História The Lover - Capítulo 23


Escrita por: ~

Exibições 265
Palavras 3.492
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: FemmeSlash, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Slash, Yuri
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Hey Lovers!
2 e ultimo cap de hoje!
Vejo voces na sexta! Beleza? Beleza!
:3

Capítulo 23 - Capitulo 23


– Cuidado com onde coloca as mãos – Lauren rosna diante do rosto assustado de Shawn. De onde ela surgiu? Era só o que me faltava esta noite, supostamente livre de mulheres arrogantes. E agora tenho dois.

– Deixe ele, Lauren. Não estava fazendo nada de mais. – Shawn me olha agradecido, ciente de que não é exatamente verdade. Acaricio o braço de Lauren gentilmente em uma tentativa de acalmá-la, ignorando quanto ela é forte e quente. Ela parece capaz de explodir de raiva.

– Quem diabos é ele? – Lauren vocifera, fazendo Shawn e eu encolhermos.

Não quero responder. Deus, a impressão que dá é que ela seria capaz de matá-lo.

– O que está acontecendo? – Ally se aproxima, rapidamente percebendo a situação, boquiaberta ao ver meu ex subjugado.

– Lauren, solte-o.

Ela não parece estar ouvindo. O que devo fazer? Já estou descontrolada, e ela nem olhou para mim ainda. Não posso sair e deixar Shawn aguentar o peso da raiva injustificada de Lauren, mesmo que o considere um idiota.

Meu alívio é indescritível quando vejo Liz aparecer.

– Liz, por favor, cuide da babaca da seu amiga – viro para Ally. – Vamos.

Os olhos de Ally se iluminam como as luzes de Blackpool com a chegada inesperada de Liz, e posso ouvi-la calmamente persuadir Lauren a soltar a garganta de Shawn enquanto arrasto minha amiga para longe, em direção à pista de dança.

– O que foi aquilo? – ela pergunta.

– Nem queira saber – murmuro. Se eu contar à Ally o que aconteceu, ela provavelmente vai lutar com Lauren e esganar Shawn ela mesma. – O que houve com Greg?

– Era um perfeito cafajeste. Vamos – ela vai na frente. – Vamos dançar.

Harry e Lucy nos recebem com acenos na pista, meu estado anterior de tranquilidade roubado e afogado pelo mal-estar. Estou mais incomodada com a presença de Lauren do que com a situação com Shawn.

Meia-hora depois e uma música boa atrás da outra, não vi nem ouvi falar de Lauren. Liz deve tê-la tirado dali, ou talvez tenham sido os seguranças.

Mas, com Shawn, eu não poderia me importar menos. Estou livre para retomar a grande noite que estava tendo até Lauren aparecer sem ser chamada, qualquer pontada de saudade que senti agora foi extinta por seu comportamento irracional.

Sinalizo para Ally que vou para o bar, sorrindo quando ela assente rebolando e rindo.

Enquanto espero para ser atendida, o incômodo aumenta, e sei que é porque ela ainda está aqui. Cada fio de cabelo na minha nuca se arrepia quando viro e vejo Lauren encostada no mesmo pilar em que prendeu Shawn não faz nem uma hora. Seu olhar severo me perfura, enquanto Liz e a outra mulher do Éden, Vero, conversam e bebem. Lauren não participa do papo. Não, ela parece tão enfurecida quanto antes, me atravessando com o olhar.

O bartender toca meu braço para chamar minha atenção, e eu me viro, aceitando a bebida que ele oferece do outro lado do balcão. Pago e tento sair dali, mas não consigo me mover. Posso sentir seus olhos me queimando as costas. Sei que deveria sair de perto, mas o efeito magnético que ela tem sobre mim me faz querer ir até lá. Sou instantaneamente engolida por aqueles olhos, completamente imobilizada. Só consigo pensar em sua voz, seu cheiro, seu toque. O poder implacável que ela tem sobre mim encobre minha inteligência, e meu coração bate descompassado nos meus ouvidos.

Ela vem na minha direção, e posso ver Liz olhar para mim também, enquanto Lauren deixa o grupo, Vero fazendo o mesmo. Ambas parecem desconfortáveis com o óbvio alvo de Lauren.

Recobro meus sentidos momentaneamente quando Liz tenta puxar Lauren de volta pelo braço, mas é empurrada para fora do caminho. Imploro para que minhas pernas ouçam o lado racional do meu cérebro e me tirem dali antes que meu lado estúpido permita que seja vítima daquele magnetismo físico de novo. Deixo minha bebida no bar e saio pela multidão, empurrando pessoas pelo caminho quando minha retirada chega a uma situação preocupante.

