História The Lover - Part I - Capítulo 26


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Elizabeth Gillies, Halsey, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Ally Brooke, Camila Cabello, Camren, Dinah Jane, Elizabeth Gillies, Fifth Hrmony, Lauren Jauregui, Lucy Vives, Normani Kordei, Vero Iglesias
Exibições 662
Palavras 5.403
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: FemmeSlash, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Slash, Yuri
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi Lovers!
Desculpem a demora!
Só um cap hoje, maaaas é um cap especial!
Como a historia dessa fic é toda contada pela Camila achei que seria legal ter pelo menos um cap do ponto de vista da Lauren.
É um cap bônus, ok. É o mesmo cap da noite do lançamento do Glams (cap 11 e 12) mas contado pela Lauren.
Espero que gostem.
Beleza? Beleza!

Capítulo 26 - Capitulo Bonus


Lauren’s POV

Noite do Lançamento do Glams

 

O que esse imbecil está falando? Ele deve ter percebido que não estou interessado, mas isso não o faz calar a boca. Não precisa mais puxar o meu saco, porque já comprei a porcaria da cobertura. Ele já levou sua comissão. Me deixe em paz!

Concordo vez ou outra com algo, meneio a cabeça para o corretor imobiliário, mesmo não ouvindo uma palavra do que diz. Tudo o que ouço é uma voz doce e pouco convincente me dizendo que não está interessada.

Estudo atentamente suas costas dentro do vestido preto. Eu não devia ter saído da casa dela ontem à noite, não até que ela se rendesse a admitisse que também sente algo. Sei que sente. Estou com a determinação renovada, após passar o dia todo trancada em meu escritório sem conseguir fazer nada, a não ser uma sessão de tortura mental. E agora estou na minha nova casa, cercada pela sociedade esnobe, resistindo ao desejo de acionar o alarme de incêndio para evacuar o local e ficar a sós com ela.

Sorrio ao perceber que a amiga loira de Camila olha por sobre o ombro e arregala os olhos quando me vê. Ela se lembra de mim e, quando estou a ponta de mandar esse puxa-saco irritante embora, Camila se vira e me vê também. Seus olhos fazem mais que arregalar – eles quase saltam do rosto.

Não tenho tempo de sorrir para ela. Ela volta a me dar as costas, claramente chocada com minha presença. Isso só alimenta minha resolução. Não estaria tão incomodada se não se importasse.

Volto os olhos para o corretor e vejo seus lábios se movendo, mas nada do que ele diz faz sentido.

– É, obrigado. – Dou um tapinha em seu braço, uma despedida totalmente imprópria, mas tenho que ir a outro lugar.

Vou até ela, lendo os lábios da amiga, que avisa que estou chegando. Sim, baby. Estou chegando.

Eu me aproximo das duas garotas, Camila se recusa a virar, a amiga evidentemente entretida com a situação, o que significa que essa menina linda tem falado sobre mim. Meu nível de autoconfiança já alto atravessa o teto.

– Que bom ver você de novo, Ally – digo calmamente. – Camz?

Ela não toma conhecimento da minha presença, e os olhos da amiga passam de um para o outro, achando graça.

– Lauren – Kate cumprimenta. – Com licença. Preciso retocar a maquiagem. – Colocando a taça sobre o balcão, ela nos deixa a sós. Fico agradecida.

Após alguns segundos de espera, percebo que não vai se mexer, teimosa, então dou a volta para ficar de frente para o seu lindo rosto. Meu pau começa a latejar na hora.

– Você está linda – murmuro, correndo os olhos por cada centímetro perfeito de suas feições. Já provei esses lábios. Não sei o que vou fazer se não puder saboreá-los de novo.

– Você disse que eu nunca mais teria que ver você. – Ela fica na defensiva.

Isso não é um bom sinal.

– Eu não sabia que você estaria aqui. – Estou na defensiva também, embora não tenha o direito de estar.

– Você me mandou flores.

Eu luto para não sorrir.

– Ah, é. Mandei.

– Com licença, por favor. – Ela quer passar por mim, entro em pânico e então dou um passo para o lado para detê-la.

– Eu esperava que me mostrasse o apartamento – digo rápido, rindo por dentro com minha própria audácia. Conheço esse lugar de cabeça para baixo.

– Vou chamar Lucy. Ela ficará feliz em mostrar o local.

