História The love awakens - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Star Wars
Personagens Finn, Leia Organa, Luke Skywalker, Personagens Originais, Poe Dameron, Rey
Tags Despertar Da Força, Finn X Poe, Poe Dameron, Poe X Finn, Spaceboyfriends, Spacehusbands, Star Wars, Stormpilot, Theforceawakens
Exibições 14
Palavras 1.670
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção, Ficção Científica, Lemon, Romance e Novela, Sci-Fi, Shonen-Ai, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


E aí, leitores lindos, como vão?
Estou conseguindo revisar os capítulos relativamente rápido rsrs
Vou viajar amanhã e não sei quando volto, então tentarei postar mais um capítulo ainda hoje para que vocês possam ler no final de semana.
Prometo que semana que vem posto com mais assiduidade, mas é por uma boa causa, vou ao show do Black Sabbath domingo e aproveitar para ficar uns dias na casa da minha amiga que mora em SP.
É isso, gente.
Aproveitem a leitura!

Capítulo 7 - Os Conflitos de Finn


Fanfic / Fanfiction The love awakens - Capítulo 7 - Os Conflitos de Finn

Estar com Finn me fez esquecer por um momento que estávamos enfrentando uma verdadeira guerra. Ficamos um tempo ali, até que a noite caiu. Conversávamos, ríamos e quando menos percebíamos estamos de novo trocando beijos. Eu não podia deixar de achar aquilo estranho e também não fazia a mínima ideia de quais eram as intenções de garoto

- Hm, acho melhor a gente se aprontar para o jantar – ele sugeriu.

- Verdade – concordei.

Beijamo-nos mais um pouco, eu estava me sentindo como se tivesse quinze anos de novo, perdido e confuso. Mas como havia prometido a mim mesmo eu iria aproveitar o momento, nós poderíamos nem viver para ver o próximo dia, que mal tinha em gastar um pouco de tempo com alguém que você sente admiração?

Dirigi-me aos meus aposentos assim como Finn se dirigiu aos dele, tomei um banho relaxante, mas parte de mim apenas queria continuar com o cheiro dele, será que iríamos continuar com isso? Eu realmente não sabia, mas também não era de antecipar as coisas. Me vesti tranquilamente e me aprontei para o jantar fiquei me perguntando qual seria a reação de Jess e Karé se soubessem o que havia acontecido naquele dia.

Cheguei ao refeitório e estavam todos lá, havia um lugar vago bem ao lado de Finn, cumprimentei a todos e dei dois tapinhas nas costas de Finn, cumprimentando-o.

- Como sempre Poe Dameron ao lado do Finn – Karé começou.

Eu e Finn nos entreolhamos e demos uma risada discreta, mas isso não passou despercebido aos olhos de Jess.

- O que foi isso? – ela perguntou.

- Isso o quê? – repliquei.                                   

- Esse olhar aí e essa risadinha.

- Que olhar? – Finn perguntou.

Eu dei de ombros, obviamente que não queria que soubessem de nada, afinal apenas nos beijamos, nada mais, poderia nem acontecer de novo. Jantamos normalmente e como sempre era uma bagunça à mesa. Nos divertíamos, éramos como uma grande família de diferentes raças. Embora eu soubesse que só ficaria inteiramente bem quando a democracia se reestabelecesse, eu me permiti sentir a felicidade, ainda que por um breve momento.

 As missões continuavam como nunca e, vez ou outra, apareciam TIE Fighters nos vigiando, nossos inimigos tinham olhos em todos os lugares, eu temia pelo dia que chegariam Star Destroyers, se isso viesse a acontecer não teríamos a mínima chance. Nossos homens estavam minguando cada vez mais, todos temiam à Primeira Ordem, e deveriam.

Quando estávamos todos em grupo, as conversas sempre giravam em torno de histórias de batalhas, guerras espaciais e coisas do tipo. Era perfeitamente normal que falássemos sobre o assunto sem nem perceber, difícil mesmo era falar sobre outros assuntos como música e coisas assim.

