História The Mask Man - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Baile De Máscaras, Feudalismo, Jikook, Kookmin, Namjin, Vhope
Exibições 280
Palavras 2.317
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Drama (Tragédia), Lemon, Luta, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


"Em uma outra vida, eu seria seu garoto
Nós manteríamos todas as nossas promessas
Seriamos nós contra o mundo
Em uma outra vida, faria você ficar
Então, não teria que dizer que você foi
Aquele que se foi
Aquele que se foi"
The One That Got Way - Katy Perry

Capítulo 6 - (Epílogo) A Thousand Years


Sabe aquela sensação de quando se está caindo de um lugar bem alto, e quando você se estatela no chão, acorda de supetão por causa do impacto?

Então, fora exatamente assim que me senti ao abrir os olhos. Em meu peito esquerdo, a marca de nascença que possuo latejou, por alguns segundos esqueci até mesmo como se respira e engasguei. Não é novidade o fato de eu ter sonhos estranhos envolvendo Jimin e as pontadas incomodas sob a minha marca, no entanto, dessa vez foi diferente. Não fora somente fragmentos como de costume, foi toda uma estória, uma triste estória.

— Ei, você está chorando. Teve aquele sonho de novo? — deitado ao meu lado, Jimin perguntou.

Toquei a bochecha direita. Não percebi que estava a chorar. Respirei fundo.

— S-Sim. — respondi ao conseguir normalizar a respiração — Mas dessa vez foi diferente — massageei minha marca de nascença. — Pareceu tão real, tão... Completo.

— Eu já lhe disse: Eu estou aqui, nunca irei abandoná-lo. — Jimin envolveu-me em um abraço caloroso e eu afundei o rosto em seu peitoral definido. Ele exalava segurança, era como se nada no mundo pudesse me machucar somente pelo fato dele estar ao meu lado.

— Você acredita em vidas passadas? — acariciando o peito de Jimin, indaguei.

Antes de conhecê-lo, os personagens dos meus sonhos não possuíam rosto, era tudo um grande borrão, nada fazia muito sentido. O que me leva a crer que aquele papo de que nunca sonhamos com pessoas desconhecidas é verifico, pelo menos na parte científica. Meu cérebro não conhecia Jimin, somente minha alma, por isso, bastou que nossos olhares se encontrassem naquele bendito baile de máscaras organizado pela galera da faculdade, para que um fragmento dos meus sonhos me atingisse e os rostos se tornassem nítidos.

 

"— Pode parecer clichê, mas... Eu já não te conheço de algum lugar? — indagou Jimin, com um lindo sorriso adornando os lábios cheinhos.

— Não... — respondi imediatamente — Até porque sinto a mesma coisa."

 

Pode parecer loucura, mas no mesmo dia, entreguei minha virgindade ao Jimin sem receio algum. Foi como se eu estivesse esperando por aquele momento há séculos, tudo me pareceu tão certo quanto dois mais dois são quatro.

 

"— Eu senti tanta saudade do seu corpo, do seu cheiro — sussurrou Jimin. Eu podia sentir seu membro pulsar dentro de mim.

— Eu também, Jiminie-ah...

Devagar, ele deu a primeira investida. Parecia estar com medo de me machucar.

— Ei... Você está chorando? — Jimin passou os polegares sob meus olhos, retirando os resquícios de lágrimas que haviam ali.

— Desculpe, não sei o porquê de...

— Shii, tudo bem. — ele pôs o dedo indicador sobre meus lábios. — Se você quiser a gente pode parar.

— Não! Eu quero continuar. — suguei a ponta do seu dedo — Preciso de você, agora."

 

Sinceramente? Eu nunca soube lidar com o furacão de sentimentos que tenho por Park Jimin. Isso mesmo, chorei enquanto transávamos pela primeira vez. Não de dor, até porque ela já havia cessado há tempos, mas sim de saudade, saudade de um toque que nunca senti até aquele momento.