– Prefiro que seja você.

– Você não ganha uma trepada com o tour – ela retruca, rude, me fazendo encolher. Está diante de mim, parecendo ter literalmente caído do céu e está usando uma linguagem vulgar como essa?

– Você pode não usar essa linguagem?

Espero que ela me mande para aquele lugar, mas não.

– Desculpe – ela diz baixinho. – E coloque o banco no lugar quando dirigir o meu carro.

Agora não consigo mais esconder o sorriso e fico imensamente satisfeita quando ela começa a se movimentar desconfortavelmente. Aposto que adorou a brincadeira.

– E não mexa no rádio!

– Desculpe – sussurro. – Você está bem? Parece um pouco nervosa. – Não posso evitar. Estendo o braço, desesperada para sentir a maciez daquela pele de novo. – Algo está incomodando?

Ela se desvencilha de mim.

– Nada. – Ela está mentindo. Posso ver sua mão inquieta ao lado do corpo, e ela se esforça para não pegar uma mecha do cabelo. É assim que ela se entrega. – Ainda quer que mostre o local?

Meu sorriso se expande.

– Adoraria.

Ela quase sai da cozinha batendo os pés e começa a fazer gestos grandes.

– Lounge. – Eu já vi o lounge. Já vi tudo isso um milhão de vezes, então mantenho os olhos fixos no balanço de seus quadris enquanto ela me conduz pela minha nova casa. – Você já viu a cozinha – diz por cima do ombro, me dando um lampejo daqueles lábios carnudos. – A vista – ela aponta para

Miami, antes de voltar para dentro da cobertura e seguir pelo espaço aberto, em direção à sala de ginástica.

Algumas pessoas tentam me parar, e acelero o passo para acompanhá-la, dispensando-os com um aperto de mão rápido ou um aceno polido.

– Academia – ela murmura e entra, mas sai assim que atravesso a porta.

Dou risada enquanto a sigo pela escada. É necessária toda a minha força de vontade para não agarrá-la e levá-la para um dos quartos. Deus, quero cravar os dentes nesse traseiro firme que sobe os degraus à minha frente.

Depois de abrir e fechar cada porta no andar de cima e rapidamente me apresentar os cômodos, ela entra na suíte máster. Meu quarto. Será que percebe que acabou de entrar na cova dos leões? Isso não ajuda em nada a acalmar minha ereção.

– Você é uma guia especializada, Camila. – brinco, parando de frente para uma obra de arte sem graça. Mas há algo nos velhos barcos a remo – algo charmoso. – Se incomoda de falar sobre o fotógrafo?

– Giuseppe Cavalli.

– É bom. Há algum motivo especial para ter escolhido esse fotógrafo?

Ela fica em silêncio por algum tempo, e sei que é porque está me estudando. Ela gosta do que vê e gosta do que sentiu quando a tive em meus braços. Não vou deixar que negue, então é melhor que nem tente insultar minha inteligência com outra recusa.

– Ele era conhecido como o mestre da luz. – Ela está ao meu lado diante da obra, e olho para ela, encorajando-a. – Ele achava que o objeto não tinha a menor importância. Não importava o que fotografava. Para ele, o objeto era sempre a luz. Ele se concentrava em controlá-la. Está vendo? – ela aponta para os reflexos na água. Meneio a cabeça, pensativa, impressionada e intrigada, mas a mulher ao meu lado é o que mais me intriga, então mantenho meus olhos nela quando continua.

– Esses barcos a remo, por mais bonitos que sejam, são apenas barcos. Mas vê como ele manipula a luz? Não se importa com os barcos. Ele se importa com a luz que os cerca. Ele torna objetos inanimados interessantes, faz você olhar para a foto com uma… bem, com uma luz diferente, acho eu. – Ela inclina a cabeça para o lado em contemplação, expandindo o pescoço e revelando aquela pele perfeita, macia e firme. Meu Deus, essa mulher não é como nada que eu já tenha visto.

Espero que ela termine a observação, contente em apenas olhar para ela, mas então ela olha para mim, e posso ver que está mentalmente reprimindo a vontade de me agarrar.

– Por favor, não. – Sua voz é quase inaudível.

– Não o quê? – Sei muito bem o quê.

– Você sabe o quê. Disse que eu não teria mais que ver você.

