Snap ficou extremamente envergonhado.

- Mas, Poe...

- O que foi, Karé?

- Se ele já foi um Stormtrooper, aposto que manda bem com pistolas – Ela levantou a sobrancelha.

Eu estava tomando café e simplesmente cuspi não conseguindo conter a risada, aquilo realmente foi engraçado.  O que me deixava irritado era o fato de que todas as vezes que eu me aproximava de alguém – fosse homem, mulher, ou alien –  eles comentavam e me atormentavam, eu sabia que eles tinham algum motivo para fazer isso, mas eu realmente não queria que envolvessem o rapaz  em suas brincadeiras.

 Finn não iria se livrar das piadinhas deles, eu tinha certeza, ainda mais quando o vissem acordado, saudável e lindo como era. Eu mesmo me surpreendi quando ele tirou aquele capacete, nunca em minha cabeça se passou que um stormtrooper poderia ser tão bonito. Mas ele era só um garoto. Um garoto que deveria visitar, aliás, ele provavelmente estava ansioso naquela cama sem ninguém para conversar.

 Terminei o meu café da manhã e já fui me levantando. L'ulo, que até então estava quieto, perguntou se eu não ia ficar mais um pouco, eu costumava conversar com eles um tempo após as refeições.

 - Ah, eu vou levar algumas frutas para o Finn – respondi.

Os outros três explodiram em risadas. Eram realmente uns inconvenientes.

--

 Peguei algumas frutas para levar para Finn, se eu conhecia bem a doutora Kalonia ele deveria estar tomando alguma sopa nojenta logo de manhã, e bem, sempre se pode comer frutas mesmo doente, né? O garoto merecia pelo menos isso.

 Cheguei até o quarto de Finn, ele estava sentado na cama, havia uma pequena mesa em seu colo e ele realmente estava tomando uma daquelas sopas, como eu havia previsto. Aproximei-me e o cumprimentei.

- E aí, parceiro? Melhor?

- Ah, olá Poe – ele respondeu – bem melhor. Não sabia que a comida de vocês era tão boa.

Eu dei uma risada mais alta do que desejei. Até que percebi que ele não estava fazendo uma piadinha.

- Desculpa, Finn, é que isso é uma gororoba. – eu lhe mostrei as frutas – trouxe algo para você.

- Para mim está ótimo, nós basicamente comíamos rações na Primeira Ordem, não tinham gosto de nada, mas nos mantinham nutridos e em forma.

Ele falava sobre isso como se fosse a coisa mais normal do mundo, mas aquilo me deixou revoltado. Era igualmente triste saber que por conta da Primeira Ordem ele não tinha quem o visitasse, apenas a mim.

-  Você nunca mais vai precisar comer aquele lixo que eles te davam.

Ele riu, humildemente aceitou as frutas que levei. E comeu uma delas ao terminar sua sopa. Reparei que ele pegou uma Meiloorun, uma fruta típica de Lothal, não que ele soubesse disso. Vi o sumo da fruta escorrendo por sua boca e ele fechava os olhos enquanto comia, concentrando-se no sabor novo que experimentava. Aquela era uma cena bonita de se ver.

- Meiloorun**, hein? Ótima escolha. – observei.-

Poe, obrigado. – ele suspirou – não precisava, já dei trabalho o suficiente a vocês. 

- Que nada, você não viu ainda o que é dar trabalho. Apenas não se force, ok? Quanto mais você seguir as instruções da Doutura, mais rápido você irá sair daqui.

- Eu posso fazer isso – ele concordou – sou bom em seguir ordens.

E ele realmente era, Kalonia afirmou que ele estava se recuperando muito bem e rápido e que em breve sairia dali. Eu o olhei tão calmo e inocente e fiquei aliviado em saber que ele estava bem.

- Ei, Finn?

 - Sim?

- Desculpe-me por ter te arrastado para o meio disso tudo – falei sinceramente.

- Ah, que isso, Poe. Você não me arrastou a nada  –  ele argumentou  – permanecer e lutar foi uma escolha minha.

Não consegui evitar de sorrir, as vezes me pego imaginando como era a vida de Finn na Primeira Ordem, ele teve de ser muito corajoso para me abordar com um plano de fuga. Que sorte a dele que era eu quem estava naquele lugar, tenho certeza que a maior parte dos meus colegas não acreditaria em um stormtrooper, mas como eu poderia deixar de acreditar? Só de vê-lo eu já soube que ele não pertencia aquele lugar.

---

Finalmente as coisas começavam a ficar mais agitadas na Resistência, as missões voltaram a aparecer como nunca: escolta, abordagem, ataque, reconhecimento. Tudo parecia estar de volta ao normal. Eu havia acabado de voltar de uma missão de reconhecimento e estava muito animado, havíamos achado um sistema que poderia ser perfeito para a instalação da nova base, pela primeira vez fui até Finn sem antes passar em casa.

