História The Lover - Capítulo 25


Escrita por: ~

Exibições 247
Palavras 4.895
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: FemmeSlash, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Slash, Yuri
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Hey Lovers!
Ultimo cap de hoje.
Vejo voces na Segunda! Bjs!

Capítulo 25 - Capitulo 25


Ai! Aperto meus olhos sensíveis diante do bombardeio de luzes que os invade e os fecho de novo, virando de lado. Noto na hora que não estou em minha cama. Abro os olhos e me sento. Ai!

Seguro a cabeça com as mãos para tentar diminuir a dor, mas, a menos que eu dê um tiro no cérebro, nada vai aliviar o baque. Esta é uma ressaca incurável. Eu sei disso.

Olho para o quarto e logo reconheço o local. Estou na suíte máster do Glams, mas sem a menor ideia de como vim parar aqui. Nunca fiquei tão bêbada a ponto de perder a memória. Tento repassar noite e instantaneamente me lembro do bar e de Lauren…

Levanto os lençóis, olho embaixo e vejo que estou de calcinha e sutiã, portanto, não consigo imaginar que nenhuma transa ao estilo de Lauren tenha ocorrido. Dou um sorriso.

Meu Deus, preciso de uma escova de dentes e um copo d’água, já.

Levanto com cuidado, me desvencilhando dos lençóis, me deleitando com o cheiro do perfume de Lauren, que invade minhas narinas. Cada movimento mínimo tem um impacto na minha pobre cabeça e, quando fico de pé, apenas de lingerie, começo a cambalear. Ainda estou bêbada.

– E como vai minha deliciosa mocinha esta manhã? – ela vem até mim, simplesmente delicioso de cueca boxer branca e um top da mesma cor, os cabelos despenteados. Sei que provavelmente estou horrível, cabelos revirados e maquiagem borrada.

– Terrível – confesso, de mau humor. Posso ouvi-la rir baixo. Se pudesse coordenar meus movimentos, tentaria dar um soco nela. Seus braços me envolvem, e agradeço o apoio, enterrando a cabeça em seu peito.

– Quer café da manhã? – ela pergunta, acariciando meus cabelos. Mesmo sua doce massagem no meu couro cabeludo parece fazer um som incrivelmente alto, e quase vomito só de pensar em comida. Ela deve ter percebido minha ânsia de vômito e náusea, porque ri de novo. – Só água, então?

– Por favor – balbucio em seu peito.

– Venha aqui – ela me carrega para o andar de baixo, até a cozinha, me sentando gentilmente no balcão.

– Ah! – Merda, está gelado!

Ela ri, me soltando devagar, como se tivesse com medo de que eu caísse. É uma possibilidade. Estou péssima. Agarro as bordas do balcão para me equilibrar e observo, com os olhos semicerrados, Lauren abrir quase todos os armários da cozinha antes de encontrar onde estão os copos.

– Não sabe onde estão seus próprios copos?

Ela revira em uma gaveta, tirando um sachê branco.

– Estou aprendendo. A governanta tentou me ensinar, mas eu estava um pouco distraído. – Ela abre um sachê e vira o conteúdo em um copo. Os músculos de suas costas se movem quando pega uma garrafa d’água na geladeira, enchendo o copo rapidamente e trazendo-o para mim.

– Sal de frutas. Você vai ficar boa em meia hora. Beba.

Levanto o braço para pegar, mas meus membros não obedecem meu cérebro, então, sem uma palavra, ela se enfia entre minhas pernas e segura o copo diante dos meus lábios. Bebo tudo.

– Mais?

Balanço a cabeça.

– Nunca mais vou beber – resmungo, caindo para a frente, em seu peito.

– Isso me deixaria muito feliz – ela acaricia as costas. – Me prometa que não vai ficar nesse estado sem que eu esteja presente para cuidar de você.

– Nós brigamos? – pergunto, lembrando nossa discussão do lado de fora, mas fizemos as pazes depois daquilo.

Ela suspira.

– Eu abdiquei do poder temporariamente.

