História The Lover - Capítulo 27


Escrita por: ~

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Palavras 2.563
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: FemmeSlash, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Slash, Yuri
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi Lovers!
Aqui esta o primeiro de hoje!
Espero que gostem!
Daqui a pouco volto!
Beleza? Beleza!

Capítulo 27 - Capitulo 26


Na frente da casa de Ally, saio do carro e o encontro na calçada. Ela me encara com aqueles olhos verdes sensacionais. Não quero que ela vá embora.

Quero que me leve para sua torre no céu e me esconda lá para sempre, em sua cama – junto com ela, claro. Sou uma escrava dessa mulher. Estou completa e inexoravelmente arrebatada.

Dou um passo à frente, encostando em seu peito e levantando a cabeça para me oferecer a ela, que, no entanto, fica ali, parada casualmente, com as mãos descansando nos bolsos da calça jeans, os olhos brilhantes me observam ficar na ponta dos pés para roçar os lábios nos seus. É o que basta para ela tirar as mãos dos bolsos e me puxar para si, atacando minha boca com a língua, reivindicando tudo o que quiser. Por mim tudo bem. Ela pode. Meus braços enlaçam seu pescoço, e permito que Lauren me consuma, mas logo se afasta respirando fundo, me deixando sem fôlego e querendo muito mais. Viro, com as pernas moles, para a entrada da casa de Ally, a mente à toda, e o coração batendo depressa.

Quando chego à porta, olho para trás para acompanhar seu carro e dou de cara com ela logo atrás de mim, me observando. Minha expressão se fecha.

– O que está fazendo? – pergunto.

– Estou entrando para esperar você.

– E aonde vou?

– Você vai para o trabalho comigo – ela responde, como se eu devesse saber disso.

Ela vai trabalhar? Claro, hotéis não fecham no fim de semana, mas o que vou fazer enquanto ela trabalha? E por que isso importa, se vou estar com ela?

– Você me deu um beijo de despedida.

Um sorriso brinca nos cantos de sua boca.

– Não, Camz. Eu só dei um beijo em você – ela afasta uma mecha de cabelo úmido do meu rosto. – Vá se arrumar.

– Tudo bem – eu me rendo fácil demais. Sem reclamações de minha parte.

Entro na sala com Lauren e encontro Ally e Liz esparramadas no sofá, um emaranhado de braços e pernas seminuas, comendo cereal matinal. Nenhuma delas faz o menor esforço para se cobrir.

– E aí, Laur?! – Liz exclama quando olha para cima e vê Lauren.

Os olhos de Lauren percorrem o corpo de Liz ali, exposto, com um olhar de desaprovação evidente no rosto.

– Como você está, Mila? – ela pergunta.

– Bem. – Olho para Ally como quem diz “vá para o meu quarto, AGORA!”.

– Volto o mais rápido possível. – Deixo Lauren na sala e vou para o quarto, caminhando nervosamente enquanto espero por Ally.

Ela entra finalmente, toda desmazelada.

– Alguém está com cara de que foi muito bem comida! – ela ri e lança um olhar malicioso, que respondo à altura.

– Não me olhe assim, Allyson Brooke. O que está rolando entre você e Liz?

– Ela é adorável, não é? – ela dá uma piscadela. – Estou só me divertindo um pouco.

Tiro a camisa de Lauren e o vestido, jogando ambos no chão.

– Só se divertindo?

Ally revira os olhos e pega as peças do chão, colocando-as sobre a cama, antes de se jogar sobre o edredom, os cabelos loiros espalhados em volta do rosto alvo.

– Sim, você não é a única que está sendo bem-servida – ela diz, séria. Meu queixo cai. – Está escrito no seu rosto, Mila.

– Eu vou para o trabalho com Lauren. – Pego o secador para tentar salvar a bagunça úmida que são meus cabelos.

– Divirta-se – ouço-a cantarolar, saindo do meu quarto. Jogo os cabelos para a frente e os seco sem cuidado, ignorando o fato de que estou correndo para voltar para Lauren.

Quando endireito a cabeça e me olho no espelho, dou de cara com a imagem refletida de Lauren deitada na minha cama e recostada na cabeceira.

