História The Lover - Capítulo 1


Escrita por: ~

Exibições 526
Palavras 2.213
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: FemmeSlash, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Slash, Yuri
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Halloo!
Então essa é a primeira vez que faço algo desse tipo. Essa fic é uma adaptação do livro O Amante, ou seja, falas, locais, personagens e etc, serão mudados para se encaixarem com a realidade dessa fic; No entanto o enredo continua o mesmo.
E sim é Lauren G!P
Notas finais tem um link pra vocês poderem deleitar seus olhos com O Jardim Do Éden.
Espero que gostem.

Capítulo 1 - Capitulo 1


Fanfic / Fanfiction The Lover - Capítulo 1 - Capitulo 1

Reviro as pilhas e pilhas de parafernália espalhada pelo chão do meu quarto. Vou me atrasar.

– Ally! – grito loucamente.

Onde estão? Corro para o topo da escada e quase me penduro no corrimão.

– Ally!

Ouço o som familiar da colher de pau batendo na borda de uma tigela de cerâmica, e Ally aparece na beira da escada, no andar de baixo, os cabelos presos no alto da cabeça em coque mal feito. Ela olha para mim com a expressão cansada. É uma expressão com a qual me acostumei ultimamente.

– As chaves! Viu as chaves do meu carro? – bufo para ela.

– Estão na mesa sob o espelho, onde você as deixou ontem à noite. – Ela revira os olhos, saindo e levando a massa do bolo de volta para seu ateliê.

Saio correndo desvairada e encontro as chaves do carro debaixo de uma pilha de revistas femininas.

– Estavam se escondendo de novo – digo para mim mesma, pegando meus sapatos de salto e meu laptop. Desço do apartamento que fica sobre o ateliê de Ally e a encontro despejando massa de bolo em várias formas.

– Você precisa arrumar seu quarto, Camila. Está uma bagunça – ela reclama.

Sim, minhas habilidades de organização pessoal são chocantes, especialmente porque sou designer de interiores da Kordei Designs e passo o dia todo coordenando e organizando. Pego meu telefone da mesa e enfio o dedo na massa do bolo de Ally.

– Não posso ser brilhante em tudo.

– Saia daqui! – ela bate na minha mão com a colher. – Por que precisa do carro, afinal? – pergunta, inclinando-se para alisar a massa, concentrada, com a língua para fora.

– Tenho uma primeira reunião em Miami Beach – um hotel beira mar.

Calço meus sapatos rosa bebe e me olho no espelho da parede.

– Achei que só trabalhasse no centro da cidade – ela diz, atrás de mim.

Agito meus longos cabelos castanhos por alguns segundos, jogando-os de um lado para o outro, para deixa – lós volumosos. Meus olhos castanhos parecem cansados e sem o brilho como sempre – resultado, sem dúvida, dos meus excessos. Eu me mudei para a casa de Ally um mês atrás, depois de terminar com Shawn. Estamos nos comportando como universitárias. Meu fígado anda implorando por um descanso.

– Mas é verdade. O Litoral é território da Normani. Não sei como me enfiei nessa. – Corro o pincel do gloss pela boca e junto os lábios para espalhar o produto. Beijo Ally na bochecha.

– Vai ser doloroso. Já estou vendo tudo. Amo você!

– Idem. Até mais tarde – Ally ri sem levantar o rosto de seu trabalho.

 

 

Apesar do atraso, dirijo meu Cruze Hatch com o cuidado que me é comum até meu escritório na Palm Avenue e lembro por que o deixo na garagem todos os dias enquanto passo dez minutos rodando para encontrar uma vaga para estacionar.

Entro esbaforida no escritório e olho para o relógio. Oito e quarenta. Tudo bem, estou dez minutos atrasada, é melhor do que eu pensava. Passo pelas mesas vazias de Harry e Lucy a caminho da minha, espiando Normani em sua sala, enquanto sento em minha cadeira. Tirando o laptop da bolsa, noto que um pacote foi deixado para mim.

– Bom dia, cubaninha. – a voz suave de Normani me cumprimenta enquanto ela senta na beira da minha mesa. – O que você tem aí?

– Bom dia. São as novas amostras de tecido da Gillies’s. Gostou? – Acaricio o material luxuoso.

– Maravilhoso – ela finge interesse. – Não deixe Leigh Anne ver. Já liquidei quase todos os meus bens para patrocinar os novos estofamentos lá de casa.

– Ah. – Lanço um olhar de compaixão. – Onde estão todos?

– Lucy tirou o dia de folga, e Harry está tendo um pesadelo com ambas as sras. Edwards-Thirlwall. Somos só eu, você e Sel hoje, flor.

– Tenho uma reunião ao meio-dia no Éden – eu a lembro. Ela não pode ter esquecido. – Tem certeza de que eu sou a pessoa que você quer nessa Mani?

