História The Lover - Part I - Capítulo 22


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Elizabeth Gillies, Halsey, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Ally Brooke, Camila Cabello, Camren, Dinah Jane, Elizabeth Gillies, Fifth Hrmony, Lauren Jauregui, Lucy Vives, Normani Kordei, Vero Iglesias
Exibições 646
Palavras 2.956
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: FemmeSlash, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Slash, Yuri
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Ola amores!
Como voces estão?
Daqui a pouco volto com o 2 cap de hoje, ok.

Capítulo 22 - Capitulo 22


No dia seguinte, chego ao hotel Royal Park ao meio-dia e quinze, pronta para minha reunião com Joseph Morgan. Sou levada para uma área pequena, com sofás confortáveis, quadros em profusão pelas paredes e uma lareira entalhada que domina o espaço. É um luxo. Alguém me oferece um chá, que recuso pedindo água – está muito quente hoje, e meu vestido preto justo está grudando em mim – e, vinte minutos depois, o sr. Morgan entra, impecável. Ele é mesmo muito bonito. Abre um sorriso para mim, revelando dentes brancos perfeitos. O que há comigo e pessoas mais velhas nesse momento? Faço um esforço para afastar meus pensamentos teimosos.

– Camila, por favor, aceite minhas desculpas. Detesto deixar uma dama esperando – seu leve sotaque dinamarquês é pouco perceptível, mas muito sexy.

Eu me levanto quando ele se aproxima, estendo a mão para ele e sorrio.

Ele pega minha mão, mas me surpreende quando se inclina e beija meu rosto. Está bem, isso é um pouco inapropriado, mas vou deixar passar. Talvez seja um costume dinamarquês.

– Sr. Morgan, não tem problema. Cheguei não faz tanto tempo assim – explico.

– Camila, é nosso segundo projeto juntos. Sei que tratou com meu sócio no Glams, mas estarei mais envolvido no The Life Building, então, por favor, me chame de Joseph. Detesto formalidade. – Ele se senta na cadeira de frente para mim, cruzando as longas pernas. – Pois bem, estou ansioso para ver alguns desenhos com você em breve.

– Sim, mal posso esperar para começar a dar vazão a algumas ideias.

– Eu também – ele ri. – Foi muito rude da minha parte pedir que você viesse aqui tão em cima da hora, mas volto para a Dinamarca na sexta-feira. Tenho o seu e-mail. Vou mandar as especificações. Você fez um trabalho tão bom no Glams. A pressão realmente diminui quando você trabalha com profissionais – ele sorri.

Ele não vai me passar as especificações agora? É para isso que estou aqui, não é?

– Podemos falar um pouco sobre isso agora – incentivo, agitando meu bloco de notas.

Ele fica sentado por um tempo, me observando em silêncio antes de se inclinar para a frente.

– Camila, espero que não pense que estou sendo ousado, mas veja… Bem, como posso dizer? – ele tamborila os dedos no queixo. Fico preocupada. – Preciso admitir que trouxe você aqui sob um falso pretexto – ele ri nervosamente, agitado.

– Ah, é? Como assim? – pergunto, forçando uma risada constrangida.

– Eu gostaria de convidá-la para jantar. – Ele me olha com expectativa, e tenho certeza de que meu rosto deve demonstrar meu completo horror. Estou pegando fogo. – Amanhã à noite, se for conveniente para você, claro – ele acrescenta.

Merda! O que eu digo? Se disser não, ele pode retirar a oferta de trabalho com a Kordei, e Normani ficará a ver navios.

– Sr. Morgan…

– Joseph, por favor – ele me interrompe, com um sorriso.

– Joseph, acho que misturar negócios com prazer não é uma boa ideia. É como uma regra para mim. Estou muito lisonjeada – rio de minha própria audácia.

Desde quando isso tem sido um problema ultimamente? E por que eu disse prazer? Presumi e sugeri que seria prazeroso jantar com ele. Pode não ser, e pode muito bem ser. Oh, meu Deus! Mentalmente me atiro naquela adorável lareira.

