História The Mother Of My Best Friend - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Camren, Fifth Harmony, Romance
Exibições 307
Palavras 3.378
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi genteneeeeeeeeeeeeey
E aí? Mé que cês tão?

Capítulo 8 - Capítulo 7


POV Lauren 

Meu dia estava literalmente sendo um saco. O que era pra ser um dia de folga, acabou virando um dia inteiro presa em um departamento. Sozinha. Tudo bem, eu não tinha muito do que reclamar, afinal, ficar sozinha já vem sendo uma atividade que eu venho praticado faz anos. Era quase como se fosse um tipo estranho de hobbie.

Assistir filmes sozinha, sair sozinha, cozinhar sozinha, trabalhar sozinha, praticar exercícios sozinha, cuidar de uma casa sozinha, tomar conta de uma adolescente rebelde sozinha. Tudo sozinha.

Isso quando Normani não fazia uma caridade e tentava me ajudar com pelo menos metade dos meus deveres, mesmo não tendo obrigação de fazer tal coisa. Normani era um verdadeiro anjo na minha vida. Não queria nem imaginar em que situação eu estaria, caso ela não se fizesse presente na minha vida. Quero dizer, nem eu e nem Katherine.

Obviamente eu não saberia como cuidar de uma recém-nascida em um momento precário que foi o nascimento de Katherine. Eu sei, eu sei, uma criança é uma bênção na vida de uma pessoa, mas acredite, naquela época eu não conseguia escutar o choro de Katherine sem querer fugir e deixar ela ali, sozinha, sem nem ao menos ficar com peso na consciência, quanto mais achar que Katherine havia sido um milagre na minha vida.

Talvez tenha sido por isso que Katherine nutriu um ódio tão grande por mim. Talvez tenha sido porque nos seus primeiros anos de vida, eu não ter sabido ser uma verdadeira mãe; ou porque nos seus 6 primeiros anos escolares, eu não ter comparecido nas festas do dia das mães na sua escola; ou porque em todos os seus aniversários, eu nem sequer me dava o trabalho de olhar pra ela, simplesmente dava uma quantia gorda de dinheiro para que ela sumisse e eu não precisasse me relembrar do inferno que foi aquele dia na minha vida.

De qualquer forma, eu reconheço que nunca fui o exemplo perfeito de mãe. Talvez seja por reconhecer isso, que eu tento me redimir por tal erro. Mas quanto mais eu tento me aproximar de Katherine, mais ela se afasta. É como se o fantasma do passado nos assombrasse à cada momento. Não haveria perdão ali. Não haveria perdão e esquecimento. Infelizmente, por ambas as partes.

E mais uma vez, eu não poderia comparecer à uma de suas festas escolares. Mas daquela vez eu não teria que inventar um motivo porque, sim, eu estava realmente presa em um departamento maldito, tendo que trabalhar até às duas da manhã

Não vou ser hipócrita. Eu não queria ir para aquela festa exatamente por sentimentos de culpa, em relação à Katherine. Quer dizer, não somente por isso.

O segundo motivo pelo qual me fizesse ter vontade de sair daquele inferno para ir diretamente à uma festa com adolescentes cheios de hormônios, tinha nome, sobrenome, um par de olhos castanhos e um sorriso que não saía da minha cabeça desde a última vez que eu o vi.

Fazia quase um mês que eu não tinha sequer notícias de Camila. O meu trabalho estava tão corrido de um jeito,  que eu nem mesmo tive a oportunidade de me esbarrar com ela na minha própria casa. Sim, eu sabia que ela frequentava a minha casa, infelizmente o seu perfume se tornou mais do que conhecido pra mim.

Era como uma droga que eu só provei uma vez, mas mesmo assim, foi o suficiente para me fazer uma escrava de um vício que não era nem pra ter se tornado um vício. Não era pra ter se tornado um vício porque era como uma droga única e viciante, e existia um usuário maluco que também estavam viciado naquela droga. Não preciso nem mencionar o nome de Katherine para que esteja claro que o tal "usuário" é ela.

