História The Lover - Capítulo 24


Escrita por: ~

Exibições 164
Palavras 1.182
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: FemmeSlash, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Slash, Yuri
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


OOOOi Lovers!
Aqui vamos nós com mais um cap fresquinho!
Volto daqui a pouco.
Beleza? Beleza!

Capítulo 24 - Capitulo 24


Deixo a pista de dança com a mão de Lauren na minha lombar, me guiando enquanto afasta as pessoas com seu braço livre. Ela me leva para uma mesa alta, mas todas as cadeiras foram levadas dali.

– Espere aqui – ela me coloca ao lado da mesa e me segura pela nuca, depositando um beijo na minha testa. – Não se mexa.

Deixo minha bolsa sobre a mesa e a vejo sumir em meio à multidão, mas não fico muito tempo a sós com meus pensamentos – o que é provavelmente uma boa ideia, já que não sei como interpretá-los – e Ally e os demais aparecem em meio à massa, rindo e suando, junto com Liz e Vero.

Liz me vê sozinha:

– Onde está Lauren?

Eu faço uma expressão confusa.

– Não sei – aponto na direção em que Lauren foi, no exato momento em que ela reaparece em meio às pessoas, segurando uma cadeira alta acima da cabeça.

Ela a coloca no chão.

– Sente – ela ordena, me levantando do chão. – Bebidas? – pergunta.

Todos aceitam e gritam seus pedidos, deixando-a atordoado, e ela decide aproximar os ouvidos para escutar o que cada um quer.

Liz se voluntaria.

– Eu ajudo.

– Sim, eu também vou – Vero segue Lauren e Liz até o bar, deixando três pares de olhos cravados em mim.

– O que foi? – pergunto. Eu sei o que foi. Minha mente de repente está nadando em vinho.

Ally levanta sua sobrancelha desenhada para mim, cruzando os braços.

– Você parece confortável – ela dispara.

Harry ajeita as grandes lapelas de sua camisa coral.

– Confortável? Não, não, não. Aquilo não é confortável. Aquilo é garantia de sexo selvagem esta noite, querida! – ele levanta as mãos, e Ally e Lucy concordam, os três se cumprimentam ao mesmo tempo.

Eu olho para Ally em desaprovação.

– Você e eu, mais tarde.

Ela respira fundo.

– Oh, que bravinha!

– Você viu como ela dança? – Lucy incentiva.

– Até que não é ruim – Hazz despreza, e todas nós rimos. Alguém roubou os holofotes de Harry na pista de dança.

– Pois bem… – disparo contra Ally. – Por falar em confortável – olho para Liz, que volta em meio à multidão, equilibrando três drinques nas mãos.

– Um pouco de diversão – ela dá de ombros.

– E você? – olho para Lucy.

Ela me olha, chocada.

– Eu?

– Sim, vi você se insinuando para Veronica.

Harry joga as mãos para cima, exasperado.

– Sou o maior segura vela! Quero ir pro Route Sixty! – ele vira para Lucy. – Querida, por favor!

– Não! – ela exclama, e eu não a culpo. Para variar, é Lucy que está recebendo atenção e, possivelmente, é quem vai se dar bem desta vez.

Liz coloca as bebidas na mesa, e Vero aparece logo depois, passando muito perto de Lucy. Ela ri e ajeita os cabelos.

Liz sorri.

– Vinho para Ally – ela faz uma reverência e entrega a taça a ela. – Vodca para Lucy, e não faço ideia do que seja isso, mas parece extravagante, então deve ser seu. – Liz entrega a piña colada para Harry, com uma piscadela.

Meu amigo gay enrubesce visivelmente e faz um gesto desmunhecado para Liz. Não acredito no que vejo. Pela primeira vez na vida, Harry ficou tímido! Ah, é uma oportunidade boa demais para perder.

– Harry, seu rosto está combinando com a sua camisa! – deixo escapar, em meio a gargalhadas incontroláveis.

Todos se viram para Harry, o que só intensifica seu rubor e, em seguida, seu embaraço. Uma crise de riso se instala, fazendo Harry bufar algumas vezes antes de se retirar.