 

"No dia seguinte, acordei tarde. Ao olhar para o relógio meus olhos quase saltaram, estava atrasado, meu vôo para Tóquio sairia em menos de 40 min. Pulei da cama e vesti as roupas o mais rápido possível. Talvez, se eu oferecesse uma boa gorjeta ao taxista, ele ultrapassasse o limite de velocidade para que eu chegasse a tempo. Estava prestes a girar a maçaneta da porta quando minha marca de nascença latejou, em seguida, uma forte sensação de dejavu me atingiu .

Não vá embora. Fique! Uma voz sussurrou em minha mente."

 

E eu fiquei, foi mais forte que eu. Desisti de estagiar em uma das melhores empresas de robótica do mundo por um homem que eu havia acabado de conhecer, mas que sentia que conhecia desde sempre(?)

Vai entender...

Enfim, queria poder dizer que Jimin e eu tivemos um namoro tranquilo, livre de brigas e empecilhos, mas não foi bem assim. Por mais amor que sentíssemos um pelo outro, nossa trajetória até o "felizes para sempre" fora longa. Brigamos muito, principalmente por causa da mãe de Jimin, ela não aceitava de jeito nenhum nossa relação, não conseguia aceitar que o filho desmanchara o noivado com uma mulher rica para ficar com um homem bolsista. Sei o quão difícil foi para Jimin ter de enfrentá-la, mas se ele não tivesse o feito, hoje em dia não estaríamos casados e ela não respeitaria — engoliria — nossa relação.

— Sinceramente? — assenti — Não.

Rimos em uníssono.

Ao contrário de mim, Jimin nunca acreditou em vidas passadas, para ele,  duas almas simplesmente nasciam para completar uma a outra — o que para mim é basicamente a mesma coisa.

— Então porque disse ter sentido saudade de mim em meio a nossa primeira vez? — arqueei a sobrancelha. — Lembra?

Às vezes, Jimin murmura meu nome enquanto dorme, até mesmo me pede para retirar a máscara. Cheguei a pensar que ele andava sonhando com o dia em que nos conhecemos, mas de uns meses pra cá, ele começara a falar coisas estranhas sobre feudalismo, coisas semelhantes as dos meus sonhos. Sempre o abordo na manhã seguinte e pergunto o que ele havia sonhado exatamente, mas Jimin simplesmente diz não se lembrar. Assim como também não lembra no segundo seguinte quando me pede para não abandona-lo novamente sendo que nunca o fiz.

— Hum... — ele fingiu pensar — Não. — respondeu o mesmo de sempre.

— Sei... — mordi o lábio inferior. — Mas sabe... — resolvi mudar de assunto. Se eu insistisse, com certeza Jimin diria que seus "sonhos" provavelmente se dava ao fato deu sempre lhe relatar os meus — Dessa vez... Em meu sonho... Eu era o ativo.

— Então você terá de esperar a próxima vida para ser novamente. — rimos em uníssono.

Hum... Então ele admite acreditar que meus sonhos podem ser uma visão do passado!?

— Ah é? — como um gato prestes a dar o bote, subi em cima dele.  — Então... Hum... — interrompi a fala para gemer baixinho. Jimin apertara minhas nádegas com força. — Que tal você me mostrar o porquê? Hum? — lhe dei um selinho.

Havíamos transado há poucas horas, por isso, somente um fino lençol branco cobria nossos corpos, lençol esse que Jimin fizera questão de jogar no chão. Sem delongas, ele alisou as mãos pelo meu corpo, passando os dedos sobre os mamilos até que envolveu as mãos na parte posterior do pescoço. Com um puxão, Jimin trouxe minha cabeça para baixo e beijou-me. Sua língua percorria com experiência o interior da minha boca, tratando de dar-me uma resposta sem palavras.

Cá entre nós: Resistir a Park Jimin é quase impossível.

— Eu te amo — declarou-se ao partir o beijo — Eu te amei por mil anos... E amarei por mais mil. — sussurrou mais para si do quê pra mim.

Senti os olhos arderem. Todas as vezes que ele dizia que me amava, causava-me a mesma sensação que da primeira vez: Felicidade, emoção.

— Eu também o amo... — rocei nossos lábios — Amarei pra sempre. — uma lágrima teimosa deslizou, caindo sobre a bochecha de Jimin.