Camila era uma garota incrível, ao meu ver. Eu sei que parece um absurdo eu falar isso sendo que trocamos apenas alguns beijos, somente algumas trocas de olhares, alguns curtos abraços, poucas oportunidades de encontros, mas, Deus, parecia tão certo esse início de sentimento proibido.

Eu tinha total consciência do que ocorreria se aquele "sentimento proibido" fosse evoluir para algo maior. Tinha consciência de que eu seria a outra, a segunda opção. Eu tinha consciência de que eu ficaria ali, onde não era o meu lugar, onde já existia alguém. 

Como dizia Newton: "Dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo". E à muito contra-gosto, eu estava aprendendo o que Newton queria dizer com isso. Ousava dizer que nem mesmo duas almas poderiam ocupar o mesmo espaço.

Talvez tenha sido um pequeno erro do destino. Talvez tenha sido isso, nos encontramos no momento errado. Talvez eu deveria ter chegado um pouco mais antes, ou um pouco mais depois. Talvez reconhecer a realidade seja uma coisa dolorosa demais. Talvez seja egoísmo da minha parte se sentir pra baixo com a felicidade da minha própria filha. Talvez seja pior ainda desejar que Camila pudesse ser apenas minha, querer não ser a segunda opção, querer que Camila pudesse retribuir aquele sentimento maluco que estava começando a se apossar de mim.

Se aquele sentimento maluco por Camila chegasse aonde eu temeria que chegasse, aquele sentimento seria enorme e lindo, mesquinho seria querer ter uma pessoa que nunca poderia ser minha.

De qualquer forma, não poderia omitir o fato de que eu estava com saudades de Camila. E por mais que ir àquela festa me causasse um incômodo absurdo ao ver ela com Katherine, ao invés dela estar comigo, mesmo assim, parecia convincente apenas por poder ver ela... com outra.

- Lauren? - ouvi uma voz chamar por mim, me fazendo voltar à realidade. Era Keana.

- Sim? - perguntei confusa. O que ela fazia aqui, sendo que não estava no dia do turno dela?

- Eu estava pensando, hoje eu não tenho nada à fazer, e amanhã eu vou ter um compromisso importante e você sabe, meu turno é amanhã. A gente pode trocar de turno? É realmente algo muito importante pra mim. - apelou, ainda parada à porta do meu escritório.

- Você vai ter um encontro? - perguntei brincalhona, pegando a minha jaqueta de couro que estava por cima da minha mesa, e à vestindo por cima da farda.

- Não me atrevo a tentar outro encontro com alguém. Você sabe, ainda estou esperando você marcar o encontro que me deve. - falou sem rodeios, parando à minha frente, me deixando sem escapatória.

Há alguns meses atrás, Keana havia me convidado para um jantar em um restaurante chinês. Sabia que ela estava tentando fazer de tudo para me agradar, porque Keana, definitivamente, odiava comida chinesa, assim como odiava encontros em restaurantes.

Conhecia Keana há um longo tempo. Nos conhecemos na adolescência e, por ironia do destino, acabamos trabalhando no mesmo departamento. Keana nunca mediu esforços pra esconder o quão interessada por mim ela estava. Sempre jogou indiretas (que de indiretas não tinham nada), algumas cantadas escapavam de vez em quando, assim como convites para ir ao teatro, restaurante, cinema, praia e etc. Todas as coisas banais que eu sabia que ela odiava, mas que ela tentava somente por querer ter uma chance comigo.

Mas eu não tinha tempo para aquilo. Quero dizer, não tempo em si, mas não tinha espaço na minha vida para mais ninguém. A última pessoa com quem eu havia me relacionado deixou mágoas, ressentimentos e uma grande frustração amorosa que estava presente no meu dia-a-dia.

Eu ficava com pessoas, claro, ninguém é de ferro, mas não passava de beijos. Fazia um bom tempo que eu não tinha relação sexual com alguém, e não existia um motivo específico para não pôr a minha vida sexual em dia. Eu simplesmente... não tinha vontade de me deitar com ninguém.

