História The love awakens - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Star Wars
Personagens Finn, Leia Organa, Luke Skywalker, Personagens Originais, Poe Dameron, Rey
Tags Despertar Da Força, Finn X Poe, Poe Dameron, Poe X Finn, Spaceboyfriends, Spacehusbands, Star Wars, Stormpilot, Theforceawakens
Exibições 19
Palavras 1.787
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção, Ficção Científica, Lemon, Romance e Novela, Sci-Fi, Shonen-Ai, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


E ai, leitores lindos, como estão?
Para animar a semana de vocês trago mais um capítulo
Não vou dar muitos detalhes aqui rsrsrs
Espero que curtam e boa leitura.

Capítulo 6 - Reciprocidade


Fanfic / Fanfiction The love awakens - Capítulo 6 - Reciprocidade

Era óbvio que Finn era inocente demais para saber que aquele gesto iria fazer com que meu estômago revirasse. Suas mãos eram tão quentes, minha vontade era de puxá-las e trazê-lo inteiro para perto de mim, mas eu deveria me controlar. Eu tinha de me controlar. Já era estranho o suficiente ele estar segurando minhas mãos em pleno refeitório.

Quando Finn finalmente decidiu que estava mais calmo soltou minhas mãos lentamente e resolveu se concentrar em sua comida. Vê-lo comer era sempre satisfatório, ele ainda estava experimentando os muitos sabores que existiam por aí, tudo o que ele provava era novo e diferente e ele comia com alegria e satisfação ainda que estranhasse coisas com gosto muito forte.

Não muito tempo depois do acontecido, ele já estava completamente distraído com sua comida, sua expressão havia voltado ao normal. Como pode alguém nem sequer guardar rancor? Eu ainda estava distraído pelo fato de nossas mãos terem ficado tão juntas, e não conseguia prestar atenção direito no que ele dizia.

- Ei, Poe? Eu te fiz uma pergunta – ele me olhava sério.

- Ah, desculpa, parceiro, dia cheio hoje, estou distraído – não era exatamente uma mentira, mas também não estava perto da verdade.

- Quando você acha que vou poder sair em missão?

- Assim que tiver alguma missão ofensiva ou defensiva, com certeza você estará lá – afirmei, com seriedade.

Ele franziu as sobrancelhas.

- Sei que treinamento é necessário – ele afirmou – tive uma vida toda disso, quero ser útil. A Rey está lá fora dando o melhor dela, quero dar o meu melhor também.

- A Rey está lá fora treinando, não se esqueça disso. 

- O que você acha de tudo isso, Poe? Da Rey e Luke Skywalker e toda essa coisa de jedi?

- Acho que eles são nossa maior esperança.

Por mais que falássemos de um assunto sério, meus olhos vez ou outra encontravam suas mãos, eu sentia vontade de pegá-las de novo. Sentir seu calor. Enquanto Finn ainda estava terminando sua refeição vespertina, Jess e Karé se aproximaram, sentando-se ao nosso lado. Agora não era um bom momento para piadinhas, definitivamente.

- Que bonito! Que cena mais linda! Será que eu estou atrapalhando o casalzinho aí?* – Karé começou o deboche, olhando para nós.

Finn as cumprimentou. Por sorte ele não entendia muito bem brincadeiras ou ironia, humor não era algo que Primeira Ordem apreciava, mas as piadas estavam ficando cada vez mais explícitas, uma hora ele iria entender. E eu não queria ter de me explicar, afinal era ele. Não gostaria de falar que eu não tinha algum interesse nele assim como não gostaria de falar que tinha também.

Revirei os olhos.

- Não tem outro lugar para sentarem não?

- Desculpa, comandante, as mesas estão cheias – Jess afirmou, rindo, as mesas estavam praticamente vazias.

Karé se dirigiu a Finn, viu que ele comia com aquela alegria e animação.

- Nossa, Finn. Isso explica o porquê de você ser tão fortinho.

Meus olhos rapidamente encontraram seus braços, ele estava usando uma regata cinza que deixava a mostra os músculos dos membros superiores. Se Finn já era bonito antes, agora ele estava muito melhor constituído, ele havia perdido um pouco de massa no tempo em que ficou internado, mas agora já estava praticamente cem por cento.

