História The Lover - Capítulo 22


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Palavras 2.956
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: FemmeSlash, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Slash, Yuri
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Ola amores!
Como voces estão?
Daqui a pouco volto com o 2 cap de hoje, ok.

Capítulo 22 - Capitulo 22


No dia seguinte, chego ao hotel Royal Park ao meio-dia e quinze, pronta para minha reunião com Joseph Morgan. Sou levada para uma área pequena, com sofás confortáveis, quadros em profusão pelas paredes e uma lareira entalhada que domina o espaço. É um luxo. Alguém me oferece um chá, que recuso pedindo água – está muito quente hoje, e meu vestido preto justo está grudando em mim – e, vinte minutos depois, o sr. Morgan entra, impecável. Ele é mesmo muito bonito. Abre um sorriso para mim, revelando dentes brancos perfeitos. O que há comigo e pessoas mais velhas nesse momento? Faço um esforço para afastar meus pensamentos teimosos.

– Camila, por favor, aceite minhas desculpas. Detesto deixar uma dama esperando – seu leve sotaque dinamarquês é pouco perceptível, mas muito sexy.

Eu me levanto quando ele se aproxima, estendo a mão para ele e sorrio.

Ele pega minha mão, mas me surpreende quando se inclina e beija meu rosto. Está bem, isso é um pouco inapropriado, mas vou deixar passar. Talvez seja um costume dinamarquês.

– Sr. Morgan, não tem problema. Cheguei não faz tanto tempo assim – explico.

– Camila, é nosso segundo projeto juntos. Sei que tratou com meu sócio no Glams, mas estarei mais envolvido no The Life Building, então, por favor, me chame de Joseph. Detesto formalidade. – Ele se senta na cadeira de frente para mim, cruzando as longas pernas. – Pois bem, estou ansioso para ver alguns desenhos com você em breve.

– Sim, mal posso esperar para começar a dar vazão a algumas ideias.

– Eu também – ele ri. – Foi muito rude da minha parte pedir que você viesse aqui tão em cima da hora, mas volto para a Dinamarca na sexta-feira. Tenho o seu e-mail. Vou mandar as especificações. Você fez um trabalho tão bom no Glams. A pressão realmente diminui quando você trabalha com profissionais – ele sorri.

Ele não vai me passar as especificações agora? É para isso que estou aqui, não é?

– Podemos falar um pouco sobre isso agora – incentivo, agitando meu bloco de notas.

Ele fica sentado por um tempo, me observando em silêncio antes de se inclinar para a frente.

– Camila, espero que não pense que estou sendo ousado, mas veja… Bem, como posso dizer? – ele tamborila os dedos no queixo. Fico preocupada. – Preciso admitir que trouxe você aqui sob um falso pretexto – ele ri nervosamente, agitado.

– Ah, é? Como assim? – pergunto, forçando uma risada constrangida.

– Eu gostaria de convidá-la para jantar. – Ele me olha com expectativa, e tenho certeza de que meu rosto deve demonstrar meu completo horror. Estou pegando fogo. – Amanhã à noite, se for conveniente para você, claro – ele acrescenta.

Merda! O que eu digo? Se disser não, ele pode retirar a oferta de trabalho com a Kordei, e Normani ficará a ver navios.

– Sr. Morgan…

– Joseph, por favor – ele me interrompe, com um sorriso.

– Joseph, acho que misturar negócios com prazer não é uma boa ideia. É como uma regra para mim. Estou muito lisonjeada – rio de minha própria audácia.

Desde quando isso tem sido um problema ultimamente? E por que eu disse prazer? Presumi e sugeri que seria prazeroso jantar com ele. Pode não ser, e pode muito bem ser. Oh, meu Deus! Mentalmente me atiro naquela adorável lareira.

– Ah, é uma pena, Camila. – ele suspira.

– É mesmo – concordo, voltando a querer me lançar na lareira, diante de seu olhar surpreso.

