História The Magic Crown of HomeWorld - Capítulo 3


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Categorias Steven Universe
Personagens Alexandrite, Ametista, Buck Dewey, Cebola, Connie, Creme Azedo, Garnet, Greg Universo, Jamie, Jasper, Jenny, Lápis Lazuli, Lars, Leão, Malaquita, Mr. Smiley, Opal, Peedee Fryman, Peridot, Pérola, Personagens Originais, Prefeito Bill Dewey, Richard Fryman, Ronaldo Fryman, Rose Quartzo, Rubi, Sadie, Safira, Sardonyx, Steven Jr., Steven Quartzo Universo, Stevonnie, Sugilite
Tags Drama, Sexo, Shipps, Steven Universe, Tragedia, Universo Alternativo
Exibições 36
Palavras 3.435
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Fluffy, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Orange, Poesias, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hello cats :3
Tomara que gostem.
Agradeço a todos que favoritaram a história, vocês são demais :3

Capítulo 3 - The Creature


Fanfic / Fanfiction The Magic Crown of HomeWorld - Capítulo 3 - The Creature

As horas passavam tão rápido quanto uma lâmina cortando legumes. Rose Quartz ainda anda por todos os cantos do seu quarto cor de rosa, tentando compreender o que acontecera mais cedo. Já havia analisado todas as camadas da enorme cortina, todo o chão próximo ao canto na parede, e nada foi encontrado ali. A preocupação pesa sobre seus ombros, perdida em pensamentos profundos ela mal percebe que o honroso príncipe inglês das terras de Vocarrile, Greg Demayo, acabara de chegar ao grande reino de Pink Diamond. Observando o esplendor dos últimos raios de sol indo embora pelos morros cobertos por árvores altíssimas, ela escuta um leve bater na porta de seus aposentos.

- Vossa Alteza, sua rainha ordenou para que compareça a entrada do castelo, o príncipe inglês chegou a alguns minutos.- uma criada desperta a princesa de cabelos cor de rosa de seus devaneios.

- Avise a minha mãe que não irei descer Jenny, por favor.- a voz pesada de Rose, estremesse a jovem criada, que já prevendo a reação violenta de Vossa Majestade, sua rainha, pensa em como dizer tais palavras.

Ainda com o semblante muito sério, a princesa ajoelha-se perto de sua cama, abaixando-se em seguida, ela puxa uma caixa escondida no piso oco. Abrindo-a ela tira uma pintura feita do rosto belo de seu amado pai, grudado a ela há uma pétala de uma rosa rara encontrada apenas em uma terra desconhecida, depois da floresta das Fadas. Rose não pode evitar se emocionar ao ver aquilo. Sempre que seu coração entristece ela pega a caixa para sentir a esperança que apenas seu pai pudera lhe proporcionar, antes de sua morte. Levando os objetos ao peito, lágrimas caem sobre seu enorme vestido.

- Por favor pai...me diga o que fazer...- mesmo sabendo que nunca obterá sua resposta, ela tenta questionar o nada. A insegurança e o medo batalhão contra a fé da jovem princesa, que procura dentro de si a coragem para falar com sua mãe sobre uma ameaça fantasma. Sua cabeça já se incomoda com tantas teorias, até que passos são escutados no corredor. Com velocidade, ela guarda os objetos na caixa e depois a esconde no oco do chão, levantando-se em seguida.

- Você irá se arrumar agora e descer para falar com o príncipe, sua insolente! - a voz grossa da rainha, sai rasgada entre os dentes. Segurando o braço de Rose com muita força, ela a senta da penteadeira e começa a arrumar seu cabelo cheio.

- Me solte agora!...- com um movimento rápido, Rose se levanta e imobiliza sua própria mãe com as mãos nas costas, batendo sua face contra o espelho.-... você não vai me obrigar a ir lá embaixo.

- Você é uma princesa! Haja de acordo com sua posição, seu pai teria vergonha da futura rainha do reino rosa!- as palavras de Pink Diamond acertam a princesa como um soco. Ela solta sua mãe devagar e mesmo lutando contra o sistema imposto pela rainha, ela se vê obrigada a fazer algo que nunca quis, de novo. Sentando-se na penteadeira, ela vê sua mãe arrumando seu cabelo em um coque perfeito, tapando as imperfeições de sua pele com pó de arroz, escurecendo seus olhos com uma mistura de carvão e cinzas em um pincel uniforme e finalmente dando vida aos seus grossos lábios com uma massa cor de rosa feita com pétalas de flores.