Trabalho na Kordei Designs há quatro anos, e ficou claro que fui empregada para expandir os negócios para o setor moderno. Com apartamentos de luxo pipocando por toda Miami, Mani e Harry, com sua especialidade em design tradicional, estavam perdendo terreno. Quando a coisa deslanchou, e o trabalho começou a ficar pesado demais para mim, contrataram Lucy.

– Pediram você, gata. – Ela fica de pé, e minha mesa range em protesto. Normani a ignora, mas eu me encolho. Então, pediram por mim. Por quê? Meu portfólio não tem nada que reflita design tradicional, nada mesmo. Não posso evitar pensar que será uma completa perda do meu tempo. Quem deveria ir é Mani ou Harry.

– Ah, o lançamento do Glams. A incorporadora está investindo tudo, fazendo a festa na cobertura. Você fez um trabalho incrível, Mila. – Normani balança a cabeça positivamente e levanta as sobrancelhas.

Eu coro.

– Obrigada.

Tenho muito orgulho de mim mesma e do meu trabalho no Glams, a maior conquista da minha curta carreira. Situado em North Bay Village e com preços a partir de 3 milhões por um apartamento básico e 10 milhões pela cobertura, estamos falando da classe AAA. A descrição do design é o que o nome sugere: glamour, luxo. Eu trouxe todo o material, os móveis e a arte de diversas partes dos EUA e passei uma semana lá organizando o cronograma de envio. A festa de lançamento será na próxima sexta-feira, mas sei que já venderam a cobertura – já que foi feita sob encomenda -  e seis outros apartamentos, então a festa é mais para a incorporadora se exibir.

– Liberei minha agenda para fazer a checagem final assim que os faxineiros saírem de lá. – Viro as páginas da minha agenda até sexta-feira e rabisco a página toda novamente.

– Boa menina. Pedi a Lucy para estar lá às cinco. É o primeiro lançamento dela, então você vai precisar dar algumas instruções. Chego às sete com Harry.

– Claro.

Mani volta para seu escritório, e abro meus e-mails, passando os olhos para apagar ou responder o que for necessário.

 

Às onze horas guardo meu laptop e enfio a cabeça para dentro do escritório de Normani. Ela está concentrada em algo em seu computador.

– Estou saindo – digo, mas ela apenas acena com a mão no ar, ciente.

Atravesso o escritório e vejo Selena brigando com a copiadora.

– Até mais tarde, Sel.

– Tchau, Mila – ela responde, mas está ocupada demais tirando o papel preso para virar o rosto para mim. A garota é uma calamidade.

Saio para o dia ensolarado e vou até o meu carro. O tráfego da metade da manhã de sexta-feira é um pesadelo, mas, assim que saio da cidade, o percurso é uma linha reta e deslancha. Baixo as janelas, e Fifth Harmony me faz companhia na rádio. Uma voltinha de carro pelo litoral é uma ótima maneira de terminar minha semana de trabalho.

Saio da estrada principal para uma menor, onde vou parar diante dos maiores portões que já vi. Uma placa dourada em um pilar declara: Jardim do Éden

Caramba! Tiro meus óculos de sol, olhando através dos portões e ao longo do caminho de pedras cercado de árvores que parecia percorrer quilômetros, com imagens de um Senhor do Éden metido fumando charuto me vindo à mente imediatamente. Desço do carro e vou em direção aos portões, buscando um interfone.

– Está atrás de você. – Quase pulo de susto quando uma voz surge do nada, cortando o ar silencioso do campo.

Olho em volta.

– Olá?

– Aqui.

Viro e vejo o interfone mais à frente. Eu havia passado por ele sem vê-lo. Dou uma corridinha até o aparelho e aperto o botão para me anunciar.

– Camila Cabello, da Kordei Designs.

– Eu sei.

Olho em volta e vejo uma câmera instalada no portão.

– Bem, vai me deixar entrar? – pergunto, no momento em que um som de metal se movendo interrompe a paz campestre em torno de mim. Os portões começam a se abrir. – Me dê um instante – resmungo enquanto corro de volta para o carro. Pulo para dentro do Cruze e acelero enquanto os portões se abrem, o tempo todo pensando em como vou fazer para tirar a taça de vinho do Porto e o charuto que certamente estão enfiados no rabo desse miserável.

A cada minuto estou menos entusiasmada com essa reunião. Gente chique do litoral e seus hotéis chiques do litoral não fazem parte da minha especialidade.

Quando os portões se abrem totalmente, passo por eles e, depois de mais ou menos meio quilômetro, chego a um jardim perfeitamente redondo. Tiro meus óculos de sol e olho boquiaberta para a mansão gigante. É luxuria em sua mais pura forma.

A minha frente tinha dois caminhos. Um imagino que de na garagem e o outro dá acesso a entrada do hotel. Imensos colunas de mármore branco no estilo grego formam a estrutura do local, uma fonte no centro do  pequeno jardim, jorrando jatos de água. É tudo muito imponente.