– Eu menti. Não consigo ficar longe de você, então você vai ter que me ver outra vez… e outra vez… e outra vez. – falo lentamente, deixando clara a minha intenção, e ela respira fundo e começa a se afastar de mim.

Não vou deixá-la escapar dessa vez.

– Você lutar contra isso só me deixa mais determinado a provar que você me quer. – Mantenho os olhos fixos nos dela. – Estou tornando esse o objetivo da minha missão. Faço qualquer coisa. – Faço mesmo.

A cama impede que se afaste mais, e ela estende as mãos para o alto.

– Pare – pede, e eu obedeço, mas só porque ela parece realmente incomodada. – Você nem me conhece. – Ela está tentando desesperadamente se convencer de que isso é insano. É verdade, e me mata de medo, mas não posso mais fugir.

– Sei que você é impossivelmente bonita. – Dou um passo à frente, pensando que posso fazê-la se sentir muito melhor se puder abraçá-la. – Sei o que sinto e sei que você sente também. – Paro quando nossos corpos roçam um no outro. Posso sentir as batidas do coração dela através do vestido e do meu paletó. – Diga, Camila. O que deixei passar?

Ela abaixa o rosto, mas o levanto imediatamente, me sentindo uma cretina quando vejo as lágrimas nos seus olhos.

– Desculpe. – Afago o rosto dela e gentilmente enxugo as lágrimas que caem.

– Você disse que ia me deixar em paz. – Ela lança um olhar interrogativo.

– Eu menti. Desculpe. Não consigo ficar longe de você, Camila.

– Você já pediu desculpas e está aqui novamente. Devo esperar flores amanhã?

Paro as carícias no rosto dela e sou eu quem esconde o rosto agora. Sou mesmo uma cretina, mas não estaria fazendo tudo isso se não tivesse certeza de que ela me quer. Por que está sendo tão teimosa? Não há motivo. Preciso lembrá-la – lembrá-la de como foi. Levanto os olhos e lentamente baixo meus lábios sobre os dela. Preciso ser delicada.

Ela não me impede e, quando nossos lábios se tocam de leve, é ela quem toma a iniciativa, agarrando meu paletó e ofegando no meu rosto. Estou tremendo como uma folha, aliviada e excitada por dias de desejo acumulado.

– Já se sentiu assim? – pergunto, puxando-a para mais perto e beijando sua orelha.

– Nunca.

Eu relaxo, aliviada, e mordisco a orelha dela.

– Está pronta para parar de lutar agora? – pergunto com a voz suave, lambendo o pavilhão de sua orelha e descendo até beijar logo abaixo, onde a orelha encontra o pescoço. O cheiro e o sabor dela são divinos.

– Ah, Deus… – ela geme, e eu sorvo sua afirmativa mergulhando a língua em sua boca, agradecendo em silêncio quando ela a aceita.

– Hmmm… – eu gemo também, interrompendo nosso beijo com relutância para conseguir uma confirmação sólida dessa mulher sensacional.

– Isso é um sim?

– Sim.

Um milhão de faíscas explode dentro de mim, uma esperança que eu não compreendo bombardeia meu corpo inteiro. Mostro como estou grata cobrindo o rosto dela com beijos leves por toda sua face.

– Preciso ter você inteira, Camz. Diga que eu posso ter você inteira.

Ela hesita, mas por pouco tempo.

– Me possua.

Não perco mais tempo. Passo o braço por sua cintura fina e a pego nos braços, empurrando-a gentilmente contra a parede mais próxima. Nossos lábios se tornam mais frenéticos, mais desesperados agora que estamos falando a mesma língua. Minhas mãos estão em todo lugar. Não consigo evitar.

Eu me recuso a descolar os lábios dos dela quando ela começa a tirar meu paletó e dou um passo curto para trás para ajudá-la. Nada vai nos impedir agora. Quando estou livre do paletó, aperto-a contra a parede, com um pouco mais de força do que gostaria, mas ela não parece se incomodar com o meu entusiasmo. Está tão louca quanto eu.

