História The map leads to you - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Palavras 2.056
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Esporte, Famí­lia, Festa, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Demorou mas saiu! Espero que gostem :)

Capítulo 4 - Je veux la laisser prendre le contrôle


Fanfic / Fanfiction The map leads to you - Capítulo 4 - Je veux la laisser prendre le contrôle

Soltei o ar de meus pulmões pela milésima vez na última hora. Depois de voltar para casa, ainda martelando a frase que Lavezzi me dissera, não havia conseguido alcançar o quarto.

- Pelo menos Zlatan ainda não está em casa para me ver desse jeito e exigir explicações que não estou nem um pouco afim de dar. – disse para mim mesma, agradecida por pelo menos um fato daquela noite fatídica.

Eu me encontrava esparramada em um dos sofás, na sala de cinema. Na tela passava videoclipes de The Script, coisa que eu fazia sempre que me encontrava triste: colocar músicas, letras e melodias ainda mais tristes. Além disso, possuía algumas long necks de cerveja do meu lado, enquanto já segurava uma em minha mão esquerda e pesquisava alguns sad poems para me sentir extravasando todo aquele sentimento acumulado no peito.

A única solução que sempre encontrava era entrar ainda mais dentro do meu casulo, da bolha de má energia que eu mesma criava para poder sofrer tudo que tem de uma só vez, e não carregar isso por mais tempo que o necessário. Uma espécie de masoquismo em prol de um bem maior.

Deixei o celular de lado quando senti algumas lágrimas escorrerem por minhas bochechas. Droga. Não que eu havia prometido a mim mesma que não iria chorar, sabia que jamais seria capaz de conseguir segurar. O choro era minha principal forma de demonstrar algo que eu estiver sentindo, sem importar qual tipo de sentimento era: feliz, triste, estresse, nervoso.... Eu simplesmente sempre chorava. Fato.

- Chora, Sasha, põe tudo para fora. Chora até não ter mais choro para se lastimar mais tarde. – mais uma vez, seguia falando comigo mesma.

Foi então que desabei. Chorei por minha situação com Ezequiel, chorei de saudades de meus pais, de Barcelona, dos meus amigos, de Xavi. Chorei por estar longe de casa, por estar sozinha. Chorei até por estar chorando. Era bom chorar. Revigorante.

Cessei todo aquele choro, limpei as lágrimas e me levantei. Desliguei a tela, as luzes, joguei as garrafas vazias fora e fui para o banheiro. O espelho me refletia, com o rosto vermelho, nariz inchado e até um fiozinho escorrendo pela narina. Respirei fundo.

- Você não vai se abater por um canalha. Você vai fazer com que essa noite termine bem. – disse com o indicador apontado para meu reflexo.

Procurei o número de Adrià em meu telefone e resolvi mandar um sms para ele.

‘’Oi, parceiro de jogo. Ainda em Paris?’’

Ele respondeu quase instantaneamente.

‘’Ei, parceira. Ainda em Paris. Algum plano para hoje? Te imploro para me tirar dessa cama de hotel.’’

‘’Se arruma e me passa o endereço daí. Vou te apresentar para a noitada francesa.’’

Bloqueei a tela e tomei um banho. Me vesti e maquiei com tanta vontade que nem me reconhecia. Até coloquei uns saltos, a noite tinha que valer a pena.

Antes de sair de casa, não resisti e conferi pela primeira vez se havia alguma mensagem de Pocho. Nada. Bufei frustrada e respirei fundo mais uma vez.

Chamei o táxi e dei o endereço do hotel que Adrià se hospedava. Durante o caminho foi inevitável não conferir o celular mais algumas vezes, mas estava tentando me segurar. Ele não merece minha energia.

Quando o táxi finalmente parou, meu novo amigo já se encontrava esperando em pé na calçada. Ele acenou animado quando me viu pela janela do carro e eu não pude deixar de sorri de volta para ele.

- Que bom que me chamou. Estava começando me arrepender de ter vindo para cá. – ele disse depois de me abraçar, logo após se sentar do meu lado.

- Então fico feliz de fazer sua viagem valer a pena. Conte comigo para isso. – eu respondi e ele reagiu comemorando com as mãos.

