História The Maze Runner: Romances da Clareira - Capítulo 9


Escrita por: ~

Exibições 30
Palavras 1.191
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


MEU DEUS, UM CAPÍTULO NOVO DESSA FIC. ISSO É TÃO BLACK MIRROR!!! (se entender o trocadilho, comente!)
Espero que gostem. :)

Capítulo 9 - Reflexo


Fanfic / Fanfiction The Maze Runner: Romances da Clareira - Capítulo 9 - Reflexo

THOMAS

          Pouco antes de descer para tomar café, passo no quarto de Newt. Ele, que antes era um dos primeiros a acordar, se não o primeiro, agora é um dos últimos. Isso não significa que ele durma mais, significa o contrário disso. Já faz mais de uma semana que Alby e Newt foram julgados pela briga que tiveram. Alby foi dado como culpado e, consequentemente, deixado como lanche pros Verdugos. Lembro exatamente de como me senti quando soube: Aliviado, pelo resultado do julgamento não ter sido “Newt, banido!”, triste por Alby, culpado por me sentir aliviado e mais culpado ainda pelo sentimento de culpa ser maior que o de tristeza. Acho que “pesado” descreve bem. E se eu, que nem tinha muita intimidade com Alby, me senti assim, nem consigo imaginar o quanto Newt está suportando.

          Dou três batidas com o punho fechado na porta de Newt e como não tenho resposta, nada diferente dos últimos nove dias em que fiz isso, abro apenas uma fresta para dar uma olhada. Não tive reposta ao bater, mas diferente dos outros dias Newt não está na cama.

          - Newt? – Abro a porta o suficiente para colocar minha cabeça entre a mesma e o batente. Quando chamo novamente minha voz deixa transparecer o meu desespero. – Newt??

          Nada. Entro no quarto com uma certa urgência e olho para a parte oculta pela porta, onde tenho certeza de que encontrarei Newt mort... Pelado???

 

NEWT

          Encaro o meu reflexo, o reflexo do meu cabelo recém-aparado. Acho que não ficou tão ruim quanto eu esperava. Não que eu ligue. Desvio o meu olhar para a expressão de Thomas, um misto de vergonha e surpresa, também refletida no espelho. Seria digna de uma boa risada, mas não sinto vontade alguma de rir.

          - Oi Tommy.

          - Ah... Oi... – ele vira de costas. – Vim ver se você estava...

          - Vivo. – Concluo a frase de Thomas com uma certa grosseria que eu gostaria de não expressar.

          Vejo o reflexo dele “murchar” os ombros quando concluo sua fala. Volto a olhar para o meu cabelo e percebo uma parte um pouco mais desnivelada que as outras.

          - Olha, se algum dia eu fizer isso, prometo que vou fazer de uma forma que os riscos sejam quase ou totalmente nenhum de você me ver. Eu não faria isso com você. Não quero mais assumir nenhuma culpa negativa sobre a vida de ninguém, mesmo que eu não esteja aqui para senti-la.

         - Newt, você não teve culpa... – Thomas é o único que ainda insiste em um discurso de “Você não tem culpa.”.

          - Tommy, isso não ajuda nada. – interrompo-o - Se quiser me ajudar de alguma forma, segure esta tesoura e tente deixar o meu cabelo melhor.

         - Por que você cortou o cabelo? Era incrível...

          - Vai ajudar ou não? – Se tem algo de bom que posso tirar do que aconteceu é o fato de eu ter ficado mais direto, menos paciente. Antes eu achava que paciência era uma dádiva, hoje percebo que era só um impedimento pra que eu não alcançasse os meus objetivos com mais rapidez.

          - Ok. Mas pode vestir algo antes?

          - Não.