– Puta merda, Camila – ofego. – Você me deixa louca. – Faço um círculo com o quadril, tentando aliviar a pulsação em meu membro e arranco um grito de seus lábios. Suas mãos apertam meus cabelos, a sensação é de outro mundo e me incentiva a levantar o vestido dela até a cintura e insinuar minha ereção mais uma vez. Mordo seu lábio inferior e me afasto um pouco, ofegando em lufadas descontroladas de ar no rosto dela. Faço mais um movimento com o quadril e me delicio com seus gemidos de prazer. Ela quebra o contato visual e inclina a cabeça para trás, a tentação de seu pescoço exposto grande demais para resistir. Estou perdida.

– Lauren…

Tenho mínima ciência de que ela chama meu nome e sigo raspando os dentes em sua pele.

– Lauren, está vindo alguém, você precisa parar. – Ela começa a se contorcer para se desvencilhar do meu abraço, roçando na minha ereção.

Merda!

– Não vou soltar você. Não agora – falo num rosnado, pedindo em silêncio que ela não pare.

– Precisamos parar.

– Não – pareço autoritária, mas não posso evitar. Merda, eu sei que tem gente por aí e odeio a todos por isso.

– Vamos continuar mais tarde.

– Isso vai dar a você muito tempo para mudar de ideia. – Volto a morder seu pescoço, sem querer soltá-la, por medo de nunca mais voltar a tocá-la.

Então ela segura meu queixo e me puxa das carícias que estavam me deixando tão feliz.

– Não vou mudar de ideia. – Nossos narizes estão colados. – Não vou mudar de ideia.

Ela fala com certeza. Posso ver a determinação em seus olhos… mas não posso arriscar. Beijo-a com força e digo isso a ela:

– Sinto muito, mas não posso arriscar. – Eu a levanto nos braços e a levo para o banheiro.

– O quê? Eles vão querer ver aqui, também!

– Vou trancar a porta. Nada de gritar – sorrio para ela. Ela se lembra de minha grosseria, e fico feliz que esteja sorrindo. Uma cantada tão baixa para uma mulher tão fascinante deveria me render um tapa.

– Você não tem vergonha.

Seu sorriso, seguido de uma risada atrevida, fazem meu pau quase explodir… e eu digo isso a ela também:

– Não. Meu pau está doendo desde sexta-feira passada, finalmente você está nos meus braços e viu a luz. Eu não vou a lugar algum nem você.

Chuto a bela porta do meu belo banheiro novo para fechá-la e a ponho sentada com cuidado entre as pias do gabinete, antes de rapidamente voltar para trancar a porta. Nada vai interromper isso.

Quando viro para encará-la, ela está olhando para mim, seus lindos olhos cor de chocolate dançando de desejo. Meu Deus, essa mulher não pode ser real. Começo a desabotoar a camisa enquanto caminho devagar em direção a ela. Não preciso me apressar porque posso ver claramente que ela está completamente entregue. Isto vai mesmo acontecer.

Deixo a camisa aberta e prendo a respiração quando a vejo pousar um dedo bem no meio do meu peito, fazendo-o descer pelo centro do meu corpo. Minhas mãos encontram a sua cintura, e assumo minha posição entre suas coxas.

Olho para o seu rosto e a vejo me estudando com afinco. Meus lábios se abrem em um sorriso de… felicidade. Pela primeira vez em muito tempo, estou feliz.

– Você não pode escapar agora.

– Não quero escapar.

– Que bom – digo sem volume na voz, descendo os olhos para os seus lábios ao mesmo tempo que ela continua com seu dedo explorador, que sobe pelo meu peito, meu pescoço, até pousar no meu lábio inferior. Eu o mordo, minha felicidade multiplicada por dez quando ela sorri e leva a mão até os meus cabelos.

– Gostei do seu vestido – digo, baixando os olhos para o tecido acumulado em sua cintura, me concentrando em suas coxas deliciosas.

– Obrigada.

– Só que ele é um pouco limitante. – Puxo de brincadeira uma parte do material, sorrindo quando noto que sua respiração se altera.

– É mesmo.

– Que tal nos livrarmos dele? – Inclino a cabeça para o lado, pensando. Ela sorri.

– Se você quiser.

– Ou talvez deixá-lo aí? – levanto as mãos – Que coisa mais idiota. Já sinto falta do toque dela, então logo corro as mãos até suas costas para encontrar o zíper. – Mas, pensando bem – sussurro ao seu ouvido –, já conheço o que há por baixo desse belo vestido. – E é incrível, penso comigo mesma, enquanto respiro em sua orelha e baixo o zíper sem pressa. Não sei por que estou apenas pensando isso. Eu deveria dizer a ela, então digo. – E é muito melhor do que o vestido. Acho que vamos nos livrar dele. – Ela precisa saber que me tem nas mãos.

