História The lover bought - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Personagens Originais, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Abo, Amante, Chanbaek, Exo
Exibições 232
Palavras 5.907
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Festa, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Visual Novel, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Eeeeeee vim mais cedo do que o esperado, eu já havia escrito metade da história e hoje tive ânimo de terminar ai pensei: não vou deixar para amanhã o que posso fazer hoje. Então estou aqui com mais um capítulo de TLB.

Boa leitura ^3^


Ps.. desculpe os erros.

Capítulo 2 - CAPÍTULO DOIS


Fanfic / Fanfiction The lover bought - Capítulo 2 - CAPÍTULO DOIS

Apenas quando ChanYeol quebrou o silêncio, BaekHyun realmente pode acreditar que ele estava ali presente. Piscou várias vezes, tantando recuperar o fôlego. Agora, percebia que a raiva que sentia por dele continuava ardente como nunca. O lábio superior transpirava e as pernas estavam bambas. O ômega o encarou destemido, apesar de se sentir inseguro por dentro, uma mescla de medo e admiração, curiosidade e repugnância.

Espertamente, o alfa aproveitou a hesitação de BaekHyun e se aproximou. Ele recuou de forma instintiva. Apesar de ele ter um metro e oitenta de altura, ele conseguia vê-lo de cima. O estômago de BaekHyun revirava de nervoso e ele ficou tenso ao notar que sentia algo que havia muito estava esquecido. Todos os sentidos estavam aguçados e os mamilos rijos e dormentes.

As bochechas pálidas logo ficaram vermelhas pela vergonhae perplexidade. Finalmente, conseguiu falar.

- O que você veio fazer aqui?

ChanYeol fechou a porta da casa com tranquilidade. Sentia-se poderoso e se regozijava por isso.

- Você não sabe?

Constrangido pela forma como seu corpo respondia à presença dele, BaekHyun ergueu o queixo de modo desafiador, o que teria causado espanto a qualquer um de seus familiares. Sentia-se encurralado, com raiva e ferido. A ferida que ainda cicatrizava havia se aberto assim que o viu. Lembrou de como tinha gostado de Park ChanYeol e de como ele o havia magoado. Aparentemente, não dava para perceber, mas por dentro o ômega era outra pessoa por causa dele. E a mudança não havia sido para melhor.

- Como posso saber?

- Achei que seu sexto sentido fosse dizer alguma coisa... - ChanYeol disse com um olhar malicioso.

- Pois não disse - ele respondeu cruzando os braços e tentando controlar a tremedeira que iria acabar denunciando-o.

- Vim aqui porque queria ver você - ele respondeu calmamente.

BaekHyun ficou perdido por alguns segundos naquele brilhantes olhos escuros que constantemente visitavem seus sonhos. Olhos que refletiam apenas sentimentos superficiais e a imagem dele mesmo. O ômega sabia que ele tinha fama de insensível e mulherengo. Ao mesmo tempo, o que tinham vivido parecia real e genuíno, desnudando a imagem de garanhão que ele fazia questão de passar.

Balançou a cabeça tentando espantar aqueles pensamentos. Não queria que Park ChanYeol fizesse parte das suas lembranças. Nem das ruins nem das boas. Queria esquecer que por dois loucos meses ele havia sido tudo para ele e ninguém mais no mundo importava.

- Não quero... - sabia que só dependia dele fazer com que o alfa fosse embora, mas, ao mesmo tempo, sabia que, por motivos que tinha medo de examinar mais a fundo, não conseguiria manda-ló embora ainda.

ChanYeol inclinou um pouco a cabeça para frente e o olhou dele sobre ele era de tirar o fôlego.

- Não quer...?

O frio na espilha virou um vendo polar. Por um instante, ele se alarmou com o fato de que talvez o alfa o conhecesse melhor do que ele a si mesmo.

- Como você me achou?

- Tenho os meus contatos...

Ele ficou pálido como um fantasma. Então, o alfa sabia do dinheiro que havia sido roubado. Claro que ele sabia, pensou. Queria cavar um buraco e se enfiar lá dentro, pois não conseguia criar coragem para olhar ChanYeol nos olhos.

Aproveitando o momento de fraqueza de BaekHyun, ChanYeol deu um passo à frente para mais perto dele. Ele sabia que o ômega havia perdido a fortuna que tinha quando se conheceram, mas somente agora, ao notar na sala pouco imobilizada e humilde, que ele se dava conta de como ele havia decaído.

- O que aconteceu com a janela?

- O vidro quebrou - ele murmurou.

- já ligou para o vidraceiro?

- Ainda não. Foi ontem à noite.

O olhar atendo de ChanYeol reparou no pedaço de papel amassado na lareira. A pedra também estava lá, e ele não tardou a supor o que devia ter acontecido. Franziu a testa.