 

THOMAS

          Quero insistir para que Newt vista algo, mas ele tem estado bastante impaciente desde a morte de Alby, então, caso eu continue nessa, ele provavelmente vai pedir pra que eu vá embora. E eu não quero isso, então “simplesmente” me viro e aproximo-me de Newt. Olho seu reflexo e percebo que suas olheiras estão mais ressaltadas ainda. Acho que ele nem dormiu essa noite. Encaro seu novo corte e logo identifico alguns lugares que precisam de um bom ajuste. Newt não está feio, mas eu o considerava um dos caras mais bonitos da Clareira antes, perdendo apenas para Minho. Com o cabelo aparado ele ainda assume a segunda posição, mas não é tão merecedor quanto a sua antiga versão. Pelo menos o novo corte deixa seu rosto menos ossudo.

          - Ficou bom. –  Elogio, sendo cinquenta por cento sincero.

          -  Aham. – Responde ele.

          - É sério. Não está tão ruim.

          - “Não está tão ruim.” está longe de ser “Bom”. – Ele quase esboça um sorriso.

          - Só precisa do Retoque do Thomas. Até eu vou preferir curto depois que fizer alguns ajustes. – Me aproximo da cômoda para pegar a tesoura sobre a mesma e, quando faço isso, meu corpo cola no de Newt, então lembro que ele está pelado. Distancio-me com pressa, mas ele não parece perceber. E se notou, provavelmente está constrangido também, então eu evito qualquer comentário.

          Encaro os fios loiros à minha frente. Dessa vez os verdadeiros. Então começo a aparar a parte mais volumosa, agora tentando encarar o fato de o meu... ter encostado na bunda de Newt. O fato de que pensar nisso está me deixando um pouco excitado... Eu gosto de Minho, não tenho nenhum sentimento além do de amizade por Newt, há duas camadas de tecido entre nós dois especialmente nessa região e Alby morreu há pouco tempo... Porra eu estou ficando realmente excitado. Nenhum desses pensamentos consegue controlar isso. Eu nunca vi nenhum dos outros rapazes nu, tão pouco tive o corpo de algum deles tão próximo do meu assim! Tento me concentrar no cabelo enquanto desejo cada vez mais que minha calça tenha duas vezes o meu tamanho pra esconder minha ereção. Que mértila, Thomas!!!

 

NEWT

          Sinto o corpo de Thomas colar no meu quando ele pega a tesoura sobre a cômoda. Isso me faz lembrar da minha última noite com Alby, por isso não comento nada, não faço nenhuma piadinha. Tommy também não. Observo seu reflexo no espelho. Ele se concentra no meu cabelo e demonstra indiferença ao que aconteceu. Na verdade não aconteceu nada pra que ele sinta algo, mesmo indiferença. Eu gostaria de me sentir assim também, mas é impossível não lembrar do toque de Alby,  do encaixe perfeito dos nossos corpos... Como eu gostaria que ele estivesse aqui. Ele não ficaria indiferente. Provavelmente abraçaria o meu corpo, beijaria o meu pescoço. Eu procuraria o seu membro atrás de mim que, com muita certeza, estaria tão duro quanto o de Thomas agora...

           - O quê?! –Fico de costas pro espelho e encaro a calça de Thomas. Ele está excitado. Excitado para um senhor cabeça de mértila, eu diria. Desvio os olhos do seu membro e encontro olhos arregalados e bochechas vermelhas.

          - Newt,  eu... Desculpa... – Volto a escarar o membro de Thomas. Eu nunca senti nada por ele, e nem sinto agora. Tommy é meu amigo. Mas quero tocá-lo. Sei que é muito errado fazer isso. É errado usá-lo para sentir as mesmas coisas que senti quando estive a sós com Alby pela última vez. É errado, mas é exatamente o que vou fazer.

          Levo minha mão novamente ao membro de Thomas, a outra vai até o seu pescoço. Eu o encaro novamente.

          - Relaxa, Tommy. – Deslizo minhas mãos por baixo de sua calça e depois de sua cueca, sentindo o quanto seu pênis está rígido. Ele tenta falar algo, mas antes que formule alguma coisa que faça sentido dizer, eu ajoelho e tiro seu membro para fora, colocando-o quase totalmente na minha boca. 


Notas Finais


O que acharam?


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...