História The Love Is Unfair - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Hetalia: Axis Powers
Personagens América (Estados Unidos da América), Inglaterra
Tags Alfred F Jones, Arthur Kirkland, Omegaverse, Usuk
Exibições 63
Palavras 1.636
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Bom, essa é minha primeira fanfic, espero que vocês gostem, então deixem algum comentário (eu sei que é difícil, tanto que comento poucas vezes), mas um comentário ajudaria muito eu continuar a escrever.
Eu escolhi omegaverse por não ter lido nenhuma em PT no fandom de Hetalia, então acabo lendo muitas em inglês mesmo. E escolhi USUK porque é meu OTP mesmo.
Nesse cap eles ainda estão crianças, por volta de uns 9/10 anos
Nos vemos nas notas finais~

Capítulo 1 - Prólogo


Arthur não imaginava o quanto uma classificação seguida por um símbolo mudaria sua vida. E ele odiava essa hierarquia entre Alfas, Betas e Ômegas. Achava isto uma bobagem, e por conta de todo esse sistema sentiu-se prejudicado.

Os Alfas eram os dominantes, o topo da hierarquia. Tanto Ômegas quanto Betas deviam ser submissos a eles.

Os Betas são como subordinados aos Alfas e são bem independentes.

 E por último, os Ômegas, a classe mais baixa da hierarquia e são, geralmente, submisso às demais classes. Eles são férteis em determinado período, podendo, então, engravidar.

Por sorte, ou nem tanta, segundo Arthur, ele era um Ômega, e as mudanças já começavam dentro de casa. Seus irmãos, que são Alfas, não deixavam o pequeno Arthur brincar com eles. Com isso, acaba ficando ou no seu quarto ou vendo sua mãe cozinhar ou ia para fora de casa e subia em uma árvore para fugir das brincadeiras maldosas de seus irmãos.

Arthur era apenas uma criança quando conheceu Alfred. Em um desses dias que estava fugindo de seus irmãos, acabou ficando por muito mais tempo na árvore, não era bem um esconderijo, mas ele se sentia bem ali. Alfred que passava por ali, coincidentemente, ficou observando o garoto, isso despertou sua curiosidade e resolveu tentar uma conversa com o menino.

Alfred foi se aproximando com cuidado para não assustar o garoto e foi percebendo como o desconhecido exalava um cheiro adocicado, conseguia sentir bem fortemente por ser um Alfa, o que significa que tem o olfato mais apurado.

- Eu estou te vendo ai. – o Arthur disse e Alfred se assustou um pouco por conta de seu nervosismo.

- Hey! Eu sou Alfred, qual o seu nome? – Alfred parecia ter esquecido uma parcela de seu nervosismo, e voltou ao seu jeito animado.

- Vá embora.

- Ahh por quê? Queria ser seu amigo, até te chamaria para brincar comigo... – Arthur não estava virado para si e isso deixou Alfred mais curioso.

Arthur foi pego de surpreso com a fala do outro. Logo virou para ele, se revelando. Reparou bem na sua aparência. Nunca tinha visto olhos azuis tão vivazes como os do garoto, o cabelo tinha cor de um loiro caramelado com um fio rebelde. Arthur não foi o único a reparar, Alfred ficou admirado com os olhos verdes, ainda mais com suas sobrancelhas estranhamente adoráveis, cabelos loiros claros rebeldes.

- Eu já te disse meu nome, me fale o seu também!

- M-Meu nome é Arthur, mas agora me ajude a descer daqui. – Alfred tratou logo de ajudar.

Quando os dois estavam de frente um pro outro, Arthur percebeu o erro, Alfred era um Alfa. Seus pais sempre lhe disseram para tomar cuidado com eles, geralmente eles eram um tanto valentões. Alfred percebeu a mudança de cheiro e já começou a se explicar.

- Ahn... C-Calma! Sim, você percebeu que eu sou um Alfa, mas eu não vou fazer nada! – Arthur nunca admitira por conta de seu orgulho, mas depois de todos os conselhos que sua mãe lhe dava sobre Alfas estava com um pouco de receio, mas a afirmação de Alfred o acalmou, o garoto não parecia estar mentindo. Mesmo com a confiança que o outro exalava, o clima ficou um pouco tenso. Alfred sabia lidar com outros Ômegas, até porque o seu irmão Matthew era um, mas a situação estava um pouco difícil para começar um assunto. Mesmo assim, Alfred não hesitou.

- Arthur, por que você estava naquele lugar? – Perguntou, se sentando e encostando as costas no tronco da árvore, convidando o outro para fazer o mesmo.

- B-Bem, eu estava fugindo dos meus irmãos, que por acaso são Alfas. – O de olhos verdes estava um tanto embaraçado contando isso para alguém que acabou de conhecer.

- Alfas podem ser idiotas às vezes. – disse com um sorriso, estava tentando confortar o outro, e parecia que tinha funcionado, Arthur meneou com a cabeça e deixou escapar um riso. A conversa continuou, uma amizade se formava ali.

Nos dias que se seguiam, sempre se encontravam e brincavam e conversavam. Os pais de Arthur não gostaram de uma amizade com um Alfa, mas não interferiram porque seria saudável ele ter algum amigo. Alfred descobriu que Arthur veio para os Estados Unidos com sua família, mas isso era temporário, logo ele voltaria para a Inglaterra. Lógico que o loirinho não queria deixar Alfred, que foi um de seus primeiros amigos, mas não admitiria isso, desde pequeno e já tinha um orgulho exacerbado. Secretamente, Alfred sabia disso.