– Deve ter sido um desafio e tanto – respondo, seca.

Ela puxa a alça do meu sutiã.

– Foi mesmo, mas você vale o esforço. – Ela vira o rosto para mim, beijando meus cabelos, antes de se afastar e olhar minha nudez. – Amo você de renda – ela diz, suave, desenhando uma linha pelo cós da minha calcinha. – Banho? – faço que sim com a cabeça e o enlaço com as pernas e os braços, enquanto ela me tira do balcão.

Sou carregada de volta ao andar de cima da cobertura, em direção ao banheiro, e colocada de pé do lado de fora do box. Ela me deixa ali, cambaleando, e vai ligar o chuveiro. Assim que fica diante de mim de novo, caio para a frente, sobre seu peito.

– Você está com muita pena de si mesma, não está? – ela me pega no colo e me senta na pia. – Tenho boas lembranças de você sentada exatamente aí.

Eu faço uma careta, mas então me dou conta… nosso primeiro encontro sexual aconteceu aqui, na noite de lançamento do Glams. Olho para cima e vejo olhos verdes confusos fixos em mim.

– Finalmente estou onde você queria, não é?

Ela pousa a mão no meu rosto.

– Era para acontecer, Camz – ela pega a escova de dentes, passa um pouco de creme dental e a coloca sob a torneira. – Abra a boca – ordena.

Ela escova meus dentes com delicadeza, segurando meu queixo com a mão livre. Fico observando enquanto ela se concentra em seus movimentos pequenos, fazendo círculos na minha boca, quando a constatação que tive na pista de dança volta – o momento em que finalmente admiti para mim mesma que estou definitivamente apaixonada por esta mulher. Eu não estava tão bêbada quando essa noção caiu na minha mente encharcada de vinho.

Levanto a mão para acariciar sua face e seus olhos grudam nos meus, os lábios entreabertos. Ela para de escovar para virar o rosto e beijar a palma da minha mão. Sim, eu amo Lauren. Meu Deus, o que vou fazer?

– Cuspa – ela diz em voz baixa dentro de minha mão.

Tiro a mão de seu rosto e me inclino sobre a pia para livrar minha boca da espuma antes de voltar a encará-la.

– Obrigada – falo, com a voz entrecortada.

Os cantos de sua boca se curvam em um meio sorriso.

– Foi tanto para o seu bem quanto para o meu – ela se inclina e me beija suave e lentamente, sua língua varrendo minha boca com carinho. – Você é péssima de ressaca. Posso fazer alguma coisa para ajudar? – ela me puxa de cima do gabinete da pia, me coloca de pé diante dela e me levanta pelo traseiro, me tirando totalmente do chão.

– Você tem uma arma? – pergunto, séria. Isso curaria minha dor de cabeça latejante.

Ela ri, daquelas risadas de balançar a barriga.

– Está tão mal assim?

– Sim. Por que é tão engraçado?

– Não é. Desculpe. – Ela fica sério e passa um dedo pelo lado do meu rosto. – Eu vou fazer você melhorar agora.

Ahn? O álcool claramente não acabou com a minha libido, porque cada terminação nervosa e desidratada acaba de acordar para a vida. Devo estar horrorosa, e ainda assim ela está louco de vontade?

Ela estende os braços até minhas costas, abre meu sutiã e o tira antes de se abaixar e beijar cada um dos meus mamilos. Eles endurecem imediatamente sob o contato breve de seus lábios, e meus seios ficam pesados no meu peito. Meu corpo se esquece totalmente dos efeitos do álcool e agora vibra na expectativa por seu toque.

Sua cabeça se levanta e seus lábios encontram os meus, minhas mãos sobem por seus braços e se perdem em uma massa de cabelos negros e macios.

Meu Deus, que saudade tive disso. Foram quatro dias, mas senti tanto a falta dela que chega a ser assustador.

– Você é viciante – ela sopra as palavras em minha boca. – Agora vamos fazer as pazes direito.