Percebi, após um almoço em que estavam todos presentes conversando ardentemente sobre esse tipo de coisa, que Finn estava pensativo, ele nem sequer interagia, Jess e Karé brincaram um pouco com ele perguntando se tinha levado um fora, mas ele apenas riu sem vontade.

Saímos para andar um pouco, ele ainda estava quieto, eu tentava puxar assunto, mas ele apenas dava respostas monossilábicas, fiquei me sentindo idiota e não falei mais nada. Continuamos a caminhar.

  Depois de um tempo, Finn quebrou o silêncio.

- Eu odeio a Primeira Ordem com todas as minhas forças, você sabe disso, não sabe, Poe? - perguntou, sério.

-Hm - fiquei me perguntando o que ele queria dizer - acho que o fato de você ter desertado já traduz isso, não?

- Sim, claro...

 Ele ficou um tempo parado, sem falar nada, para mim era horrível vê-lo assim, eu não entendia...

 -  O que você não está me dizendo? – perguntei.

 - É só que... - ele fez uma pausa e tomou um ar - poderíamos ainda estar em lados opostos, sabe? Hoje mesmo o Snap e o Ello Asty estavam competindo, contando quantos TIE Fighters eles tinham derrubado na última ofensiva, eu não consigo comemorar a morte de troopers, eu me sinto estranho. Poderia ser eu a estar morrendo, totalmente condicionado pela Ordem, entende? Eles são vítimas também.

  Olhei-o sério, óbvio que isso o incomodaria, essa foi a única vida que ele conheceu. Percebi como é complicado quando você olha a história por apenas um lado, mesmo sabendo da trajetória de Finn eu nunca havia pensado por esse lado.

- Como conseguiu sair dessa... lavagem cerebral que eles fazem? - perguntei, percebendo que ele queria conversar sobre isso.

- Bem, para começo de conversa, eu fazia parte de um grupo de quatro pessoas, cada um tinha um apelido: FN-2199, era o “Nines”; FN-2000, era o “Zeroes” e o FN-2003 era o Slip*. Adivinha quem não tinha um apelido?

- Hm,  você – eu dei uma olhada em seu rosto, não conseguia decifrar sua expressão – essa coisa de número como nome ainda é bizarra para mim, mas prossiga.

- Eu sempre me senti diferente – ele falava com as sobrancelhas franzidas, como se estivesse forçando a mente, creio que nunca havia verbalizado nada do que pensava antes – mas também sempre fui um ótimo trooper, a Capitã Phasma chegou a me elogiar em frente a todos. Começou a ficar pior nas simulações, haviam essas salas que simulavam assaltos à instalações da Nova República, dentre outras situações. Eu liderava um pequeno grupo que era composto por mim Zeroes, Nines e Slip e, bem, Slip não era o stromtrooper mais rápido ou mais esperto e ele sempre era derrubado. Eu o ajudava, até que um dia a Capitã Phasma me pediu para ficar para conversar com ela após a simulação, ela alegou que eu não podia me preocupar com meus colegas, que minha preocupação deveria ser com a Primeira Ordem em primeiro lugar.

Eu suspirei, atento ao que Finn falava, cada palavra era preciosa, ele estava compartilhando de seu passado comigo, pobre Finn, passou por tanta coisa realmente deveria ser difícil manter a cabeça no lugar.

- Essa foi a primeira vez que comecei a perceber que meus ami... colegas não se sentiam da mesma forma que eu – ele olhava em meus olhos com o semblante triste e desabou a falar – eu parei de ajudar Slip, mas apenas porque em minha cabeça eu ficava repetindo o mantra de que era apenas uma simulação, ele não corria real risco de morte, entende? Em todas as simulações eu sempre conseguia atingir meu objetivo, era fácil, era correr, mirar e atirar. Eu realmente acreditei que quando fosse para uma missão de campo tudo correria normal, mas não foi o que aconteceu.

- Deixe-me adivinhar, você teve de matar alguém?  - perguntei.

Ele abaixou a cabeça e logo levantou novamente.