Chegando à rua cambaleando, não perco tempo em tentar pedir um táxi, mas quando a ouço gritar meu nome, começo a correr, em desespero. Não vou muito longe. Ela me alcança facilmente, me levantando do chão e me levando a uma rua lateral, enquanto grito e soco suas costas – se é que isso serve para alguma coisa.

Sou colocada no chão e, recostando na parede, tento levar ar para os pulmões. Não posso olhar para ela, vou me render. Preciso não estar nessa posição! Como fui me meter nessa situação?

– Camila, olhe para mim.

Balanço a cabeça e tento escapar, mas ela me prende com facilidade.

– Pelo amor de Deus, Camz.

– Vá embora, por favor – eu choramingo, tirando as mãos dela de mim.

– Não! Porra, Camila!

Preciso sair daqui. Ela não vai me prender em um lugar público. Preciso ir embora, bloquear isso tudo… bloquear Lauren. Mas minha segunda tentativa de fugir é tão infrutífera quanto a primeira. Noto sua respiração acelerada, sua camisa preta subindo com o movimento de vaivém do peito. Então desesperadamente fixo o olhar em sua calça jeans, sabendo que, se eu olhar para seu lindo rosto, fico em desvantagem instantânea.

– Camila, olhe para mim – ela exige, ríspido. Tampo os ouvidos com as mãos, agachando até me sentar no chão. – Camila, por que está fazendo isso? – ela pergunta.

Começo a cantarolar e fico olhando para o chão, mas logo sinto as mãos dela se fecharem nos meus punhos enquanto destampa meus ouvidos.

– Não quero fazer isso aqui, Camila.

– Então não faça. – Tento fazê-la soltar minha mão. – Por favor, me deixe ir.

Ela se agacha devagar diante de mim, ainda segurando meus punhos.

– Nunca – ela sussurra.

Meus olhos transbordam, e as lágrimas escorrem nos meus joelhos nus.

– Por que está fazendo isso comigo?

Libertando uma de minhas mãos, ela me segura pelo queixo, levantando-o para que eu não tenha outra opção senão olhar para ela. Seus olhos estão brilhando.

– Fazendo o quê?

Que cachorra. Seu descaramento não tem limites. Uso minha mão livre pra enxugar as lágrimas do rosto, subitamente horrorizada por estar, mais uma vez, chorando por causa dela.

– Você me persegue persistentemente, me bombardeia de ligações e mensagens, me come até eu perder os sentidos e então desaparece por quatro dias. E nem sei por quê! – consigo soltar minha outra mão. – Agora você aparece, atropelando minha noite.

Ela é quem desvia os olhos agora, envergonhada.

– Olhe a boca – ela murmura. – Você pediu espaço.

– Mas você não estava preparado para me dar espaço. O que mudou tão de repente? – eu a encaro, ela me lança um olhar de desaprovação, a linha de expressão aprofundando-se em sua testa. Não consigo lidar com isso.

Levanto, deixando-a agachado, mas ela estende o braço e me segura pelas pernas. O medo que tenho de seu toque provocante é justificado. Fico imediatamente na defensiva enquanto o calor que emana de suas mãos se espalha como fogo pelas minhas veias.

– Lauren, me deixe ir – peço, com toda a firmeza que minhas cordas vocais trêmulas permitem.

Ela me olha de baixo para cima.

– Não.

– Na terça-feira, você não pareceu ter dificuldade para fazer isso.

Ela fica de pé, passando as mãos pela parte de trás de minhas pernas durante o movimento. É como se uma bomba fosse detonada entre minhas pernas.

– Eu estava brava – ela diz em voz baixa, se aproximando.

– Você ainda está brava.

– Acabei de ver seu ex-namorado babando em cima de você!

– Ele não estava babando! – respondo, agradecendo a tudo de mais sagrado por ela não ter ouvido a conversa. – E como você sabe quem ele é?

– Por que eu o estrangulei até ele contar! – ela grita. – Você não vai vê-lo de novo, Camila.

Ignoro a ordem estúpida. Ela não tem o direito de impor regras e regulamentos. O fato de eu fazer o impossível para evitar Shawn não vem ao caso.

– Você sabia que eu estaria aqui? – pergunto. Ela olha para mim, mas não responde. – Sabia, não sabia? – pressiono.

– Liz – ela entrega, totalmente sem vergonha.