- Olá, Finn! – cumprimentei.

- Por que você está com seu traje de vôo? – ele perguntou, a curiosidade visível em suas palavras.

Eu ri.

- Acabei de voltar de uma missão, talvez tenhamos encontrado um novo lugar para a base.

- Essas são ótimas notícias, Poe!

Finn já podia se levantar e até já andava um pouco pelo quarto e pela enfermaria, sempre devagar e sem forçar muito, suas costas ainda doíam da cirurgia. Normalmente eu o ajudava a descer da cama e caminhávamos um pouco pelos arredores da ala médica, porém sempre havia um méd-dróide nos supervisionando.

- Hoje sua General veio me ver – comentou Finn.

- Ah, e o que ela te disse? – perguntei, curioso – ela é uma mulher incrível, preocupa-se com todos nós.

- Perguntou se eu gostaria de me juntar a vocês, conversamos um pouco sobre o senhor Solo também – ele tomou fôlego, falar sobre Han Solo o machucava – senti que ela não queria realmente falar sobre isso, mas que precisava.

- É, deve ser muito difícil para ela. Ainda mais dadas as circunstâncias de sua morte. – lamentei.

- E o pior é não fomos capazes de impedir – o garoto continuava – nem eu, nem Rey, nem Chewie. Eu nunca imaginei que Kylo Ren fosse filho do lendário Han Solo, por um momento eu achei que o senhor Solo estava o convencendo a voltar para casa, entende? Saber que ele morreu pelas mãos do próprio filho só torna sua história mais triste.

Eu não sabia de detalhes da morte de Solo ou do dia em que destruímos a Starkiller, Finn nunca tocou nesse assunto e eu sempre imaginei que era porquê ele não gostaria de falar e nunca iria forçá-lo. Eu o compreendia, também passei por situações em que estive impotente, foi a morte de um colega* que me fez investigar a Primeira Ordem e me juntar à Resistência. Realmente, nós estávamos em tempos muito difíceis.

- Mas e aí? O que você disse à General? – perguntei, tentando mudar o assunto – vai ficar conosco?

Por algum motivo eu senti meu estômago revirar enquanto esperava a resposta.

- Mas é claro! – ele exclamou – vocês salvaram minha vida, eu tenho uma dívida eterna com a Resistência. E tudo o que a Resistência defende é o que eu quero. Não quero que outra criança seja tirada dos braços da família e seja transformada em uma arma como fui. A Primeira Ordem precisa cair.

 Ele iria permanecer conosco, aquela notícia me deixou imensamente feliz.

- E já sabe o que vai fazer?

- Bom, eu sou treinado em combate. E é isso que vou continuar fazendo, missões ofensivas e defensivas. A General inclusive sugeriu que eu pudesse treinar uns cadetes caso me saia bem.

- Tenho certeza que se sairá bem. Aliás, quando irá sair daqui?

- Acho que em breve. Você trouxe frutas hoje?

- Claro, parceiro.

Acabou que levar frutas para Finn havia virado um hábito e eu ficava feliz em vê-lo comer como se fossem muito preciosas. O garoto era realmente uma pessoa especial, bondoso, doce, determinado e corajoso. A Resistência estava ganhando um soldado e tanto.

- Então, vou começar a arrumar um alojamento para você. Tudo bem?  - perguntei.

- Claro. – ele respondeu – obrigado, Poe.

 Ele sempre me agradecia, desde por levar frutas para ele até por ajudá-lo a descer da cama. Eu tinha certeza que agradecer não fazia parte da disciplina dada pela Primeira Ordem.


Notas Finais


* Em Poe Dameron #3 o Esquadrão Negro arrisca uma manobra arriscada contra os TIE Fighter's da Primeira Ordem enquanto estão em missão em busca de Lor San Tekka, é num desses momentos que Snap quase se declara à Karé. Para saber os detalhes, leiam a série de quadrinhos do Poe. Sério, Leiam!
** Essa fruta aparece na animação Star Wars: Rebels (tem as duas primeiras temporadas na netflix!), eu tento sempre usar o máximo do canon que consigo então é por isso que ela está aparecendo aqui. ^^
*** Esses eventos são escritos detalhadamente no romance Star Wars: Antes do Despertar.

imagem de capa do capítulo -> https://67.media.tumblr.com/e082cc1237c5ee3d8efc10765ad96415/tumblr_o1qx2lA84V1s029lfo1_500.png
escolhi essa imagem porque gosto muito da relação do Poe com o Esquadrão Negro e como eles aparecem bastante na primeira parte do capítulo achei justo honrá-los! Rsrs
Até breve, pessoal!


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