Ajeitando seu vestido que afinava sua cintura e modelava seu corpo lindo, ela desce as escadas sem esconder a enorme tristeza em seu olhar. Chegando na sala do trono, ela vê dois homens, um deles tinha uma coroa grande sobre a cabeça, cabelos grisalhos e vestes tão magnificas quanto a da rainha. O outro tinha cabelos baixos e escuros, penteados para trás com elegância, vestido mais basicamente em relação ao outro ao seu lado, ele parecia se divertir enquanto conversava com uma das criadas. Sua mãe lhe encara e logo a jovem princesa adota seu sorriso mais bonito para se apresentar aos rapazes ali presentes.

- Desculpem-me a demora, minha filha se atrasou um pouco.- a rainha finge sorrir.

- Meu nome é George, e este é meu filho, Greg Demayo.- a princesa faz uma reverência junto aos homens. Levantando sua cabeça, ela percebe que o jovem príncipe a encarava. A princesa sabe muito bem que causa esses efeitos em muitos homens, á quem diga que mulheres também não resistem a sua beleza de outro mundo. Depois de um jantar longo e de papear com seu futuro acompanhante, a princesa resolve ir ao seu jardim rico em rosas saudáveis antes de ir aos seus aposentos. Olhando e tocando cada uma delas, ela percebe uma silhueta sentada próxima a fonte cheia de patinhos recém- nascidos. Se aproximando lentamente, ela vê um rapaz de cabelos enormes cheirando uma de suas rosas.

- Não é permitido vir ao jardim real depois de anoitecer.- o jovem toma um susto com a presença repentina da princesa.

- Oh, suponho então, que você não queira ser descoberta.- ele se vira para a princesa, e seus olhares se cruzam. Parados por alguns segundos, ambos admiram a beleza de cada um. O jovem fica estupefato com a moça a sua frente, e a princesa se surpreende com o semblante do rapaz. Desviando o olhar, a princesa pede permissão para sentar ao seu lado, ele concede.

- Nunca vi o senhor aqui.- ela encara os pequenos patos na fonte rosada.

- Ah cara, eu vim junto aos criados do reino Vocarrile.- o rapaz ajeita as longas madeixas.

- Perdoe-me pela falta de educação, eu não me apresentei, meu nome é Rose Quartz.- a princesa prefere esconder sua realeza do jovem rapaz, evitando que ele a tratasse como se fosse um vaso de vidro sensível.

- Está perdoada jovem moça, não posso lhe falar meu nome, mas pode me chamar de Sr. Universe.- ele sorri de canto levantando um das sobrancelhas para a princesa, que cora, mas retribui o ato. Sentados ali, admirando a paisagem escurecida e os animais da noite surgindo, a princesa esquece de seus pensamentos perturbadores e se sente mais confortável ao lado do jovem misterioso. Enquanto a luz da lua os iluminavam, o desespero de Peridot no reino de Yellow Diamond, ainda era muito evidente.

Perow, sua amada irmã respirava com muita dificuldade. A lança ainda cortava seu corpo fraco a cara sopro de ar. Peridot a segura já sentindo as lágrimas descerem sobre seu rosto fino. Passos pesados são escutados no corredor que leva a cozinha, a pequena princesa se vê sem alternativas para deixar sua irmã acordada. Aos poucos o brilho de seus olhos parece sumir, o cheiro de sangue junto a lâmina em seu corpo já infestava todo o cômodo. O bater da porta assusta Peridot, logo ela é arremessada por sua mãe de longe de Perow. Vários curandeiros aparecem, a rainha puxa a lança avermelhada de dentro de sua filha. Observando o objeto, Peridot nunca havia visto sua própria mãe tão assustada e amedrontada. 

- Levem-na para a sala de cura, façam-na viver ou cortarei a cabeça de todos vocês.- o grito rouco da rainha assusta os curandeiras que levam o corpo da jovem princesa pelos corredores o mais rápido possível.

- Vossa Alteza está bem?- Smoky se aproxima de Peridot, a pequena princesa olha seus vestes sujas de sangue e abraçando a cozinheira, começa a chorar em seus braços.

