História The Maze Runner: Secret File - Capítulo 1


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Categorias The Maze Runner
Exibições 47
Palavras 1.610
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Luta, Mistério, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Prólogo


Ela se ajoelhou, envolvida pelo ar rançoso e pela escuridão fria.

Foi nesse momento que sua nova vida começou.

Um tremor repentino abalou o lugar que ela estava e o único som que se ouvia era o barulho de metal rangendo contra metal. O movimento súbito acabou a derrubando e ela engatinhou até o canto daquele local. Sentando-se no chão, a garota recolheu as pernas e as abraçou tremendo de medo e suando frio.

Esperou até que seus olhos se acostumassem com a escuridão e quando finalmente conseguiu, percebeu está presa em uma espécie de velho elevador num poço de mina.

Sons de correntes e polias ecoavam na estrutura do compartimento, o elevador sem luz ia para trás e para frente durante a subida, o que causou náuseas na menina; o cheiro de óleo queimando só piorava sua situação.

A vontade de chorar era muita, mas ela simplesmente não conseguia.

“Meu nome é Lisa”, pensou.

A única coisa que conseguia se lembrar era isso, seu primeiro nome.

Sua mente funcionava normalmente, afinal ela entendia onde estava e qual era a situação que se encontrava. Várias informações inundaram seus pensamentos, como a chuva, o sabor de ovos e bacons, o por do sol, as luzes da cidade e de pessoas caminhando em várias direções diferentes indo para seus empregos.

Mas o essencial ela não lembrava, como o motivo de ela está ali, num elevador, subindo sem parar. Tentou visualizar o rosto de seus pais, mas não conseguiu.

Todos os rostos que tentava lembrar pareciam possuir uma mancha fantasmagórica.

Lisa não se lembrava de absolutamente ninguém e de nada que fez durante a vida.

O elevador sacolejava sem parar, porém, a essa altura ela nem se importava mais. Tentou lembrar a quanto tempo estava ali, mas não obteve êxito, podiam ser minutos ou até mesmo horas.

O medo desapareceu no mesmo instante em que a velocidade do compartimento diminuiu até parar completamente.

Apesar de começar a ficar nervosa, a garota se levantou no completo silêncio e escuridão, e tratou de reconhecer melhor onde estava. Segurando a parede, ela tentou achar uma brecha onde pudesse abrir o cubículo e ir embora.

Como se fosse tão fácil assim.

Tentando gritar por ajuda, Lisa percebeu que não adiantava fazer nada a não ser esperar.

Sentando-se novamente onde estava antes, ela avistou uma forma diferente no lado oposto a ela. Engatinhando foi até o objeto e o pegou sem medo.

Uma faca.

Com cautela para não se cortar, colocou em seu bolso a arma e a guardou no bolso da calça jeans para caso precisasse se defender.

Um rangido estridente foi ouvido e Lisa sentiu um frêmito de preocupação no peito.

Uma linha reta de luz apareceu no teto e automaticamente a garota fechou os olhos por estar acostumada a escuridão. A linha de luz se alargou e um som pesado revelou duas portas de correr sendo abertas por alguém do outro lado.

Desviou seu olhar da abertura e com as mãos nos olhos aguardou com que se acostumassem com a claridade repentina.

– É uma menina?

O medo comprimiu o peito.

– Seu Cara de Mértila! É uma garota! Uma garota gostosa! – uma voz fina falou animada.

Com uma vontade imensa de sumir, Lisa voltou seu rosto para o som daquelas vozes.

Tinha vários, vários garotos olhando para ela, alguns mais jovens, outros mais velhos

Todos homens.

Ver vários rostos assim acabaram por confundi-la. 

Eram todos adolescentes.

Parte de seus temores diminuíram.

Uma corda foi jogada e Lisa enfiou seu pé no laço na extremidade da corda e se segurou enquanto era içada para cima.

Mãos estenderam-se na sua direção, umas tentando a puxar, outras apenas confirmando se ela era de verdade e ainda haviam outras que pegaram em lugares do seu corpo a incomodando.

Ela sentiu como se o mundo girasse e uma chuva de emoções fez com que ela se contorcesse. Quando conseguiram a tirar dali e a colocaram de pé, o coro de voz cessou e apenas uma voz soou:

– Bem vida a sua nova vida de merda, Trolha. Bem vinda à Clareira.

***

Lisa se levantou se sentindo enjoada e sacudindo a poeira de suas roupas. Ainda atordoada com tudo, ela virou a cabeça de um lado para o outro tentando assimilar tudo.

Foi quando ela viu uma abertura.

A porta que a salvaria.

Estava em um vasto pátio bem maior do que qualquer campo de futebol, cercado por muros cinzentos enormes – cobertos por uma hera espessa – que formavam um quadrado perfeito ao redor de onde estava e no meio de cada parede havia uma abertura que até onde conseguia vê levava a corredores enormes.

Era sua oportunidade perfeita.

Era por ali que ela sairia.

Em um movimento rápido, a menina tirou a faca do bolso e apontou para um garoto loiro na sua frente.

Todos se olharam assustados e começaram a ri da garota.

