História The Lovers - Capítulo 42


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Camren
Visualizações 195
Palavras 3.337
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Pansexualidade, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Fala quebrada como vocês estão?? Espero que show

Capítulo 42 - Shards


  Camila POV

Decidi ver como Lauren estava após não receber nenhuma mensagem, nem ligação dela, aquilo me deixava preocupada. Quando cheguei em seu apartamento, o porteiro disse que ela estava em casa e que ficava feliz de me ver mudar para o mesmo prédio que ela, sorri vagamente subindo até o andar dela me sentindo mais preocupada, por saber que ela já estava em casa. 

Parei em frente à sua porta assim que desci do elevador. Nenhum som podia ser escutado, não sabia se me preocupava mais ou me despreocupava, pensei por alguns segundos o que devia fazer. Eu estava pronta pra apoiá-la nesse tempo de extrema turbulência que ser nossa vida?! Um som  alto de algo se estilhaçando me fez abrir a porta rápido vendo sua figura sentada ao tapete. Sua testa estava encostada em seus joelhos e as mãos sobre o chão, com as palmas para cima de onde saia sangue. 

Entrei calmamente observando seu apartamento ao chão, a maioria das coisas que podiam ser quebradas foram e isso me assustava um pouco. Me sentei ao seu lado, sem pronunciar nada ela se encostou em mim e eu a abracei pelos ombros, buscando conforta-la. Era mais que nítido que sua manhã não havia sido boa, nem a conversa com seu pai... Nunca a havia visto daquela maneira, jamais tinha visto ela perder a cabeça, e agora com suas coisas quebradas ao chão, me senti aliviada  por ter chegado depois de seu acesso de raiva. Acariciei seus cabelos enquanto ela se mantinha em silêncio e imóvel na mesma posição, apenas encostada à mim. 

- Lolo. - Chamei baixo a ouvindo resmungar para que eu prosseguisse. - Você quer me contar o que aconteceu?

Ela negou com a cabeça sem dizer nada. Eu entendia Lauren, compreendia o porque dela não querer tocar no assunto agora tão recente. Apesar de ser sua namorada e querer a ajudar de todas as maneiras possíveis, entendia que ainda existia uma certa dificuldade de Lauren se abrir assim, ela precisava do tempo dela e espaço para pensar bem, esfriar a cabeça e então me contava tudo até mesmo sem que eu pedisse. 

- Vamos limpar esses machucados. Preciso tirar esses cacos... Tudo bem?!

Novamente ela assentiu, afirmando, mas se mantendo em silêncio. Busquei em seu quarto o que eu precisaria, quando voltei a sala ela se mantinha na mesma posição. Me aproximei parando a sua frente, ela esticou suas mãos para frente ao meu encontro mas sem me olhar. Seus olhos eram tão expressivos, eu precisava vê-los para entender tudo, para sentir que ela não desistiria de tudo agora...

- Lolo olha pra mim, por favor. - Minha voz saiu levemente melancólica a atraindo. 

Seus olhos estavam opacos, o brilho costumeiro não estava ali, eu via apenas tristeza e raiva, muita raiva, era horrível vê-los assim, não estava acostumada com eles daquela maneira. Após alguns segundos me encarando ela voltou a abaixar o olhar e a cabeça, cortando propositalmente nosso contato visual. Mirei suas mãos, estavam horríveis, me perguntava como ela não tinha uma expressão de dor. Eu via alguns cacos grandes fáceis de serem retirados e alguns menores que me dariam um trabalho maior. 

Abri uma das palmas derramando um pouco de álcool ela grunhiu alto tentando puxa-la, a segurei impedindo, repetindo o mesmo ato com a outra. 

- Porra! - Ela deixou um pequeno grito escapar. - Essa merda doi. 

Ela ameaçou a puxar novamente mas segurei sua mão até ela desistir e ver que a ideia não ia ser bem sucedida. A olhei que ainda mantinha a cabeça baixa, me sentia mal por vê-la assim, queria que ela me contasse o que aconteceu para que ficasse nesse estado. Voltei meu olhar para sua mão, começaria pela que estava menos ruim. Puxei um dos cacos de tamanho mediano com a pinça.

