História The love awakens - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Star Wars
Personagens Finn, Leia Organa, Luke Skywalker, Personagens Originais, Poe Dameron, Rey
Tags Despertar Da Força, Finn X Poe, Poe Dameron, Poe X Finn, Spaceboyfriends, Spacehusbands, Star Wars, Stormpilot, Theforceawakens
Exibições 10
Palavras 1.800
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção, Ficção Científica, Lemon, Romance e Novela, Sci-Fi, Shonen-Ai, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hehehe as coisas estão começando a se encaminhar para o que interessa ^^
Boa leitura a todos.

Capítulo 5 - A Adaptação de Finn e as Dúvidas de Poe


Fanfic / Fanfiction The love awakens - Capítulo 5 - A Adaptação de Finn e as Dúvidas de Poe

 

            Levei mais ou menos uns dois dias até achar um alojamento que supus que Finn fosse gostar. A área dos alojamentos era bem grande e ocupava boa parte do território da base, eu não queria que Finn ficasse isolado de todos, devia ser bem ruim para ele ter que se integrar a tudo e a todos para começo de conversa. Achei um lugar que considerei perfeito. Não era muito grande, mas também não era muito pequeno, um pouco menor do que o meu, talvez. Ficava bem localizado e em breve Finn estaria perfeitamente instalado.

            Organizei para que tivessem roupas limpas, roupas de cama e um pouco de comida a sua disposição. Imaginei que seria uma surpresa quando ele visse que teria um cômodo – praticamente um apartamento – todo só para ele. O que havia de espaço livre seria para ele preencher com o que desejasse, como ele nunca possuiu nada de verdade ficaria animado com a ideia.

            Chegou o dia em que Kalonia o liberou, lembrei-me de perguntar à Jess sobre a jaqueta, ela havia realmente consertado. Grande Jess! Coloquei-a em uma sacola e rumei ao quarto de Finn, eu havia prometido que iria ajudá-lo quando saísse.

            - Espero que seu namorado goste – falou Jess maliciosamente.

            Eu coloquei a mão na testa, eles não poderiam continuar com essa brincadeira escrota.

            - Jess, por favor, não assustem o garoto quando conhecê-lo – pedi humildemente

         - Não diga que não tem nada aí, Poe. Você tem cuidado do rapaz desde que ele acordou, nunca vi você fazer isso com ninguém antes – ela afirmou, seus olhos pareciam que viam dentro de mim.

            - Ele não tem ninguém, Pava! – respondi, chamando-a pelo sobrenome para que ela entendesse que eu estava falando sério.

            - Se é assim, Dameron. – ela continuou – apenas não fique com ele só para você então, queremos conhecê-lo.

            Eu assenti com a cabeça, acho que dou muita liberdade a meus amigos, não é possível! Rumei até a ala médica, Finn estava sentado já do lado de fora do quarto, usando as roupas casuais da resistência, como sua amiga, Rey, ao partir. Eu sorri ao vê-lo saudável e fora daquele maldito quarto.

            - E ai, parceiro? Preparado para a vida como Rebelde?

            - Preparado. – ele respondeu sereno.

            - Não iremos pegar leve com você só porquê é um herói – acrescentei.

            Ele riu.

            - Ah, tenho uma coisa para você  – lembrei-me subitamente da sacola em minhas mãos.

            - Não precisa de nada, Poe – ele insistiu.

            - Não é nada de mais, amigo – repliquei – e de qualquer forma, já era sua.

            Entreguei-lhe a sacola, ele abriu devagar e tirou a jaqueta de lá de dentro, eu podia ver que sentia o couro em suas mãos.

            - Você consertou... – ele dizia.

            - Agradeça à Jess, em breve irá conhecê-la.

            Finn ainda estava paralisado com a jaqueta nas mãos, ele olhou em meus olhos sério e disse:

            - Obrigado, Poe.

            Eu assenti com a cabeça.

            - Sério, obrigado mesmo!

            - Vamos sair desse lugar.

            Ele concordou, levei-o até seus aposentos, ele ficou feliz e radiante após estar devidamente instalado.