Seus braços estão casualmente entrelaçados atrás da cabeça. Ela praticamente preenche minha cama. Desligo o secador e viro para ser encarada pelos olhos verdes que me queimam por dentro. Quero pular naquela cama com ela.

– Oi, baby – ela me olha de cima a baixo.

– Oi pra você também – sorrio. – Está confortável?

Ela pula de leve, como para testar a cama.

– Não, ultimamente só fico confortável com uma coisa embaixo de mim. – Suas sobrancelhas se levantam de maneira sugestiva.

Aquele olhar e aquelas palavras fazem meus joelhos fraquejarem e ondas de desejo se espalharem por cada parte do meu corpo. Fico olhando ela levantar da cama e caminhar lentamente até mim, me virando de frente para o meu guarda-roupa. Estendendo o braço por cima do meu ombro, ela fuça entre minhas roupas até escolher meu vestido creme.

– Coloque este – ela sussurra no meu ouvido. – E não se esqueça de vestir renda debaixo dele.

Fecho os olhos, tiro o cabide de sua mão e solto um gemido quando ela passa casualmente a mão sobre meus seios, o quadril tocando minha lombar em um movimento insinuante.

Ah, meu bom Deus, PARE COM ISSO!

– Seja rápida – ela dá um tapinha no meu traseiro e sai do quarto, me deixando-me trêmula, segurando o vestido como uma tábua de salvação.

 

.....

 

Quando visto a roupa que Lauren escolheu, pego todas as bolsas que tenho e procuro minhas pílulas, mas não encontro em lugar algum. Ally está na cozinha fazendo chá, ainda só de camiseta.

– Você viu minhas pílulas? – reviro a gaveta de bagunça na cozinha, que tem desde pilhas a carregadores de celular, passando por batons e esmaltes de unha.

– Não.

Fecho a gaveta com força, o rosto contorcido.

– Sempre deixo na minha nécessaire de maquiagem.

– Algum problema?

Olho para a frente e vejo Lauren na entrada.

– Não encontro minhas pílulas.

– Procure mais tarde. Vamos – ela estende a mão. – Gostei do vestido – ela diz suavemente, me olhando de cima a baixo enquanto caminho até ela.

Claro que gosta, foi ela que escolheu.

Ela enfia a mão por baixo do meu vestido e passa o dedo indicador na minha coxa, observando meus lábios se fecharem, apertados, e minhas mãos irem parar em seu ombro. Dá um sorriso safado, e seu dedo se enrosca na costura da minha calcinha, massageando meu sexo delicadamente. Dou um suspiro.

– Molhada – ela sussurra, fazendo círculos com o dedo. Eu poderia chorar de prazer. – Mais tarde – ela tira o dedo e o lambe até que esteja limpo.

– Você precisa parar de fazer isso.

– Nunca – ela sorri e me leva da cozinha.

 

.....

 

Saímos da cidade em direção ao Éden. Olho para ela vez por outra e a flagro olhando para mim em vez de prestar atenção na estrada. Toda vez que nossos olhares se cruzam, ela sorri e aperta meu joelho, onde sua mão fica por toda a viagem.

– Há quanto tempo você tem o Éden? – pergunto.

Ela me olha com uma expressão curiosa e baixa o volume da música.

– Desde que tinha vinte e um anos.

– Tão jovem? – deixo escapar, meu tom claramente revelando meu choque diante da resposta.

Ela abre um sorriso brilhante.

– Eu o herdei do meu tio Charlie.

– Ele morreu?

O sorriso desaparece.

– Sim.

– Sinto muito.

– Eu também. – Ela se perde nos próprios pensamentos.

É minha vez de pousar a mão em seu joelho, apertando-o para confortá-la.

Ela sorri para mim, e sorrio de volta.

– Quantos anos você tem, Lauren?

– Vinte e sete – ela diz, completamente impassível.

Eu suspiro.

– Por que você não me diz quantos anos tem?

– Porque você pode achar que sou velha demais para você e sair correndo.