- Você foi ameaçado? Por acaso foi dar queixa na polícia sobre isso?

Num movimento brusco, o ômega arrancou o pedaço de papel da mão de ChanYeol.

- Por que não cuida da sua vida? - falou sem ar, mortificado e humilhado.

- A polícia precisa saber disso. O maníaco que escreveu isso pode ser perigoso e acabar fazendo mal. Você não pode ficar nessa casa sozinho.

- E para onde quer que eu vá? - perguntou num tom desesperado.

O incidente da noite passada era mais um motivo para não ir para a casa do primo. Do contrário, poderiam fazer mal a ele e à família. KyungSoo, o pai e o irmão viviam numa fazenda isolada, afastada da cidade, e não poderia nem pensar em colocar a vida deles em perigo.

- Posso ajudar - murmurou ChanYeol, sem, contudo, alterar o tom.

BaekHyun percebeu que estava tremendo. Desviou o olhar para o teto. Estava confuso, sentido-se incomodado e perdido. Foi então que, pela primeira vez, se deu conta de que estava com um robe velho e o cabelo todo despenteado. Morreu de vergonha.

- Escuta, preciso me vestir. Não vou ficar aqui discutindo com você. - Como ele poderia ajudá-lo? O ômega queria perguntar, mas não teve coragem. Também não conseguiu manda-ló embora. Será que não tinha orgulho? Já havia chegado ao fundo do poço?

Enquanto o observava subir as escadas, ChanYeol conseguiu ver parte das coxas alvas de BaekHyun e aquela visão teve efeito imediato sobre seus hormônios. O clima tenso e fortemente sensual o estava deixando excitado. Ele sentiu aquela atração feroz desde o momento em que pôs os olhos nele. Porém, tinha certeza de que após a primeira noite de amor deixaria de deseja-lo. O ômega estava assustado. Se ele oferecesse dinheiro de imediato, provavelmente ele se entregaria na mesma hora, ali mesmo. Ele também o queria, pensou, de súbito. Os olhos dele não conseguiam esconder a atração pelo alfa. Tinha experiência o bastante para identificar no gesto e no olhar de um ômega o quando ele estava sexualmente excitado. No entanto, ele parecia querer negar aquela realidade, sempre se esquivando, evitando encontrar os olhos dele. Um alfa elegante e educado esperaria e prolongaria o gran finale, ele disse a si mesmo, com um sorriso nos lábios.

Havia um livro de jardinagem aberto sobre a pequena mesa de jantar e ChanYeolo flolheou curioso, com um franzir de testa. O lugar era bem pequeno, com uma cozinha modesta. No entanto, o jardim, como pôde notar com certo interesse, era um do mais bonitos que já virá, coberto se flores e uma grama verdee macia.

Apanhou o telefone e ligou lara um dos empregados, pedindo que providenciasse um didraceiro, imediatamente, para o endereço onde estava.

BaekHyun estava no banheiro, no andar de cima, penteando o cabelo. Depois escovou os dentes, vestiu um Jeans e uma blusa. Afinal, como poderia estar calmo e controlado, se no andar debaixo se encontrava o homem que havia conquistado sua confiançae conseguido fazer com que ele se apaixonasse por ele? No andar inferior, estava o galã sedutor que haviase fingido de sério e feito com que ele acreditasse que teriam um relacionamento sério. Ele havia sido vítima de uma farsa e ele era um aproveitador cruel que só tinha estado com ele para ter mais um a vantagem para contar aos amigos idiotas e machões como ele. BaekHyun fechou o zíper da calça com as mãos trêmulas. Infelizmente, havia ficado tão magoado e rancoroso por aquela traição que acabou sendo vítima de outra. Tinha caído na burricede acreditar que a vingança seria a melhor reação para o que havia sofrido. Mas as consequências daquele impulso ingênuo acabariam, no final das contas, arruinando a carreira de modelo dele.

Mas que diabos Park ChanYeol estava fazendo no País de Galês? Por que teria ido visita-lo? Para ajudá-lo? Ele não conseguia entender a razão de ele querer ajudá-lo após tanto tempo e depois de tudo que havia acontecido. No dia em que foi embora da mas ao de ChanYeol com Jaejoong, ele havia acertado em cheio o ego do magnata Park. E havia sido exatamente isso que desejou quando tomou a descrição de partir, lembrou com pesar. Park ChanYeol tinha um coração de pedra e merecia o golpe que levou mesmo assim? BaekHyun se arrependeu. Mas e agora? Será que ele fora até la para se divertir às custas da desgraça do ômega? Para humilha-lo, agora ele estava pior?