Naquela noite estava tendo um evento de música, em uma casa de shows um pouco afastada da cidade, com vários artistas. Chance The Rapper, The Chainsmokers e Shakira era alguns deles; estava um repertório para todos os gostos. Sabia dessa festa porque a maioria do time do PSG iria, inclusive Ibra – que me arrumou os ingressos de última hora. Graças aos céus não fez perguntas, provavelmente achou que eu iria com Lavezzi.

Quando nós entramos, já demos de cara com Pastore, que olhou torto para mim e Adrià. Resolvi não o cumprimentar e passei direto, puxando o catalão pela mão.

Cocoa Butter Kisses ecoava pelo ambiente quando nos dirigimos até o bar. Nós dois pedimos cervejas e brindamos antes de darmos o primeiro gole. Tradição é tradição.

- Vamos para mais perto do palco. – Adrià me chamou e foi me guiando pelo braço até onde ele gostaria de ficar.

Vez ou outra avistava algum rosto conhecido.

- Definitivamente foi um erro ficar no camarote. – eu disse rolando os olhos.

Adrià riu.

- Você se lamentando por ver tantos conhecidos e eu me segurando para não pedir uma foto e um autógrafo para cada um deles. – ele respondeu e foi minha vez de rir.

- Depois eu arrumo para você, pode ficar tranquilo.

- Inclusive, estava me segurando aqui, mas já que falou... Pode me explicar essa história toda que ainda não entendi muito bem. Apesar de que quando disse que mora com o Ibra, bom, te reconheci pelas fotos que ele posta e vi que é irmã do Xavi, certo?

- É basicamente isso. Eu e Xavi fomos criados praticamente juntos e tudo mais, somos irmãos de consideração. Decidi vir para Paris ganhar um pouco de maturidade e independência, aí vim ficar por um tempo com Zlatan antes de arrumar um lugarzinho meu.

- Hum, acho que entendi. Só espero que não esqueça de mim por eu não ser famoso. – Adrià disse fingindo mágoa.

- Jamais. É até bom ter alguém ‘’normal’’ por perto. Esse mundo às vezes é muito conturbado. Qualquer coisinha já vira notícia.

- Nem imagino como seja.

- Apesar de tudo tem mais benefícios do que desvantagens. Vai ser legal apresentar você para meu mundo, já está convidado para voltar.

- Não fala isso que volto mesmo.

Solto uma gargalhada e balanço a cabeça negativamente.

Noto que Adrià estava analisando uma garota que estava um pouco mais distante de nós.

- Limpa a baba se não ela vai achar que você tem problema. – passo a mão no queixo dele fingindo estar limpando algo lá e ele dá um tapinha nela rindo baixo.

- Deixa de ser boba.

Senti meu celular vibrar e olhei rápido para ver o que era.

- O que foi? – ele me perguntou sério. – você fechou a cara do nada.

Ele então balança a mão em frente ao meu rosto, já que ainda estava vidrada na tela.

Encarava uma mensagem de Ezequiel.

‘’Agora entendi tudo. O garoto do jogo. Vi vocês no telão, mas fui inocente. Parabéns, você conseguiu fazer com que logo eu caísse nessa.’’

Agradeci mentalmente por já ter chorado toda lágrima que tinha no corpo algumas horas antes. Meu cérebro chegou a ferver de raiva.

‘’Com quem você pensa que está falando? Não tem nem coragem de conversar pessoalmente, se esconde atrás de uma tela de celular porque não tem coragem suficiente e culpa as outras pessoas.’’ Respondi.

Não se passaram 10 segundos antes que eu ouvisse a voz dele atrás de mim.

- A única coisa que eu não sou é covarde.

Me virei e o vi me encarando, ainda com o celular na mão.

Adrià olhava para nós dois sem entender.

- Só não queria atrapalhar o casal. – completou.

- Se poupe, Lavezzi. Não joga a culpa para cima de mim só porque está com o ego ferido. Quem está sendo infantil é você. – cruzei os braços.

Ele riu debochado.

- Nós somos só amigos. – escutei Adrià gaguejando.

- Não precisa se explicar, Adrià. Não devo satisfação alguma para ele.

Ezequiel bufou nervoso e o vi apertar o celular em sua mão.

- Não vou ficar aqui fazendo papel de idiota, nem ficar tendo uma conversa dessas no meio de tanta gente, correndo o risco de isso vazar e estar por toda internet amanhã.