Ele se inclina para a frente.

– Admiro o seu profissionalismo.

– Obrigada. – Estou corando de novo.

– Espero que isso não afete nossa relação profissional, Camila. Estou ansioso para trabalhar com você.

– Também não vejo a hora de trabalhar com você, Joseph.

Ele se levanta do sofá e se aproxima de mim com a mão estendida. Graças a Deus! Eu a seguro, deixando que ele a aperte, em um cumprimento. Ele me fez mesmo vir até aqui para me convidar para jantar?

– Quando eu voltar da Dinamarca, gostaria de mostrar o edifício para você. Até lá, você pode colocar algumas ideias no papel. Vou mandar os desenhos para o seu escritório e as especificações por e-mail.

– Obrigada, Joseph. Faça uma boa viagem.

– Até logo, Camila. – Suas longas pernas o levam para fora da sala, me deixando a sós para terminar minha água.

 

.....

 

Às duas e meia, estou de volta ao escritório. Não conto o constrangimento da minha reunião com Joseph Morgan a Normani, principalmente porque estou preocupada que, em nome dos negócios, ela exija que eu aceite o convite para jantar. Mani vai supor que é um jantar de negócios, mas Joseph deixou bem claro não se tratar de um assunto profissional. Em vez disso, menciono apenas e-mails, desenhos e a intenção de me mostrar o edifício assim que voltar da Dinamarca. Isso parece deixar Mani feliz.

Arregaço as mangas e começo a pesquisar o design nórdico. Sei que vou ter como base de meu projeto um modo de vida simples, branco e minimalista, mas fico confortada pelo fato de que vai ser tranquilo e aconchegante, e não esparso e frio.

Meu celular toca, e eu atendo, um tanto rápido demais. É Ally.

– Oi – digo em tom exageradamente feliz. Não sei por que me dou ao trabalho. Ela percebe a farsa na hora.

– Fingindo não estar nem aí, não é?

– Sim.

– Foi o que pensei. Não teve notícias dela?

– Não.

– Está monossilábica hoje, não?

– Sim.

Ela suspira pesadamente ao telefone.

– Que seja. Perguntou a Lucy e Harry se eles vão sair conosco sábado à noite?

– Não. Mas vou perguntar. Acabei de voltar de uma reunião estranhíssima. – Abro minha gaveta para pegar um clipe de papel e noto o copo-de-leite espremido ao lado do grampeador.

– Estranha como? – ela fica intrigada.

– Fui encontrar o dono da incorporadora do Glams. Bem, um deles. Ele me convidou para jantar. Foi muito embaraçoso. – Pego o copo-de-leite e jogo no lixo, resistindo à vontade de sentir seu perfume de novo.

Ela ri de mim na linha.

– Quantos anos tem esse?

– Uns quarenta, acho, mas é extremamente bonito, do tipo nórdico – dou de ombros enquanto passo o mouse sem rumo pela tela.

– Você virou um ímã para pessoas maduras. Você vai?

– Não! – respondo, um tanto histérica. – Por que iria?

– Por que não? – não a vejo, mas sei que está com a sobrancelha levantada. – Talvez ajude você a esquecer uma outra cliente. Se quiser esquecê-la, quero dizer.

– Não, não posso, porque tenho uma nova regra… nada de misturar negócios com prazer.

– SAI DA FRENTE! – ela grita, me fazendo pular no lugar. – Desculpe, um babaca me fechou. Nada de misturar negócios com prazer, hein?

– Sim. Está dirigindo e falando ao celular, srta. Brooke? – chamo sua atenção. Sei que ela não tem equipamento de viva-voz.

– Sim, é melhor eu correr. Vejo você em casa. E não se esqueça de falar com Harry e Lucy sobre os planos para sábado.

– Quais são os planos? – pergunto, antes que ela desligue.

– Encher a cara, Baroque, oito da noite.