– Liz?

Seu rosto é impassível.

– Ela ligou para Ally.

Que vaca ardilosa! Não acredito que ela fez isso comigo. Vamos ter uma conversa séria assim que eu colocar minhas mãos nela.

– Vou beijar você agora. – É aquele tom, e sei que estou perdida. – Você tem sorte, porque se estivesse em qualquer outro lugar, estaria recebendo um lembrete… nesse… exato… momento.

Fico sem fôlego quando ela dá o único passo necessário para preencher a lacuna entre nós e, com a parede atrás de mim, não há escapatória.

– Gostei do seu vestido – ela murmura, acariciando meu braço nu com a ponta do dedo. – É curto demais, mas eu gosto. – Ela se inclina para baixo, agora acariciando meu pescoço com o rosto e gemendo. Meus joelhos fraquejam. Maldita seja. Maldita seja eu, também.

Meus olhos se fecham sem querer, minha cabeça se vira para seu hálito quente no meu pescoço, minha força de vontade é pulverizada ao vento, fácil assim. É impossível. Ela é impossível.

Sinto Lauren abaixar ligeiramente, seu braço me envolve por baixo do traseiro e, num movimento sem esforço, ela endireita as pernas e me levanta do chão.

Estou segura contra seu peito olhando aqueles olhos verdes brilhantes.

Fim de jogo.

– Você tem alguma ideia do que faz comigo? – sua voz rouca falha quando ela olha para mim. – Estou um trapo, Camz.

Ela está um trapo?

Ela me solta devagar, me fazendo deslizar por seu corpo até nossos lábios se encontrarem, e então sou empurrada contra a parede. Não tenho tempo para me preocupar com onde estamos, estou ocupada demais buscando forças para fazer isso parar. Sua língua passa pelos meus lábios fechados, tentando-os a se abrir, e fico furiosa comigo mesma por corresponder. Mas eu já devia saber… é inevitável. Eu me abro para ela como sempre faço, minha língua encontra a dela, e agarro seus cabelos.

Gemendo grave e profundamente, ela fecha a mão livre em torno do meu pescoço para manter-me no lugar e colocar o corpo contra o meu, nossas bocas fundidas, e nossas línguas duelando, rolando e se atacando. É um beijo possessivo e exigente, e estou de volta à estaca zero. Eu me rendi com apenas um beijo. Sou fraca contra essa mulher. Impotente.

Interrompendo o beijo, ela me deixa ofegante e sentindo o movimento violento de seu peito contra o meu. Sua testa encontra a minha, e minhas narinas são invadidas por seu hálito mentolado.

– Aqui está ela – ela ofega, determinado.

– Você me pegou novamente.

Ela sorri de leve, circulando meu nariz com o dele.

– Senti sua falta.

– Por que foi embora, então?

– Não faço ideia. – Ela planta um beijo demorado nos meus lábios e me deixa deslizar por seu corpo. Sinto a inegável rigidez de sua ereção quando passo pela sua virilha e então olho para cima, encontrando um sorriso sombrio brincando nos cantos de sua boca. – Eu devia fazer você cuidar disto aqui. – Ela leva a mão ao pênis, e meus olhos chocados se arregalam. Meu Deus, eu provavelmente o faria. Ela destrói todas as minhas defesas e acaba com o meu pensamento lógico. Tem um efeito aterrorizante em mim. – Mas não vou deixar você de joelhos aqui fora. Faremos as pazes direito mais tarde.

Não sei se fico decepcionada ou aliviada.

Ela me oferece a mão, sorrindo, e, claro, eu aceito, deixando que ela me leve de volta ao bar.

– O que quer beber? – ela pergunta, me abraçando e conseguindo a imediata atenção do bartender assim que entramos.

– Zinfandel, por favor. – Chego mais perto dela. Nunca é perto o bastante.

Ela me estuda rapidamente com aqueles olhos inquiridores, apertando os lábios.

– E os seus amigos?

– Ah, vinho para Ally, vodca com tônica para Lucy e piña colada para Harry.

Seus olhos se arregalam.

– Harry?

Eu sorrio.

– Você o conheceu no Glams, lembra?

A lembrança surge em seu lindo rosto, e ela balança a cabeça, pasma.

Então me solta e vira para o bartender, que espera pacientemente que Lauren peça as bebidas.

Ally e Harry se aproximam, rindo e me olhando, mas eu os desmonto com apenas um olhar.

– Lauren pediu drinques para vocês – informo.