Desligo o motor e me atrapalho com a maçaneta na hora de sair do carro. De pé e me apoiando na parte de cima da porta, olho para o magnífico edifício e imediatamente penso que só pode ser um erro. O lugar está em ótimas condições.

A julgar pelo exterior, não consigo imaginar que trabalho possa ser necessário no ambiente interno. Olho para cima, na direção das dúzias de portas balcão. Fico tentada a ligar para Normani e verificar se estou no endereço certo, mas estava escrito Jardim do Éden nos portões, e o grosseiro miserável do outro lado do interfone está obviamente esperando por mim.

Enquanto planejo meu próximo movimento, uma mulher alta, loira e com cara seria aparece do caminho a esquerda -  onde imagino ser a entrada do hotel. Ela caminha para mim, e eu me encolho ao vê-la, recuando ligeiramente. Ela usa terno preto – feito sob medida, certamente, porque aquilo não é tamanho normal –, camisa preta e gravata preta. Sua pele é bronzeada, e óculos escuros cobrem seus olhos.

Se eu pudesse criar uma imagem mental de quem eu esperava que me conduzisse por aquelas portas, ela com certeza não seria quem eu imaginaria.

A mulher é uma montanha, e sua presença grita “segurança”. De repente fico preocupada se entrei em um centro de controle da máfia e tento me lembrar se coloquei o alarme de pânico na minha bolsa nova.

– Srta. Cabello? – sua voz se arrasta.

Murcho sob sua presença imponente, levantando a mão em um aceno nervoso.

– Olá – sussurro.

– Por aqui – ela fala com a voz grave, com um meneio breve de cabeça e virando-se para retornar para dentro do hotel.

Considero sair correndo, mas meu lado ousado e amante do perigo está curioso sobre o que há por trás dessas portas. Pego minha bolsa, fecho a porta do carro e subo os degraus, cruzando a soleira para um enorme hall de entrada. Passo os olhos pela vasta área e fico imediatamente impressionada.

A decoração é luxuosa. O prédio do hotel em si era bastante imponente e lembrava bastante os hotéis do litoral da Grecia. É exatamente como eu esperava e nem de longe meu estilo de design. Mas pensando bem, olhando em volta, a razão para qualquer designer de interiores estar aqui é a cada minuto mais confusa. Mani disse que fui requisitada pessoalmente, então tendo a pensar que querem modernizar, mas isso teria sido antes de eu dar uma olhada no lugar. A decoração combina com a estrutura arquitetônica. Está em perfeitas condições. Por que diabos estou aqui?

A muralha humana – foi como passei a chama-la - desaparece pela direita, me obrigando a segui-la, os saltos dos meus sapatos ressoando no piso envernizado, enquanto ela me conduz para os fundos do hotel.

Ouço um burburinho de conversa e olho para a minha direita, notando muitas pessoas sentadas em várias mesas, comendo, bebendo e conversando.

Garçons servem comida e bebida e a inconfundível voz do Sam Smith soa ao fundo. Faço uma careta, mas depois entendo. É um hotel – um hotel chique do litoral.

Tudo começa a fazer sentido para mim. Quero dizer algo a mulher gigantesco que me leva sabe lá Deus aonde, mas ela não olha para trás uma só vez para verificar se o estou seguindo. Ainda que o barulho dos meus saltos deva confirmar que estou. Ela não fala muito, e suspeito que não me responderia se eu falasse.

Seguimos em frente e passamos por mais duas portas fechadas, antes que ela me leve a uma sala de verão – um espaço descomunal, cheio de luz e impressionantemente exuberante, dividido em ambientes individuais com sofás, poltronas e mesas. É realmente imponente, e tenho um sobressalto quando avisto uma estrutura de vidro que abriga uma piscina. É incrível, e eu estremeço só de pensar em quanto deve custar a diária. Isso Deve ser cinco estrelas – talvez mais.

Assim que chegamos à sala de verão, sou conduzida por um corredor até a Muralha parar ao lado de uma porta de madeira.

– O escritório da sra. Jauregui– ela retumba, batendo à porta, de maneira surpreendentemente gentil para seu tamanho de mamute.

Senhora?! – penso comigo mesma

– A gerente? – pergunto.

– A proprietária – ela responde, abrindo a porta e dando passos largos. -  Entre.

Eu hesito à soleira, observando a mulher entrar na minha frente.

Acabo forçando meus pés a agir, entrar no recinto, enquanto olho para as dependências igualmente luxuosas do escritório do sra. Jauregui.


Notas Finais


Não se esqueçam de comentar por favorzinho!

Link para conhecer o Jardim do Éden: https://spiritfanfics.com/perfil/hookedonreading/jornal/o-jardim-do-eden-6771246


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