E então, diferente da noite anterior, nós não transamos, fizemos amor.

~***~

Eu gostaria de dizer que fiquei a manhã toda no quarto apreciando a companhia de Jimin, no entanto, existe uma pessoinha linda chamada Park Kim. Mal havíamos nos recuperado do clímax, quando o pequeno bateu em nossa porta nos chamando para brincar.

— Precisamos providenciar um irmãozinho para ele — disse Jimin ao sentar-se na cama. — Você toma banho primeiro enquanto brinco com Kim — ele vestiu a calça — Depois tocamos.

— Está bem — caminhei em direção ao banheiro — E duvido muito que o Kim queira um irmão, do jeito que é ciumento... — rimos em uníssono.

Kim tinha apenas 2 anos quando seus pais sofreram um acidente de carro. Um caminhão que vinha em alta velocidade na contra mão os atingira e tirou a vida de ambos. Por sorte, nesse dia o irmão de Jimin havia deixado o pequeno sob nossos cuidados. O Jiminie sofre até hoje pela perda do irmão mais velho, eles sempre foram muito próximos, tão próximos que seu irmão o fizera assinar um papel que lhe dava a guarda de Kim caso acontecesse algo com ele e a esposa.

Secando o cabelo com a toalha, observei Jimin se divertir com alguns carrinhos junto a Kim.

— Papai! Num é assim! — repreendeu-o Kim.

Em algum momento nesses doze meses que Kim está sob nossos cuidados, o garoto passara a chamar Jimin de pai. Fomos a um psicólogo para que ele nos orientasse a resolver a situação, mas ele simplesmente disse que era para deixarmos e contar que Jimin na verdade é seu tio quando Kim tivesse idade suficiente para entender. Jimin só faltou soltar fogos de tanta felicidade, ele sempre quis ser pai, principalmente de um garoto tão esperto como Kim. Nos mudamos até mesmo para uma casa no campo há pouco mais de um mês para que Kim tivesse um bom espaço para brincar. Não queríamos que o nosso pequeno ficasse como as crianças da atualidade; viciadas em tecnologia, sem nem ao menos saberem o quão divertido é brincar ao ar livre.

Estava tão imerso em meus pensamentos que só me dei conta de onde estava quando toquei a gélida maçaneta. Recolhi a mão assustado. Nem percebi que estava a caminhar até o porão, era como se uma força maior tivesse me guiado, eu nunca viria até aqui em sã consciência, principalmente depois da estória bizarra que o vizinho me contara. Segundo ele, um Senhor Feudal, desgostoso da vida por ter perdido o amor da sua vida, se mudara para lá onde viveu até o último dia de sua vida. Reza a lenda que ele morrera no porão e que sua alma vagava ali, protegendo o cômodo de curiosos. Ninguém além do seu filho pisara os pés ali.

— Hum... Com licença! Posso entrar, senhor... Hum.. Fantasma? — perguntei receoso. Sempre fui muito supersticioso, e os boatos de pessoas que fugiram daquela casa alegando que um fantasma as expulsara eram muitos.

— Sim, você pode. — sussurrou Jimin ao pé do meu ouvido. Quase vomitei o coração de tanto susto.

— Meu deus! Você quer me matar do coração?! — fiquei de frente pra ele.

Jimin riu e selou nossos lábios rapidamente.

— O que faz aqui? — ele abriu a porta sem receio algum — Não disseram que esse porão é amaldiçoado? — indagou descendo as escadas. Sem pensar duas vezes o segui — O vizinho disse que os antigos moradores reformavam apenas o andar de cima, e que o porão está intacto desde que o Senhor Feudal morrera.

— Não vejo nada demais aqui — disse ao parar em meio ao cômodo.

A decoração era simples. Paredes "brancas" repletas de mofo e teias de aranha, estantes de madeira vazias, cadeiras, mesas e alguns castiçais de prata jogados no chão. Tudo estava bastante empoeirado, parecia que alguém retirara todos os objetos dali após a morte do Feudal e nunca mais utilizaram o lugar.