– Nós não fizemos? – pergunto. Minha voz está ofegante e desesperada.

– Não direito, mas vamos fazer logo, baby.

Uma onda de tremores me percorre quando ela beija meu nariz e ajoelha diante de mim, segurando meus quadris, os polegares enganchados na minha calcinha.

Fico tensa e espero, mas ela não tenta se desvencilhar. Olho para baixo e a vejo de joelhos ali, com a testa descansando na minha barriga, enquanto passo as mãos pelos seus cabelos. Ficamos nessa posição por uma eternidade, presas em nosso estado onírico, apenas a observo passar a testa pelo meu ventre, para cima e para baixo.

Finalmente, ela respira fundo e pousa os lábios logo abaixo de meu umbigo, deixando-os ali por alguns segundos, antes de baixar minha calcinha pelas pernas. Ela toca meu tornozelo – uma instrução muda para eu levantá-lo – e repete a ação com o outro pé.

(Play Make up Sex - SoMo)

Olho para ela ajoelhado, de cabeça baixa, e sei que algo está passando por sua cabeça, então puxo seus cabelos de leve para tirá-la de seu devaneio, e ela levanta a cabeça para me olhar, seu olhar fixando-se no meu. Sua linha de expressão está bem pronunciada quando ela enche as mãos em meu traseiro e mergulha de novo, beijando minha barriga. Está se comportando de maneira peculiar.

– O que foi? – não consigo mais esconder minha preocupação.

Ela me dá um sorriso amarelo.

– Nada – diz de modo pouco convincente. – Não há nada errado.

Não tenho tempo de preparar uma resposta, ela mergulha o rosto entre as minhas pernas, e meus joelhos falham.

– Ahhhhhh! – Minha cabeça pende para trás, e meus dedos agarram mais ainda os seus cabelos. Em uma lambida deliciosa ela me tem nas mãos, e a minha urgência de arrancar a verdade dela é completamente esquecida.

Ela me segura pelo quadril, o que me faz tremer. Ela é a única coisa me amparando. Sinto sua língua quente e habilidosa circular meu feixe de nervos hipersensíveis, rodeando-o com movimentos lentos e precisos, antes de se enterrar no meu sexo. Não há um milímetro de mim que ela não esteja explorando.

– Eu preciso de um banho – reclamo.

– Eu preciso de você – ela murmura contra a minha pele.

Eu me transformo em lava derretida quando ela aumenta a pressão, cravando os dedos no meu quadril enquanto me esfrego em sua boca. É uma questão de segundos até eu explodir, a tensão crescente que invade meu sexo me fazendo prender a respiração, o coração na boca.

– Seu gosto é incrível. Avise quando estiver chegando lá.

– Estou quase! – arquejo, em meio a um supiro. Deus, como estou perto!

– Alguém está intensa esta manhã. – uma das mãos solta o meu quadril, e dois dedos me penetram, me fazendo entrar em órbita.

– Caralho! – grito. – Por favor! – devo estar arrancando seus cabelos.

– Olha… a… boca… porra! – ela adverte, entre estocadas poderosas.

Ela não pode me censurar por dizer palavrões em momentos como esse. A culpa é dela por me submeter a isso.

Ela abre minha fenda com os dedos, desenhando círculos e entrando bem fundo, enquanto estimula meu clitóris com o polegar e lambe meus lábios sensíveis. É um prazer torturante que eu poderia suportar para sempre, se não fosse a pressão que cresce em mim, exigindo ser libertada.

– Laur! – grito, desesperada.

Com mais algumas manobras estudadas com seus dedos e sua língua, sou atirada em um abismo e despenco em direção ao nada, a dor no meu cérebro desidratado substituída por faíscas de prazer. Estou curada.

Ela lambe e chupa, lenta e gentilmente, me trazendo de volta ao estado normal, meu corpo relaxando, e meus batimentos cardíacos se estabilizando ao mesmo tempo que desenho círculos suaves em seus cabelos.

– Você é a melhor cura para ressaca – expiro satisfeita.