Sem pressa, BaekHyun desceu a escada.

- O que você quer comigo? - perguntou desconfiado.

- O que a maioria dos alfas quer? ChanYeol respondeu com uma pergunta, num tom suave e tranqüilo. Ao mesmo tempo, passou os dedos por alguns fios dourados de cabelo que caíam sobre os olhos de BaekHyun. Os olhis azuis brilhavam e os lábios, levemente entreabertos, deixavam à mostra a pele rósea e úmida do inteior da boca. Ele não estava prestando atenção no que o ômega dizia, deslumbrado com aquela imagem linda na sua frente.

  O sangue coloriu as bochechas de BaekHyun. Ele controlou-se e deu uma risada desaforada.

- Pelomenos não está bancando o bom alfa como da última vez.

  Os olhos escuros faiscaram e ChanYeol inclinou o semblante arrogante para mais perto e não perdeu tempo em rebater a provocação.

- Um bom alfa iria sofrer na sua mão. Eu faço mais o seu estilo.

- Você está delirando!

- Delirando como Kim Jaejoong? - rebateu ChanYeol, sem titubear.

  A observação maldosa deixou BaekHyun sem chão e ele se virou de lado, irritado, deliciando ChanYeol com o belo perfil.

- Aindanão respondeu o que veio fazer aqui.

  De lado, seu corpo magro, porém elegante, o fazia parecer ainda mais frágil. Sem hesitar, o alfa pegou as mãos dele e as envolveu nas suas.

  Surpreendido, ele gaguejou.

- O que está fazendo?

- Apenas me certificando... - Verificou os braços de BaekHyun em busca de laguma marca suspeita que indicasse que ele estivesse usando drogas injetáveis. Satisfeito por não encontrar nada, soltou-o.

- Eu não uso drogas... nunca usei nem nunca vou usar! - protestou, furioso.

- Bom ouvir isso. - Mas ele precisava se alimentar melhor, concluiu ChanYeol, ao estufar os ombros esguios do modelo e, em seguida, as nadegas cheinhas. Essa estava bem marcada pela calça. Ele ficou tenso e com raiva dos pensamentos e desejos que passaram pela sua cabeça. Que espécie de alfa era ele? Um adolescente que nãosabia controlar seus hormônios? Desde quando o corpo de um ômega representava tanto mistério para ele?

- Você veio aqui só para me insultar?

- Não, tudo o que faço tem uma razão concreta. Você está enfrentando um processo criminal.

 

  Chocado com aquela afirmação verdadeira, porém abrupta, BaekHyun ficou alguns segundos sem ter o que dizer.

- Você não sabe de nada... Como?

- Crimes que envolvem dinheiro, fraude e um ômega bonito e suspeito sempre acabam em punições severas - murmurou ChanYeol, brandamente. - Roubar dinheiro de caridade, então, é pior ainda. Foi uma péssima idéia. - Sobretudo roubar dinheiro de crianças carentes.

  Ele ficou ainda mais pálido e gélido.

- Não quero falar sobre isso.

- Estava devendo dinheiro? Alguém estava atrás de você para cobrar alguma dívida? Você roubou uma boa quantia, mas não estou vendo evidências de que tenha sido gasta. Pelo menos, não ainda.

  ChanYeol não tinha dívidas de que ele era culpado, pensou BaekHyun, e a dor se externou na face cansada. Bastou ouvir os rumores e ele o atacou de ladrão e mau caráter, sem pensar duas vezes.

- E o que você tem a ver com isso? Por que se preocupa? - Ele o inquiriu, virando-se destemidamente para o alfa.

  Ele o encarou com um olhar frio.

- Não me preocupo. Mas posso ajudá-lo a não ir para a cadeia...

  O ômega se contraiu e arregalou os olhos, ao mesmo tempo em que um fio de esperança o arrepiou dos pés à cabeça.

- E como você pode fazer isso?

- Devolvendo à instituição se caridade o dinheiro que você pegou, além de fazer uma generosa doação para garantir que o perdão será concedido.

- Não é assim tão simples.

- Não seja bobo. Nunca falo sobre algo que não posso fazer. - A boca carnuda e sensual de ChanYeol enrugou-se. - Uma aproximação bem discreta ja foi tentada com o direito da fundação e a reação dele à sugestão foi mais do que positiva.

  BaekHyun contraiu com força os dedos das mãos.

- Mas por que você iria repor o dinheiro que sumiu?

- Obviamente, porque quero algo em troca. - ChanYeol revelou, com malícia.

  O coração de BaekHyun disparou. Ele encontrou pura luxúria nos olhos brilhantes e negros do alfa. De fato, respirar normalmente havia se tornado um desafio do mais difíceis para ele. O alfa o comia com os olhos e seu rosto moreno e sensual gerou uma carga elétrica por todo o corpo de BaekHyun. Era uma sensação de um calor que o deixou trêmulo.