- Ai. Camz, porra isso dói. - Ela levantou a cabeça me olhando. 

Ela ameaçou puxar a mão novamente, mas a olhei com rigor, isso pareceu assusta-lá já que houve um lampejo de medo em seu rosto. Ela se remexia o tempo todo sempre resmungando ou rosnando baixo, mas não tentou puxar a mão mais nenhuma vez. 

- Eu não deveria ter ido. Foi irracional. - Ela pronunciou normalmente encarando a própria mão. 

- Não foi, você precisava ouvi-lo. 

- Mas eu já imaginava o que ele iria dizer.

- Ainda assim, talvez as coisas fossem resolvidas. Você não sabia com certeza o que ele diria. 

- Você é linda. Completamente perfeita pra mim... - Passei o algodão com álcool sobre os locais que tinha tirado alguns cacos. Senti meu coração se encher com suas palavras. - Ai! Merda isso dói!

- Posso perguntar por que diz isso?! 

- Porque eu amo você. Porque não importa o que ninguém diga ou tente me convencer, você é perfeita. 

Olhei sua mão esquerda, ela estava limpa e seus cortes antes abertos, agora estavam fechados com alguns pontos. Os menores permaneceram como estavam, porém não sangravam mais. Fiquei orgulhosa do meu trabalho nesta mão. Mirei a outra, um pouco de sangue havia secado e os cacos tinham pontas vermelhas para fora da mão, aquela ainda estava um completo caos. 

- Lolo, você vai me contar o que aconteceu?! - Respeitaria seu tempo, mas precisava saber se ela vai me contar. 

- Sim, mas não agora. Me desculpe. 

- Sem problemas. - Sorri e ela me olhou com carinho. Aproveitei de sua distração puxando um caco antes preso. 

- Droga! - Ela rosnou mais alto.

Vi ela se distrair em seus pensamentos encarando meus atos em sua mão, eu observava sua feições mudarem nos momentos que ela sentia dor. Eu ia fechando seus cortes e vendo a aparência de sua mão mudar de horrível pra menos ruim. Lauren já se mostrava impaciente com tudo aquilo. 

Dei um no na última linha observando a palma limpa, apenas imaginando que os grandes cortes ficariam cicatrizes, mas não parecia ser algo que ela realmente se importasse. A olhei, ela estava com a bochecha escorada no joelho me encarando fixamente, sua feição era serena e ela estava extremamente fofa daquela maneira, beijei a palma da sua mão vendo-na sorrir. Ela esticou as pernas indicando pra que eu sentasse sobre elas. Cruzei meus braços atras de seu pescoço deixando um selinho rápido em seus lábios, ela sorriu deixando suas mãos sobre minhas coxas. 

- Dorme aqui. - Olhei seus olhos. Ainda estavam tristes, mas empolgados com a possibilidade. 

- Uhum. - Ela se escondeu em meu pescoço respirando pesadamente. 

- Eu ainda tenho que limpar essa bagunça. - Ela me desceu com cuidado ficando de pé. 

- Vou te ajudar com tudo isso. 

   [...]

Lauren passou a mão no rosto, reclamando logo em seguida. Mirou o apartamento completamente limpo e sem nenhum resquício do estrago feito a poucas horas atras. Olhei o único porta retrato intacto, era um com nossa foto. Fiquei maravilha que mesmo em seu momento de loucura a única coisa que permaneceu no seu lugar foi algo nosso. Nesse momento eu tive a certeza que não importava o que fosse, nem se a loucura tomasse conta de seu corpo ela faria algo comigo. Seus braços rodearam minha cintura, seu queixo descansou em meu ombro e eu suspirei baixo com o carinho silencioso. 

- O que olha?

- Nossa foto. 

- O que tem ela?

- Nada. - Me virei dando um selinho em seus lábios. - Amo você. 