Eu a levanto e a ponho de pé, tirando o vestido e revelando uma imagem que está gravada em minha mente desde terça-feira. Jogo o vestido para o lado e absorvo a vista por um momento, antes de colocá-la sentada no gabinete de novo, a sensação de tê-la nos braços é tão satisfatória quanto olhar para ela. Quero levá-la nos braços para todos os lugares, colá-la em mim.

– Eu gosto desse vestido – ela briga.

– Eu compro outro para você. – Tento diminuir sua preocupação. Sei que ela não está nem aí para o vestido. Retomo minha posição entre suas coxas e agarro seu traseiro pequenino, puxando-a para mais perto e me insinuando com o quadril enquanto nos estudamos. Meu pau não vai aguentar muito tempo, mas estou gostando de saboreá-la no momento.

Passo a mão em suas costas e abro o sutiã, suspirando quando meus olhos são abençoados novamente pela visão de seus seios perfeitos e firmes. E então ela se apoia nas mãos atrás de si, arqueando as costas e apontando-os para mim.

Olho para ela enquanto ponho a mão espalmada em seu pescoço.

– Posso sentir seu coração batendo forte – pareço enfeitiçado.

Eu estou enfeitiçada. Ela me cativa completamente. Devagar, deslizo a mão por seu tórax até descansá-la em seu ventre liso. Meus olhos encontram os dela outra vez, só para checar se ela é real, embora possa senti-la perfeitamente.

– Você é muito gostosa – digo com firmeza. – Acho que vou ficar com você para mim.

Ela arqueia as costas mais ainda, sorrio e deixo minha boca pousar sobre um de seus mamilos, tomando o outro seio com a mão livre, massageando-o gentilmente enquanto a sugo para dentro de minha boca. Ela geme, seu corpo relaxa, e me esfrego em círculos nela. Estou lutando para manter o controle, mas quero adorá-la como a uma deusa antes, aproveitar ao máximo.

Ela é imprevisível, com suas brigas e condescendência constantes. Isso me preocupa.

Camila está entrando em um frenesi, sua respiração errática e acelerada, então afasto o centro de sua calcinha com o dedo, resistindo à tentação de rasgá-la. Nossa, ela é perfeita em todos os lugares.

– Merda! – ela dá um gritinho, seu corpo se retesando e suas mãos apertando meus ombros.

Não recuo.

– Sem palavrões – alerto, tomando sua boca na minha e enfiando os dedos fundo nela, me deliciando com o calor e a perfeição de seus músculos internos que me agarram. Ela geme sem parar, trazendo o corpo contra o meu e se contraindo em torno dos meus dedos. Posso sentir seu desespero. Eu já a conheço – um pensamento idiota, considerando o pouco tempo que passei com ela, mas a perfeição desse momento me convence de que preciso prolongar esse tempo – torná-lo eterno.

– Goze – ordeno, penetrando-a profundamente e pressionando o polegar contra o seu clitóris pulsante, meu coração martelando meu peito quando a vejo se desfazer em uma pilha de nervos sensíveis. Quando ela grita, eu ataco a sua boca, capturando os seus gemidos de prazer, e ela treme nos meus braços. Seus olhos estão fechados, e dedico meu tempo a trazê-la de volta à terra, beijando o seu rosto até que ela finalmente abre os olhos para mim e dá um suspiro.

Pelo amor de Deus.

Eu a beijo outra vez, seu corpo é um ímã para mim. Nunca vou me fartar dela.

– Melhor? – tiro os dedos de dentro dela e sorrio quando ela geme. Passo os dedos encharcados em seus lábios, e mantemos os olhos fixos um no outro.

E então ela me acaricia o rosto com as mãos, e não tenho forças para me impedir de virar para uma delas e beijar a palma apaixonadamente, antes de voltar os olhos para ela.

Seu sobressalto me tira do transe por um segundo, até que noto que alguém está tentando entrar no meu banheiro. Tampo a boca dela e sorrio diante do choque que ela demonstra.

– Não escutei nada – alguém diz. Os olhos de Camila se arregalam mais ainda, então tiro a mão e a substituo pela boca, silenciando-a.