– Qual é a graça? – Lauren pergunta quando volta, colocando meu vinho e uma garrafa d’água sobre a mesa. Não consigo falar. Ainda estou me recuperando do ataque de riso, enxugando os olhos.

– Acabamos de encontrar o calcanhar de Aquiles de Harry – Ally conta, quando percebe que não estou nem perto de me recompor. Lauren parece perplexa e olha para o grupo de hienas para o qual voltou. Vejo Liz dar de ombros e dar um gole em sua cerveja.

– Liz – explico, em meio às gargalhadas finais.

– Liz? – Lauren parece confuso.

Lucy entra na conversa.

– Harry ficou com vergonha da Liz! – ela grita, fazendo estardalhaço.

Lauren balança a cabeça, abre sua garrafa d’água e bebe um gole.

– Aqui. Beba – ela coloca a garrafa perto de minha boca e me dá uma ordem, e eu a aceito com prazer, apesar da rispidez do gesto. Estou começando a sentir a desidratação se instalar. Logo volto para meu vinho, no entanto, e dou fim à taça.

Fico sentada quieta, vagamente ciente de que estão conversando ao meu redor, mas minha cabeça está de repente enevoada. Foi o último drinque que eu não devia ter tomado. As vozes soam abafadas e começo a enxergar em duplicidade.

É, missão cumprida… Estou chapada.

Sinto a mão de Lauren na minha nuca, massageando meus cabelos e conversando com Liz. Fecho os olhos, absorvendo o toque firme com que ela encosta em meus músculos por uma eternidade.

Quando abro os olhos, ela está inclinada e olhando dentro dos meus olhos bêbados, balançando a cabeça.

– Vamos. Vou levar você para casa.

Não discuto. Estou bêbada demais para fazer qualquer coisa… inclusive levantar.

Sou colocada diante de um por um, todos me beijando no rosto, enquanto Lauren me apoia. Quando ele se certifica de que me despedi de todos, sou levada para a saída. Devo admitir: se Lauren não estivesse lá, me segurando pela cintura e me mantendo de pé, eu teria caído de cara no chão.

Sinto o ar fresco, me fazendo tremer de leve, mas logo sou levantada do chão, sentindo o conforto familiar do peito de Lauren contra meu rosto, enquanto ela me carrega para o carro.

– Você não vai vomitar em mim, não é? – ela pergunta.

– Não – respondo, com a voz mole.

– Tem certeza? – ela ri, e posso sentir a vibração de seu peito.

– Estou bem – balbucio em sua camisa.

– Está bem. Me avisar com alguns segundos de antecedência pode ser bom. Vou colocar você no meu carro agora.

– Não vou vomitar – insisto.

Percebo quando ela me coloca dentro do carro, e a sensação do couro frio na parte de trás das minhas pernas quando me recosto no assento. Ela se inclina sobre mim para afivelar meu cinto de segurança, seu cheiro de água fresca e o hálito mentolado invadem minhas narinas. Eu os reconheço, mesmo no meu estado embriagado. Ela se afasta, mas continua no meu campo de visão, e há duas dela. Tento encontrar um foco e acabo enxergando um sorriso largo.

– É adorável mesmo quando está bêbada – ela me dá um beijo casto nos lábios. – Você vem para casa comigo.

– Você é autoritária – reclamo.

– Melhor se acostumar. – Ela dá a partida no carro e as vibrações do motor instantaneamente fazem um estrago em meu estômago cheio de álcool.

Ouço-a rir sozinho.

– Lolo?

– Sim, Camz?

– Quantos anos você tem?

Ouço-a definitivamente suspirar.

– Vinte e cinco.

Estou mesmo muito bêbada, e sinto que o carro começa a se mover, mesmo estando de olhos fechados.

– Não importa quantos anos você tem – murmuro.

– Não?

– Não, não importa. Nada importa, amo você mesmo assim.

Ouço uma respiração rápida e profunda antes de perder os sentidos.


Notas Finais


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