– Você é a melhor cura para tudo – ela argumenta, sua língua traçando uma linha pelo meio do meu ventre e entre os meus seios, enquanto ela levanta. A linha segue até o meu pescoço, e ela geme ao inclinar minha cabeça para o lado e lamber meu pescoço.

– Hmmm, agora… – ela beija meu queixo. – Vou comer você no chuveiro. – Ela puxa meu queixo para baixo, para que minha cabeça volte à posição normal, dando a ela acesso aos meus lábios. – Fechado?

– Fechado – concordo. Que pergunta estúpida. Fiquei quatro dias sem ela.

Massageio seus adoráveis seios sem pressa, pousando os olhos na feia cicatriz.

– Não pergunte. Como está a cabeça?

Tiro os olhos da cicatriz e a encaro, notando que ela me lança um olhar de advertência. Não vou desafiar esse tom nem essa expressão.

– Melhor – respondo. Seu rosto suaviza, e ela olha para a própria cueca.

Aproveito a deixa e enfio a mão no cós, roçando sua ereção matinal. Busco seus olhos e a encontro me observando com cuidado. Quando chego mais perto, ela aproveita a oportunidade para encostar a testa na minha, me abençoando com aquele hálito mentolado, sua marca registrada.

Estamos cercadas por vapor, a condensação toma conta do banheiro, e enfio as mãos na parte de trás de sua cueca, apalpando seu traseiro firme e maravilhoso.

– Eu amo isso – sussurro, moldando as palmas em suas nádegas.

Ela esfrega a testa na minha.

– É todo seu, baby.

Sorrio em aprovação e trago as mãos para a frente, segurando seu pênis grosso e pulsante pela base.

– Eu realmente amo isso.

Ela solta um grunhido de satisfação, abaixando para se apoderar dos meus lábios, tomando minha boca possessivamente, me forçando a soltar sua ereção e colocar a mão de volta em seu traseiro. Sou puxada com força contra seu peito, recebendo o impacto total de seu sexo no meu. A necessidade de tê-la dentro de mim me faz interromper nosso beijo e puxar a cueca por suas pernas longas e torneadas. Ela tira uma das mãos do meu traseiro para me ajudar, a roupa íntima logo fora do caminho, sua ereção sólida apontando para mim. Vai ser um momento de choque e delírio. Tenho razão. Sou rapidamente pega pela cintura e trazida ao encontro de seu corpo teso.

– Coloque as coxas em volta da minha cintura – ela rosna no meu pescoço, enquanto me chupa e me morde. Obedeço sem pensar, enlaçando-a para que me sustente, seu membro roçando minha entrada, fazendo um grito desesperado escapar da minha boca.

– Ah, Deus! – arquejo.

Ela aperta os lábios contra os meus, gemendo quando nossas línguas fazem uma dança cerimonial, minhas mãos acariciando seu rosto, enquanto ela me segura pela cintura e nos guia para o chuveiro. Sou imediatamente prensada contra os azulejos, sua mão na parede sobre minha cabeça, e ela idolatrando minha boca, a água quente caindo sobre nós.

– Isso vai ser intenso, Camila – ela avisa. – Pode gritar.

Madre de Dios. Estou em chamas, e isso não tem nada a ver com a água quente derramando sobre nós. Eu me agarro às suas costas assim que sinto-a se afastar, se preparando para me penetrar, e relaxo as coxas para oferecer mais espaço. Com a mão que antes estava espalmada na parede, ela guia a si mesma até minha entrada, os olhos fixos nos meus, e a cabeça me cutucando. Sinto um arrepio.

– Você e eu – ela diz quando aproxima seus lábios dos meus, me beijando com voracidade. – Não vamos mais lutar contra isso. – Com um movimento preciso do quadril, ela avança, me preenchendo completamente e batendo a mão na parede ao lado da minha cabeça, com um rugido.

Dios! – grito.

– Não, cariño, sou eu – ela diz com a voz tensa entre investidas poderosas, me empurrando contra a parede. – É bom, não é?