– Meu Deus, eu me sinto uma vadia – ela choraminga, a cabeça caindo em meus ombro.

Vadia? Ela é o mais distante possível de uma vadia.

– Você não é uma vadia. Se continuar falando assim, vou ser forçado a bater nessa sua bunda deliciosa aqui mesmo, no meu banheiro. – Percebo meu erro imediatamente. Merda, eu falei isso mesmo? Seu rosto confuso me diz que falei. Não sei por que estou preocupada. Ela já sabe que sou dona do Éden, mesmo que ache que é um hotel. O que a fez pensar assim? E como diabos vou contar a ela o que realmente acontece lá? Não quero manchar isso com minha história suja.

– Seu banheiro? – sua pergunta me distrai do meu dilema, seu rosto intrigado me faz sorrir.

– Sim, meu banheiro. Eu gostaria que parassem de deixar estranhos perambularem pela minha casa.

– Você mora aqui?

– Bem, vou morar a partir de amanhã. Diga-me, toda essa merda italiana vale o preço exorbitante que pediram por esse lugar? – Não foi o que eu quis dizer, de maneira alguma. Amo a merda italiana com que ela decorou o lugar.

– Merda italiana? – ela cospe, e não consigo não rir de seu choque. – Você não deveria tê-lo comprado se não gosta da merda que vem dentro dele.

– Eu posso me livrar da merda. – Agora eu a estou alfinetando. A irritação dela na verdade está me excitando… ainda mais.

Suas sobrancelhas se levantam em choque, mas baixam logo, numa carranca.

– Relaxe, Camila. Eu não me livraria de nada nesse apartamento. – Eu a beijo com força. – E você está nesse apartamento.

Ela é minha de novo. Nossas línguas dançam juntas, e suas mãos vão para os meus ombros, cravando a ponta dos dedos.

É agora. Não posso esperar mais. Preciso chegar ao momento mais íntimo com essa mulher. Nunca quis tanto alguma coisa em toda a minha vida.

Levantando-a do gabinete, arranco a sua calcinha, minha abordagem delicada desaparece rapidamente. Jogo-a para um canto e devolvo Camila ao seu lugar, retirando seus sapatos e agradecendo a ela mentalmente por começar a tirar a minha roupa. Seu rosto espantado não escapa aos meus olhos, nem sua reação quando vê a minha cicatriz. Não preciso que ela bisbilhote os porquês e faça outras perguntas sobre ela, mas antes que eu a distraia da questão, ela amassa a minha camisa e a atira para o lado.

– Compro outra para você – ela diz casualmente, me fazendo sorrir.

Eu a beijo com intensidade de novo e dou um gemido quando a sinto tirar minha calça, mas me afasto e junto as sobrancelhas quando ela puxa meu cinto e o banheiro é invadido por um som de chicotada.

Tento esconder o choque.

– Você vai me bater?

– Não – ela responde lentamente, antes de descartar o cinto, e sua incerteza me acalma. Mas logo ela segura o cós da minha calça e me puxa com força para ela. – É claro que se você quiser…

Estampo um sorriso no rosto. Ela está jogando comigo.

– Vou manter isso em mente.

Os olhos dela me queimam, e ela desabotoa minha calça. Meus olhos se fecham quando sinto sua mão tão pequena acariciar meu pênis latejante. Ah, meu Deus, estou perdendo o controle, faço uma prece para manter a calma, buscando mais forças quando sinto o calor inconfundível de sua língua no meio do meu peito.

– Camila, é bom que você saiba que, uma vez que eu possuir você, você vai ser minha. – Não sei de onde essa frase veio.

– Hmmm – ela geme, lambendo um dos meus mamilos e baixando minha cueca e finalmente libertando meu pau dolorosamente duro.

Ela leva um susto, e dou um sorriso. Ah, sim, baby. E ele logo vai estar em você… para sempre.

Não perco tempo em tirar as roupas que ainda visto, tão enlevado pela nudez diante de mim quanto ela. Eu achava que minha pulsação não podia se acelerar mais… até que ela gira o polegar em torno de minha glande.

– Merda, Camz. – Seguro firme seu quadril, e ela pula. – Tem cócegas?

– Só aí – ela diz, tensa.