            - Eu nunca imaginei que teria um quarto desses só para mim.

            Eu sorri. Eu estava certo, sempre estava.

            - Agora é vida nova, amigo!

            Ele apenas sorriu genuinamente.

            Eu lhe mostrei onde meus aposentos ficavam, disse-lhe que estava a sua disposição e depois o levei para um tour pela base da Resistência, agora Finn era oficialmente um de nós.

 

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            Era simplesmente ótimo ter Finn ali conosco, por ele entender como funcionavam os ataques da Ordem, nossas ofensivas ficaram muito mais efetivas. Não demorou muito para que o garoto ficasse conhecido entre nós, ou melhor, que fosse admirado. Afinal todos o conheciam por ter me salvado.

            Ao mesmo tempo que era ótimo que ele fizesse parte da Resistência também era um tanto quanto perturbador, principalmente porquê passávamos bastante tempo juntos e eu acabava tendo pensamentos errados em relação a ele. Não era minha culpa e muito menos culpa dele, mas as vezes quando sentimos desejo precisamos reprimir.

            Já fazia um tempo que eu estava sem sexo, desde que Finn havia acordado. E eu estava ficando irritadiço, ninguém na base me interessava e eu não estava com a mínimo ânimo de sair a procura de alguém para transar. Peguei-me fazendo algo que não fazia há tempos, masturbando-me. A verdade é que normalmente eu chegava tão cansado das missões que simplesmente caía em minha cama e dormia.

            Mas não naquele dia, não depois de Finn. Eu desci da minha x-wing após uma missão de uma missão de escolta, Finn estava se exercitando no pátio. Ele me viu e correu em minha direção para me cumprimentar, seu corpo estava banhado em suor e eu podia vê-lo perfeitamente delineado na camisa grudada em sua pele. Conforme nós conversávamos eu não podia deixar de reparar nele e, com uma desculpa qualquer, fui embora para meu alojamento.

            A primeira coisa que fiz ao chegar em casa foi tomar um banho frio, eu tentava concentrar meus pensamentos em coisas práticas: naves, missões, derrubar a Primeira Ordem, mas lembrar da Primeira Ordem me lembrava de Finn e aquela camisa grudada em seu corpo, lembrei-me de como ele apreciava os cafés da manhã e do sumo das frutas escorrendo entre seus lábios.

            Quando menos percebi eu já estava me tocando, “porra”, pensei, isso não era para ser assim. E ele era só um garoto. O que ele pensaria se soubesse que eu estava tocando uma punheta pensando nele? No mínimo sentiria nojo. Mas a visão daqueles lábios voltou a minha mente, e eu fiquei imaginando como seria beijá-lo e como seria sentir aqueles lábios grossos envolvendo meu pênis... quando menos percebi havia gozado.

            Terminei meu banho como se nada tivesse acontecido, mas me sentia um lixo, o garoto era simplesmente uma pessoa encantadora, não merecia que eu ficasse o desejando como um animal no cio. Eu teria de reprimir tudo isso, era errado, ele era meu amigo e assim permaneceria e, no mais, ele era da Resistência, trabalhávamos juntos.

            Vesti minhas roupas casuais, eu definitivamente precisava sair com alguém, não queria ficar como um abutre em cima de Finn. Eu saí dos meus aposentos, resolvi passear um pouco pelo local, sempre havia pessoas diferentes ali fazendo entregas ou trazendo alguma informação e era assim que eu costumava me dar bem, mas infelizmente, naquele dia não havia ninguém que me interessasse.

            Percebi que havia andado durante um bom tempo, meu estômago começou a clamar por comida, não tinha comido nada desde que cheguei da missão, estava a umas catorze horas sem comer. Dirigi-me ao refeitório e me servi de café e pão branco.

            Não havia ninguém no refeitório com quem valia a pena conversar, então sentei-me sozinho, o café escorria por minha garganta e eu começava a me sentir mais humano. Se tem uma coisa que aprendi é que não importa em que planeta, e eu arrisco dizer até mesmo em que galáxia você esteja, uma boa xícara de café sempre ajuda a colocar a cabeça no lugar.