- Pare de chorar!...- a rainha arranca Peridot do abraço.-... você não pode demonstrar fraqueza, Peridot! Você será rainha ao lado de sua irmã, como irá reagir perante seus inimigos?! Engula esse choro e vá para a minha sala agora.- abaixando sua cabeça, a princesa segura o choro e anda lentamente até a sala se sua mãe, onde já sabia qual seria seu castigo. Sentindo o líquido em suas vestes secar, ela não para de pensar me nenhum momento se sua irmã irá sobreviver. Ela pega uma parte de seu vestido que está limpa e enxuga o rosto. Sua mãe entra na sala se supetão, fazendo-a arrumar sua postura.

- Eu...eu não irei mais demonstrar fraqueza mãe, eu juro.- as tentativas da princesa de segurar as lágrimas não dão certo, e ela se vê exposta a raiva eminente de sua mãe.

- Sente-se e coloque sua mãos sobre a mesa.- Peridot reluta em obedece-la, mas se senta e faz o que sua rainha pediu. Vossa majestade abre um armário de orvalho, e pega uma madeira polida e pesada. 

- Mãe, por favor, eu juro que não irei mais chorar, por favor não faça isso...- a rainha se aproxima de Peridot com o olhar mais tenebroso de todos, fazendo-a tremer.

- Cada vez que você derramar uma lágrima, será mais uma paulada.- de supetão, ela bate a madeira contra as mãos de Peridot, que não consegue evitar derramar lágrimas de dor. O semblante de sua mãe não muda enquanto bate uma, duas, três, quatro, cinco, seis vezes seguidas. Peridot se contorce na cadeira, e mesmo tendo engolido o choro, sua mãe bate mais três vezes, dessa vez arrancando um grito agudo da princesa, que sente o sangue sair de seus dedos.

- Por favor, para... por favor...- Peridot tenta de todas formas segurar o choro que quer sair de seus olhos como ondas de um mar em ressaca. Sua mãe a encara e se aproxima de seu rosto, que transmite a dura e agoniante dor silenciosa.

- Repita comigo: uma rainha não deve demonstrar fraqueza.- Peridot luta para levantar a cabeça, ela respira fundo, com o rosto encharcado.

- Uma rainha não deve demonstrar fraqueza.- um sorriso de canto surge nos lábios de sua mãe, que sente finalmente, um misero orgulho de sua filha mais nova.

- Vá para os seus aposentos e repita isso até a hora de dormir.- Peridot de levanta com dificuldade, já que a cadeira é bem maior que suas pernas curtas, suas mãos estão doendo como nunca. Quase correndo ela passa dentre os corredores, e para de frente a sala dos curandeiros, que se encontrava aberta. Olhando o sofrimento no olhar de cada um deles ao perceber o tamanho do ferimento de sua irmã, ela evita ver muitos detalhes do que está havendo e continua seu caminho. Chegando ao seu quarto, ela fecha a porta usando uma das pernas e desaba de encontro ao chão, chorando como um bebê indefeso, ela se pergunta por que sua mãe a maltrata tanto. Por que sua irmã e tão amada e lisonjeada perto dela. Por que ela sempre foi considerada mais fraca. Por que sua mãe á odeia tanto. Abrindo seus olhos, ela vê o estrago em seus mãos, e logo se vê em total sofrimento. Vendo os ferimentos ela percebe que talvez não poderá mais criar sua invenções que tanto adora. 

A pequena princesa se levanta do chão e vai até o criado- mudo, ela tenta abrir uma das gavetas com uma de suas mãos, mas a dor é muito grande, e ela tenta abafar um pequeno grito que persiste em sair de sua garganta. Tentando mais vezes, ela desiste ao ver seus dedos sangrando mais e mais. Andando até a penteadeira, ela se assusta com o vento veloz que invade o quarto, fazendo-a tropeçar no próprio vestido. Se levantando novamente, ela sente seu coração quase pular pela boca com a presença de uma silhueta encapuzada refletida no espelho. Começando a suar frio, ela tenta não se mover perante aquele a sua frente. Num pisca de olhos, a criatura aparece próxima a ela, era possível sentir suas respirações se misturando.

Eu posso te ajudar...- ela começa a analisar as mãos de Peridot.-... vossa alteza precisa ir embora deste reino, todos vocês correm perigo.- tamanho foi o susto da princesa ao escutar as palavras vindas da entidade presente em seu quarto. Não conseguia ver nada embaixo do capuz. Suas mãos eram tapadas por luvas de couro negras como a noite. Peridot está nervosa e apreensiva, mas seu coração parece estar agindo de maneira diferente a situação. Ao contrário dela, a princesa Pérola está quase tendo um ataque cardíaco com a presença do pequeno fauno em seu jardim.