– Ah, é uma pena, Camila. – ele suspira.

– É mesmo – concordo, voltando a querer me lançar na lareira, diante de seu olhar surpreso.

Ele se inclina para a frente.

– Admiro o seu profissionalismo.

– Obrigada. – Estou corando de novo.

– Espero que isso não afete nossa relação profissional, Camila. Estou ansioso para trabalhar com você.

– Também não vejo a hora de trabalhar com você, Joseph.

Ele se levanta do sofá e se aproxima de mim com a mão estendida. Graças a Deus! Eu a seguro, deixando que ele a aperte, em um cumprimento. Ele me fez mesmo vir até aqui para me convidar para jantar?

– Quando eu voltar da Dinamarca, gostaria de mostrar o edifício para você. Até lá, você pode colocar algumas ideias no papel. Vou mandar os desenhos para o seu escritório e as especificações por e-mail.

– Obrigada, Joseph. Faça uma boa viagem.

– Até logo, Camila. – Suas longas pernas o levam para fora da sala, me deixando a sós para terminar minha água.

 

.....

 

Às duas e meia, estou de volta ao escritório. Não conto o constrangimento da minha reunião com Joseph Morgan a Normani, principalmente porque estou preocupada que, em nome dos negócios, ela exija que eu aceite o convite para jantar. Mani vai supor que é um jantar de negócios, mas Joseph deixou bem claro não se tratar de um assunto profissional. Em vez disso, menciono apenas e-mails, desenhos e a intenção de me mostrar o edifício assim que voltar da Dinamarca. Isso parece deixar Mani feliz.

Arregaço as mangas e começo a pesquisar o design nórdico. Sei que vou ter como base de meu projeto um modo de vida simples, branco e minimalista, mas fico confortada pelo fato de que vai ser tranquilo e aconchegante, e não esparso e frio.

Meu celular toca, e eu atendo, um tanto rápido demais. É Ally.

– Oi – digo em tom exageradamente feliz. Não sei por que me dou ao trabalho. Ela percebe a farsa na hora.

– Fingindo não estar nem aí, não é?

– Sim.

– Foi o que pensei. Não teve notícias dela?

– Não.

– Está monossilábica hoje, não?

– Sim.

Ela suspira pesadamente ao telefone.

– Que seja. Perguntou a Lucy e Harry se eles vão sair conosco sábado à noite?

– Não. Mas vou perguntar. Acabei de voltar de uma reunião estranhíssima. – Abro minha gaveta para pegar um clipe de papel e noto o copo-de-leite espremido ao lado do grampeador.

– Estranha como? – ela fica intrigada.

– Fui encontrar o dono da incorporadora do Glams. Bem, um deles. Ele me convidou para jantar. Foi muito embaraçoso. – Pego o copo-de-leite e jogo no lixo, resistindo à vontade de sentir seu perfume de novo.

Ela ri de mim na linha.

– Quantos anos tem esse?

– Uns quarenta, acho, mas é extremamente bonito, do tipo nórdico – dou de ombros enquanto passo o mouse sem rumo pela tela.

– Você virou um ímã para pessoas maduras. Você vai?

– Não! – respondo, um tanto histérica. – Por que iria?

– Por que não? – não a vejo, mas sei que está com a sobrancelha levantada. – Talvez ajude você a esquecer uma outra cliente. Se quiser esquecê-la, quero dizer.

– Não, não posso, porque tenho uma nova regra… nada de misturar negócios com prazer.

– SAI DA FRENTE! – ela grita, me fazendo pular no lugar. – Desculpe, um babaca me fechou. Nada de misturar negócios com prazer, hein?

– Sim. Está dirigindo e falando ao celular, srta. Brooke? – chamo sua atenção. Sei que ela não tem equipamento de viva-voz.

– Sim, é melhor eu correr. Vejo você em casa. E não se esqueça de falar com Harry e Lucy sobre os planos para sábado.