 Finn apenas deu risada e falou algo sobre nunca desperdiçar uma comida boa como aquela.

- E suas costas, Finn? – Jess perguntou, finalmente alguma sensatez.

- Não doem mais, já posso fazer mais esforço sem problemas. Estou praticamente novo, só que ganhei uma cicatriz horrível, sorte que eu mesmo não a vejo.

Eu já havia visto a ferida de suas costas nas inúmeras vezes que visitei e os méd-dróides o trocaram, mas não cheguei a ver depois que cicatrizou.

- Ah, todos temos cicatrizes de guerra. – ela falou, consoladora.

- Nunca vi uma cicatriz feita por um sabre de luz – afirmou Karé – posso ver?

Eu achei aquilo indelicado, mas não falei nada, parte de mim também tinha curiosidade em ver como Kylo Ren havia marcado Finn. Ele levantou a parte de trás da regata com naturalidade, havia uma cicatriz bem grande que pegava de perto da sua lombar até quase sua nuca. Àquela visão me causou arrepios, quanta dor ele deve ter passado!

- Sorte que você é bonito o suficiente para essa cicatriz não significar nada – murmurou Jess.

Ele sorriu inocentemente, encabulado pelo elogio, as duas olharam para mim, Karé completou.

- Pena que está na mira de um certo piloto.

- Pois é - concordou Jess - e olha que esse tal piloto também é ótimo atirador.

Finn terminou de comer e se levantou, eu o segui. Lancei um olhar feio para as meninas.

- Finn, não liga para aquelas duas, elas acham que são engraçadas – falei alto para que ouvissem.

- Ah, elas são legais – ele respondeu, aparentemente distraído.

Assenti com a cabeça.

Andamos um pouco pelos arredores da Resistência como já era hábito, ao passarmos perto do Quartel General encontramos com BB-8 e C3PO conversando. BB-8 começou a soltar uma série de sons ao ver Finn, e praticamente me ignorou. Finn olhava para mim pedindo para que eu traduzisse o que o dróide dizia, ele não sabia linguagem binária.

- Ele está feliz em te ver bem, Finn.

- Eu também estou feliz em te ver, Beebee-ate. – ele respondeu.

O pequeno dróide nos seguiu por toda a parte durante um tempo, eu e Finn conversávamos, por um momento eu esqueci da tensão de estar perto dele. E ele era apenas Finn, meu amigo a quem eu devia a vida. O sol estava se pondo, sentamo-nos em umas pedras que haviam ali pelo caminho e ficamos observando. Nem parecia que no espaço estava ocorrendo uma verdadeira guerra. Nem parecia que havia o eterno embate entre o lado negro e o lado luminoso, o bem e o mal.  Meu coração parou quando percebi que Finn pegava minha mão mais uma vez.

---

 Eu o olhei e ele estava sério admirando a paisagem enquanto sua mão encontrava a minha, talvez ele tivesse com alguma ideia errada sobre o que era amizade, e eu devia alertá-lo antes que as coisas ficassem mais estranhas, mas eu não tinha forças para afastar sua mão. Ele se virou até mim e disse:

- A Rey não gostava que eu ficasse pegando na mão dela – ele estava completamente reflexivo.

Eu estava sem resposta, qualquer coisa que eu falasse poderia me comprometer.

- Acho que é porquê isso é diferente – ele afirmou.

- Diferente como? – reuni forças para perguntar.

- Apenas... diferente – ele parecia estar divagando olhando para o pôr do sol, sua mão estava apertada contra minha – você segurou minha mão quando eu estava despertando.

- É... diferente... – concordei, confuso pelo seu toque.

Sua outra mão de repente tocou meu rosto, eu não esperava por aquilo e me assustei, era como se seu toque causasse choques em mim. “Porra, Finn...” lembro de ter dito, mas ele não tirou a mão, seu dedo escorregou até meus lábios, e ele ficou um tempo assim me observando.

- Sabe, Poe – ele começou – eu não sou tão inocente quanto todos pensam.