– Você acha que é velha demais para mim? – Pelo que ela já fez comigo, imagino que a resposta seja não, mas, se isso é mesmo um problema, vale a pena perguntar.

– Não, não acho. – Ela mantém os olhos na estrada. – Meu problema é o seu problema.

Meu rosto está franzido.

– Não tenho problema.

Ela vira aquele lindo rosto para mim, olhos sombrios e gloriosos.

– Então pare de perguntar.

Demonstro minha irritação, mas decido mudar de assunto.

– E os seus pais?

A linha fina em que os lábios dela se transformam me causa um arrependimento imediato.

– Não os vejo.

Viro para a estrada e não falo mais nada pelo resto da viagem. O tom de desprezo me deixa mais curiosa, mas também me faz calar a boca.

Quando paramos em frente ao Éden, Lauren aperta um botão no painel que faz os portões se abrirem. Vejo Dinah, a Muralha, saindo de sua Range Rover, com o habitual terno preto e os óculos escuros. Ela me cumprimenta com um aceno de cabeça quando saio do carro, e vou para o lado de Lauren.

– Como vão as coisas, Dih? – Lauren pergunta, pegando a minha mão e me conduzindo à entrada. Estremeço, pensando na última vez em que estive aqui. Nunca pensei que voltaria, mas aqui estou eu. Olho para Lauren assim que ela e Dinah se cumprimentam com um abraço rápido.

– Tudo bem – Dinah responde com aquela voz grave, abrindo passagem para mim e Lauren, antes de nos acompanhar até o restaurante. Para dez horas de uma manhã de domingo em um hotel, está surpreendentemente quieto.

Lauren pede o café da manhã, sorrindo para mim quando confirma que servem o meu favorito – ovos Benedict com salmão – e dá instruções para que seja servido em seu escritório com um cappuccino feito como eu gosto – sem chocolate nem açúcar. Então pega minha mão de novo, me leva pelo Éden e, assim que a porta do escritório se fecha, sou prensada contra ela, e meu vestido, puxado para cima, até parar em torno da minha cintura.

Ela enterra o rosto no meu pescoço, e agarro a barra de sua camiseta. Sou pega de surpresa por sua ferocidade. Seja ela lenta, calculada, ou rápida e bruto – o resultado é sempre o mesmo. Estou com a respiração entrecortada e pronta para implorar.

A pressão de seu corpo me empurrando contra a porta aumenta, e sua boca se choca contra a minha. Ela morde meu lábio.

– Você está molhada?

– Sim – ofego, tentando puxar sua camiseta. Só preciso olhar para ela para ficar excitada.

Suas mãos saem dos meus seios, correm para baixo, e ouço o som do zíper sendo aberto, o comentário “nenhuma obstrução” agora perfeitamente claro.

Minha calcinha é puxada para o lado.

Nem sequer tenho tempo de me preparar para a viagem de montanha-russa que se aproxima. Ela enrosca uma das minhas pernas em sua cintura, se posiciona e me penetra, me fazendo subir contra a porta, fazendo barulho.

Dou um grito.

– Quieta – ela rosna.

Não me dá tempo para me acostumar. Ela me penetra repetidamente, com força, mais e mais vezes, me levando para o céu de tanto prazer. Aperto os lábios para não gritar, minha cabeça pendendo em seu ombro, em desespero delirante.

– Está me sentindo, Camila?

Deus todo-poderoso, dê-me forças, porque acho que vou desmaiar. Ela me manipula como uma louca, estocando com urgência e resfolegando.

– Responda!

– Sim! Estou sentindo você!

Ela continua sem dó, me levando a um desespero enlouquecedor. Estou a um segundo de explodir, a perna que me sustentava no chão agora paira no ar, enquanto sou erguida contra a porta.

– Está gostoso?

– Ah, meirda, sim! – grito, e todo o ar deixa meus pulmões. Logo depois, sou tomada por sua boca faminta.

– Eu disse “quieta”! – ela morde meu lábio, quase a ponto de machucar.

O fogo que me invade estala, crepita e irrompe, me levando a um delírio febril quando chego ao clímax com um grito agudo, sua boca capturando meus sons e minha mente em branco. Estou tremendo sem parar agarrada ao seu corpo, mas ela continua urrando em sua própria explosão, seu membro pulsando quando jorra dentro de mim.