Cravo minhas unhas nela, tentando me apoiar, mas a água caindo em suas costas torna impossível segurá-la.

– Camila?

– Sim! – jogo a cabeça para trás, ofegante e louca de prazer, a cada estocada forte ela me leva em direção ao êxtase absoluto. Sinto seus lábios explorarem meu pescoço exposto, a água fazendo-os deslizar pela minha pele em brasa.

– Você é perfeita – ela geme na minha garganta, mantendo seu ritmo voraz. – Você já está lembrada?

Ah, essa é uma transa de lembrete! Ela não precisava se preocupar. Não existe chance de eu ter esquecido.

– Camila, você já lembrou? – ela rosna, com um golpe de quadris a cada palavra.

– Eu nunca esqueci! – grito, indefesa diante das duras investidas contra o meu corpo. Solto as costas dela, sabendo que ela vai me segurar, e trago seu rosto para perto do meu, tirando a água que escorre. Seu olhar encontra o meu.

– Eu nunca esqueci – grito entre um ataque e outro.

Senti-la dentro de mim, sentir Lauren tremer com a intensidade de nossos corpos se movendo juntos, faz minhas emoções me cercarem por todos os ângulos. Ela respira de maneira irregular, inclina a cabeça para chegar aos meus lábios. É um beijo com significado, e me desfaço nele. Ela geme dentro de minha boca, e eu seguro seu rosto, absorvendo a paixão que irradia de cada poro de seu corpo. Ela me penetra, forte e rápido, e, quando a fome mútua nos ataca e chego a um ponto sem volta, travo minhas coxas na sua cintura, cada músculo meu aguardando o momento da explosão, que já surge no horizonte. Ela treme, balbuciando palavras incoerentes contra meus lábios.

Ah, merda!

Ela solta a cabeça para trás.

– Meu Deus!

– Laur, por favor! – mais um grito. Estou no limite do insuportável. Não sei o que fazer comigo mesma.

Ela me olha nos olhos de novo. Estão semicerrados e com as pupilas dilatadas. Fico ligeiramente preocupada.

– Mais forte, Camila?

O quê? Meu Deus, ela vai me partir em duas.

– Responda à pergunta – ela ordena.

Si! – grito novamente. É possível ser mais forte?

Ela faz um som gutural no fundo da garganta, aumentando o ritmo para algo ainda mais determinada – algo que eu nunca achei que seria possível.

Aperto as coxas até sentir dor, mas isso só aumenta a fricção e, por consequência, meu prazer.

– Lauren! – chego ao clímax, explodindo em torno dela num urro, o gemido que irrompe dela sinalizando que também atingiu o orgasmo e se mantém enterrada em mim, seu corpo enorme em espasmos, ao mesmo tempo que grita meu nome. Sinto o calor de seu prazer fluir quente dentro de mim, enquanto descanso a cabeça em seu ombro, o meu coração batendo descompassado no peito.

Ah, meu Deus! Ela me sustenta com apenas um braço, o outro antebraço apoiado na parede, o rosto enfiado em meu pescoço. Ela está sem fôlego, meus músculos internos naturalmente se moldam ao seu membro pulsante que continua se movendo, num vaivém gentil. A água cai sobre nós, mas ainda posso ouvir nossa respiração em volume mais alto que o barulho da água.

– Caralho… – ela sussurra, tentando estabilizar a respiração.

Dou um suspiro. Sim, caralho mesmo. Isso foi mais que intenso. Minha mente virou geleia, e sei que não vou conseguir ficar de pé se ela me colocar no chão.

Como se tivesse lido meus pensamentos, ela nos vira, ficando de costas para a parede, deslizando para o chão em seguida e me deixando sentada em seu colo. Estou com o rosto em seu peito e ainda posso senti-la pulsar dentro de mim.

Estou destruída. Minha ressaca desapareceu, mas foi substituída por uma total exaustão. Fecho os olhos e me deito em paz, colada ao corpo firme dela.