– Vou me lembrar disso. – Colo os lábios nos dela, meu corpo formigando, meus quadris mexendo quando ela começa a me acariciar. O movimento vai se tornando urgente e, quando ela respira fundo, mordo seu lábio.

– Está pronta? – digo depressa, me perguntando o que vou fazer se ela disser não, mas seu meneio de cabeça me põe em ação, e tiro a mão dela de mim, seguro-a pelo traseiro e a puxo para a frente, direto para mim.

Ela grita. Merda, eu a machuquei, mas, meu Deus, ela é incrível – uma sensação que nunca tive antes.

– Tudo bem? – ofego. – Você está bem?

– Dois segundos. Preciso de alguns segundos. – Suas pernas me enlaçam pela cintura, e eu a empurro contra a parede e deixo minha testa encostar na dela, dando o tempo de que ela precisa para se ajustar. Puta merda, estou suando e ofegando como um cão ao sair de dentro dela, desesperada para não assustá-la. E então a penetro de novo, controladamente e com cuidado.

– Você aguenta mais? – As palavras saem com dificuldade em meio à minha respiração difícil, rezando para que ela me aceite. Seus seios encontram os meus, em uma mensagem silenciosa, mas preciso das palavras. – Camz, me diga que está pronta.

– Estou pronta – ela ofega e, com isso, eu me afasto e me enterro novamente, com tudo. E não paro mais. Estou rosnando em delírio, enquanto a penetro sem parar.

– Você é minha agora, Camila. – Aí vou eu de novo. O que deu em mim? Ela não se opõe, o que me enche de contentamento; algo que eu nunca senti. – Toda minha – reforço a afirmação, colando minha testa na dela e me retirando, antes de investir com tudo, penetrando-a repetidas vezes, como um louco, desesperado e suando.

Ela grita. Isso é música para os meus ouvidos. Eu a estou possuindo.

E ela está permitindo.

Eu me deleito com seus gritos de prazer, sentindo seus músculos internos se fechando em torno de mim, e tomo sua boca na minha outra vez, nossos corpos suados deslizando, a sensação incrível.

– Você vai gozar? – posso sentir que sim. Ela está pulsando e se contorcendo.

– Vou! – ela me morde.

Puta que pariu!

– Espere por mim – ordeno, mais duramente do que eu queria, acelerando o ritmo.

Ela grita. Porra, está quase lá.

Eu também.

– Agora, Camz!

Eu a invado com tudo o que tenho e me seguro ali, respirando em seu pescoço. Minhas pernas estão instáveis. Estou exausta.

– Ahhhhhhhhhh! – rosno, gozando dentro dela e fazendo círculos com o quadril, tirando até o fundo do prazer, enquanto ela geme alto no meu ombro. Vamos fazer isso de novo muito em breve. Estou zonza.

– Olhe para mim – peço gentilmente. Preciso ter certeza de que ela é real e, quando levanta a cabeça pesada, e seu rosto encontra o meu, eu olho bem dentro daqueles olhos e aceito que algo muito especial aconteceu aqui. Só não sei se devo ficar encantada ou apavorada.

Ainda circulando os quadris delicadamente, eu a beijo.

– Linda – Puxo-a de volta para o calor do meu peito e a levo de volta para o gabinete, sentando-a com cuidado e relutantemente saindo de dentro dela.

Eu pego seu rosto entre as mãos e a beijo outra vez.

– Eu não machuquei você, machuquei?

Ela responde me abraçando com força, meu rosto encontrando seu lugar na sua nuca e minhas mãos massageando as suas costas. Um sentimento muito forte de pertencer a alguém me invade, como depois de anos procurando aleatoriamente, tendo feito tantas coisas sem pensar ou ter consideração, finalmente encontrei o lugar onde preciso estar. Mas será que ela vai me aceitar?

Eu não comecei bem – não usei camisinha. Eu me afasto de leve e acaricio seu rosto quente com os dedos.

– Não usei camisinha. – Eu me sinto uma completa imbecil. – Desculpe, me deixei levar pelo momento. Você toma pílula, certo?

– Sim, mas a pílula não me protege de DSTs.

Dou um sorriso, nada ofendida. Não tenho direito de me sentir insultada.

– Camila, sempre usei camisinha. – Beijo a testa dela. – Exceto com você.

– Por quê? – ela pergunta, intrigada. Eu não a culpo. Eu mesmo estou chocado com isso.

