História The Love Is Blind - Capítulo 22


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Amor, Colegial, Gay, Lemon, Yaoi
Exibições 141
Palavras 1.610
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Fantasia, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oi, desculpa pela demora, vou tentar voltar a postar com mais frequência, quero agradecer a todos que comentaram e favoritaram a fic, e quero agradecer também as mensagens de apoio que tenho recebido, muito, muito obrigado mesmo. Espero que gostem. 😘 🍸

Capítulo 22 - Wheel-Giant


Fanfic / Fanfiction The Love Is Blind - Capítulo 22 - Wheel-Giant

P.O.V Andrew 

O Eduardo não demorou mais que cinco minutos naquele banho, cheguei a duvidar se ele estava realmente limpo, ele apareceu na sala, me surpreendi, pois ele estava muito bem arrumado e o cheiro de seu perfurme invadia toda a sala, ele sorriu pra mim, olhou para o relógio e disse:

—Ainda está aberto, vamos. - Disse ele avançando para a porta. 

—O quê? Como assim? - Perguntei. 

—Ué. Você não disse que queria conversar, então. Vamos. - Disse ele abrindo a porta e fazendo sinal pra eu sair.

Saí da casa sem entender nada, esse garoto é estranho, ou como diria o Daniel "peculiar", começamos a andar em direção a praia, eu não gostava muito da praia, pra não dizer nem um pouco, então raramente passava por ali.

—Aonde estamos indo? - Perguntei. - Estamos indo pra praia? 

—Tecnicamente sim. - Respondeu ele.

—Mas eu não gosto de praia, muita areia, e sol e água salgada, eu não gosto dessas coisas. Não dá pra gente só conversar ? Sabe, como pessoas normais? 

—Não, qual é a graça de ser normal, além disso, fica tranquilo que está anoitecendo e não vamos tocar nem na areia e nem no mar, ok?

—Ok. Mas então... 

—Só relaxa, confia em mim.

—Está bem. -Disse.

Andamos mais um pouco e chegamos na praia.

—Tá legal, chegamos, e agora? -Perguntei. 

—E agora vamos. - Respondeu ele.

—Pra onde?

—Pra lá. - Disse ele apontando para a roda-gigante que tinha ali.

Ela era muito, muito grande, não costumava sentir medo de altura, mas comecei a sentir um frio na barriga e duvidei seriamente da minha coragem. 

—Uma... Roda-gigante? - Perguntei tentando ao máximo não gaguejar. 

—Sim. Você disse que queria conversar, e vai por mim, não existe lugar melhor do que uma roda-gigante. - Respondeu ele sorrindo. 

—Tem... certeza que... 

—Você está com medo? - Perguntou ele. 

—Não, quer dizer, não sei, só estou nervoso. 

—Então vamos. - Disse ele pegando na minha mão e me puxando. 

Entramos na fila, que estranhamente estava muito pequena, depois de uns vinte minutos chegou nossa vez, me surpreendi ainda mais ao saber que a roda-gigante era gratuita, e estava vazia, que estra... Que peculiar. 

Nos sentamos nos nossos lugares, não demorou muito e a roda começou a girar, meu frio na barriga aumentou, fechei meus olhos, um vento leve bateu em meus rosto, isso significa que eu já estava lá em cima, pude ouvir o Eduardo rindo, ele me cutucou e perguntou baixo nos meus ouvidos:

—Você está com medo? 

—Um pouco. - Respondi ainda de olhos fechados. 

—Só relaxa. - Disse ele pegando na minha mão. - E abra os olhos, você não vai querer perder isso.

Abri lentamente os olhos, a vista daquele lugar era incrível, nunca tinha visto nada igual, dava pra ver a cidade toda ali de cima, todas aquelas luzes pequenas das casas, era incrível. 

—Nossa. - Disse. 

—Eu sei. - Disse ele. - Você disse que queria conversar. 

—Ah! Claro. - Disse me lembrando do sonho. - É que eu tive um sonho meio peculiar. 

—Peculiar? - Perguntou ele. -Palavra engraçada.

—É muito usada por aqui.  - Respondi sorrindo. - Então, nesse sonho o Peter tinha voltado, estávamos felizes e se beijando, mas aí apareceu um menino, ele estava olhando para gente, ele parecia confuso, o Peter não conseguia vê-lo, só eu, era muito estranho, depois o menino sumiu e eu acordei, eu nunca sonhei algo desse tipo, era como se o sonho não fosse meu. 

Parei de falar, o Eduardo pareceu surpreso ou confuso, ou os dois.

—Nossa. - Disse ele. - Isso sim foi peculiar. 

Dei uma risadinha. 

—Bom. - Continuou ele enquanto a roda-gigante se movia. - Não deve ser nada demais, é só um sonho, você só deve estar nervoso e ansioso pro retorno do Peter. 

—Duvido muito que seja só um sonho. Já aconteceu muita coisa estranha por aqui, e eu aprendi a nunca ignorar um sinal, e eu tenho certeza que esse sonho foi um sinal.

—Tá, mais um sinal do quê? - Perguntou o Eduardo. 

—Sei lá. Queria que o Daniel estivesse aqui.

—Quem é Daniel? 

—Um... Amigo meu,  ele é muito, muito peculiar, ele me ajudava, ele me dava alguns sinais.

—Entendi. 

—Eu estou com medo desse sonho, e se quiser dizer algo ruin?

—Como poderia ser algo ruin? No sonho você não estava feliz com o Peter? Então, talvez seja esse seu amigo dizendo pra você relaxar que vai ficar tudo bem. - Disse ele sorrindo e colocando a mão sobre meu ombro.