            Quando estava terminando minha refeição vespertina ouvi uma voz conhecida atrás de mim, a voz dele.

            - Poe?

            Virei-me devagar.

            - Ah, olá Finn. Sente-se.

            Ele se sentou e nós começamos a conversar, ele falava empolgadamente sobre o treinamento e sobre como estava ajudando os cadetes. Percebi um homem próximo de nós que nos encarava, na verdade encarava ao Finn. Ele não era propriamente um membro da Resistência, mas era um informante, deveria ter chego há pouco tempo. Seu olhar me incomodou. A julgar pela armadura e pelo capacete em suas mãos era um Mandaloriano. Finn não havia percebido o homem e continuava tagarelando sobre seu dia.

            - E uma das coisas mais engraçadas – Finn me contava – foi quando um dos cadetes começou a falar que stromtroopers nunca conseguem acertar ninguém e olhou para a minha cara me desfiando.

            Eu dei risada, Finn era um bom atirador.

            - Você acertou todos os alvos, né?

            Ele deu de ombros.

            - Sim – uma risadinha escapou no meio de sua fala – você precisava ver a cara dele. Foi hilário. Mas ele é apenas um cadete também, nem o julgo. Sei que ainda estão se acostumando com a minha presença aqui.

            O mandaloriano entrou no meio da nossa conversa de um modo grosseiro, ele realmente estava prestando atenção em nós.

            - Não se deve confiar em stromtroopers.

            Eu o olhei sem reação. Será que Finn o conhecia? Finn virou sua cabeça em direção a ele.

            - Oi?

            - A Primeira Ordem é o Império sob um novo nome – ele olhava fixamente para Finn – tem certeza que não tem nenhum chip na sua cabeça?

            Eu intervi.

            - Ele não é um clone.  E ele renunciou à Primeira Ordem.

            - Cuidado, Dameron – o homem falou – Ele pode vir a te matar, assim como os clones mataram os jedis anos atrás.

            Eu percebi que os punhos de Finn estavam cerrados, mas sua voz não demonstrava descontrole. Ele olhou para o homem e disse:

            - Eu não preciso provar nada a você, estou aqui por merecer. Se você acha que não mereço estar aqui, reclame com a General Organa.

            O homem assumia uma postura de briga, mas Finn continuava sentado, os punhos cerrados sobre a mesa, provavelmente um gesto que demandou muito autocontrole.

            Eu me levantei e olhei nos olhos do mandaloriano que era uns dez centímetros mais alto do que eu.

            - Finn está do meu lado, e ele já fez muito mais pela galáxia do que Mandalore inteira jamais fez. Você por um acaso duvida de que lado eu estou?

            Ele não me respondeu, seu olhar estava fixo em Finn. Eu me impus, usei o mesmo tom de voz que uso quando estou liderando os esquadrões.

            - Saia já daqui.

            Ele saiu, mas seus olhos fuzilavam meu amigo. Pobre Finn. Ele renunciou à única vida que conheceu, abandonou tudo, as pessoas, os colegas, e estava tentando de verdade algo que desse algum sentido para sua existência. Starkiller já não foi prova o suficiente da sua lealdade? Era injusto que passasse por isso.

            Meus olhos encontraram os de Finn e eu me sentei de novo. Percebi que suas mãos ainda estavam cerradas sobre a mesa, eu as envolvi, sua pele era quente.

            - Não se incomode, parceiro – falei – Mandalorianos só querem saber de brigar.

            - Eu sabia que uma hora ou outra iria ouvir algum comentário assim – admitiu – mas confesso que não estava preparado como imaginei.

            - Você agiu muito bem, amigão. E acredite, nem mesmo você conseguiria agradar a todos.

            Ele deu um sorriso meio murcho, eu lhe perguntei.

            - Está mais tranquilo? – pelo toque percebi que seus punhos não estavam mais cerrados.

            Ele virou as mãos e segurou as minhas.

            - Posso apenas segurar suas mãos um pouco mais?

            - Claro – respondi, já me sentindo mal.


Notas Finais




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