  Ele deu um sorriso sexy e irresistível.

- E tenha certeza de que você vai gostar da troca, minha cara mia.

  BaekHyun não conseguia se concentrar de jeito nenhum.

- Não estou entendendo o que você quer dizer com isso.

- Ah não? Estou fazendo uma proposta bastante simples. Quero você na minha cama.

  BaekHyun sentiu como se tivesse levado um murro e perdido os sentidos.

- Não acredito no que estou ouvindo.

- A condição é que você se emprenhe de corpo e alma no papel de meu amante.

- Isso não faz o menor sentido 

  Os olhos brilhantes de ChanYeol eram frios como neve.

- Faz todo o sentido. Ver você satisfazendo todas as minhas vontades. Não sou um cara que se satisfaz com facilidade. Você vai te que se esforçar.

  BaekHyun estava Branco como um fantasma.

- Você não pode me desprezar e me desejar ao mesmo tempo - disse ele, confuso e aturdido.

- Por que não?

- Porque é imoral.

- imoral? -  perguntou com sarcasmo. - Nunca disse que tinha moral.

- Não estou acreditando na sua cara-de-pau. Não posso crer que você tenha vindo até aqui me propor isso. - Ele estava mortificado e furioso. - Você não pode ter princípios, mas eu tenho.

- Eu pelo menos não roubo criancinhas - Ele respondeu inalterado.

- Você só está interessado em tirar vantagem da minha desgraça sem nem saber se sou inocente. Isso é monstruoso!

- Fiz uma fortuna com oportunismo, minha cara 

- Pois dessa vez você se deu mal, porque eu prefiro apodrecer na prisão a ser seu amante!

  O olhar do alfa encontrou com o do ômega.

- Não tenho tanta certeza disso.

  A força daquele olhar o dominou como uma teia invisível, intimidadora e paralisante. No entendo, ele quebrou o feitiço respondendo rispidamente:

- Pois eu tenho certeza.

  BaekHyun passou por ele, com a intensão de mostrar-lhe o caminho da rua, quando ChanYeol passou a mão, suavemente, pelas costas dele, deixando-o imobilizado. Ele inclinou o rosto envolvendo e imponente na direção da face de BaekHyun e seus lábios provocante procuraram os dele. Isso era tudo o que ele temia e desejava, em segredo. Com delicadeza, ele deixou que a língua entrasse pelos lábios entreabertos do ômega e explicasse o seu interior. A expedição foi densa e prolongada. Ele gemeu bem baixinho e ouviu seu próprio murmúrio queixoso de quem havia se rendido e se resignado. Queria morrer de vergonha. No entanto, continuava ali, com a boca aberta, sem qualquer controle da excitação que dominava seu corpo naquele instante. O conflito interno o fez tremer. Ele se sentia como se estivesse no olho de um furacão.

  ChanYeol deu um passo atrás. Ele não havia se esmerado tanto assim para que o ômega tivesse cedido tão rápido. 

- Não vai atender ao telefone?

  Só depois que se viu separado do alfa, ele recobrou os sentidos e ouviu o telefone tocando. Saiu apressadamente para atender. Reuniu forças para voltar ao estado normal, mas foi inútil. O poder que ele exercia sobre ele era forte demais. Do outro lado da linha, estava o advogado dele.  BaekHyun ficou lívido quando ele contou a ele que a polícia queria interroga-lo novamente naquele mesmo dia, e não quatro dias depois, como havia sido combinado.

- Não precisa ir se não quiser. Mas é claro que, quanto mais cooperar com a polícia, melhor será para você. Além disso, eles devem ter descoberto alguma novidade para estarem chamando antes do previsto - informou o advogado.

  BaekHyun respirou fundo.

- Tudo bem, eu vou.

  Os lábios estavam dormentes e as pernas, bambas. Talvez uma visita extra à polícia fosse um castigo por ter agido mais uma vez como um tolo com Park ChanYeol, ele imaginou. Como tinha aceitado um beijo do alfa que mais odiava no mundo? Por que se humilhar e manchar seu orgulho por um estúpido beijo? Será a tensão e o estresse tinham queimado todos seus neurônios? Por que o destino havia trazido Park ChanYeol para a sua casa num dos piores momentos de sua vida, quando estava mais frágil?

  Com passos acelerados, ele alcançou a porta da saída e a escancarou.

- Acabo de receber um agradável convite lafa comparecer à delegacia. Você vai ter que ir embora.

- Chamei um vidraceiro para concertar a janela - informou ChanYeol.

  BaekHyun triunfou os dentes.