E Keana era irremediavelmente linda, não poderia ser patética à ponto de discordar disso, mas eu sabia que apenas uma noite seria o suficiente para que ela tentasse investir em algo mais à sério. E eu não queria aquilo. Não aquilo. Minha vida já tinha uma longa lista de decepções, não queria que Keana fosse uma delas.

- E a parte de: "espero o tempo que for"? - perguntei, tentando escapar da situação.

- Essa parte não vale mais, porque Lauren, já faz meses. - falou Keana, se aproximando mais do que deveria de mim.

- Keana...

- Lauren, qual é? Somos duas adultas, sabemos que podemos fazer isso dar certo, temos maturidade para isso seguir em frente sem decepções. - falou Keana, sua respiração batendo contra o meu rosto, de tão próximas que nós duas estávamos.

- Você sabe o que ela me fez, sabe o quão difícil é pra mim. - falei, virando o rosto para o outro lado, fugindo dos seus lábios que grudaram no meu maxilar.

- O seu único defeito é comparar todos com ela. Ninguém comete os mesmos erros, Lauren. Não é por causa de um ocorrido que não vai mais vir à tona, que você tem que se prender ao passado. Eu nunca vou ser ela. Ninguém nunca vai ser ela. Nunca vou fazer o que ela te fez, porque Lauren, você sabe o quanto que eu te amo, não sabe? - perguntou, puxando o meu queixo em direção ao seu rosto, mantendo os nossos olhares conectados.

- Keana, você...

- Você sabe sim. Eu amo você desde que você usava aquela farda ridícula do colegial, desde que você me menospreza, desde que você preferiu à ela, e não à mim. Eu continuo aqui pra você, mesmo durante todos esses anos, durante todos os ocorridos, Lauren, então por que você não está aqui pra mim também? - perguntou a última parte em sussurro, me fazendo sentir-me envergonhada perante àquela situação.

Poucas coisas me causavam arrependimentos, mas uma dessas coisas, foi o quão idiota eu tratava Keana quando ela demonstrava ser a melhor pessoa para estar comigo.

Me arrependo de ter feito ela parar de usar óculos, para usar lentes; me arrependo de ter feito ela parar de usar aparelho; me arrependo de ter feito ela entrar em uma academia, sendo que ela já era linda do jeito dela; me arrependo de ter escolhido a irmã errada.

Cada traço de Keana me lembrava ela, elas duas eram irritantementes parecidas. E com as mudanças físicas que ocorreram com Keana, só piorou a situação. Me doía a alma enxergar em Keana, o fantasma que me assombrava. Me doía a alma ter feito aquilo com Keana. Me doía a alma relembrar, lembrar, viver e me torturar com o passado.

- Não faz isso... - pedi em um sussurro, grudando as nossas testas. - Você sabe o quanto que ainda é difícil pra mim, os anos se passaram, mas eu sinto como se ela estivesse aqui, nos observando.

- Já se passaram 16 anos, Lauren. Você vai perder a sua vida toda por alguém que não merece isso? - perguntou Keana, não ousando aproximar os nossos lábios.

 Ela sabia o quão nervosa eu ficava quando alguém tocava naquele assunto. E por incrível que pareça, ela fazia toda diferença, ao respeitar aquilo.

- Eu preciso sair. - sussurrei, afastando nossas testas. - Tenho que ir para a festa de Katherine. - falei, me recompondo.

- Tudo bem. - Keana falou, se encaminhando para a minha mesa.

Antes de eu sair da sala, ainda escutei um "mande lembranças para a minha sobrinha", vindo de Keana.

[...]

 

Lauren... ai meu Deus, me desculpa. - falou Camila, nervosa.

- Foi só um beijo, Camila. - falei, sem paciência alguma para o começo de um surto por parte dela.

- Foi só um beijo? Caramba, você pegou na minha cintura.

- Naquele dia no bar eu quase peguei em outra coisa, não precisa desse showzinho todo. - falei.

- Eu pensei que você fosse Kath... - se explicou, me fazendo encará-la com uma carranca feia. - O que?

- Por que você não para de me comparar com ela? - perguntei irritada. - Temos alguma semelhança em comum? Talvez o beijo, quem sabe.