Pela primeira vez no dia ela me beijou, sua língua explorou minha boca me trazendo aquela sensação confortável, suspirei abafado me sentindo bem por aquelas borboletas em meu estômago. Me afastei olhando em seus verdes que estavam brilhantes e todo sentimento que eu conseguia ver era amor. Ela se afastou sentando no sofá, ligou a TV ligando o videogame logo em seguida, rolei os olhos me sentando ao seu lado. Cruzei os braços abaixo dos meus seios olhando de forma emburrada ela atirar em um inimigo que apareceu em sua tela, bufei audivelmente recebendo um olhar rápido seu, entendia que queria se distrair mas eu queria sua atenção. Ela saiu da partida antes da mesma terminar, puxando-me pela mão para que me sentasse em seu colo. 

- O que foi? - Sua mão correu rápido por minha bochecha. Eu ainda me mantinha de braços cruzados. 

- Eu estou aqui é você prefere jogar?!

- Eu prefiro você! - A olhei e ela sorriu. - Prefiro muito mais você, eu só queria me distrair um pouco. Desculpe. 

- Tudo bem. - Ela pousou suas mãos em minha cintura me trazendo mais pra perto. - Que tal se distrair vendo um filme comigo?! - Cruzei meus braços atras de seu pescoço. 

- Uma boa ideia. 

Desci de suas pernas saltitante colocando um filme onde antes o cd de um jogo rodava. Lauren controlou tudo pelo controle do videogame, colocou o filme para passar enquanto eu voltava para seu colo, me sentando como antes. 

Depois de algum tempo de filme vi que Lauren não prestava atenção em nada, olhava fixamente para mim. Me endireitei sobre ela ficando com a coluna ereta, atraindo sua atenção. Ela se endireitou também se aproximando do meu pescoço. 

- Não quer ver o filme?! - Arfei quando sua língua correu por minha pele. 

- Na verdade eu tava com ideia de fazer outras coisas. - Minha pele queimava a cada toque seu. 

Ela passou os lábios por meu pescoço, mordiscando meu ponto de pulso, suas mãos vagavam pela pele da minha cintura e eu sentia meu corpo se ascender com mínimos toques seus. 

- Lolo. - Arfei com a mordida leve. - Não precisa. - Empurrei de leve seus ombros. Me preocupava dela fazer algo nessas condições, apesar da minha voz denunciar o quanto eu queria. 

- Camz se eu não fizer isso meu ego vai ficar afetado. Faz dias que a gente não transa, eu preciso disso. - Ela apertou com força minha cintura. - Eu dou conta. 

- Que bom porque eu não aguento mais esperar. 

Tirei minha camiseta afoita, junto com o sutiã o jogando em qualquer lugar da sala. Lauren riu do meu desespero e com uma calma mais que desnecessária ela tirou sua camiseta. Ela agia com lentidão apenas para me irritar. 

- Lauren juro que se você não se apressar agora eu te mato. - Ela me olhou surpresa. - Eu quero você e quero agora. - Seus olhos brilharam diante das minhas palavras. 

Ela subiu a saia que eu usava arrastando seus dedos por minha pele enquanto se distraia com meus seios. Gemi extasiada com as atitudes de sua boca, a perfeição de seus atos, rebolei ansiosa sobre ela ouvindo-na gemer baixo e abafado. Minha intimidade se fechou contra o nada me trazendo um certo desconforto. Empurrei delicadamente a cabeça de Lauren descendo de seu colo, ela estranhou a atitude e sorriu de maneira maliciosa quando me viu tirar minha saia, ajudei-na com a calça voltando a me sentar sobre ela. Suas mãos passearam por todo meu corpo nu, enquanto ela o observava. 

- Lolo, vamos logo com isso. - Eu sempre ansiava por ela. 

Ela nos virou sobre o sofá, se alojando em meio às minhas pernas, as abri mais recebendo-na com devoção. Ela se movimentou para cima e para baixo friccionando sobre meu clitoris me fazendo gemer um pouco mais alto. 

- Você está completamente molhada. 

- Só pra você. - Mordi o lóbulo da sua orelha, vendo-na estremecer levemente. 