- E por que fez isso?

- O que importa é que diz e que ele deve estar chegando a qualquer momento - respondeu ChanYeol, indiferente ao tom irritado de BaekHyun. Retirou um cartão do bolso da calçae entregou a ele.

- Meu número... para quando você cair na reale aceitar o inevital.

- Você não é, nem nunca foi, um acontecimento inevitável na minha vida.

  ChanYeol o olhou de cima a baixo dos seus quase dois metros de altura e, ao encontrar o olhar dele, BaekHyun sentiu como se os olhos negros e brilhantes dele soltasse verdadeiras faíscas de fogo a sua direção.

- Em geral, conversas entre alfas e ômegas são carregados de duplo sentido e também fazem pouco sentido. O beijo disse tudo que eu queria saber.

  O ômega estremeu na mesma hora, pela lembrança humilhante daquele incidente. Seu corpo, indiferente a ele, havia respondido positivamente de maneira inevitável. Era impressionante como tudo para ele se resumia à atração física. Lembrou-se que costumavam conversar por telefone e se perguntou se o suposto interesse que ele demonstrava escondia um profundo tédio pelas demorada conversas, em que ele era o interlocutor principal. Sempre foi um talagela irremediável.

  Enquanto mergulhava no passado, ChanYeol se despediu com um breve aceno com a cabeçae saiu da casa, indo direto para a limusine que o esperava. O Largo e opulento automóvel saiu rapida e suavemente, assim que ChanYeol fechou a porta, desaparecendo do campo de visão de BaekHyun num passe de mágica, como se o carro e seu dono nunca tivessem estado ali.

  Cinco minutos depois, chegou o vidraceiro lar repor o vidro quebrado. Todo sorridente, o beta revelou que, pelo valor que lhe haviam pago para realizar aquele serviço, estava mais do que contentelor ter deixado os outros pedidos de lado e ido direto à casa dele.

  À tarde, enquanto caminhava rumo à delegacia, BaekHyun teve uma necessidade incontrolável de remoer as lembranças daquela manhã, desde o momento em que ChanYeol ficou a campainha da casa até a hora em que partiu. Como num sonho absurdo, ele havia oferecido repor o dinheiro desaparecido à instituição de caridade em troca dos favores sexuais de BaekHyun. Se pelo menos soubesse da total falta de experiência que ele tinha sobre aquele assunto, nunca teria proposto uma loucura daquelas, pensou. No entanto, há pouco não de dezoito meses, BaekHyun tinha ficado apaixonado por ChanYeol que por muito pouco não aceitou ser o que ele quisesse ou pedisse para ele...

  Não tinha orgulho desse momento de debilidade. Porém, responsabilizou sua fraqueza pelo fato de que conhecia ChanYeol desde os quatorze anos, quando o viu pela primeira vez numa revista. Na época, ele tinha vinte e dois anos. Convencido de que o alfa era o homem mais lindo e charmoso do mundo, cortou a foto da revista e a guardou. Não a esqueceu em uma de suas gavetas. Pelo contrário passou boa parte da adolescência devorando aquela foto com os olhos e beijando- a até que a imagem, desbotada pela babae os dedos que a tocavam, por horas de flertes platônicos, ficasse quase irreconhecível. Muitas vezes, pensava que teria sido melhor nunca tê-lo conhecido, pois assim poderia manter o eterno sonho da adolescência, em vez de descobrir a dura realidade de que o príncipe encantado era, na verdade, um homem frio e calculista.

  Seis anos se passaram depois que ele o viu na foto para que tivessem tido a oportunidade de se conhecer. Durante esses anos, BaekHyun foi ganhando visibilidade com a carreira de modelo, o que o possibilitou circular no mundo exclusivo e elitizado de ChanYeol. Certa vez, ele o viu numa das discotecas que frequentava e sentiu um arrepio lot todo o corpo. O alfa estava sentado confortavelmente num sofá, como se fosse um membro da realeza, mas seu olhar era de tédio, apesar de haver muitos ômegas o rodeando e disputando sua atenção.

  Uma experiência assustadora quando BaekHyun tinha apenas treze anos o fez ficar bastante cauteloso em relação aos alfas. Depois do ocorrido, ficou traumatizado e tinha dificuldade de paquerar ou demonstrar interesse por qualquer alfa. Poucos sabiam que era virgem, um segredo que preferia manter para si, pois frequentava um círculo social em que o sexo casual era muito comum e, às vezes, uma norma. Não queria ser julgado ou ironizado.