Encher a cara. Sim, é um plano muito bom.

– Bom dia – sei que pareço uma vaca, mas estou tentando não ser.

Harry me olha sobre sua cópia da Interiors Weekly e baixa os óculos até a ponta do nariz.

– Querida, por que essa cara? – ele pergunta. Não consigo reunir forças nem para um sorriso forçado. Desabo na cadeira, e, em um segundo, Harry se deita sobre a minha mesa como uma planta murcha.

– Aqui. Isso vai animar você.

Ele me mostra uma matéria da revista que está lendo, e ali, sentada casualmente na chaise longue de veludo do Glams, estou eu.

– Maravilha – suspiro. Nem me esforço para ler. Preciso eliminar tudo o que se relacione ao Glams da minha mente.

– Problemas com homens? – ele lança um olhar de compaixão.

Não, não é um problema com homem, porque não existe homem para me dar problemas. Faço um bico e relutantemente admito para mim mesma…

Estou com saudade dela.

– Estou bem – encontro ânimo para estampar um sorriso no rosto. – Hoje é sexta-feira, e estou louca para encher a cara amanhã à noite. Preciso de uma boa noitada.

– Vamos mesmo encher a cara? Fabuloso!

Normani chega apressado ao escritório.

– Gente, temos trabalho a fazer, ou hoje é sexta-feira de folga? – ela passa por nós rapidamente, indo direto para sua sala e fechando a porta.

– Que tal trabalharmos um pouco? – espanto Harry da minha mesa.

– Ah, esqueci. – Harry volta. – Sr. Morgan ligou para dizer que vai estar de volta a Maimi na segunda-feira. Ele vai ligar assim que chegar. Vai enviar as especificações e mandou entregar isto. Ele é gato? – suas sobrancelhas se levantam de maneira sugestiva enquanto me entrega um envelope.

Ele é o gay mais fácil do mundo, mas entro no jogo só para agradá-lo:

– Muito. – Pego os desenhos, arregalando os olhos para dar ênfase.

Seu rosto de bebê se contorce de desgosto.

– Por que você pega todos os clientes gostosos? – ele pergunta, voltando para a própria mesa. – O que eu não daria para ver um Adônis entrar aqui e me jogar sobre os ombros.

Eu me encolho diante da menção de Harry à performance de Lauren na última vez que a vi e começo a trabalhar com montanhas de cotações, prazos de entrega e pedidos de prestadores de serviço, antes de ligar para meus clientes ativos para verificar o andamento de tudo. Recebo um e-mail de Joseph e passo os olhos por ele, decidida a ler com atenção na segunda-feira.

Selena chega furtivamente à minha mesa com uma entrega.

– Hum… acho que isso deve ser para você, Camila. – ela transfere o próprio peso de um pé para outro, com uma caixa nas mãos. – Você quer?

Se é uma entrega para mim, então acho que quero. Ah, essa menina é absurdamente ansiosa. Tiro a caixa de suas mãos.

– Obrigada, Sel. Pode preparar um café pra Mani?

– Não sabia que ela queria café.

A expressão de pânico em seu rosto me faz querer preparar um café para ela.

– Mani não parece bem. Vamos cuidar dela.

– Ela está bem? Não está doente, está?

– Não, mas acho que um café cairia bem – insisto, fazendo o possível para não perder a paciência.

– Claro! – Ela se afasta, a saia marrom xadrez varrendo as sapatilhas. Não consigo nem tentar adivinhar a idade dela. Parece ter uns quarenta anos, mas a intuição me diz que vou me enganar redondamente, ela tem mais ou menos minha idade. Abro a caixa e encontro todas as paletas que pedi para o The Life Building, mas jogo a caixa embaixo da minha mesa, decidida a só olhar na segunda-feira também.

 

....