Eu ri, aquele garoto tinha o dom de me surpreender.

- Ah, é? – perguntei – para mim você parece bem inocente.

Nossos rostos estavam bem próximos, a conversa acabou por ali, eu apenas fechei os olhos e deixei que ele me beijasse. Meu corpo estava todo respondendo ao seu beijo, como se esperasse por isso há muito e muito tempo. Percebi que eu estava em uma postura tensa, em segundos relaxei. Eu sei que não deveria sair com ninguém que tivesse qualquer envolvimento com o meu trabalho, mas eu poderia abrir uma exceção, afinal, era o Finn.

----

Todos os sinais estavam lá antes, só eu que não percebi, Finn sempre me recebia com um sorriso no rosto, sempre me abraçava todas as vezes que eu voltava de uma missão, sempre estava por perto. Eu pensava que era porquê éramos amigos – e somos amigos – mas nunca imaginei que ele sentisse o mesmo que eu estava sentindo.

Seu beijo era quente e doce, sua língua tocava os meus lábios, brincava com a minha boca, vez ou outra ele mordia meu lábio inferior, uma atitude nada inocente, aliás.

- É isso que a gente faz  quando gosta muito de alguém, não é? - ele me perguntou, depois de um longo e maravilhoso beijo.

Eu apenas murmurei positivamente em resposta.

- Achei melhor que eu tomasse a iniciativa – ele falou – ou você nunca iria perceber.

- Você percebeu alguma coisa? – perguntei.

- Claro. Você precisava ver a cara que fez quando me viu com sua jaqueta.

Eu me lembrava perfeitamente de ter achado a visão de Finn em minha jaqueta sensacional, até falei que combinava com ele. Provavelmente fiz algum gesto involuntário, descrição não era meu forte de qualquer forma a não ser em missões, é claro.

- E todas as vezes que a você me encontrou no treinamento, não é como se você conseguisse disfarçar, Poe Dameron – ele fez uma pausa – Ah, e seus amigos também.

Eu ri.

- Eles são assim com qualquer pessoa de quem me aproximo.

- Hm, entendi.

- Então quer dizer que stromtroopers também fazem esse tipo de coisa? – perguntei, curioso.

Ele riu abertamente.

- Não, não fazem. Vem cá.

Finn me puxou para perto dele, roubando mais e mais beijos. Eu sabia que estávamos em um local público, qualquer pessoa poderia passar por ali, “foda-se”, pensei. Eu tinha de aproveitar aquele momento.

Pensei em levá-lo para o meu quarto, era isso que eu desejava acima de qualquer coisa, sentir sua pele quente contra a minha. Mas Finn não era como qualquer pessoa, eu não teria hesitado em tentar transar com qualquer um que fosse, mas era o Finn, e por enquanto, para mim, estava tudo bem apenas em trocarmos beijos.

  Levei uma de minhas mãos a sua face, sua pele era macia, não havia traço algum de barba ali, diferentemente de mim que estava com a barba por fazer, as vezes ser um piloto significa simplesmente não ter tempo até mesmo de se barbear. Com as pontas dos meus dedos eu acariciava seu rosto e sua nuca, sentindo-o ali tão próximo de mim.

  Meu peito explodia como não acontecia em muito e muito tempo, mas eu não podia apressar nada e também tinha que tomar cuidado com o rumo que isso iria tomar –  se é que iria a algum lugar – da última vez que me envolvi com alguém do meu trabalho, ainda na época em que servi a Nova República, o resultado foi desastroso.

   "Você está pensando demais, Poe Dameron" disse a mim mesmo e me permiti aproveitar aquele sagrado momento com Finn.


Notas Finais


*me perdoem por essa piada, não resisti. Para quem não tiver entendido -> https://www.vagalume.com.br/naiara-azevedo/50-reais-part-maiara-e-maraisa.html

Então é isso, gente. Finalmente está acontecendo, mas acreditem, ainda tem muuuuito chão!

Link para a capa do capítulo: https://67.media.tumblr.com/8f5baa4f7d6396af0b47d88fd8ec37b4/tumblr_nzqv58E5RV1qiyyv3o2_1280.png


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