Sem aviso ela meteu dois de seus dedos em mim, indo forte e fundo. Ela pareceu se engasgar, tossiu baixo se escondendo em meu pescoço, quando ameacei rir ela se retirou quase por inteiro voltando a estocar fundo me fazendo gemer ao invés de rir. Cruzei minhas pernas sobre sua cintura ficando mais exposta a ela, deslizei com certa dificuldade uma das minhas mãos forçando a base de suas costas para baixo e para frente, gemi mais alto quando ela se movimentou para frente e para trás ajudando seus dedos a me estocar. Passei meu braço sobre seu pescoço apertando seu ombro extasiada, meus olhos se apertavam e um gemido escapava sempre que Lauren me acertava certeiramente. Ela gemia e rosnava baixo em meu ouvido me deixando completamente excitada, sentia a sensação gostosa se formar em meu ventre enquanto ela ainda estocava, arranhei a extensão de suas costas voltando a apoiar minha mão na base dela continuando seu movimento de vai e vem. Ela aumentou a velocidade e eu senti minha intimidade esmagar seus dedos enquanto eu apertei seu ombro e mantive seu quadril parado, tremendo e tendo alguns espasmos abaixo dela, completamente ofegante. 

Trouxe meu braço para cima buscando uma de suas mãos, enlaçando nossos dedos. Lauren ainda estava sobre mim, porem sua mão já não estava mais em minha intimidade, minha respiração era mais calma e eu mantinha um carinho nos cabelos dela, era bom sentir o peso do seu corpo sob o meu. Ela se remexeu de leve, ameaçando se levantar, mas a prendi com as pernas, ela retirou seu rosto do meu pescoço e me encarou. 

- Fica aqui. - Pedi acariciando seu rosto. 

- Tudo bem.

Ela se escondeu de volta em meu pescoço, deixando um beijo suave no lugar. Voltei a acariciar seus cabelos, sentindo sua respiração leve, calma e quente me acertar. 

Me distrai em meus pensamentos, enquanto acolhia Lauren com meu corpo, mesmo depois de ter transado, sabia que seu dia havia sido ruim e ela precisava de carinho, o qual eu queria dar e daria. Seus dedos se mantinham presos aos meus, mas frouxos, caminhei meus dedos por sua cabeça e ela ressonou alto, me fazendo perceber que havia dormido. Desprendi minhas pernas que ainda estavam sobre sua cintura, as descendo para o lado de seu corpo, a apertei junto a mim com a mão que antes estava em seus cabelos. 

Senti meu coração se encher quando vários flashbacks de nossos momentos passaram por minha cabeça, da nossa primeira noite, da sua volta depois de um ano, de como cantou olhando para mim no show da volta, do pedido de namoro, do final de semana maravilhoso com seus amigos, das viagens e de todas as vezes que fez eu me sentir única, a pessoa mais amada do mundo...

Ela se remexeu um pouco e eu voltei minha mão para o meio de seus cabelos, ela suspirou baixo e apertou seus dedos enlaçados aos meus. Resmungou algo incoerente e voltou a cochilar, sorri passando minha bochecha por sua cabeça de olhos fechados, aproveitando o seu perfume. 

[...]

- Lolo. - Chamei, já havia quase uma hora que ela dormia. 

- Hum? - Ela resmungou baixo e rouco. 

- Vamos tomar um banho. - Ela se apoiou nas mãos e joelhos se levantando segurando minha mão me ajudando a levantar. 

- Não deveria ter me deixado dormir sobre você. - Ela seguia atras de mim, me guiando pela cintura até o banheiro de seu quarto. - Te machuquei?

- Não. E eu adorei ter você dormindo assim. 

Ela beijou meu ombro enquanto eu abria a água quente. A primeiro momento ela saiu fria e eu me aninhei a Lauren mantendo distância da água, após alguns segundos ela esquentou e eu tomei um bom banho com Laur. Vesti uma de suas cuecas e camisetas saindo com ela, que vestia o mesmo, apenas com um short a mais, para a sala. Reparei nossas roupas jogadas pelo chão, e meu sutiã preso caindo para fora do outro sofá. Lauren se distanciou sentado no balcão abrindo uma caixa de pizza que estava na geladeira, sorri pelo agrado me sentando ao seu lado. 

   [...]

Me deitei na cama com Lauren sentada ao meu lado, ela estava distraída com o programa na TV a sua frente. Me aconcheguei mais a ela deitando minha cabeça em sua coxa, ela me olhou sorrindo, voltando logo em seguida a prestar atenção na no programa. Acariciei sua perna enquanto ela fazia o mesmo em meus cabelos, olhei o anel em minha mão, já havia me acostumado com ele, mas ainda o achava lindo, nunca o tinha tirado do meu dedo. Sua carícia em meus cabelos me relaxavam e eu sentia o sono tomar conta do meu corpo...