 

No sábado, estou no meu quarto, pronta para sair. Meus cabelos estão se comportando – felizes por terem sido modelados em ondas à custa do secador, cortesia de Philippe, meu cabeleireiro – e o vestido novo, que comprei para me sentir melhor, me cai como uma luva. É preto, curto e muito justo. Com olhos esfumados e dramáticos e lábios nude, estou bem sexy.

Vou até a cozinha e encontro Ally na janela olhando o movimento da rua. Está linda como sempre, em um vestido frente única creme.

– Uau! – ela dispara. – Alguém se vestiu para impressionar esta noite. – Ela pula do balcão e calça os sapatos de salto dourados. – É curto o bastante?

Arquejo uma sobrancelha, passando os olhos por seu vestido.

– Mínimo…

Ela dá aquela risada solta que nunca falha em me fazer sorrir também.

– Aqui está.

Ally me oferece uma taça de vinho, que aceito agradecida e praticamente viro em um só gole. Vem em boa hora.

– O táxi chegou. Vamos nos divertir.

Entramos no Baroque e imediatamente encontramos Tom e Victoria no Bar

– O que é isso? – Harry exclama, medindo meu corpo envolto em preto de cima a baixo, com um sorriso. – Mila, você está matadora!

– Muito bom, Mila. – Lucy acrescenta.

– Obrigada – desconverso, puxando a barra para baixo.

– O que você vai beber? – pergunta Ally.

– Rosé, mas só se for Zinfandel, por favor.

Ally pede as bebidas, e vamos para uma mesa alta, perto do DJ. Conforme o vinho entra, meus pensamentos atormentados saem. Estamos rindo e conversando, e começo a me sentir normal de novo. Minha mãe sempre disse que “o álcool deixa a boca solta, e bocas soltas afundam navios”. Acabo de descobrir que é verdade, porque estou solta e já contei os eventos recentes a todos. Considerando que queria esquecer o assunto, estou fazendo um excelente trabalho guardando tudo na memória.

Harry está em êxtase com todo o sexo que fiz para esquecer meu ex.

– E daí ele foi embora, e você nunca mais o viu? – ele pergunta, em tom de crítica.

Lucy põe fogo.

– Isso não foi legal.

Ally revira os olhos, olhando para os outros dois como se os achasse os mais idiotas.

– Não é óbvio? – ela bufa. Harry e Lucy se entreolham e depois olham para mim. Dou de ombros. O que é óbvio? Ally balança a cabeça. – Você são idiotas, não? É simples… Ele quer a Mila. Nenhum mulher se comporta assim por uma transa rápida. Já falei isso, Mila.

– E por que desapareceria, então? – Lucy se inclina para a frente, muito interessada na explicação de Ally para o comportamento de Lauren.

– Não sei! Estou só comentando. Eu vi a química. Passa dos limites. – Ally se solta na cadeira, em completa exasperação.

Dou risada. Não sei se é porque já bebi vinho demais, mas isso é muito engraçado.

– Não importa. Ela foi uma transa para esquecer meu ex e só. – Minha explicação não parece satisfazê-los, já que todos continuam me estudando com olhares desconfiados. Não sei se eu mesma fiquei satisfeita com a explicação, mas já faz quatro dias, e tenho resistido à incrível tentação de ligar, e ela não me ligou. Estou seguindo em frente. – Podemos mudar de assunto, por favor? – peço. – Saí hoje para me divertir, não para analisar os detalhes da transa de recuperação.

– Transa de recuperação? – Ally pergunta, com a sobrancelha erguida. – É assim que você o está chamando agora?

– Sim – respondo, convicta.

Harry mexe sua piña colada.

– Sabe, tudo acontece por uma razão.

– Ah, não comece com essas viadagens! – Ally ralha.

– É verdade. E acredito firmemente nisso. Sua transa de recuperação é um trampolim para o amor de sua vida – ele pisca para mim.

– E Shawn foi um trampolim de quatro anos. – Ally observa.

– Aos trampolins! – Harry brinda, erguendo o copo.