– Quais são os planos? – pergunto, antes que ela desligue.

– Encher a cara, Baroque, oito da noite.

Encher a cara. Sim, é um plano muito bom.

– Bom dia – sei que pareço uma vaca, mas estou tentando não ser.

Harry me olha sobre sua cópia da Interiors Weekly e baixa os óculos até a ponta do nariz.

– Querida, por que essa cara? – ele pergunta. Não consigo reunir forças nem para um sorriso forçado. Desabo na cadeira, e, em um segundo, Harry se deita sobre a minha mesa como uma planta murcha.

– Aqui. Isso vai animar você.

Ele me mostra uma matéria da revista que está lendo, e ali, sentada casualmente na chaise longue de veludo do Glams, estou eu.

– Maravilha – suspiro. Nem me esforço para ler. Preciso eliminar tudo o que se relacione ao Glams da minha mente.

– Problemas com homens? – ele lança um olhar de compaixão.

Não, não é um problema com homem, porque não existe homem para me dar problemas. Faço um bico e relutantemente admito para mim mesma…

Estou com saudade dela.

– Estou bem – encontro ânimo para estampar um sorriso no rosto. – Hoje é sexta-feira, e estou louca para encher a cara amanhã à noite. Preciso de uma boa noitada.

– Vamos mesmo encher a cara? Fabuloso!

Normani chega apressado ao escritório.

– Gente, temos trabalho a fazer, ou hoje é sexta-feira de folga? – ela passa por nós rapidamente, indo direto para sua sala e fechando a porta.

– Que tal trabalharmos um pouco? – espanto Harry da minha mesa.

– Ah, esqueci. – Harry volta. – Sr. Morgan ligou para dizer que vai estar de volta a Maimi na segunda-feira. Ele vai ligar assim que chegar. Vai enviar as especificações e mandou entregar isto. Ele é gato? – suas sobrancelhas se levantam de maneira sugestiva enquanto me entrega um envelope.

Ele é o gay mais fácil do mundo, mas entro no jogo só para agradá-lo:

– Muito. – Pego os desenhos, arregalando os olhos para dar ênfase.

Seu rosto de bebê se contorce de desgosto.

– Por que você pega todos os clientes gostosos? – ele pergunta, voltando para a própria mesa. – O que eu não daria para ver um Adônis entrar aqui e me jogar sobre os ombros.

Eu me encolho diante da menção de Harry à performance de Lauren na última vez que a vi e começo a trabalhar com montanhas de cotações, prazos de entrega e pedidos de prestadores de serviço, antes de ligar para meus clientes ativos para verificar o andamento de tudo. Recebo um e-mail de Joseph e passo os olhos por ele, decidida a ler com atenção na segunda-feira.

Selena chega furtivamente à minha mesa com uma entrega.

– Hum… acho que isso deve ser para você, Camila. – ela transfere o próprio peso de um pé para outro, com uma caixa nas mãos. – Você quer?

Se é uma entrega para mim, então acho que quero. Ah, essa menina é absurdamente ansiosa. Tiro a caixa de suas mãos.

– Obrigada, Sel. Pode preparar um café pra Mani?

– Não sabia que ela queria café.

A expressão de pânico em seu rosto me faz querer preparar um café para ela.

– Mani não parece bem. Vamos cuidar dela.

– Ela está bem? Não está doente, está?

– Não, mas acho que um café cairia bem – insisto, fazendo o possível para não perder a paciência.

– Claro! – Ela se afasta, a saia marrom xadrez varrendo as sapatilhas. Não consigo nem tentar adivinhar a idade dela. Parece ter uns quarenta anos, mas a intuição me diz que vou me enganar redondamente, ela tem mais ou menos minha idade. Abro a caixa e encontro todas as paletas que pedi para o The Life Building, mas jogo a caixa embaixo da minha mesa, decidida a só olhar na segunda-feira também.

 

....