  Muitos alfas o haviam perseguido para levá-lo para a cama, visando adicionar mais um modelo ao caderninho de conquista. Acabou ganhando fama de frígido por rejeitar todos os pretendentes, o que o magoou e o deixou constrangido. Resolveu ah e era mais fácil simplesmente não namorar ninguém. No entanto, não havia passado pela cabeça de BaekHyun que aquela atitude o tornava o ômega ainda mais desejável. Uma espécie de desafio para os alfas garanhões, que achavam que nehum ômega poderia resistir a eles.

  No dia em que entrou na passarela se um desfile em Paris e deu de cara com Park ChanYeol, sentado na primeira fileira, ficou desarmado. Havia sido pego de surpresa. O adolescente que havia venerado a fotografia dele o desbancou. Nervoso, no meio da passarela, nem ousou olhar para os lados, com medo de encontrar o olhar de ChanYeol. E quando soube que ele havia pedido para que fossem apresentados, ele ficou tão ansioso e apreensivo que nem o olhou direito. Ele pediu seu número de telefone e ele disse que o celular havia sido roubado. Um minuto depois, teve que se retirar, pois iria participar de um desfile particular. Mais tarde, ao chegar no hotel, ele recebeu na recepção uma encomenda. Era um celular novinho em folha que ele havia enviado para ele. O telefone tocou alguns minutos depois que ele pôs os pés na suíte em que estava hospedado. A voz dele era pura sensualidade e perdição.

  Queria vê-lo naquela mesma noite, mas BaekHyun tinha um vôo de volta a Londres na manhã seguinte, muito cedo.

- Estou indo para a Austrália, na Sem nas que vem. Inventa uma doença e fica em Paris mais um dia - ChanYeol pediu.

- Não posso.

- Pode sim, se você quiser me ver.

- E, se você quiser me ver, pode esperar.

- Você é sempre difícil desse jeito?

  Aquela fora a primeira - porém não a última - experiência de ter que lidar com um alfa extremamente rico e poderoso, acostumado com que tudo acontecesse no momento e do jeito que ele quisesse. Algo que não fosse um sim imediato era considerado uma resposta negativa, quase uma ofensa.

  Mesmo assim, ChanYeol mandou um jatinho particular buscar BaekHyun e Londres para trazê-lo de volta a Paris no dia seguinte, quando jantaram juntos. O papo foi tão interessante e animado que os dois ficaram até a madrugada conversando e foram os últimos clientes a saírem do restaurante.

  Um lindo e impecável buquê de rosas brancas ja esperava por BaekHyun quando ele retornou a Londres. Ele ligava para ele todos os dias. BaekHyun se sentia especial e querido. Cada etapa da relação mais parecia um contos de fadas, um verdadeiro romance que só se via igual nos filmes.

  Mais uma pessoa o alertou sobre Park ChanYeol e sua fama de mulherengo, mas ele ignorou os conselhos. Estava encantado com os telefonemas, jantares à luz de velas e buquês de flores. Ele sonhava, em segredo, com o dia em que finalmente se entregaria pela primeira vez, por amor, e depois viveriam felizes para sempre. Em nenhum momento ele suspeitou que havia sido usado, num jogo sórdido orqiestrado por um alfa egoísta ah achava que, por ser rico, estava acima do bem e do mal.

  A dor pelas lembrança infelizes só fez piorar seu estado de ânimo, quando finalmente chegou à porta da delegacia.

  Ao vê-lo, o delegado deu um sorriso, surpreendentemente simpático.

- Por que não me fala um pouco sobre a casa que sua mãe tem na França?

- França? - A perplexidade de BaekHyun era evidente. - Mas minha mãe não tem casa algumas na França.

- Tudo indica que ela tem, sim, uma casa ma França e das mais luxuosas. Cinco quartos, piscina e muito mais. Pelo menos, foi o que ela mesma disse a uma amiga, no ano passado. Uma propriedade dessas não custa nada barato, ainda mais no sul da França.

  BaekHyun balançou a cabeça, recusando-se a acreditar no que ouvia.

- Essa suposta amiga não sabe o que está falando.

- Não tenho tanta certeza disso...

- Isso é mentira. Se minha mãe tivesse uma casa eu seria o primeiro a saber - BaekHyun não tinha dúvida disso. Afinal, se houvesse uma casa, ela já teria sido vendida para pagar as dúvidas que os pais haviam contraído. Além disso, MinHee nunca iria cometer o grave erro de gastar um dinheiro que não pertencesse a ela.

- Ainda não conseguimos descobrir a localização da casa, mas estamos próximos. Acho que vamos ter mais respostas quando sua mãe resolver cooperar conosco.

  BaekHyun ficou em pânico ao ver que o rumo das investigações estavam mudando e que a mãe agora estava no centro das atenções

- Mas ja disse que minha mãe não tem nada a ver com isso.