– Camila, você é minha para sempre – ela diz com suavidade, enquanto acaricia minhas costas com ambas as mãos.

Meus olhos se abrem, e muitos pensamentos invadem meu cérebro em recuperação, o mais gritante sendo “Eu quero ser”. Mas não o digo. Depois de ter essa epifania, fico petrificada por saber que vou ser abandonada para curar um coração partido. Minha maldita força de vontade não serve para nada, mas não consigo resistir a ela.

– Fizemos as pazes? – pergunto, pousando os lábios em seu peito e traçando o caminho até seu mamilo.

– Fizemos as pazes, baby.

Sorrio contra o peito dela.

– Fico feliz.

– Eu também. – Ouço apenas um fio de voz. – Muito feliz.

– Onde você esteve?

– Não importa, Camz.

– Importa para mim – argumento, bem baixinho.

– Você pediu espaço. Eu voltei. É só o que importa – ela aperta meu traseiro e me puxa para mais perto, o restante de sua ereção me acariciando deliciosamente.

Suspiro de novo e me afasto dela, levantando os olhos pesados.

– Preciso lavar a cabeça.

Ela tira os cachos molhados do meu rosto e me beija com doçura.

– Está com fome?

Estou, pensando bem. Sexo de ressaca me abriu o apetite.

– Muita – levanto para pegar o xampu. – Só isso? – olho para o frasco e depois para Lauren. – Não tem condicionador?

– Não, sinto muito – ela também levanta, pega o xampu das minhas mãos e aplica um pouco nos meus cabelos. – Eu quero fazer isso.

Eu abro mão da tarefa de lavar os cabelos, deixando que ela os ensaboe, suas mãos imensas massageando minha cabeça. Fecho os olhos, deixo a cabeça pender para trás e absorvo os movimentos ritmados de suas mãos, mas, antes do que eu gostaria, ela me coloca debaixo do jato d’água.

– Que porra é essa? – ela vocifera.

– O quê? – viro para entender do que ela está falando e vejo de relance seu olhar chocado. Ela me coloca de novo de costas.

– Isto aqui!

Olho por sobre meu ombro e me deparo com ela, boquiaberta, olhando para o meu traseiro e os hematomas da minha aventura na parte de trás de Margô.

– Caí no porta-malas da Margô.

– O quê? – ela dispara, impaciente.

– Eu estava segurando o bolo no porta-malas da Margô. – tento fazê-la lembrar. – E fui meio que arremessada de um lado para outro.

– Meio quê? – ela ironiza, passando a mão pela minha bunda. – Camz, parece que você foi usada como bola de rúgbi.

Dou risada.

– Não está doendo.

– Chega de segurar bolos – ela declara. – Estou falando sério.

– Você está exagerando.

Ela resmunga palavras inaudíveis e ajoelha, beijando cada uma de minhas nádegas. Fecho os olhos e suspiro.

– E vou conversar com Ally sobre isso, também – ela acrescenta, e imagino que vá mesmo.

Levantando de novo, ela me vira para encará-la, tirando a água do meu rosto. Abro os olhos e vejo que ela está me estudando, as feições neutras, mas os olhos contando uma história diferente. Ela está zangado por causa de alguns hematomas?

Lauren baixa a cabeça e beija minha clavícula, antes de lamber meu pescoço e chegar à minha orelha. Ela crava os dentes no lóbulo, puxando de leve. Sua respiração quente ali me deixa arrepiada. Caramba, eu poderia começar outra rodada!

– Mais tarde – ela sussurra, e solto um gemido, decepcionada. Não consigo me cansar dela. – Fora – ela ordena, me virando e colocando as mãos na minha cintura por trás para me guiar para fora do chuveiro.

Fico parada ali e a deixo passar a toalha pelo meu corpo e pelos meus cabelos para tirar o excesso de água. Está sendo tão atenciosa e carinhosa. Eu gosto disso. Na verdade, gosto até demais.

– Pronto – ela prende a toalha em torno da cintura, sem se enxugar.