- Não, você só... tá com a roupa parecida com a dela. E... caramba, a gente se beijou. - levou as mãos até a boca, me fazendo revirar os olhos.

Por trás daquele mal humor todo, por trás daquele teatro de "tanto faz, esse beijo foi igual à todos os outros", eu estava tentando reprimir o sorriso que queria escapar ao lembrar que há segundos atrás os nossos lábios estavam colados. Obviamente eu estava chateada por ela ter me confundido com Katherine, mas se pra me confundir com Katherine ela precisasse me beijar, o passe para fazer isso estava livre. Quero dizer...

- Tanto faz, só não faça mais isso. Sou a mãe da sua namorada, não uma dessas garotas que se atiram pra cima de você, isso não é coisa que se faça. Aprenda à diferenciar duas Jauregui's, aposto que não vai ser tão difícil assim.

- Por que você tá sendo tão grossa? Não te obriguei à retribuir o beijo. - falou Camila, aparentemente irritada. Suas bochechas estavam coradas, suas mãos estavam na sua cintura. Linda.

- Eu retribui o beijo no automático. - me defendi.

- Foi tão no automático, que você demorou segundos para poder retribuir. Qual é, Lauren? Faça-me um favor. - aparentemente eu consegui irritar alguém.

- Me perdoe por ter retribuído o seu beijo, Camila. Não irei cometer esse erro novamente. - falei irônica.

- Erro? Enquanto eu tô aqui, quase desmaiando por beijar você, você diz que fazer isso foi um erro? - gritou impaciente, apontando o dedo para a minha cara. Quase que uma gargalhada escapou de mim, porém eu coloquei um sorriso cínico no rosto, o que pareceu piorar bastante a situação. - Você é uma idiota, Lauren Jauregui. Aliás, está no sangue, não é? Primeiro a sua filha me deixa aqui nessa maldita festa sozinha, depois você retribui o meu beijo e fala que se arrepen...

Não tive paciência, não esperei ela terminar aquele teatro, não fiz mais nada, apenas aproximei os nossos corpos, não por impulso, mas somente para provocá-la. O que causou uma reação automática em Camila, que ficou com uma cara de boba e automaticamente parou de falar sem parar.

- Eu posso fazer uma coisa que não vá me causar arrependimento agora. - sussurrei, aproximando os nossos lábios.

- O que? - perguntou confusa, olhando para os meus lábios. Parecia que ela estava em um transe.

- Eu posso... - levei meus lábios até o seu ouvido. - te levar pra casa, já que a minha filha irresponsável te deixou aqui sozinha.  - falei.

Camila automaticamente me empurrou pelos ombros, me encarando com um olhar mortal presente nos seus lindos olhos. Seu rosto estava vermelho, sua veia do pescoço estava saltando, o que me dava a certeza que eu iria ter que aguentar mais um showzinho de uma adolescente histérica.

- Vai se foder. - falou Camila, caminhando em direção à saída da quadra, me deixando ali sozinha.

Ela não iria ir embora àquela hora, não era? Ela não tinha carona, nem companhia, e já era de madrugada. Camila poderia ser infantil e compulsiva, mas não era pra tanto, não era?

Dei de ombros e segui em direção ao meu carro, que estava no estacionamento, com a certeza de que ela estaria me esperando lá, com os braços cruzados e com um bico irritantemente lindo nos lábios. Porém, quando eu cheguei no estacionamento, só o que eu encontrei foi um casal de professores idosos que pareciam estar brigando com as línguas. Que nojo.

Entrei no meu carro e dei partida, em busca da namorada infantil da minha filha. Ela deveria estar na parada de ônibus, perto da escola. Dito e feito, Camila estava na parada perto da escola, aparentemente, ainda com raiva. Parei o carro à sua frente, porém sua atenção não estava voltada à mim.

