História The Love Is Blind - Capítulo 23


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Amor, Colegial, Gay, Lemon, Yaoi
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Palavras 2.891
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Fantasia, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oi. Desculpem mesmo pela demora, aqui está mais um capítulo espero que vocês gostem.

Capítulo 23 - Trust Me, I Love You


P.O.V Andrew 

 

QUATRO HORAS ANTES... 

 

Saí do banho, vesti minha sunga, um short e uma camisa, marquei com o Eduardo e o Rafael de irmos à praia, eu ultimamente estava saindo muito de casa, eu só queria evitar pensar no fato do Peter estar longe de mim, a tia Carmen sempre me ligava dizendo como ele estava e como era as coisas no orfanato, fiquei muito feliz em saber que ele estava bem, mas também não via a hora de rever o meu namorado, calcei o chinelo e fui para casa do Eduardo, o Rafael ia encontrar a gente lá junto com a Emma, nesse último mês eu me aproximei bastante do Eduardo, ele é um cara muito legal e um ótimo amigo, sempre que fico triste em relação ao Peter é sempre o Eduardo que me ajuda, o Rafael é o meu irmão, mas ele não me entende muito bem, já o Eduardo é completamente diferente, ele me entende, até bem demais, ele entende oque sinto pelo Peter, as vezes acho que o Eduardo é gay, pois nunca tive a chance de conhecer  hétero tão sensível, só ele...

Bati na porta da casa do Eduardo, não demorou muito para ele atender, ele estava usando um short, chinelos e com a blusa pendurada em seu ombros, mostrando aquela barriga quase perfeita, pois perfeita mesmo era a barriga do Peter.

—Olá, meu caro Sr. Andrew. - Disse ele fazendo uma reverência. - O quê o senhor faz fora da sua residência em um dia tão ensolarado como este?

​​— Hahaha! Estou morrendo de rir, se você continuar com isso eu vou voltar pra casa e não vou pra esse inferno chamado de praia, entrou uma série nova na Netflix que estou louco pra ver.

—Tá, tá, tá, aff, seu senso de humor me emociona.- Disse ele sorrindo e trancando a casa. - Vamos chamar o Rafael? 

—Ele falou que vai encontrar a gente lá, ele foi buscar a Emma.

—Ata, então vamos, bem que podíamos ir na roda-gigante né? Eu amo aquela roda-gigante. 

—Eu sei. - Respondi sorrindo. - Jà fomos lá uma sete vezes.

—Ok, então não vamos.

—Não, eu gosto de lá, não vejo a hora de levar o Peter lá. 

—Quando for me chama, eu quero ver a reação dele quando sair de lá, é como se fosse um lugar mágico, as pessoas saem de lá mudadas, mais felizes. Aliás, sua tia falou quando vai poder buscar o Peter? 

—Ela disse que talvez essa semana, mas não especificou quando, estou muito ansioso. 

—Eu também, vocês falam tanto dele, eu quero muito conhecê-lo. 

—Aposto que ele ia gostar de você. 

—Você acha? - Perguntou ele sorrindo. 

—Claro.

—Que bom.

Andamos mais um pouco e chegamos na praia, nunca gostei da praia, mas ultimamente eu tenho ido com muita frequência, ou para ir na roda-gigante ou para ver o Eduardo e o Rafael surfarem, ou melhor, ver o Eduardo surfar e o Rafael cair. Começamos a procurar o Rafael e a Emma pela praia, andamos por toda a extensão dela e não vimos nada.

—Cadê eles? - Perguntou o Eduardo. - Tem certeza que ele disse que encontraria a gente aqui?

—Tenho. Ele me disse que já tinha chegado, não deveria ser tão difícil assim achar a Emma, sabe, com aquele cabelo. - Disse, Eduardo riu.

Andamos mais um pouco e não achamos eles.

—O quê será que aconteceu com eles? - Perguntei. 

—Sei lá, tenta ligar pra eles. - Disse o Eduardo.

—Ok.

Peguei meu celular e tentei discar o número do Rafael, estava quase terminando quando a luz da bateria começou a piscar, avisando que a bateria estava acabando, e poucos segundos depois ele desligou.

—Não, não, não. Droga!

—O quê aconteceu? - Perguntou o Eduardo. 

—Esqueci de carregar o telefone ontem, você trouxe o seu?

—Não, mas relaxa, eles devem estar se beijando por aí. 

—Você deve estar certo, mas e agora? Vamos fazer o que? - Perguntei. 

—Eu tenho uma idéia. - Disse ele sorrindo. 

Nem precisei pensar duas vezes para saber do que ele estava falando.

—Roda-gigante?