– Oh… uma deusa e uma cavalheira. – Harry se derrete, fixando o olhar descaradamente no traseiro de Lauren. Eu não o culpo, é um belo traseiro embalado em jeans.

Lauren entrega os drinques para Ally e Harry, e assisto em silêncio aturdido à Ally dar um beijo no rosto de Lauren. O que há de errado com essa mulher? Fico mais chocada ainda quando Lauren abre um sorriso brilhante antes de sussurrar algo em seu ouvido. O que está acontecendo?

Ela se vira, pisca para mim e leva Harry de volta à pista de dança. Lauren me entrega meu vinho e abre uma garrafa d’água para si mesma. Ela passa o braço livre pela minha cintura para me puxar para mais perto, e a olho cheia de incertezas.

– E aí, cara? – Liz aparece com Vero, ambas aceitando as cervejas que Lauren oferece. – Mila, não ganho um beijo? – ela se inclina para que eu a beije, mostrando aquela covinha adorável. Vero levanta a garrafa como cumprimento, sempre astuta e reservado.

Sorrio e busco o ouvido de Lauren.

– Vou me juntar aos outros. – Ela está com os amigos, e esta deveria ser minha noitada com as garotas, Hazz não conta. Ela enfia o rosto no meu pescoço e rouba uma carícia, tirando vantagem da minha posição.

– Vou observar daqui – ela adverte no meu ouvido, mordendo minha orelha e me dando um tapinha no traseiro. A dor passou, mas ainda há evidências da minha aventura no porta-malas de Margô. Eu me afasto e faço um beicinho de brincadeira, ganhando um sorriso amplo e uma piscadela.

Deixando-a no bar, encontro meus amigos na pista de dança, curtindo as músicas e as bebidas. Rio para Harry, que está em um mundo próprio, e, assim que “LoveStoned”, do Justin Timberlake começa a sair dos alto-falantes, sou recebida na pista de dança com gritos e festa.

No meu estado semiembriagado, engulo meu vinho e me desfaço da taça.

Se existe uma música que pode me tirar do meu desespero, ainda que por alguns momentos, é essa. O timing é impecável. As bolsas estão jogadas entre nós sem a menor cerimônia, Justin grita “Hey!”, e a multidão entra em transe.

Estou dançando feliz e rindo com Ally quando sou puxada pela cintura e rodopiada, dando de cara com Liz sorrindo para mim e acenando por sobre meu ombro.

– Aí vem ela. Espero que esteja pronta – ele diz.

– O quê? – eu grito por cima da música.

O sorriso de Liz aumenta, mostrando a covinha no ápice.

– Ela acha que a rainha da pista de dança.

Ela segura meus ombros, me faz dar uma volta de 180 graus, e vejo Lauren vindo na minha direção. Fico apreensiva que ela vá fazer uma cena e me tirar da pista. Por que motivo eu não sei, mas ela tem fama de me jogar sobre os ombros sempre que tem vontade.

Vejo-a se aproximar, diminuo meus movimentos e me concentro na sua chegada. Não sei como interpretar isso. Sua expressão é sensual e faminta, e estou envolvida por seu corpo magro e alto, cada vez mais perto de mim.

Quando ela chega, o mais próximo possível sem me tocar, estou completamente imóvel. Minha respiração fica mais pesada quando ela me abraça pela cintura e me puxa, minhas mãos inconscientemente indo parar em seus bíceps, e minha testa na dela.

– Você vai matar muitos homens se continuar dançando desse jeito. Gosta de JT?

– Sim – sussurro.

Ela abre aquele sorriso delicioso, capaz de me fazer derreter, reservado apenas para mulheres.

– Eu também. – Ela me beija e, então, para meu choque, pega minha mão e me rodopia, para logo depois me puxar de volta para seus braços. Ela não vai dançar, vai? – E é a versão estendida.

Olho para Liz, que revira os olhos e dá de ombros, e volto para Lauren, que tem o sorriso mais convencido estampado nos lábios. Ela vai dançar.

Não sei se é porque bebi o equivalente ao meu peso em vinho ou se é o comportamento presunçoso de Lauren – provavelmente o primeiro –, mas o que quer que seja, me leva a fazer um movimento indecente, em que deslizo as mãos abertas de modo obsceno do peito dela até as coxas, agitando os quadris. Aqui estou, agachada diante dela, com as mãos nas suas coxas magníficas, olhando de baixo para cima para a mulher mais lindo que já vi.