Ele ia se virando, mas fora interrompido por Adrià.

- Não!

Lavezzi o encarou sério vendo ele segurar seu braço, e Adrià tirou sua mão de lá rapidamente. Não me aguentei e acabei dando uma risada baixa.

- Sei que não tenho nada a ver com isso, inclusive nem estou entendendo direito o que está acontecendo aqui, mas está na cara que vocês se gostam. Então por favor, me poupem, né?

Só naquela hora que percebi que Pastore estava ali do lado.

- Vou ter que concordar com esse moleque. Atrevido devo dizer. Gostei.

Vi Pocho virando para me encarar e voltei meus olhos para o chão.

- O time já estava todo desconfiado. Nunca percebeu como ele olha para você? – ele se virou para mim. – Toda vez que estamos todos juntos ele não tira os olhos de você, até quando tem alguma loira oxigenada peituda dando em cima dele.

Pocho pigarreou para o amigo se calar e todos rimos

- E eu sei que isso é recíproco, Sasha. Já perdi as contas de quantas vezes já vi vocês trocando olhares e sorrisinhos bobos. Vocês que são cabeças duras e não enxergam a verdade a um palmo a frente de vocês. Difícil. Estão piores do que Ibra que não se toca que precisa superar Helena com alguém de verdade.

Precisava concordar.

Adrià então puxou Javier para o grupinho de amigas que ele já estava encarando.

- Eu não sei o que te falar, sinceramente. – comecei.

- Preciso te pedir desculpas pela ceninha que fiz. Concordo que fui infantil demais e até um pouco clichê.

- Perdoado, Pocho.

- Eu só... tentando não ser clichê de novo, mas já sendo, eu nunca me senti assim, entende? Sempre fui um cara que não ligava para nada, não se importava com ninguém. Depois que meu filho nasceu eu melhorei muito, inclusive até abri uma ong com meu irmão que cuida de crianças carentes.

Arregalei um pouco os olhos. Não sabia daquilo. Não esperava isso vindo dele.

- Porém nunca levei minha vida amorosa a sério e eu me senti diferente dessa vez. Você já chegou demonstrando ser o tipo de pessoa que eu jamais tive a oportunidade de conviver nesse mundo de futebol e fama que vivemos e desde o início te admirei por isso. De verdade, não achei que fosse ter esse interesse todo em você.

- Ouch. – respondi e ele gargalhou.

- Não digo me interessar em ficar com você, te levar para a cama, essas coisas. Digo ter algo real. – ele quis se explicar.

- Eu sei, Pocho. E te entendo.

- O pedido ainda está de pé. Se você quiser, claro. – ele completou.

- Isso aqui. – eu disse rodando o indicador por volta de nós. – é tudo novo para mim. É minha primeira vez fora de casa e não vou mentir e falar que está sendo fácil porque não está. Tem um mês que vim, um mês que conheci você e o resto do time, um mês que comecei uma vida completamente nova para mim. Ainda não me acostumei com tudo isso e infelizmente não sei se posso te dizer agora que tenho a total certeza do que te responder.

Ele pôs a mão sobre os olhos, os coçando, e suspirou frustrado.

- Tudo bem.

- Acho que preciso de um tempo. Minhas aulas começam depois de amanhã, ou melhor amanhã, não é? – perguntei conferindo as horas no celular. – e provavelmente esses próximos dias vou ficar muito ocupada.

- Tome o tempo que quiser. Sabe onde me encontrar. – Ezequiel disse, por fim, e saiu me lançando um sorriso sem graça.

Senti meu coração doer e uma angústia tomou conta do meu corpo. Me senti sozinha novamente. Mesmo com milhares de pessoas ao meu redor, eu estava sozinha.

Vi Adrià curtindo o show com a menina que ele encarava antes e vi que Javier Pastore estava com outra, provavelmente amiga dela.

‘’Percebi que estava aproveitando a noite melhor que eu e preferi não te incomodar. Depois nos falamos, e me desculpe por Lavezzi. Faça uma boa viagem amanhã, nos vemos em breve.’’

Enviei a mensagem para o número dele e fui para casa passar o resto da noite com a companhia de meus próprios pensamentos. E eles eram muitos.


Notas Finais


Qual será o rumo que essa relação vai tomar? Cenas dos próximos capítulos!!


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