É impossível resistir à tentação de lamber as gotículas que descem por seus ombros, mas ela pega a minha mão e sou conduzida ao quarto antes de conseguir satisfazer minha vontade.

Procuro meu vestido pelo quarto e olho para Lauren quando não o encontro.

Começo a babar ao vê-la vestir uma calça jeans.

– Sem cueca? – pergunto.

Ela sobe o zíper com cuidado e lança um olhar sombrio.

– Não. Não quero nenhuma obstrução desnecessária – seu tom é sugestivo e muito confiante.

Faço uma careta.

– Obstrução?

Uma camiseta branquíssima passa por seus cabelos molhados e cobre seu abdômen durinho. Estou de boca aberta.

– Sim, obstrução – ela confirma, com a voz rouca. Ela caminha até meu corpo nu e segura a minha nuca, para aproximar meu rosto do dela. – Se apronte – ela sussurra, me beijando com força.

– Onde está o meu vestido? – pergunto, com os lábios colados aos dela.

Ela me solta.

– Não sei – ele diz, fazendo pouco caso, e sai casualmente do quarto.

Como assim? Ela deve ter tirado a minha roupa, porque eu não estava em condições de fazê-lo. Entro no quarto para pegar minha lingerie. Pelo menos sei onde estão… não, não sei. Meu sutiã e minha calcinha sumiram.

Tudo bem, ela está jogando comigo. Vou para o seu closet e visto a camisa que, espero, seja a mais cara de todas. Desço para o primeiro andar e o encontro na cozinha. Ela está sentada à ilha, mergulhando o dedo em um pote de Nutella. Torço o nariz.

Seu sorriso me cativa quando ela olha para cima, seus lábios cobrindo um dedo coberto de Nutella.

– Venha aqui – ela ordena.

Fico parada na entrada, nua exceto pela camisa branca, e faço uma careta.

– Não – recuso, vendo seu sorriso se reduzir a uma linha fina.

– Venha… aqui – ela pronuncia as palavras devagar.

– Me diga onde está o meu vestido – eu a desafio.

Ela estreita os olhos para mim e coloca o pote com calma sobre o balcão. As engrenagens de sua mente estão à toda velocidade novamente, os dedos tamborilando ferozmente na superfície, me olhando de cima a baixo.

– Você tem três segundos – ela declara, a voz séria, o rosto impassível.

Levanto as sobrancelhas.

– Três segundos para fazer o quê?

– Para trazer esse traseiro lindo até aqui – é aquele tom ríspido. – Três…

Arregalo os olhos. Ela está falando sério?

– O que acontece se você chegar no zero?

– Quer descobrir? – ela continua impassível. – Dois…

Se quero descobrir? Merda, ela não me deu muito tempo para pensar.

– Um…

Merda! Vou voando até seus braços abertos, me chocando contra seu corpo. Impossível negar o olhar de satisfação que vi antes de enterrar a cabeça em seu pescoço. Não sei o que acontece se ela chegar ao zero, mas sei o quanto amo esses braços em volta de mim, então nem há o que pensar.

Meu rosto acaricia seu peito, e passo os dedos por suas costas, ouvindo seu coração bater calmamente. Ela expira, me coloca nos braços e me senta sobre o balcão, abrindo espaço entre minhas pernas e pousando as mãos nas minhas coxas.

– Gostei da camisa – ela acaricia minhas coxas.

– É muito cara? – pergunto, fazendo bico.

– Muito – ela dá aquele sorriso atrevido. Entendeu meu jogo. – O que você lembra de ontem à noite?

O que lembro? Eu estava ridiculamente bêbada, sem nenhuma vergonha naquela pista de dança e admiti para mim mesma que estou apaixonada por ela. Ela não precisa saber da última revelação.

– Você dança bem – decido dizer.

– O que posso dizer? Gosto de JT. – Ela dá de ombros. – Do que mais se lembra?

– Por quê? – pergunto, confusa.

Ela suspira.

– Se lembra de ter visto seu ex?

– Sim – confirmo, apesar de não gostar do fato.