Meu vestido deve ter subido a ponto de eu estar mostrando a bunda da pior maneira possível, mas não me importo. Toda a minha atenção está na deusa que me olha com uma expressão lasciva e promissora. Abro um sorriso ousado, colocando as mãos calculadamente bem perto de sua virilha, antes de fazer o movimento inverso. Quando meu rosto passa por sua pélvis, roço meu nariz no zíper da calça, sentindo-a tremer, antes de me apoiar nos braços e levantar. Meu coração bate forte quando ela resfolega em meu ouvido, a respiração pesada e quente.

– Eu devia deixar você de quatro e comer você até gritar. Esse vestido é absurdo.

Antes que eu tenha tempo de responder “sim, por favor!”, sou girada e vejo Lauren fazer uma paródia do próprio sr. Timberlake. Fico espantada com o que ocorre diante dos meus olhos. Lauren Jauregui sabe dançar – e dança bem.

Ela se move em volta de mim, seu ritmo impecável, atraindo a atenção de muitas mulheres e homens, que ficam encantados. Olho de relance para os demais, todos curtindo o momento de Lauren, e dou risada. Estou rindo porque seus movimentos fluidos, confiantes e sensuais são uma grata surpresa. Ela não tem destreza apenas na cama. Será que existe algo que não faça bem?

Inclinando-se sobre mim, ela desenha um círculo com o quadril antes de me rodopiar 360 graus sob seu braço para, em seguida, me puxar contra o peito e roçar a evidente ereção contra meu ventre. Acaricio seu membro por cima do tecido e levanto as sobrancelhas quando ela me adverte com um sinal de cabeça.

É sua vez de deslizar o corpo pelo meu, e ela ri quando agarra meus quadris, e meu corpo estremece. Acompanho seu olhar até que ela se ajoelha na minha frente, movendo aquele quadril glorioso no ritmo da música.

Toda a sua atenção está concentrada em mim e somente em mim, como se nada nem ninguém mais existisse. Amo o fato de que ela não hesita, não se importa com o que os outros pensam. É confiante, feminina e sem pudores.

É revigorante. Estou me apaixonando perdidamente por essa mulher. E acho que não há muito que possa fazer quanto a isso… ou queira.

Olho para os outros e vejo Liz dançando com Ally, e Vero se aproximando de Lucy. Vero, com toda a sua classe, parece meio esnobe para Lucy, que é atrevida e às vezes meio boba, mas o álcool claramente a deixou mais solta, porque está rindo e se livrou do paletó. Harry está agindo como Harry, dançando como um maníaco.

Volto minha atenção para Lauren quando ela me agarra pelo quadril e me beija longa e languidamente no ventre, olhando fixamente nos meus olhos, até ficar de pé e colar os lábios nos meus. Envolvendo-a pelo pescoço, suspiro em sua boca.

– Parece que tenho concorrentes.

– Não, você venceu.

Ela se afasta um pouco e me dá aquele sorriso atrevido.

– Venci mesmo – ela me solta, e jogo os cabelos sobre os ombros, deixando que me conduza. Nós nos movemos em perfeita harmonia juntos. É perfeito.

Ela é perfeita, e todos os pensamentos conflitantes são esquecidos quando toda a sua atenção está em mim.

A batida poderosa diminui, transformando-se em sons de violinos e um ritmo lento e intenso, estou sem fôlego e com o corpo grudado no de Lauren.

Ela enfia a coxa entre minhas pernas e nos embala ao som da música.

Observo seu belo rosto enquanto ela canta para mim e tenho um momento de pura lucidez. Merda, acho que amo esta mulher. Não sei quase nada sobre ela, mas apesar de meu pouco conhecimento, ela me arrebatou.

Não posso mais lutar. Simplesmente é assim.

Fico na ponta dos pés, pouso os lábios nos dela e, em poucos segundos, depois de ela gemer na minha boca e me apertar um pouco mais, estamos em um abraço apaixonado e profundo.

A música termina, sendo substituída por outra, e arquejo as costas em seus braços. Ela se dobra junto comigo, apoiando minhas costas, se recusando a interromper o contato com meus lábios. Com um gemido resignado, ela finalmente interrompe nosso beijo, mas me mantém suspensa. Não é desconfortável, ela sustenta todo o meu corpo, como se eu não pesasse mais que uma pluma.

Seus olhos verdes brilham e penetram meu coração e minha alma, ela se inclina novamente, e nossos lábios se tocam suavemente.

– Você me ganhou, baby.

Bem… essa frase está causando furor na minha mente embriagada.


Notas Finais


Como estamos?


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...