- Hey, não fuja de mim! Eu não irei te fazer mau algum, eu sou o fauno mais gentil do meu bando.- Steven procurava ela em todos os arbustos, a princesa sabia que ele não lhe faria mal, mas sua surpresa perante algo que nunca havia visto á prende dentro de seus medos. Não escutando mais o pequeno fauno ao seu encalço, ela levanta a cabeça e não o encontra. Andando lentamente até a mesa que estava deitada á alguns instantes, ela ainda tenta achar a pequena criatura. Depois de alguns minutos olhando em volta, ela começa a dizer a si mesma que o que viu a pouco tempo se tratava apenas de uma miragem. 

- Oh, eu devo estar perdendo a cabeça.- levando seu mão a face ela se encaminha para a entrada do jardim.

- Eu sabia que você ainda estava aqui!- tamanho foi o susto da princesa quando o fauno apareceu na sua frente apoiando-se em seu vestido. O primeiro reflexo dela foi de tentar correr, mas Steven foi mais rápido que ela, bloqueando todos os caminhos que poderia seguir.

- Ora sua pequena... coisinha! Saia do meu caminho!- Pérola se limita em toca-lo, e se surpreende com os pequenos chifres em sua cabeça.

- Você parece ser uma princesa. Você é uma princesa? 

- Isso não lhe interessa.

- Mas talvez lhe interesse, eu vim avisar a rainha que HomeWorld está sendo ameaçada.- ele evoca sua patas de bode e analisa seus cascos, limpando-os com um paninho.

- Como é? Digo... o que quer dizer com isso?

- Meu pai me disse que um inimigo está se aproximando daqui muito rápido.- o semblante sério da princesa deixa o fauno em dúvida.

- Como sabem disso? E como conseguiu entrar aqui?- a princesa tenta parecer tranquila.

- Não posso contar os segredos do meu pai...- ele se aproxima lentamente da princesa-... eu entrei aqui por um caminho atrás das árvores, que esconde um buraco no muro reforçado do seu reino.

- Aposto que nem você sabe como seu pai descobriu isso...- ela empina o nariz para o pequeno.-... não acredito em suas palavras! Esse reino nunca foi invadido e muito menos derrotado! Pare de me perturbar com suas mentiras e petulâncias ou chamarei os guardas.

- Eu sei que é verdade, princesa! Meus cascos formigam quando algo ruim está chegando!- a princesa o encara com desdém.

- Meu reino não está nas mãos de um fauno com pés formigantes! Com licença.- a princesa se direciona para a entrada do jardim novamente, mas sente algo puxando seu vestido.

- Por favor me escute, vocês precisam sair daqui!- a princesa puxa a barra do vestido, fazendo o fauno solta-la. Apressando-se ela entra no castelo com rapidez. Olhando para trás, ela confere se o pequeno fauno não está seguindo-a. Um suspiro de alívio a percorre ao vez que nada a persegue. Indo em direção ao salão principal que dá para a entrada do castelo, ela vê sua mãe conversando com a família do reino Colossus. A princesa que antes a surpreendeu com o divertimento perto dos cães, agora está cheirando as flores do vaso próximo a escadaria. Mesmo sentindo o pesar das palavras do fauno em sua cabeça, Pérola disfarça seu nervosismo com um sorriso doce e se aproxima devagar, por trás de sua mãe.

- Oh, ai está ela! Rei e Rainha Colossus, essa aqui é minha filha e futura rainha do reino branco, Pérola.- a princesa faz reverência a ambos, mas quase cai de encontro ao chão quando a princesa do outro reino quase deixa cair sua coroa, tentando pega-la ela tomba para frente quase caindo junto a Pérola.

- Perdoe-me alteza! Não fiz por querer.- a princesa mais alta que Pérola a encara com nervosismo, esperando que a mesma lhe desse uma bronca.

- Stevonnie, já falamos para ter postura perante pessoas importantes!- a voz da rainha Colossus corta o ar, fazendo a princesa maior abaixar a cabeça. Pérola olha para a face da princesa a sua frente. Ela parecia de alguma forma perceber as coisas de uma maneira totalmente diferente. Stevonnie olhava fixamente para uma borboleta que pousa sobre as flores do vaso. Algo naquela princesa parecia ser muito estranho aos olhos de Pérola. Sua mãe conversava com o casal real, assim ela ficou em silêncio tentando entender cada movimento de Stevonnie. Enquanto seus pensamentos rodeavam a estranha a sua frente, Safira sentia o desespero e o medo dentre o silêncio angustiante de seu quarto.