Acordei com um urro alto de Lauren, olhei rápido ao meu lado da cama, mas ela não estava lá. Me levantei rápido saindo a sua procura pelo apartamento. A encontrei no sofá, ela tremia e gritava encolhida, aquela cena me assustava, corri até ela a sacudindo de leve quando percebi que estava dormindo. Ela acordou com um susto, seus olhos vagaram desesperadamente pela sala, segurei seu rosto com as duas mãos chamando sua atenção. Ela me puxou ainda de maneira desesperada enterrando seu rosto em meu pescoço, sua respiração era completamente alterada e ofegante além de pesada. Me deitei com ela no sofá, seu corpo estava levemente suado e ela esperou que eu estivesse com o meu corpo sobre o sofá para voltar a se esconder contra mim. Acariciei seus cabelos tentando entender o que havia acontecido, fiquei tão desesperada por vê-la daquela maneira. 

- Foi só um pesadelo. - A apertei mais trazendo seu corpo para mais perto. Ela respirou fundo. 

- Acho que está na hora de te contar o que aconteceu. - Sua voz saiu fraca e abafada. 

- Não precisa se não quiser. - Percebi que o pesadelo tinha sido causado por isso. 

- Eu vou. - Disse firme. - Eu me encontrei com Amy no galpão, ela disse que saiu da banda e me culpou por isso, disse que com a saída dela a banda acabaria. Culpou nosso namoro... 

Ela respirou fundo expirando audivelmente. Acariciei sua cabeça dando um beijo leve, eu sabia que o fim da banda a afetava mais do que ela assumia, e também sabia que o fim dela não era por conta do nosso relacionamento, mas isso ainda a incomodava, pensar que talvez realmente fosse, mesmo sabendo que não era. 

- Quando me encontrei com meu pai, ele disse que era pra mim esquecer essa loucura que chamo de vida e voltar pra casa dele. Disse que eu manchava seu nome com essa loucura de namorar outra garota, que era para mim terminar o que supostamente tínhamos. Eu neguei, e pela primeira vez o enfrentei sem medo. Expliquei que te amava e que você também, que não era nada inventado e que eu não iria terminar com você só porque ele queria. - Ela respirou algumas vezes seus músculos se tensionaram mais. - Ele te chamou por muitos nomes ruins, te desprezou como se não fosse ninguém, falou coisas direcionadas à você que me fez querer quebrar todos aqueles dentes. Até eu perder a cabeça e a discussão tomar proporções bem maiores, além da gritaria que se tornou.

Lauren me defendeu, enfrentou seu pai por mim. Eu não me importava com nada do que ele havia me chamado, mas ver Lauren lutar por mim, me defender dessa maneira inchou meu coração. 

- Eu amo você muito, mais do que cabe em mim. Você foi valente em me defender de seu próprio pai, apesar de que não me importo com nada do que ele tenha dito. Porque apenas você me conhece por completo. 

Lauren me olhou com os olhos brilhantes. Seus lábios se juntaram aos meus em um beijo calmo e cheio de carinho. 

- Eu amo você. E eu vou passar por cima de qualquer um que queria estragar nosso relacionamento, eu vou te proteger de tudo isso. - Sorri deixando um selinho em seus lábios. 

- O que acha de tentar descansar? Eu fico com você até pegar no sono, vou cuidar pra que você não tenha mais nenhum pesadelo. 

Ela assentiu sorridente me acompanhando até o quarto. Se deitou abraçada a mim, com a cabeça sobre minha barriga, acariciei seus cabelos lutando contra o sono apenas para cuidar dela. Eu percebia o cansaço tomar conta dela que não demorou muito a dormir, deixei um beijo em seus cabelo me permitindo descansar.


Notas Finais


Yo, yo é isso aí, capitulo calminho depois de tanta discussão. Esse pai da Lauren tá uma porra, Lauren podia dar uma surra nele. Enfim é isso até outro dia. 🖤


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