Ele não respondeu, só deu um sorrisinho, pegou na minha mão e me puxou em direção da roda-gigante. Chegamos na roda e nos surpreendemos, pois a fila estava maior do que esperávamos, estava lotado, oque é muito estranho, pois sempre estava vazia.

—Noss​a! O quê será que aconteceu? Está com muita gente. - Perguntei. 

—Sei lá. - Respondeu o Eduardo. - Vamos embo... Espera. Olha aquele cabelo ali! - Disse ele apontando para a roda-gigante. 

Era uma menina, não consegui ver o rosto dela, mas o cabelo era todo colorido, só podia ser a Emma, ela estava beijando um menino, que sem sombra de dúvida era o Rafael, ficamos esperando um tempo até que a roda finalmente começou a parar, de pouquinho em pouquinho as pessoas começaram a sair, depois de alguns minutos os pombinhos saíram, eles sorriram e correram até a gente.

—Andrew, Eduardo, desculpa não avisar vocês. - Começou a Emma. - É que vocês falam tanto dessa roda-gigante que eu fiquei com muita vontade de ir.

—Foi mal não ter avisado vocês, desculpa mesmo. - Disse o Rafael. - Mas a roda-gigante é muito legal. 

—Eu sei. - Disse o Eduardo sorrindo. - Agora vamos pra água!

Todos pularam e correram em direção ao mar, não entendo essa animação toda, começei a andar em direção a eles, de repente senti um frio na barriga, e uma sensação estranha, como se tivesse alguém me olhando, olhei em volta para ver se tinha realmente alguém olhando para mim, mas não vi ninguém, a sensação começou a se dissipar, voltei a andar na direção dos meus amigos, me sentei na areia e fiquei vendo eles brincando na água. Quando aquela sensação voltou, só que três vezes mais forte,  me levantei e olhei em volta, mas não tinha ninguém me olhando, começei a achar que estava ficando maluco, voltei a me sentar e fiquei pensando, quando de repente senti uma mão tocando meu ombro, me virei assustado e me deparei com um homem, ele estava sentado do meu lado, nem sei como ele apareceu alí e eu não vi, ele olhava para mim e sorria.

​—Você não gosta da praia né? Da pra ver pela sua cara. - Disse ele sorrindo. ​— Nossa! Você cresceu muito, da última vez que eu te vi você ainda era um bebêzinho.

 

​—Quem é você? Eu te conheço? Como você me conhece? Sai de perto de mim se não vou chamar a polícia! - Disse assustado enquanto me afastava dele.

—Nossa quantas perguntas. Vamos ver... Meu nome é Gabriel, não você não me conhece, mas eu conheço você, digamos que eu sou um velho amigo da sua família, e mesmo se você tentasse chamar a polícia, eles não iam conseguir me prender, então...

Fiquei assustado com a quantidade de informações, minha vontade era de sair correndo, mas minhas pernas não se mexiam. Então me lembrei do Daniel, ele também fazia essas coisas de aparecer do nada.

—O quê é você? - Perguntei já sabendo a resposta. 

—Creio que você já sabe a resposta. - Disse ele sorrindo. 

—Um anjo, como o Daniel. 

—Um anjo sim, como o Daniel não.

—Como assim?

—O Daniel é o anjo do amor, mesmo não parecendo, o trabalho dele é juntar os casais.

—Tipo um cupido? 

—Não chama ele assim! Ele odeia quando chamam ele de cupido. - Respondeu ele sorrindo. - Como eu estava dizendo, ele é um anjo do amor, eu sou apenas um guardião, eu protejo um humano, sou àquele tipo de anjo que não deveria aparacer.

—Mas você está aqui.

—Sim, porque o Daniel pediu. Quando você descobriu que ele era um anjo, ele ficou automaticamente proibido de interferir, então pediu uma ajuda minha. 

—Mas ele não podia observar?

—E ele está observando, só não pode interferir, mas mandou eu te entregar um recado. Geralmente eu não aceito fazer essas coisas, mas como eu te conheço, e você é, digamos assim, próximo do meu protegido, então aceitei te entregar o recado.

—Que recado? - Perguntei. 

—"Cuidado com ela" - Disse ele.

"Cuidado com ela"? Fiquei muito confuso, com ela quem? Quem era ela? Eu não costumo falar com muitas meninas, pra falar a verdade só falo com uma, com a Emma, e ela não é perigo nenhum, também tem a tia Carmen, mas ela só me ajudou, então eu tinha que tomar cuidado com quem? 

—Ela? Quem é ela? - Perguntei confuso. 

—Bom, isso eu não sei, o Daniel não costuma compartilhar seus segredos, sinto muito, queria poder ajudar mais. Ah! Me lembrei de uma coisa! Meu Deus quase me esqueci!