Meu Deus. Estou completamente zonza e em total perplexidade com o que essa mulher é capaz de fazer comigo.

– Posso trazer você para o trabalho todos os dias. – Ela respira no meu pescoço e lentamente se retira de dentro de mim, me deixando deslizar pela porta. – Você está bem?

– Não me solte – murmuro contra seu ombro. Não consigo me equilibrar.

Ela ri e me abraça pela cintura para me dar apoio. Sopro para o alto os cabelos que estão no meu rosto e percebo seus olhos impressionantes no meu campo de visão. Abro um sorriso.

– Oi.

– Ela voltou – ela me beija, me pega no colo, me leva até o sofá e me deita, antes de se arrumar, fechando o zíper da calça.

Abaixo o vestido e depois desabo no sofá, com um sorriso nos lábios. O contraste de sua personalidade entre o selvagem e autoritária para carinhosa e atenciosa é de fritar o cérebro. Mas amo os dois lados.

Ela se senta ao meu lado, me fazendo sentar no seu colo.

– Pensei que você podia ir até a nova ala e começar a esboçar algumas ideias.

– Você ainda me quer para o trabalho?

– É claro que sim.

– Achei que só me quisesse por causa do meu corpo – brinco e ganho um peteleco no mamilo.

– Quero você por muito mais que o corpo, Camila.

Ao som de uma batida na porta, saio do colo dela, imediatamente sentindo falta do seu corpo firme sob o meu.

– Entre – ela autoriza.

O rapaz do restaurante entra com uma bandeja e a coloca na mesa de centro.

– Obrigado, Pete.

– Senhora – ele acena para Lauren e me oferece um sorriso amistoso antes de sair.

– Coma seus ovos, querida – Lauren dá a ordem, e não perco tempo e parto para o ataque, oferecendo uma porção com o garfo quando ela pede.

Assim que limpo o prato, ela sorri e me puxa, me levando para o seu lado no sofá e me mantendo cativa sob o peso de seu corpo.

– Quero devorar você, mas preciso trabalhar. – Ela me beija pela última vez, antes de gemer, frustrada, e levantar para pegar um bloco e um lápis da gaveta.

– Vou para a nova ala. – Levanto do sofá, rindo e afastando suas mãos bobas de mim com tapinhas. Pego os lápis e tento passar por ela.

– Me beije.

– Acabei de beijar.

– Não me faça pedir de novo, Camila.

Sorrio e cumpro a ordem antes de ser liberada para deixar o escritório.

Quando abro a porta, Dinah está me esperando para me acompanhar ao andar de cima.

– Sei aonde estou indo, Dinah – explico. Ela não precisa me levar até lá.

– Está tudo bem, garota. – Ela continua dando passos largos ao meu lado.

Chegando à janela de vidro jateado no pé da escada para o terceiro andar, olho para cima da escadaria larga. No topo, um grupo de portas com símbolos circulares entalhados na madeira. Estão fechadas e são bastante intimidantes, mas me distraio da opulenta vastidão de madeira quando ouço outra porta se abrir. Olho na direção do som e vejo um homem saindo da suíte, fechando o zíper da calça. Ele olha para a frente e me vê olhando, com o rosto em chamas. Viro para Dinah em seguida, que está balançando a cabeça de maneira ameaçadora para o sujeito. Uma onda de preocupação passa pelo rosto do hóspede, e me apresso em sair de lá, seguindo o caminho que leva à extensão, para tentar escapar da situação embaraçosa.

Entro no quarto mais distante e, com a falta de mobília, deslizo pela parede até me sentar no chão.

Dinah enfia a cabeça para dentro da porta.

– Ligue para Lauren se precisar de alguma coisa – ela balbucia.

– Eu posso ir até ela.

– Não, ligue para Lauren – ela insiste, fechando a porta e me deixando de testa franzida, olhando para o nada. Então, se eu precisar ir ao banheiro, tenho que ligar para Lauren?


Notas Finais


Como Estamos?


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