—Você acha? - Perguntei. 

—Claro, agora fica calmo e aproveite a vista.

Fiz o que ele disse e começei a prestar mais atenção naquela vista maravilhosa, eu nunca tinha visto um lugar tão bonito como aquele.

—Ei! Bem que você podia trazer o Peter pra cá, aposto que ele ia gostar. - Disse ele. 

—Também acho que ele gostaria daqui. 

A roda-gigante finalmente parou, descemos dos nossos lugares, caminhamos de volta para casa, me despedi do Eduardo e entrei em casa, estava me sentindo muito bem, fui para o banheiro, tomei banho, vesti só uma cueca e uma blusa qualquer, pulei na cama, fechei meus olhos e a última coisa que eu pensei antes de dormir foi: "Falta pouco Andrew, falta pouco pra você reencontrar o amor da sua vida." 

...

 

TRÊS SEMANAS DEPOIS

P.O.V Peter

Acordei animado, hoje é o dia, depois de um mês longe do Andrew vou finalmente revê-lo, estou muito ansioso, fui para o banheiro, tomei banho e vesti a melhor roupa que eu tinha ali, peguei minha pequena, pois a maioria das minhas coisas já estavam na casa da... Ou melhor, na minha casa, fui até o quarto dos menores, cheguei perto da cama do Gabriel e o acordei. 

—Já está na hora? - Perguntou ele sorrindo porém sonolento. - Vamos pra casa?

—Vamos. - Disse sorrindo também. - Mas só se você levantar, tipo, agora. 

Não demorou muito para ele se levantar.

—Onde está sua mala? - Perguntei. 

—Embaixo da cama. - Disse ele coçando os olhos. 

—Ok. Vai tomar banho, vou pegar suas coisas e te encontro lá na sala daqui a vinte minutos, a Car... A mãe vai chegar daqui a pouco. 

—Está bem. - Disse ele andando até o banheiro dos menores. 

Peguei sua mala, que também era pequena, fui até meu quarto e paguei minha mala, as levei até a sala e me sentei esperando o Gabriel, olhava para o relógio o tempo todo, minhas mãos tremiam de ansiedade, de repente a campainha tocou, atendi a porta, era ela.

—Oi mãe! - Disse sorrindo.

Ela deu um sorriso de orelha à orelha. 

—Você sabe que eu amo quando você fala isso.

—O quê? "Oi"? - Perguntei sorrindo. 

—Não seu bobo, quando você me chama de mãe, cadê o Gabi? 

—No banho.

—Ok, e a diretora? 

—Na sala dela, vou avisar que você chegou. - Disse indo até a sala da Srta. Amanda.

Ela estava mexendo em alguns papéis quando eu bati na porta e entrei.

—Srta. Amanda. - Disse timidamente. 

—Oi Peter! Entra! - Disse ela sorrindo. - Ela chegou? 

—Chegou. 

—Ah! Então vamos logo vocês devem estar loucos para darem o fora daqui. 

—Mais ou menos. - Na verdade eu estava louco para encontrar o Andrew. 

Chegamos na sala, o Gabriel já estava lá.

—Olá Carmen. - Disse a Srta. Amanda apertando a mão da minha mãe. 

—Oi. - Respondeu ela. - Vim buscar os meninos. 

—Claro, fico feliz por vocês três, agora os três tem uma família. - Disse ela sorrindo. - E venham me visitar qualquer dia desses está bem? Vou sentir saudades de vocês.

—Claro que sim. - Respondi. 

—Podemos ir? - Perguntou o Gabriel. 

—Podem sim. Vou acompanha vocês até o carro.

Andamos até o carro, nos despedimos da Srta Amanda, entramos no carro e partimos. 

—Então vamos pra casa ou...? - Perguntou o Gabriel. 

—Eu e você podemos tomar um sorvete. - Respondeu minha mãe. 

—E o Peter? 

—Bom, o Peter tem que encontrar uma pessoa antes, não é? 

Dei um sorriso, eu não via a hora de rever o Andrew, não demorou muito e chegamos na casa do Andrew, minha mãe parou o carro.

—Boa sorte irmão. - Disse o Gabriel. 

—Valeu. - Disse respirando fundo e saindo do carro.

—Vou te buscar daqui a uma hora ok? - Perguntou ela.

—Claro. - Respondi. 

Minha mãe saiu com o carro me deixando sozinho, me virei pra casa do Andrew, respirei fundo, estava nervoso, bati na porta, ninguém atendeu, virei a maçaneta, a porta estava aberta, entrei na casa, o pai do Andrew apareceu na sala.

—Peter? Oi! - Disse ele me abraçando. -A Carmen deixou você aqui?

—Deixou, desculpa ter entrado assim, eu bati, mas ninguém atendeu. 

—Tudo bem. O Andrew está lá em cima, aposto que ele está dormindo ainda.

—Ok. Posso subir? 

—Claro.

Não pensei duas vezes e subi as escadas, parei na porta do quarto e a abri devagar, me surpreendi com o que vi, o Andrew estava lá deitado na cama com um menino do lado, os dois estavam sem camisa, meu sangue começou a ferver, eu estava com muita raiva. 

—QUE PORRA É ESSA! - Gritei com raiva.

Andrew, e o menino que estava do lado dele, se levantaram com o susto, Andrew olhou para mim surpreso e o outro menino não fez diferente.

—Peter? - Disse o Andrew abrindo um sorriso e vindo me abraçar, logo me afastei. 

—Sai de perto de mim! - Gritei. 

Andrew ficou me olhando parecendo confuso, até que olhou para aquele menino sem camisa do lado dele.

—Eu posso explicar. -Começou ele.



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