—Se esqueceu do quê? 

—O Daniel pediu pra eu fazer mais uma coisinha pra você. - Disse ele sorrindo. 

—O quê? - Perguntei curioso.

Ele não respondeu, apenas estalou os dedos, quando ele estalou, pude ouvir um leve tilintar de sinos, toda angústia e medo no meu coração pareceu ficar mais fraco e me senti muito bem, de repente o meu celular começou a tocar, tirei ele do meu bolso surpreso, como ele estava tocando se não tinha bateria? Olhei para o desenho da bateria e ela estava cheia, 100%, não sabia que anjos podiam fazer isso.

—Você que fez isso? - Perguntei chocado, mas quando voltei a olhar para ele, ele já tinha sumido. - Prazer te conhecer. 

Olhei para o celular que continuou tocando, era a tia Carmen, não pensei duas vezes e atendi.

—Alô tia, tudo bem? - Perguntei.

Tudo ótimo! Só queria te avisar que... - Disse ela fazendo um maldito suspense.

—Fala logo! - Disse. 

Vou buscar o Peter hoje! - Disse ela rindo no telefone. 

Meu coração se encheu de alegria, meus olhos começaram a lacrimejar, logo os limpei, pois não aguentava mais chorar.

—O quê?! Sério?! - Disse me levantando com um pulo. - Vou pra casa agora! 

Não, não, não, relaxa,só vou buscá-lo à noite.

—Ok então! Muito obrigado tia, muito, muito obrigado. - Disse segurando ainda mais o choro.

Ok, tenho que desligar, até mais. - Disse ela.

—Tchau. - Disse desligando o telefone. 

Eu não queria chorar, mas não resistir, chorei muito, mas esse choro foi o melhor choro do mundo, era choro de alegria, estava tão feliz que poderia sair pulando, e foi isso que eu fiz, começei a pular no meio da praia, estava tão feliz que estava simplesmente cagando se estava passando vergonha ou não, eu vou encontrar o amor da minha vida, nada poderia me deixar mais feliz.

—O​ quê está acontecendo Andrew? - Perguntou o Eduardo atrás de mim, levei um susto. 

—Você está bem? - Perguntou o Rafael. 

—É alguma notícia do Peter? - Perguntou Emma.

Fiz que sim com a cabeça, não resisti e voltei a chorar.

—Ele está voltando gente​, está voltando hoje! Meu namorado está voltando hoje! O amor da minha vida vai voltar hoje! - Disse gritando para o alto, para todo mundo ouvir.

—O quê? - Perguntou a Emma começando a pular de felicidade. - Ele vai voltar! Meu amigo vai voltar! 

—Cara que bom! - Disse o Rafael me abraçando. 

Todos fizeram o mesmo e abraçaram, limpei minhas lágrimas.

—Gente! Estou tão feliz, mas tão feliz, que poderia até... - Disse pensando no que poderia fazer. 

—Poderia o quê? - Perguntou o Eduardo. 

Nem pensei direito no que fazer, só larguei o celular no chão e corri em direção ao mar, de blusa e tudo, não queria saber de mais nada, todos ficaram surpresos, mas logo depois riram e me seguiram.

Passamos umas duas horas nadando e brincando na água, não sei da onde eu tirei energia para fazer isso, só sei que finalmente cansei, e isso estava claro na minha cara, mas eu não era o único, todos estavam na mesma situação que eu.

—Gente, eu estou morto. - Disse o Eduardo. 

—Eu também. - Disse. 

—Estou morrendo de fome. - Disse a Emma. - Rafa vamos embora? 

—Vamos. - Respondeu ele.

Saimos do mar, pegamos nossas coisas e fomos andando até nossas casas, me despedi dos meninos e da Emma, entrei em casa completamente exausto, não aguentava mais ficar em pé, estava indo para o meu quarto quando a campainha tocou, andei até a porta, ou melhor, me arrastei até a porta, era o Eduardo. 

—Oi, o quê você está fazendo aqui? -Perguntei curioso.

—O gênio perdeu a chave de casa. - Disse ele com uma cara pior que a minha. - Vou ter que esperar meu pai chegar, posso esperar aqui?

—Claro, pode entrar, vamos pro meu... - Me interrompi para dar aquele bocejo gostoso. - Quarto. 

Ele entrou, subimos as escadas, parecia que ela não tinha fim, entramos no meu quarto, nem pensei em tomar banho ou em nada parecido, só deitei na cama, o Eduardo ficou em pé olhando em volta. 

—Cara, sei que você está tão cansado quanto eu, pode deitar. - Disse batendo na cama e fechando os olhos. 