– Não penso direito quando estou perto de você. – Começo a me vestir, perguntando a mim mesma por que isso acontece. Ela me tira a racionalidade, me faz pensar em coisas idiotas e me comportar como um maluca.

Pego uma das toalhas de rosto chiques na estante sobre a pia e passo na água da torneira, detestando a ideia de limpar meus vestígios dela. Quando volto, vejo que suas pernas estão bem fechadas. Ela está constrangida, e eu as separo de novo, franzindo o rosto. Não quero que ela se sinta incomodada comigo, o que é um pensamento ridículo, dado o meu comportamento ultimamente perto dessa mulher. Ela ainda está, no entanto.

– Assim é melhor – murmuro, colocando as mãos dela nos meus ombros enquanto relutantemente passo a toalha por sua pele, limpando-a e voltando o olhar para ela. Sei que ela está me observando. – Quero jogar você debaixo daquele chuveiro e idolatrar cada centímetro seu, mas isso vai ter que servir. Por ora, pelo menos. – Dou um beijo rápido, ressentido por ter de vesti-la.

– Vamos lá. Vamos vestir você. – Amo o fato de que ela me deixa fazer tudo e amo o fato de que ela fica tensa e se contorce quando não resisto e preciso sentir o sabor de seu pescoço. É bom que ela se acostume a ter os meus lábios em seu corpo todo, porque não pretendo colocá-los em nenhum outro lugar, nunca.

Ela me entrega minha camisa, e eu a agito para ver se a desamasso da melhor maneira possível.

– Não tinha a menor necessidade de amassá-la, tinha? – Abro um sorriso enquanto me visto, e ela me observa.

– O paletó vai cobr… – ela para e seus olhos se arregalam.

– É. – Eu estalo meu cinto e sorrio mais quando ela se encolhe, apenas porque parece alarmada com isso. – Está bem. Pronta para encarar os fatos? – Estendo a mão e ela não perde tempo em segurá-la. Garota esperta. – Eu diria as evidências, e você?

Dou o maior sorriso que consigo quando ela balança a cabeça. Mais uma frase que não acredito que disse a ela.

Seu rosto parece alarmado quando ela se olha no espelho. Não sei por que, ela está impecável.

– Você está perfeita. – Destranco a porta do banheiro e saio com ela de lá, pegando o meu paletó ao passarmos pelo quarto. Quando chegamos à escada, não gosto da tensão que sinto vindo dela por nossas mãos dadas – nem um pouco, e menos ainda quando a sinto fisicamente tentando tirar a mão da minha. Meu instinto me diz para continuar segurando… então continuo.

– Lauren, solte a minha mão.

– Não – disparo curta e irracionalmente. Não consigo evitar.

Paro quando ela para e me viro para encará-la. Camila está nervosa, seu estado de êxtase de agora há pouco desapareceu.

– Lauren, você não pode esperar que eu me exiba por aí de mãos dadas com você. Isso não é justo. Por favor, me solte.

Olho para nossas mãos unidas, vendo a prova da força de meu punho pelas veias saltadas em minha mão. Não a estou machucando, eu nunca a machucaria, mas tenho firmeza no aperto e não pretendo soltá-la.

– Não vou soltar – sussurro. – Se eu soltar, você pode esquecer como é. Você pode mudar de ideia. – Sei que soa irracional, mas é assim que me sinto.

– Mudar de ideia sobre o quê? – ela parece confusa, o que confirma meu medo.

– Sobre mim.

Fico chocado quando meu braço balança, e ela se desprende. Como diabos conseguiu? Nada conseguirá impedir que minha chateação apareça no meu rosto. Sei que estou com o olhar fixo nela, e a maneira como ela corre escada abaixo só confirma isso.

Observo ela me escapar em um misto de horror e agonia, correndo para os braços de uma idiota, que a espera no pé da escada. Quem é?

Fico mal com a raiva que me percorre quando desço a escada, fumegando e vendo um homem a bajulando. Quando chego mais perto, relaxo… um pouco. Ele é gay. Merda, ele não poderia ser mais óbvio se estivesse de meias arrastão e cílios postiços. Mas ainda é um homem e está com as mãos na minha Camila.

Minha Camila?

Fodeu, Jauregui. Você está encrencada.


Notas Finais


Como estamos?


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