Já havia jogado cadeiras, objetos e até sapatos contra a imensa porta que ainda estava trancada e intacta. Seu coração doía cada vez que pensava em Ruby ferida ou talvez....morta. Deitou-se em sua cama tentando abafar seu sofrimento tão grande, que ela não poderia explicar o por que de estar tão preocupada. Pensar em perder Ruby como perdeu seu pai lhe queimava de dor até seu último fio de cabelo. Não conseguiu achar um hipótese real para explicar o que havia acontecido. Como poderia uma criatura tão monstruosa invadir um reino sem ser percebida? E se a princesa não estivesse lá com a guerreira para segurar a criatura? Teria ela vindo atrás de algo importante? Os pensamentos de Safira são desligados quando a porta e destrancada.

- Vossa Altez...

- Deixe-me sair, preciso ver Ruby.- a princesa mau podia se segurar, interrompendo o jovem criado que tomou um susto com sua voz alterada.

- Desculpe-me Vossa Alteza, mas por ordens de sua mãe, ela ordenou que eu lhe mantivesse aqui por mais alguns minutos.- o criado entra no quarto e tranca a porta  novamente.

- Por que ela lhe deu esta ordem?!- a princesa não evita jogar uma sapatilha no jovem rapaz.

- Ela quer ter certeza de que o reino está livre destas criaturas.

- Eu não ligo para estas criaturas, Buck! Eu quero ver como Ruby está!- a princesa tenta pegar a chave do criado, que desvia de suas investidas rápidas.

- Vossa Alteza, por favor, se acalme! Ruby não deve ter se ferido muito.

- Então quer dizer que ela se feriu?!- Safira para de ataca-lo e começa a tirar os panos de sua enorme cama e amarra-los uns nos outros, assim querendo formar uma corda para descer pela varanda. O criado a observa distraída e sem que ela percebesse, ela retira uma pequena faca de seus vestes, aproximando-se devagar pronto para ataca-la, até que a porta é destrancada por fora e uma criada surge, fazendo Safira se levantar de supetão e Buck esconder a arma que quase assassinou a princesa.

- Vossa Alteza, sua rainha solicita sua presença na sala do trono.- a voz da criada parece sair com um tom de tristeza, Safira percebe isso e logo se prepara para o pior. Descendo a escadaria com velocidade, quase tropeçando em seu vestido que ainda está sujo com folhas, ela chega até a sala ofegante e vê sua mãe sentada no trono, com um semblante totalmente sério.

- Mãe, onde está Ruby?

- Se aproxime por favor, filha.- a rainha levanta sua mão com delicadeza, tocando o rosto de Safira que estava sujo por conta da brincadeira com Ruby, antes de serem atacadas.

- Eu estou bem, mãe....- a princesa e surpreendida com um empurrão que a derruba no chão.

- Não estaria se estivesse sozinho naquele maldito jardim! Não quero que você vá lá nunca mais!- o grito de sua mãe assusta os criados.

- Ruby estava comigo, mãe! Ela me protegeu!- a rainha se cala com a fala da filha, e com mais um movimento da mão, as portas se abrem a guerreira que protegera Safira adentra o local.

- Veja só como sua amada "amiga" ficou depois de lutar contra aquele Troll!- Ruby está com um olho roxo, a mão abaixo das costelas segurando um pano que parecia estancar o sangue que saia dela.

- RUBY!- Safira corre em sua direção para abraça-la, mas os guardas da sala a seguram.

- De hoje em diante, Ruby não será mais sua companhia nas suas tarefas matinais.- a frase se sua mãe faz Safira derramar lágrimas. Ruby a encara com tristeza fazendo seu coração doer. A princesa luta para se soltar dos guardas, em vão. O criado que antes tentara mata-la vê suas chances aumentarem ao ouvir a ordem da rainha. Afinal a melhor guerreira no reino agora não protegera mais a princesa. Será que mais um dia se sorte poderá salvar Safira de um inimigo quase invisível há rainha?


Notas Finais


Tomara que tenham gostado.
Se tiverem dúvidas, perguntas, sugestões, criticas é só falar.
Comentem o acharam e até o próximo capítulo cats :3


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