Estava chegando o dia de o inglês voltar e Alfred começou a tentar a ficar com Arthur na maior parte do tempo. As mães de ambos acabaram se tornando amigas, então era uma rotina de um ir à casa do outro enquanto suas mães conversam. Consequentemente, Arthur acabou conhecendo Matthew. Ele tinha uma personalidade bastante agradável, era calmo e bastante educado segundo o loirinho, era completamente o oposto do de olhos azuis. O americano achou bom para Arthur ter um amigo Ômega, sabia que ele não iria lhe contar tudo por ser um Alfa, então imaginou que um do mesmo “tipo” dele seria de bom grado.

Mesmo com apenas duas semanas se encontrando, eles já eram melhores amigos. Infelizmente, para ambos os lados, as férias acabariam e as aulas recomeçariam, ou seja, Arthur teria que voltar à Inglaterra.

No fim do penúltimo dia da estadia do Ômega nos Estados Unidos, Arthur estava um pouco triste por ter que deixar os seus únicos amigos, principalmente o loiro dos olhos azuis, mas ele sabia que o que só podia fazer era aceitar.

Foi para o seu quarto se preparar para ir dormir. Os seus irmãos dormiam no quarto ao lado e era comum ouvir muitos barulhos vindos de lá. Tentou pensar positivo como “Quem sabe logo eu volte para cá”, e afastou os pensamentos ruins, mas era difícil para ele. Logo ele, o garoto estava inseguro.

Em seu quarto havia uma escrivaninha de frente para a janela, onde dava para ver uma árvore. Ah... mas não era só uma árvore. Foi onde tudo começou. Distraído, deitou a cabeça sob a escrivaninha, aquilo tudo faria tanta falta, mesmo estando pouco tempo no lugar. De repente, ouviu barulhos de algo sendo jogado contra sua janela, curioso decidiu olhar. E lá estava Alfred. Arthur abriu a janela e o lhe mirou um olhar reprovador.

- Alfred! O que você está fazendo? Já está tarde. – o britânico falou em uma altura para o garoto ouvir, mas não o suficiente para seus irmãos.

- Artie! Espere um pouquinho... Vou subir ai! – Já estava se preparando para subir na árvore a fim de chegar ao quarto de Arthur.

- Você o que?! E meu nome é Arthur! – Ele estava desacreditado, realmente o Alfa era imprevisível. O inglês ajudou o garoto a pular da árvore para a janela de seu quarto, mesmo achando aquela ideia maluca. Assim que o americano pôs os pés no quarto, ele não pensou duas vezes e abraçou Arthur.

- A-Alfred v-você não pode ficar aqui... – O loirinho foi pego de surpresa, mas aceitou o abraço.

- Artie... eu não quero que você vá embora.

- Eu também não quero... – Sentiu o garoto apertar o abraço e enterrar a cabeça no seu pescoço, o que fez com que o britânico separasse o abraço imediatamente, deixando um americano o encarando confuso.

- O que foi isso Arthur?

- Pelo visto você é idiota o suficiente para esquecer-se da marca... Você tem a marca de Alfa no seu pescoço, assim como eu tenho uma de Ômega e-

- Tá, e o que isso tem a ver? – O de olhos azuis não estava entendendo.

-Hey! Não me interrompe! Como eu ia dizendo, os Ômegas têm uma sensibilidade maior e você sabe... – Era um tanto vergonhoso ter que explicar isso para alguém, principalmente para um Alfa.

- Ah sim, entendi. – Alfred também estava um pouco embaraçado, mas se explicou – É porque você tava exalando um cheiro tão bom...

- Não é verdade! – Arthur estava cada vez mais embaraçado, o que gerou um divertimento para o americano.

- Claro, claro. – O outro apenas concordou, evitando alguma discussão e começando a reparar no quarto de Arthur. – Uau Artie, seu quarto é tão quente... – “E fofo” completou mentalmente.

O quarto de Arthur tinha uma cama maior com vários travesseiros e cobertores, além disso, parecia ter um aquecedor, Alfred realmente não entendia o por quê dessa necessidade de calor.

- Claro que é, idiota. Sou um Ômega. – O de olhos verdes disse como se fosse óbvio, mas o outro ainda não estava entendendo. – Olha... Como posso te explicar? Ômegas gostam de calor, e bem, eu não sei muito bem, mas parece que faz com que eles se lembrem do calor de um parceiro, mas não tão eficaz quanto o próprio. – Alfred parecia ter entendido agora, já que soltou um “Ah”, logo outros assuntos vieram à tona.

Por um momento eles se esqueceram do fato de Arthur estar indo embora, e começaram a conversar sobre assuntos triviais, ambos tentando se distrair do que iria acontecer no próximo dia. Ficariam assim até o loirinho lembrar-se que Alfred não deveria estar ali, principalmente a essa hora, mas pareceu que o americano tinha lido sua mente.

- Arthur, eu acho que eu já devo ir... Amanhã eu vou vir me despedir.

- Okay... Boa noite Alfred.

Quando o outro já estava descendo da árvore, Arthur suspirou, sabendo que provavelmente eles não se veriam mais.

Quando amanheceu, o de orbes azuis saiu com pressa de sua casa, indo em direção à casa do britânico. Queria se despedir dele apropriadamente, queria vê-lo. A decepção de Alfred não foi maior quando ele chegou lá, eles já tinham ido embora. A placa de “Aluga-se” já fazia presença ali. Por que Arthur faria uma coisa dessas?


Notas Finais


Será que alguém chegou aqui?
Se chegou, espero ter gostado mesmo. Eu hesito muito em postar algo que eu escrevo, portanto essa é a primeira que eu posto.
Comentários serão muuuito apreciados
Talvez eu não atualize regularmente por questão da escola (ugh), mas vou fazer o possível para sempre quando der escrever! E qualquer dúvida, é só falar que eu respondo.

Até o próximo cap~


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