História The Man Behind The Beast - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Once Upon a Time
Personagens Capitão Killian "Gancho" Jones, Lacey (Belle), Milah, Neal Cassidy (Baelfire), Sr. Gold (Rumplestiltskin), Will Scarlet
Tags Abuso, Drama, Machismo, Romance
Visualizações 14
Palavras 1.254
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Suspense
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá! Então... mais uma fic. Essa se passa fora do mundo de OUAT, como pode ver na sinopse, mas o Rumbelle segue, porque, né kkkkk.

Enfim... espero que goste! E boa leitura!

Capítulo 1 - A Mocinha Sem Sal Nem Açúcar


Fanfic / Fanfiction The Man Behind The Beast - Capítulo 1 - A Mocinha Sem Sal Nem Açúcar

Belle French

Arrumar um emprego, naturalmente, é difícil. Mas, para mim, parecia ser ainda mais. Só nessas últimas semanas, visitei cinco concessionárias, seis restaurantes, quatro mercadinhos e cinco empresas, diferentes. Sendo assim, essa será a minha sexta tentativa em um cargo executivo. Mesmo que seja como secretária. Tenho outras habilidades e capacitações para me encarregar de um cargo melhor, mas, nos tempos de hoje, com uma prévia crise se instalando e a desvalorização do trabalho da mulher, creio que se eu achar qualquer coisa que pague o mínimo para que eu possa alimentar, ao menos, três vezes por dias o meu pai decrépito e moribundo, bom... já é muito. Já seria sorte.

Desde que minha mãe morreu, não nos viramos muito bem. Meu pai, em depressão, acabou deixando seu emprego — ou foi demitido. Ele nunca deixou isso muito claro. Mas creio que seja a segunda opção. Nenhum patrão iria admitir um funcionário que quase não atingia a meta do dia. Uma meta exaustiva e exagerada, de movimentos repetitivos e desgastantes. — E quem seria o patrão "louco" que contrataria um senhor de certa idade, que não teria o mesmo empenho de um garotão de, digamos, 23, 24 anos?

— Belle! — Grita minha irmã. — Morreu no banheiro, gata? — Consigo identificar o seu tom de sarcasmo e impaciência quase tão bem quanto as batidas exageradas na porta do banheiro.

— Aguarde. Já estou indo! — Digo, mesmo não sendo totalmente verdade. Ainda faltava me vestir, maquiar... considerando que ainda estou apenas de toalha. Quem manda eu me perder em meus devaneios? 

Apressadamente, graças à Lacey, decido terminar de me aprontar em meu quarto.

Abro a porta com a toalha ainda enrolada debaixo dos braços, escondendo de meus seios até meus joelhos.

Lacey lança-me um olhar de "finalmente, né" enquanto atravesso por ela. E é quando ela puxa a toalha dentre meus dedos, deixando-me despida.

Corada de vergonha, digo:

— Mas o quê...? Lacey! — A repreendo, irritada, tentando buscar a toalha de suas mãos de volta.

Ela recua os braços, levando o tecido ao alto, dizendo:

— Ah, maninha... não acha que são muito pequeninhos, não? — Com um sorriso que não sei dizer se sarcástico, malicioso ou de pena, ou todos, ela encara meus seios expostos. E acabo ficando ainda mais envergonhada. — Quer dizer, somos gêmeas e tudo mais... deveríamos ser idênticas fisicamente... mas tenho certeza que os meus são bem maiores. Quer ver?

Não respondo. Recuo o olhar, sentindo minhas bochechas esquentarem cada vez mais, à cada segundo.

Odiava quando Lacey fazia essas coisas comigo. Temos a mesma idade, mas ela me trata como se fosse um tipo de irmã mais velha depravada e problemática, e que implica com a irmã mais nova, a irmãzinha fraca. No caso, eu. Tirando a ideia dela ser mais velha, pois temos a mesma idade, todas as outras características lhe caem bem. Pois são verdade.

Vendo que eu não iria responder a sua provocação ou, quem sabe, ameaça — se tratando de Lacey, não sei dizer até quando ela está brincando ou falando sério com um tom de brincadeira —, ela faz um movimento brusco, insinuando que iria abrir seu sutiã ali mesmo. Nego com a cabeça, e, aproveitando que abaixou a guarda, pego minha toalha de suas mãos, enrolando-a novamente em mim. 

Caminho aborrecida, e ainda com as bochechas envermelhadas, para o meu quarto.

Por que ela tem que ser assim toda hora?!

Deixo o pensamento revoltado vagar em minha mente enquanto fecho a porta.