 - Mais ou menos isso, nós fomos enviados a um asteroide artificial que era localizado na Orla Exterior para “Restaurar a Ordem” – ele riu ironicamente – Phasma me levou para uma sala de negociações e me ordenou a executar o negociador, era um abednedo**. Bem, eu nem preciso dizer que não consegui atirar, né? Slip atirou em meu lugar, justo o Slip.

- Você fez o que era certo, Finn – consolei-o – seu amigo fez o que foi treinado a fazer no final das contas.

- É, e ele está morto agora – Finn suspirou – você o matou lá em Jakku.

Minha expressão foi de choque, eu lembrava realmente de ter matado pessoas em Jakku, mas não me orgulhava disso me senti culpado e com vergonha de Finn.

- Sinto muito – eu falei, olhando para baixo.

- Não sinta – ele continuou – era ele ou você, você estava sobrevivendo. E no mais, nunca fomos amigos. A Ordem não incentiva conversas desnecessárias e coisas assim. Mas bem, eu o vi caído lá, todo ensanguentado e óbvio que fui ajudá-lo. Você acha que alguém parou para ver o cara que estava lá morrendo? Não, porque éramos dispensáveis.

- Você fez o que era certo – repeti.

- Eu sei. Mas voltando ao que eu estava dizendo, depois dessa primeira vez que fui incapaz de matar o abednedo, começaram a acelerar nosso treinamento, era simulação atrás de simulação e, quando íamos a campo, eu não era capaz de atirar em gente inocente, simplesmente assim. Eu sabia que não tinha muito tempo, que a Capitã Phasma estava de olho em mim, eu estava marcado quando desci em Jakku, Kylo Ren me percebeu, eu senti. Foi por isso que corri até você.

Eu o olhava nos olhos, seu olhar era repleto de dor e de tristeza, Finn nunca conheceu nada além de uma vida militar, como era possível que fosse uma pessoa tão incrivelmente boa?

- Mas agora você não é mais um deles, Finn.

- Não, acho que nunca fui, mas não me sinto como um rebelde também – ele admitiu – eu não consigo comemorar a morte de um stromtrooper, Poe. E eu fui capaz de puxar o gatilho contra eles, contra as pessoas com quem cresci, você entende isso? Todos ficaram chocados com as atrocidades cometidas pela Primeira Ordem, mas ninguém chorou pelos mortos em Starkiller. Por que a vida de um civil é diferente da vida de um trooper? Nada disso deveria ser comemorado.

- Eu nunca parei para pensar por esse lado, Finn. Você tem o privilégio de poder ver a situação pelos dois lados da moeda, é óbvio que a história muda a cada lado. Mas, me diga uma coisa, você quer deixar a Resistência? É isso? – a pergunta saía da minha boca de um modo doloroso, mas a dor não deveria ser tão grande quanto a dor causada pelo conflito interno sentido por Finn.

- Não, Poe. Eu entendo que pessoas terão que morrer para que haja paz novamente – ele fez uma pausa, seu olhar ficou parado um tempo até que se virou para mim – só que são pessoas como eu que estão morrendo aos montes e ninguém dá a mínima! 

Eu pousei minha mão em seu rosto, esperava que o calor de alguma forma pudesse atingí-lo, lembro-me de ter fechado os olhos e refletido um pouco, nossos rostos se aproximaram e nossas testas se tocaram, eu murmurei baixinho, mas de modo que ele pudesse ouvir.

- Não há ninguém como você, Finn.


Notas Finais


* O passado de Finn descrito aqui foi explorado no livro Star Wars: Antes do Despertar, que também conta um pouco do passado de Rey e Poe antes dos eventos d'O Despertar da Força.
** Abednedo é uma espécia nativa do planeta homônimo. Alguns exemplos de personagens dessa raça são Oddy Muva e Ello Asty.
Link para a imagem de capa: http://40.media.tumblr.com/1a035ee33392bd155a6a901cda160cf8/tumblr_o3aqzpo6iw1s5x930o1_1280.jpg
É isso, galera. Espero que gostem e obrigada por acompanharem! <3


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