—Sério? - Perguntou ele tímido. 

—Uhum. - Disse quase dormindo. 

Senti ele deitar no meu lado, não consegui pensar em nada, apenas dormi. 

...

 

—QUE PORRA É ESSA! 

Ouvi alguém gritar, levantei com o susto, me surpreendi quando vi quem estava gritando, era o Peter, o meu Peter, o meu namorado Peter, fiquei muito feliz.

—Peter?! - Disse sorrindo.

Andei até ele para abraçá-lo, uma coisa que queria fazer a muito tempo, porém quando cheguei perto ele se afastou.

—Sai de perto de mim! - Gritou ele.

Olhei para ele confuso, por que ele estava falando comigo daquele jeito? O quê eu fiz? Estava realmente confuso, até que olhei para o Eduardo do meu lado tão assustado e confuso quanto eu, foi aí que me toquei que estávamos sem camisa e dormindo na mesma cama, se eu tivesse encontrado o Peter dormindo com outro menino na mesma cama e sem camisa com certeza eu iria pirar.

—Eu posso explicar. - Disse sorrindo. 

—E quem disse que eu quero ouvir?! - Gritou ele. - Não acredito que você fez isso comigo, estou esse tempo todo morrendo de saudades, e quando eu volto você já está se esfregando com outro?! Que tipo de namorado é você?! -

—Oi? Se esfregando? - Perguntou o Eduardo. - Ei cara relaxa tá, eu e o Andrew somos só amigos.

—Uhum, tá, eu vou fingir que acredito. - Disse ele saindo do quarto. 

Corri até ele e o puxei pelo braço, ele se debateu pedindo para soltá-lo, mas não dei ouvidos.

—Me solta! Acabou tudo entre a gente! - Gritava ele.

—Peter! - Gritei com raiva. - Olha pra mim, olha no fundo dos meus olhos, você realmente acha que eu iria trair você? Confia em mim, eu te amo, eu nunca faria isso com você. 

—Mas... 

—Mas nada, o Eduardo é só meu amigo, e ele tem me ajudado bastante, se não fosse ele eu já teria entrado em depressão, eu estava muito mal, estava muito triste, estava me sentindo vazio por dentro, e o Eduardo ficava me falando o tempo todo que você estava bem e que você ia voltar logo, se não fosse por isso eu nem teria saído desse meu quarto. Ele é só meu amigo. É você quem eu amo.

—Além disso eu sou hétero. - Disse o Eduardo, olhei para ele com raiva. - Já entendi, vou pra casa, meu pai já deve ter chegado. - Disse saindo do quarto. 

—Se ele realmente é só seu amigo,  por quê vocês estavam deitados juntos? - Perguntou o Peter.

—Nesse último mês, ele e o Rafael ficam me levando aos lugares, para eu não me trancar no quarto de novo, hoje fomos a praia, eu não estava muito animado, mas recebi a ligação da tia Carmen avisando que ia buscar você hoje, fiquei muito feliz, nunca tinha ficado tão feliz em toda minha vida, fiquei tão feliz que corri pro mar, então começamos a nadar e essas coisas, voltei pra casa exausto, o Eduardo perdeu a chave da casa dele e pediu pra esperar o pai dele aqui, como estávamos cansados deitamos na cama e dormimos, só isso, nada mais.

Peter ficou vermelho, olhou para baixo se sentindo envergonhado.

—Des... Desculpa. Eu não queria dar esse ataque, mas ver você com outra pessoa doeu muito. - Ele começou a chorar. - Você deve estar me achando um idiota né? 

—Nunca te acharia isso, além do mais eu te entendo, se eu visse a mesma cena também ficaria com ciúmes. - Disse sorrindo. 

—Você me perdoa? - Perguntou ele me olhando nos olhos, como eu estava com saudades daqueles olhos.

—Com duas condições. - Disse sorrindo maliciosamente. 

—Que condições? - Perguntou ele confuso.

Não respondi, apenas sorri e o puxei para um beijo, fazia um mês que não beijava aquela boca, estava morrendo de saudades dele, o nosso beijo foi intenso, carinhoso e quente, o melhor beijo que já dei em alguém, nos afastamos para recuperar o ar, Peter olhou pra mim sorrindo.

—Você não faz idéia de como eu estava com vontade de fazer isso. - Disse ele.

—Faço, faço sim. - Disse sorrindo. - Bom, a primeira condição já foi.

—Qual é outra condição? - Perguntou ele curioso. 

—Bom, é que faz um tempo que eu quero experimentar uma coisinha. - Disse sorrindo. 

—Que coisinha? 

 



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