Eu já a vi nua, obviamente. São 23 anos de convivência, tanto para mim quanto para ela, juntas. Mas toda essa implicância que minha irmã tem comigo... arrgh. Papai sempre conversava com ela, dizendo que não era jeito de se pôr. Mas ela nunca deu ouvidos. Por assim dizer, Lacey sempre foi a ovelha negra da família. Sempre com sua personalidade descarada, sarcástica e atrevida. E implicante. Mas não posso deixar-me distrair. Tenho um momento importante para me concentrar agora: minha entrevista de emprego. Mesmo não devendo estar tão empolgada e esperançosa, pois meu subconsciente ressalta isso, eu estou. Espero que seja diferente hoje. Quer dizer, a esperança é a última que morre, certo? 

Encaro-me no espelho. Meus olhos esverdeados, minha pele rosadinha de tão branca, meu nariz redondinho, mas esticadinho também, meus cabelos castanhos ainda úmidos e que parecem ter ganhado um tom mais escuro depois do banho... Lacey, em certo ponto, tem razão: sou muito sem sal nem açúcar. Bem, não me acho feia. Me considero... bonitinha. Ou jeitosa. Quer dizer, eu e ela somos idênticas, gêmeas, mas minha irmã tem suas maquiagens lindas e chamativas, roupas esbeltas e estilosas e diferentes modelos de penteados dela — além de um corpo que parece ser mais avantajado do que o meu.  Ela sabe se vestir e passar uma boa impressão quando quer. Creio que, numa entrevista, aceitariam-na de cara. Ela é mais bonita, arrumada, interessante e fala melhor do que eu, pois sou bem tímida. Talvez seja por dentre essas coisas que ela sempre ficou com mais garotos que eu. Que sempre teve mais amigas que eu. Que todos sempre gostavam e ainda gostam mais dela do que de mim. Talvez a ajuda dela seja o que eu preciso para ficar melhor nessa entrevista. Quem sabe, seja o que falta. Um toque de Lacey na Belle.

Com um suspiro pesado, sabendo o que me espera, visto algo simples, nada demais, e me ponho aguardando na porta do banheiro. 

— Lacey! — Agora é minha vez de chama-lá.

— Nem vem, queridinha. Acabei de entrar, e não pretendo sair tão cedo. — Ela volta a cantarolar no chuveiro.

Ah, não acredito que teria que pedir isso para ela. Não há nada que me deixe mais envergonhada.

— N-não é isso... é que... hum... poderia me ajudar a me preparar para a entrevista? — Fito a porta e no certo vapor que saía da abertura por debaixo dela, desconfortável com isso. E continuo: — Achei que pudesse me emprestar algumas de suas maquiagens e alguma roupa sua... — Contorço os tornozelos um no outro. Essa situação chegava a ser embaraçosa para mim. 

Imagino que não seja assim, tão difícil e impassível, para as outras irmãs. Uma deve ajudar a outra com satisfação em momentos como este. Ajuda a ser aprontar para ir para a escola, para sair com um rapaz... mas Lacey e eu nunca tivemos uma típica relação de irmandade mesmo. Ela sempre foi do tipo que deixava minhas bonecas despidas e com o cabelo cortado em vez de usar elas para brincar comigo.

Não sei o que espero vindo aqui, na verdade. Outro não? Vindo pedir a ela algo assim, que seria tão comum para as outras famílias, mas não para nós.

Espero alguns segundos por sua resposta, no entanto, só consigo ouvir o barulho da água caindo e da minha respiração pesada e tensa.

Lacey nunca se importou em me ajudar. Por que agora seria diferente? Cogito.

Deposito meu peso para trás, desencostando da porta, preparando-me para ir embora e ter que enfrentar mais um entrevistador com minha aparência "sem sal" de ser, segundo ela. Lacey sempre disse que não consigo nada porque não sei me impor. Não sei deixar minha marca nos lugares e nas pessoas. Bem, talvez ela esteja certa. Como agora, que já estou a desistir.

Mas viro-me novamente para a porta do banheiro quando a ouço abrir.

— Então... quer uma ajuda para deixar de ser uma maria-mixona? — Ela sorri maliciosamente. Arrrgh. Odeio quando ela me chama assim.

Puff... 

Bufo em mente.

Não tenho escolha, néPenso. 

Mas tudo o que eu digo é:

— V-vai me ajudar?


Notas Finais


Então... é isso. Não deixe de favoritar e, se quiser, comentar o que achou!

Obrigado por acompanhar até aqui e até a próxima!


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