- Acredito a sua mãe tem tudo a ver com isso. Você não sabe me dizer onde foi parar o dinheiro. Além disso, existe a evidência de uma série de cheques que foram retirados da conta da instituição de caridade que foram assinados tanto por você quanto por sua mãe, sendo que um deles serviu para comprar uma caminhonete de quarenta mil libras. O vendedor lembra bem do rosto do comprador. Onde está esse carro, senhor Byun?

  BaekHyun ficou mudo, em estado de choque. MinHee tinha mudado de carro, antes de desaparecer? E trocado por um muito melhor e mais caro? Estava desconcertado com a revelação, mas não hesitou em continuar defendendo a mãe, pois a última coisa que queria era vê-la na cadeia.

- Não sei...

- Todos os cheques depositados até agora foram usados para fazer compras no nome de Jung MinHee ou para pagar dívidas, também no nome dela. Quando você assinou aqueles cheques? - ele perguntou, sem esperar pela resposta. - Deve ter sido difícil ter que administrar todos os gastos do evento sozinho, uma vez que você e sua mãe viviam tao longe um do outro. Aposto que a parte financeira ficou a cargo dela. Por acaso assinou cheques em branco para facilitar a vida de sua mãe?

- Não, foi ela quem fez isso para mim. - BaekHyun insistiu, angustiado.

  O velho delegado suspirou.

- Se continuar insistindo em não cooperar conosco, tanto você quanto sua mãe vão acabar dividindo a mesma cela por fraude e estelionato. Tudo indica que sua mãe está metida nisso até o pescoço. E o desaparecimento dela dá a entender que ela foi a mentora desse crime.

- Não, não. Ela não tem nada a ver com isso.

- Ficar negando não prova nada e não vai convencer juiz algum. Pelo contrário, será um atestado de culpa - respondeu, impacientemente. - Pare de fazer a polícia  perde tempo, senhor Byun. Em breve, sua mãe será encontrada e processada. Não há nada que você possa fazer para mudar isso. Sugiro que volte para casa e reflita sobre o que está fazendo.

  Estava a ponto de chorar quando saiu da delegacia. As lágrimas que ameaçavam cair carregavam medo e decepção. Como podia ser tão incompetente? Havia fracassado em convencer a polícia de que ele era o culpado por tudo e agora sua mãe seria perseguida e presa por causa dele. Tinha certeza de que a mãe e o padastro nunca estariam escondidos numa mansão com piscina na Reviera francesa!

  Não tinha dúvidas de que haviam fugido porque estavam assustados. BaekHyun tinha, sim, ficado desapontado e com raiva pelo que a mãe havia feito, mas compreendia, de alguma forma, pois acreditava que a mãe estivesse tão deseperada que não havia pensado nas consequências do seus atos. Foi na primavera  que BaekHyun, com relutância, aceitou emprestar o seu nome para o desfile beneficente que MinHee havia feito tanta questão de organizar. Entrou em contato com varios modelos, colegas suas. Foi nessa mesma época que o padastro o procurou para pedir dinheiro.

  BaekHyun ficou chocado, pois o padastro sabia muito bem que o fracasso da discoteca a havia deixado sem um tostão.

- Mas você sabe que não restou nada.

- Qual é? Não nasci ontem. - A ironia ofuscava o rosto esticado pela plástica aue aparentava uma falsa jovialidade. - Com certeza, você tem uma conta secreta. Umas economias guardadas, um pé-de-meia. Pode contar, não vou denunciar você para a Receita Federal.

  BaekHyun apenas levantou as sobrancelhas.

- Quem me dera...

- É mentira sua... você precisa me ajudar. Me fizeram uma aposta incrível, mas vou precisar de capital.

- Infelizmente, não posso ajudar você.

  Um ressentimento enfurecido brilhou nos olhos negros do padrasto.

- Nem se for para o bem da sua mãe?

  BaekHyun estremeceu.

- Não posso dar algo que não tenho.

- Então, não acha que já está na hora de parar de brincar de jardineiro e voltar para as passarelas, que é o lugar de onde nunca deveria ter saído? - falou num tom reprovador. -  poucos meses, você poderia cobrir o prejuízo da discoteca!

  O fato de que o padastro ainda esperava que ele continuasse dando dinheiro a ele incomodou BaekHyun. Afinal, ele era bem grandinho para ganhar o próprio dinheiro. Porém, em nenhum momento suspeitou que as intenções dele fossem realmente impróprias ou mal-intencionadas, até ah o diretor da instituição de caridade o procurou lara contar dos cheques que não haviam sido depositados e de outros que estavam sem fundos. Por telefone, a mãe não sabia explicar nada e BaekHyun tinha resolvido fazer uma visita para tentar entender o que estava acontecendo. Quando chegou à casa da mãe, ficou surpreso ao descobrir que a casa que tinha dado a ela fora vendida e que MinHee estava morando em um hotel.