– Escute... – um menino branco de cabelos pretos tentou falar.

– Escute você! – ela retrucou surpresa com o som da sua própria voz – Onde estou?

Obviamente ela não ia sair correndo sem saber de nada.

– Você está presa aqui, Novata! – uma voz manhosa disse.

Ela olhou na direção de quem falava e viu um garoto alto, loiro, com queixo quadrado e um nariz estranho.

– Onde estou? – repetiu apontando a faca para o menino que só sabia ri.

– Calma. – o loirinho que parecia até ser uma boa pessoa – Você está...

– Está presa aqui. – o garoto de nariz estranho interrompeu o outro.

Aquilo foi o suficiente.

Todos olhavam para ela atentamente quando ela se pôs a correr em direção a uma das aberturas daquele lugar.

Com a respiração desregulada, os músculos gritando de dor e o suor grudando sua roupa no corpo, ela correu o mais rápido que pôde.

Quando estava chegando bem perto da porta, seu coração deu uma batida a menos quando um garoto de feições asiáticas apareceu de maneira inesperada ao redor de um canto à frente, entrando na passagem principal de uma das saídas à direita dela e da Clareira.

O garoto a olhou confuso, mas ainda assim não diminuiu a velocidade.

Coberto de suor, com o rosto vermelho e com a camisa azul arregaçada até o braço deixando visível seus músculos, o tal asiático estava – ela não sabia porque – entrando naquele lugar, mas não ia a impedir de sair dali.

Lisa parou por um momento olhando para trás e viu que tinham uns garotos tentando a alcançar e gritando coisas sem nexo. Quando olhou para frente pronta para voltar a correr percebeu o asiático bem na sua frente.

- Sa-saia. – murmurou ofegante apontando a faca para ele.

Ele nem se mexeu.

- Saia, por favor. – soluçou deixando uma lágrima escapar – Preciso sair daqui.

- Você não vai querer sair. – o asiático disse a encarando fixamente e dando um passo a frente encostando-se na faca – Me mate, Fedelha. Vamos.

- Saia. – ela apertou um pouco, mas não a ponto de machucar, a faca em sua camisa colada no corpo devido ao suor.

- Você não que ir lá. – ele disse.

Percebendo que os seus captores já se aproximavam, ela perguntou:

- O que tem lá?

- Você não quer ir lá. – o menino repetiu – Ainda mais agora.

Sem outra alternativa, ela apertou a faca em sua mão e desferiu um golpe contra o braço do asiático.

Surpreso com a garota ele olhou para o ferimento e depois na direção dela, porém, a mesma tinha aproveitado o momento de distração para correr em direção aos muros.

- Idiota. – ele sussurrou e sem muito esforço se jogou em cima dela a protegendo de cometer suicídio.

Foi quando um estrondo alto elevou-se no ar, fazendo Lisa se encolher com o corpo do asiático em cima dela. O barulho foi seguido de um som áspero e arrastado. Ela começou a tentar tirar aquele garoto de cima dela. Os muros estavam se fechando, mesmo que ela não soubesse explicar como, e com eles sua única saída de sair dali ia embora.

- Saia de cima de mim. Me deixe ir! – ela gritou enquanto sentia o sangue do ferimento que tinha causado no garoto sujar seu braço.

- Você vai ficar exatamente aqui mocinha. – ele disse segurando os braços da Lisa.

Ela olhou para o lado e viu que sua faca não estava tão longe assim.

- Nem pense nisso. – o menino percebeu o que ela pensava.

Mas ela não conseguiu o ouvir direito. Lisa estava fascinada demais, assustada demais, abalada demais com os fechamentos da sua salvação.

Os muros desafiavam qualquer lei da física e o som – e o peso do garoto em cima dela – fez seu corpo tremer.

Sua chance de ir embora estava acabada.

Teria que ficar com aqueles garotos desconhecidos e o pior, não tinha mais sua faca para se defender.

Buscou observar as outras aberturas que tinha visto no local.

Todas estavam se fechando.

– Hey. – o garoto em cima dela chamou.

Seus olhos se encontraram.

O desespero de repente passou.

Lisa respirou fundo.

Naquele simples olhar ela conseguiu ler a alma daquele garoto, assim como ele leu a sua.

Algo estranho.

Algo inesperado.

Algo totalmente novo, mas que parecia antigo.

O menino viu o medo, a força, a inocência e a coragem dentro daquela garota esquisita. Já ela, viu bravura, pânico, determinação e receio estampado no rosto do asiático.

Foi como se eles já se conhecessem. E não só antes de chegarem sabe se lá onde estavam agora, mas sim desde sempre.

– Está tudo bem. – ele sussurrou assim que os muros se fecharam por completo cessando aquele barulho.

E ela acreditou.

De alguma forma soube que com ele ali, ficaria bem, talvez não completamente.

Mas bem, ela ficaria.

[...]


Notas Finais


A ideia de fanfiction me veio muito antes de qualquer outra (até das que já postei).
Agora que finalmente decidi postá-la espero que gostem tanto quanto eu.
Beijos leitores. Amo vocês!


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