 

No sábado, estou no meu quarto, pronta para sair. Meus cabelos estão se comportando – felizes por terem sido modelados em ondas à custa do secador, cortesia de Philippe, meu cabeleireiro – e o vestido novo, que comprei para me sentir melhor, me cai como uma luva. É preto, curto e muito justo. Com olhos esfumados e dramáticos e lábios nude, estou bem sexy.

Vou até a cozinha e encontro Ally na janela olhando o movimento da rua. Está linda como sempre, em um vestido frente única creme.

– Uau! – ela dispara. – Alguém se vestiu para impressionar esta noite. – Ela pula do balcão e calça os sapatos de salto dourados. – É curto o bastante?

Arquejo uma sobrancelha, passando os olhos por seu vestido.

– Mínimo…

Ela dá aquela risada solta que nunca falha em me fazer sorrir também.

– Aqui está.

Ally me oferece uma taça de vinho, que aceito agradecida e praticamente viro em um só gole. Vem em boa hora.

– O táxi chegou. Vamos nos divertir.

Entramos no Baroque e imediatamente encontramos Tom e Victoria no Bar

– O que é isso? – Harry exclama, medindo meu corpo envolto em preto de cima a baixo, com um sorriso. – Mila, você está matadora!

– Muito bom, Mila. – Lucy acrescenta.

– Obrigada – desconverso, puxando a barra para baixo.

– O que você vai beber? – pergunta Ally.

– Rosé, mas só se for Zinfandel, por favor.

Ally pede as bebidas, e vamos para uma mesa alta, perto do DJ. Conforme o vinho entra, meus pensamentos atormentados saem. Estamos rindo e conversando, e começo a me sentir normal de novo. Minha mãe sempre disse que “o álcool deixa a boca solta, e bocas soltas afundam navios”. Acabo de descobrir que é verdade, porque estou solta e já contei os eventos recentes a todos. Considerando que queria esquecer o assunto, estou fazendo um excelente trabalho guardando tudo na memória.

Harry está em êxtase com todo o sexo que fiz para esquecer meu ex.

– E daí ele foi embora, e você nunca mais o viu? – ele pergunta, em tom de crítica.

Lucy põe fogo.

– Isso não foi legal.

Ally revira os olhos, olhando para os outros dois como se os achasse os mais idiotas.

– Não é óbvio? – ela bufa. Harry e Lucy se entreolham e depois olham para mim. Dou de ombros. O que é óbvio? Ally balança a cabeça. – Você são idiotas, não? É simples… Ele quer a Mila. Nenhum mulher se comporta assim por uma transa rápida. Já falei isso, Mila.

– E por que desapareceria, então? – Lucy se inclina para a frente, muito interessada na explicação de Ally para o comportamento de Lauren.

– Não sei! Estou só comentando. Eu vi a química. Passa dos limites. – Ally se solta na cadeira, em completa exasperação.

Dou risada. Não sei se é porque já bebi vinho demais, mas isso é muito engraçado.

– Não importa. Ela foi uma transa para esquecer meu ex e só. – Minha explicação não parece satisfazê-los, já que todos continuam me estudando com olhares desconfiados. Não sei se eu mesma fiquei satisfeita com a explicação, mas já faz quatro dias, e tenho resistido à incrível tentação de ligar, e ela não me ligou. Estou seguindo em frente. – Podemos mudar de assunto, por favor? – peço. – Saí hoje para me divertir, não para analisar os detalhes da transa de recuperação.

– Transa de recuperação? – Ally pergunta, com a sobrancelha erguida. – É assim que você o está chamando agora?

– Sim – respondo, convicta.

Harry mexe sua piña colada.

– Sabe, tudo acontece por uma razão.

– Ah, não comece com essas viadagens! – Ally ralha.

– É verdade. E acredito firmemente nisso. Sua transa de recuperação é um trampolim para o amor de sua vida – ele pisca para mim.

– E Shawn foi um trampolim de quatro anos. – Ally observa.