Ally se junta ao brinde.

– E aos shots!

Viro o restante de meu vinho e levanto o copo, concordando.

– Sim, shots! - Harry grita, dançando até o bar.

Cambaleamos pela rua até nosso destino seguinte, o Blue Bar, passando com facilidade pelos leões-de-chácara, embora um deles tenha olhado desconfiado para a camisa de Harry. Ele e Lucy correm para a pista de dança quando ouvem Fifth Harmony cantando “Voicemail”, deixando Ally e eu encarregadas de pegar os drinques.

Peço a primeira leva e levo as bebidas de Harry e Lucy, colocando-os em um balcão próximo à área onde os dois fazem passos de dança engraçados.

Quando volto para a companhia de Ally no bar, ela está conversando com um homem. Ela não o conhece, e sei disso porque elevou em alguns níveis a medida de seu flerte.

Assim que me aproximo, ela fala por sobre a música:

– Mila, este é Greg.

Dou um sorriso, estendendo a mão educadamente. Ele me parece bem normal.

– Oi, muito prazer.

– Sim, você também – E imediatamente volta sua atenção para Ally, pousando a mão em seu traseiro e a conduzindo para um canto. Ela não o impede.

– Camila!

Viro para a voz familiar e vejo Shawn vindo na minha direção. É necessário cada miligrama da minha força de vontade embriagada para não gemer contrariada. Ele me agarra, me apertando contra o peito, me deixando totalmente surpresa. Shawn nunca me abraçou assim, nem mesmo quando estávamos juntos.

Ele se afasta do abraço e me beija no rosto, por mais tempo do que o necessário.

– Como você está?

– Bem – me afasto dele.

– Você está bonita – ele diz, alegre. – Quer uma bebida?

– Não, estou bem. – Meu rosto se fecha para ele, perplexo. Não houve contato desde que terminamos, e mesmo que todo mundo diga que é possível continuar amigos, isso nunca funciona, especialmente quando uma das partes transou com metade de Maimi sem que a outra soubesse. Ele começa a parecer incomodado, agindo de maneira nervosa e evasiva, o que me deixa incrivelmente desconfortável. Bebo um gole de meu vinho, olhando para ele por cima da borda da taça, enquanto ele se mexe e brinca com a borda do próprio copo. O que há com ele?

Finalmente, ele respira fundo.

– Estou com saudade – ele diz, firme e conciso.

Minha taça para no ar, e ele prossegue.

– Fui um imbecil. Não mereço uma segunda chance…

Eu engasgo, quase cuspindo meu vinho nele.

– Segunda chance?

Ele solta a cabeça para a frente, derrotado.

– Tudo bem. Entendo seu ponto de vista. – Ele levanta a cabeça, genuíno e abobalhado. – Nunca mais vai acontecer, eu prometo.

Ele está brincando comigo? Quantas vezes ouvi essa mesma mentira? Ele é um traidor crônico.

– Shawn, sinto muito, mas não vai rolar – digo calmamente, sem mudar o tom de voz. Seus olhos se arregalam, surpresos, e balanço a cabeça de leve para reafirmar minha declaração. Observo-o entrar em um devaneio, e então ele acaricia meu braço, gentilmente.

– Nós éramos tão bons juntos.

– Não éramos, não – dou risada, sem querer parecer tão condescendente, mas o sentimento vem naturalmente. A única pessoa para quem nosso relacionamento foi bom foi ele, porque fui uma cega estúpida.

Viro para deixar a taça vazia sobre o balcão e mais ainda para me livrar da mão de Shawn em mim sem ter de removê-la e, quando volto, ele foi retirado de minha frente. Levo alguns segundos para entender os eventos que se desenrolam diante dos meus olhos, mas quando compreendo, fico revoltada.

Lauren o está segurando contra um pilar, apertando firmemente o pescoço de Shawn.


Notas Finais


Como estamos?


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