Eu estava a caminhar em direção a uma velha mesa de madeira quando o chão sob meus pés rangeu. Olhei pra baixo. Uma das tábuas estava solta.

 — Jimin, vem cá. — silêncio — Jimin! — novamente ele não me respondeu. Olhei pro lado a sua procura. O flagrei fitando a tábua solta, parecia estar hipnotizado, nem mesmo piscava — Jiminie! — bati palma.

Eu morri todos os dias esperando você

Querido, não tenha medo. Eu te amei por mil anos. Eu te amarei por mais mil

Ele balançou a cabeça negativamente, como se tivesse acabado de sair de um transe.

— Oi?

— Me ajuda aqui. — me agachei.

— Acho melhor não mexermos ai. Vamos embora — disse estranhamente nervoso — Esse lugar exala... Solidão. Não me sinto bem aqui.

— Prometo que não voltamos mais aqui, mas antes, me ajuda a retirar essa tábua solta. Nos filmes sempre há algo embaixo delas — disse vasculhando o porão com os olhos, a procura de algo que pudesse me ajudar — Pega aquele pé de cabra. — apontei para o objeto entre uma estante e outra.

Relutante, Jimin buscou o que pedi. Fiz menção de pegar o pé de cabra da sua mão, mas ele meneou com a cabeça e cravou a ferramenta entre a tábua solta e outra. A madeira estava pobre, fora fácil parti-la.

— Olha... — apontei para uma caixa de madeira branca — Eu disse que havia algo, continua quebrando!

A cada tábua arrancada, Jimin ia ficando mais tenso. Parecia que ele largaria o pé de cabra a qualquer momento e sairia correndo.

— Já está bom! — disse ao deduzir que a caixa passaria pelo buraco.

Me ajoelhei no chão e ansioso, peguei a caixa. Por algum motivo meu coração acelerou e a melancolia tomou conta de mim. Senti que havia algo importante ali, e que de certa forma pertencia tanto a mim quanto ao Jiminie.

Mais uma vez fora necessário o uso do pé de cabra, dessa vez para abrir a caixa de madeira.

— Oh. MY. God... — prendi a respiração. — É... É ela... — apontei freneticamente para dentro da caixa.

— Ela o que? — Jimin ajoelhou-se ao meu lado. — Do que... — ele interrompeu a própria fala ao bater os olhos dentro da caixa.

— Essa é a mascara dos meus sonhos. — com as mãos tremulas, peguei o objeto. Era muita coincidência haver uma máscara idêntica a dos meus sonhos nesse porão. Pesquisei diversas vezes na internet e a descrevi para lojistas, ninguém nunca havia visto uma máscara como aquela, chegaram até mesmo a dizer que podia ter sido feita a mão por uma pessoa para uso próprio, exclusiva.

— Olha, tem mais alguma coisa aqui — Jimin mergulhou a mão no fundo da caixa. — É uma... Carta... — ele a virou de costas — Behind... The Mask. — leu com um pouco de dificuldade. Devia estar meio apagada e pelo tom amarelado do papel, ela estava ali há muito tempo.

Nos entre olhamos. Não precisamos dizer uma palavra sequer, ambos sabíamos que a partir daquele momento, nossas vidas mudariam para sempre.

O tempo todo eu acreditei que te encontraria, o tempo trouxe o seu coração para mim.

Eu te amei por mil anos. Eu te amarei por mais mil


Notas Finais


Então gente, essa foi minha intenção desde o começo kkk. Desculpa por fazer vocês sofrerem dando a fic como terminada, ,mas foi pra dar mais emoção! Espero que tenham gostado <3
Desculpe qualquer erro ortografico
em italico e sublinhado é a letra da musica a thousand years
E eu resolvi fazer esse epílogo parecido com a vida passada deles pois queria mostrar que dessa vez, eles não comentaram os erros do passado, que fizeram o que deveriam ter feito antes, corrigiram os erros.
Estou a escrever uma fic de exo, quem tiver interesse, me segue no tt @AnnSugar_ la avisarei quando postarei. E quem for leitor avisa pra eu seguir de volta ❤


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