- Os ônibus param de rodar às 11. - falei, ao abaixar o vidro da janela do carro. Camila suspirou pesadamente, revirando os olhos. Ela nem ao menos dirigiu seu par de olhos castanhos em minha direção. - Miami é uma cidade muito perigosa, não é seguro uma moça tão linda ficar sozinha em uma parada de ônibus à essa hora. - tentei novamente, percebendo um começo de um sorriso bobo aparecer em seus lábios, mas ela automaticamente pôs o fim naquilo. - Qual é, garota, entra logo no carro. - mandei, porém Camila não me deu bola. - Eu vou sair desse carro e vou te obrigar à ir comigo. - ameacei, novamente não deu em nada. Suspirei pesadamente. Aquela garota merecia umas boas palmadas. - Tudo bem.

Saí do meu carro, chamando, finalmente, atenção de Camila, que arqueou as sobrancelhas como se estivesse me desafiando à fazer tal atrocidade. Andei rapidamente em sua direção, pegando Camila nos ombros. Automaticamente uma sessão de socos atingiram às minhas costas, porém eram socos fracos. Não me causavam dor nenhuma. Coloquei Camila no banco passageiro, ela ainda não falava nenhuma palavra, mas que, pela expressão em seu rosto, estava puta ao quadrado comigo.

- O gato comeu sua língua? - perguntei, dando partida. - Me responde. - falei irritada. - Tá bem, não responde então. Vou falar pra sua mãe que você estava fumando maconha e bebendo bebidas alcoólicas no banheiro da escola.

- Você é maluca? - gritou, finalmente me dando atenção. - Eu te odeio, Lauren Jauregui. Você é uma vaca filha da mãe, estúpida, idiota, babaca. Se você fosse um homem, você com certeza teria um pênis pequeno.

- O que? - perguntei confusa, gargalhando em seguida.

- Isso é um xingamento, sua idiota. - bufou, me fazendo encará-la com um sorrisinho nos lábios.

- Você é tão linda com raiva, se não namorasse a minha filha, eu não iria me repreender à te dar uns beijos. - falei, percebendo a merda que saiu da minha boca em seguida. - Quer dizer, eu não...

- Você não o quê? - perguntou impaciente. - Para com esses jogos idiotas. Você fala que aquele beijo foi um erro, mas não para de encarar meus lábios. Fala sério, Lauren, se porte como uma adulta de verdade. Até a Katherine, que é uma adolescente confusa de 16 anos, consegue ser mais madura e decidida que você. - falou, me fazendo parar com o carro automaticamente.

- Você disse o quê? - perguntei ameaçadora.

- Você é surda por um acaso? - perguntou cínica, com os braços cruzados.

Àquela altura, eu já tinha estacionado em frente à sua casa. Encarei Camila por um bom tempo, me perguntando se eu deveria ou não fazer o que eu estava pensando em fazer. Camila ainda me encarava com uma expressão debochada.

" - Lauren, para de ser idiota. Está tão na cara que esse namoro delas duas é uma coisa que não existe." - lembrei de Normani me falando aquilo.

" - O seu único defeito é comparar todos com ela. Ninguém comete os mesmos erros, Lauren. Não é por causa de um ocorrido que não vai mais vir à tona, que você tem que se prender ao passado. Eu nunca vou ser ela. Ninguém nunca vai ser ela. " - a voz de Keana se fez presente na minha cabeça.

" - Quase não consigo encontrar semelhanças entre você e Kath, mas parando pra pensar melhor, as duas tem muitas coisas em comum. " - foi a vez de Camila.

E isso foi um empurrãozinho para que eu mandasse a razão, o auto-controle, a sanidade pro quinto dos infernos. Aproximei o meu rosro ao rosto de Camila e ataquei os seus lábios, como eu realmente queria ter feito desde o dia que eu vi ela na escola. Camila retribuiu o beijo ao mesmo nível.

Ali ela não estava me beijando, ao me confundir com a Kath. Ali ela estava me beijando, estando ciente de que era eu, Lauren Jauregui, a pessoa que merecia mais do que ninguém sentir o seu gosto novamente.

- Espera. - Camila quebrou o contato dos nossos lábios. - Você vai se arrepender? - perguntou Camila, com os nossos lábios ainda roçando.

- Me arrepender? - perguntei, encarando os seus lábios, quase em transe. - Jamais. - ataquei os seus lábios novamente.



 


Notas Finais


Quanto mistério
Juro que irei explicar tudo pra vocês


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