- O que está acontecendo? - perguntou BaekHyun, quando a mãe, linda e loura, abriu a porta do quarto onde estava hospedada. - Por que vendeu a casa?

  A mãe o tratou com cinismo e aspereza.

- Como ousa me perguntar por quê? Por sua culpa, meu casamento está arruinado.

  BaekHyun não entendia nas.

- Como? O que foi que eu fiz?

- Você tirou o emprego do meu marido. Agora, claro, estamos na pior e tive que vender a casa. MinHo me deixou por outra ômega! Tem idéia de como estou me sentindo?

BaekHyun sentiu tanta pena da mãe, que havia sido abandonada, que teve vontade de abraça-la.

- Faça-me o favor, BaekHyun... - Então, baixou a guarda e deixou que o filho a confortasse.

- Sinto muito, de verdade - Disse BaekHyun, que estava sofrendo pela mãe.

- É tarde demais para sentir muito, não acha? Se tivesse voltado a desfilar quando lhe pedimos, hoje eu ainda teria um marido e uma casa para morar.

BaekHyun se sentiu horrivelmente culpado por ter se colocado em primeiro e recusado a abandonar o curso de paisagismo. Sentiu um aperto no coração, pois sabia que a mãe era louca pelo marido. Depois de tanfo amor e devoção, MinHo havia magoado e humilhado MinHee com aquela atitude. BaekHyun podia entender perfeitamente como a mãe se sentia, pois a dezoito meses ele também tinha sofrido o desgosto de uma rejeição por parte de ChanYeol. Por sorte, para ele, a paixão havia se transformado numa raiva estimulante.

- O que vou fazer da minha vida? - perguntou MinHee de repende, aos prantos. - Estou com tanto medo...

Por um instante, BaekHyun ficou paralisado com a rara cena de ver a mãe chorando, mas logo se recuperou para consola-lá.

- Tudo vai ficar bem. O que quer que aconteça, estaremos aqui e, juntos, vamos superar isso tudo.

- Mas estou com tantos probelmas - disse a mãe. - Você não tem ideia...

Voltando ao presente, BaekHyun foi andando, tomado pela angústia e pela preocupação. A chuva fina e constante ajudou a dissimular as lágrimas que escorriam por sua face. Ssntia-se um lixo. Não teria como ajudar MinHee, uma vez que a polícia recusava-se a acreditar na sua versão da história. Por que sempre tinha que acabar decepcionando a mãe? E quantas vezes já tinha feito MinHee perder o homem que amava? Será que o tinham amaldiçoado ao nascer?

Primeiro, o pai, aue nunca teria ido velejar se não fosse pelo pedido do filho tão amado. Não restava dúvidas de que tinha sido um acidente terrível ah ninguém poderia ter previsto, mas isso não alterava a ordem dos fatores.

Depois, foi Rick, com que MinHee namorava quando BaekHyun era adolescente. Sentiu calafrios ao relembrar como aquele namoro terminou e como foi duramente recriminado. Gostasse ou não, também havia sido o motivo do fim daquela relação e, mais uma vez, a mãe terminou com o coração partido e solitária.

Quando MinHo apareceu na vida de MinHee, BaekHyun se sentiu aliviado e feliz pela mãe. Apesar de nunca ter tido afeição pelo padastro, fingia apreço a ele, por respeito a mãe. Se MinHee não fosse tão cega pelo marido, nunca teria roubado o dinheiro, pensou.

Quando a mãe lhe confessou o rouco, com lágrimas nos olhos, o filho piedoso prometeu protegê-la.

MinHee estava apavorada e agradeceu mais de uma vez o apoio. BaekHyun recordou a rara demonstração de afeto que a mãe lhe dera naquele dia. MinHee nunca suportaria a humilhação de um processo criminal, muito menos a vida desumana numa prisão.

A tentativa de assumir a culpa do roubo para salvar a mãe não seria suficiente. A polícia estava determinada a encontrar MinHee e só restava uma saída.

Encharcado e morrendo se frio, entrou em casa, fechou a porta desgastada pelo tempo e apanhou o cartão de visita de ChanYeol. Se ele fosse realmente repor o dinheiro, as acusações seriam retiradas e a mãe deixaria de ser uma fugitiva - estaria a salvo. E não era isso o que realmente importava?

Em vez de ligar, optou por mandar uma mensagem de texto pelo celular, pois, do contrário, não teria coragem de falar o que escreveu.

Se ainda me quiser, serei seu.



Contínua...


Notas Finais


O próximo sai Quinta ou sexta-feira então fiquem espertos

XOXO


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