– Se lembra do meu pedido?

– Sim – não há por que a desafiar. Não quero ver Matt.

– E em que momento começa a amnésia?

– Não me lembro de chegar em casa, se é isso que quer saber. Sei que bebi demais e que fui muito irresponsável.

– Não se lembra de nada depois que saímos do bar?

– Não – admito. Isso nunca me aconteceu antes.

– Que pena. – Seus olhos verdes buscam algo nos meus, mas não faço ideia do que possa ser. Ela se inclina e me beija com carinho, passando as mãos pelo meu rosto.

– Quantos anos você tem? – pergunto, olhando dentro dos seus olhos.

Ela mergulha os lábios nos meus de novo, fazendo-os se abrir, deixando a língua passear pela minha boca antes de morder meu lábio inferior e puxar de leve.

– Vinte e seis – ela sussurra, distribuindo beijos delicados por toda a minha boca.

– Você pulou os vinte e cinco – murmuro, fechando os olhos, em total contentamento.

– Não pulei, não. Você é que não se lembra de ter perguntado.

– Ah, depois do bar?

Ela passa o nariz no meu.

– Sim, depois do bar. – Ela se afasta e acaricia meu lábio com o polegar. – Está se sentindo melhor?

– Sim, mas você precisa me alimentar.

Ele ri e me beija de modo casto.

– Está fazendo exigências?

– Sim – digo, arrogante. – Traga minhas roupas.

Ela estreita os olhos para mim e ataca meu osso da bacia, apertando-o com força e me fazendo pular no balcão da cozinha.

– Quem é que manda, Camila?

– Do que está falando? – gargalho com as cócegas torturantes.

– Estou falando de como seria mais fácil se você aceitasse quem é que manda.

Não aguento mais.

– É você!

Ela para no mesmo instante.

– Boa menina. – Ela me agarra pelos cabelos e me puxa para a frente, me beijando com força. – Não se esqueça disso.

Eu me derreto com ela, absorvendo o tal poder com um longo suspiro, mas ela me solta rápido demais, me deixa sentada no balcão e volta alguns minutos depois com minha lingerie, meu vestido, meus sapatos e minha bolsa. Olho feio para ela enquanto pego meus pertences.

– Não olhe para mim assim. Você nunca mais vai usar esse vestido, posso garantir isso. Coloque a camisa por cima. – Ela olha com desaprovação para o vestido, antes de sair da cozinha para atender ao telefone.

Rio sozinha. Quem é que manda? Eu, é claro! Visto a roupa e reviro minha bolsa tentando encontrar minhas pílulas anticoncepcionais, mas depois de procurar minha nécessaire de maquiagem e tirar tudo de dentro, não as encontro.

– Está pronta?

Viro e vejo Lauren na entrada da cozinha, com a mão estendida na minha direção.

– Dois segundos. – Enfio minhas coisas na bolsa e saio com ela, pegando sua mão.

As sobrancelhas dela se levantam.

– Que bom que Cathy não está aqui. Ela teria um ataque cardíaco se visse esse vestido.

– Cathy?

– Minha governanta. – Ela olha com desgosto para o meu vestido e começa a fechar alguns botões da camisa. – Melhor assim – conclui, com um sorriso satisfeito.

Saímos do elevador, e sou levada pelo foyer do Glams, onde está Big Rob, que nota nossa presença.

– Bom dia, srta. Jauregui– ele cumprimenta, alegre. – Você parece melhor hoje de manhã, Camila.

Jesse acena para Big Rob, mas não diminui as longas passadas. Fico totalmente vermelha, oferecendo um sorriso doce enquanto aperto o passo, tentando acompanhá-la.

Ela me coloca no Aston Martin e me leva para casa naquela velocidade de arrepiar os cabelos, enquanto The 1975 acalma meus ouvidos.


Notas Finais


Como Estamos?
P.S. As falas em espanhol são meio que um fetiche meu. Sei la, só de imaginar a Camz ou a Laur falando em espanhol num momento intimo me faz arrepiar.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...