– Aos trampolins! – Harry brinda, erguendo o copo.

Ally se junta ao brinde.

– E aos shots!

Viro o restante de meu vinho e levanto o copo, concordando.

– Sim, shots! - Harry grita, dançando até o bar.

Cambaleamos pela rua até nosso destino seguinte, o Blue Bar, passando com facilidade pelos leões-de-chácara, embora um deles tenha olhado desconfiado para a camisa de Harry. Ele e Lucy correm para a pista de dança quando ouvem Fifth Harmony cantando “Voicemail”, deixando Ally e eu encarregadas de pegar os drinques.

Peço a primeira leva e levo as bebidas de Harry e Lucy, colocando-os em um balcão próximo à área onde os dois fazem passos de dança engraçados.

Quando volto para a companhia de Ally no bar, ela está conversando com um homem. Ela não o conhece, e sei disso porque elevou em alguns níveis a medida de seu flerte.

Assim que me aproximo, ela fala por sobre a música:

– Mila, este é Greg.

Dou um sorriso, estendendo a mão educadamente. Ele me parece bem normal.

– Oi, muito prazer.

– Sim, você também – E imediatamente volta sua atenção para Ally, pousando a mão em seu traseiro e a conduzindo para um canto. Ela não o impede.

– Camila!

Viro para a voz familiar e vejo Shawn vindo na minha direção. É necessário cada miligrama da minha força de vontade embriagada para não gemer contrariada. Ele me agarra, me apertando contra o peito, me deixando totalmente surpresa. Shawn nunca me abraçou assim, nem mesmo quando estávamos juntos.

Ele se afasta do abraço e me beija no rosto, por mais tempo do que o necessário.

– Como você está?

– Bem – me afasto dele.

– Você está bonita – ele diz, alegre. – Quer uma bebida?

– Não, estou bem. – Meu rosto se fecha para ele, perplexo. Não houve contato desde que terminamos, e mesmo que todo mundo diga que é possível continuar amigos, isso nunca funciona, especialmente quando uma das partes transou com metade de Maimi sem que a outra soubesse. Ele começa a parecer incomodado, agindo de maneira nervosa e evasiva, o que me deixa incrivelmente desconfortável. Bebo um gole de meu vinho, olhando para ele por cima da borda da taça, enquanto ele se mexe e brinca com a borda do próprio copo. O que há com ele?

Finalmente, ele respira fundo.

– Estou com saudade – ele diz, firme e conciso.

Minha taça para no ar, e ele prossegue.

– Fui um imbecil. Não mereço uma segunda chance…

Eu engasgo, quase cuspindo meu vinho nele.

– Segunda chance?

Ele solta a cabeça para a frente, derrotado.

– Tudo bem. Entendo seu ponto de vista. – Ele levanta a cabeça, genuíno e abobalhado. – Nunca mais vai acontecer, eu prometo.

Ele está brincando comigo? Quantas vezes ouvi essa mesma mentira? Ele é um traidor crônico.

– Shawn, sinto muito, mas não vai rolar – digo calmamente, sem mudar o tom de voz. Seus olhos se arregalam, surpresos, e balanço a cabeça de leve para reafirmar minha declaração. Observo-o entrar em um devaneio, e então ele acaricia meu braço, gentilmente.

– Nós éramos tão bons juntos.

– Não éramos, não – dou risada, sem querer parecer tão condescendente, mas o sentimento vem naturalmente. A única pessoa para quem nosso relacionamento foi bom foi ele, porque fui uma cega estúpida.

Viro para deixar a taça vazia sobre o balcão e mais ainda para me livrar da mão de Shawn em mim sem ter de removê-la e, quando volto, ele foi retirado de minha frente. Levo alguns segundos para entender os eventos que se desenrolam diante dos meus olhos, mas quando compreendo, fico revoltada.

Lauren o está segurando contra um pilar, apertando firmemente o pescoço de Shawn.


Notas Finais


Como estamos?


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