História The Mother Of My Best Friend - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Camren, Fifth Harmony, Romance
Exibições 292
Palavras 2.263
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 9 - Capítulo 8


POV Lauren

- O que mais te atrai em uma pessoa? - Lauren perguntou pra mim, com os seus olhos verdes conectados aos meus. Se ela soubesse o quanto que aquele olhar me tirava o fôlego...

- Eu acho que... não é bem o que me atrai na pessoa em si, entende?

- É... não. Me explique, por favor.  - pediu Lauren, gentilmente, sorrindo com os olhos.

- Eu gosto dos que param pra escutar; gosto dos que gostam de abraços; dos que conseguem amar; gosto dos que riem como se não existisse problemas, sabe?; gosto das pessoas que são fortes e enfrentam os seus problemas; gosto de pessoas que gostam de pessoas, por mais estranho que isso seja; - dei uma pausa pra rir das besteiras que saíam da minha boca. - eu gosto das pessoas que sabem do motivo de uma lágrima, que estão sempre por perto. Mas, principalmente, eu gosto das pessoas que ficam. - falei, me sentindo intimidada pelo olhar que Lauren me dava. Era tão profundo.

- Dos que ficam? - perguntou, confusa.

- Sim. Gosto dos que ficam mesmo sabendo da bagunça que aquilo está, gosto dos que ficam mesmo sabendo que aquilo provavelmente não vai dar certo. Gosto dos que ficam não importando a situação, hora, circunstância. Gosto das pessoas que nunca se vão, dos que tentam, que conseguem.

- Profundo... - falou Lauren, se arrastando no chão e se posicionando ao meu lado.

- E você? - perguntei, prendendo a respiração por sua aproximação espontânea.

- Eu o quê? - perguntou Lauren.

- O que mais te atrai em uma pessoa? - perguntei, me sentindo uma estúpida por querer que ela respondesse coisas que estivessem interligadas à mim.

- A alma da pessoa me atrai. - respondeu Lauren, pegando a minha mão e passando os seus dedos ao redor dela, como se estivesse desenhando algo ali.

- Me explica. - pedi, tentando não parecer nervosa diante do seu toque.

- Sabe, atração física é uma coisa tão fácil de sentir. Tipo, "olha essa garota, que corpo bonito, meu gaydar apita". - brincou, me arrancando uma risada nervosa. - Fazia tanto tempo que eu não me atraía por uma alma, digamos assim. Meu melhor passatempo era ficar com pessoas por diversão. Simples. - falou Lauren.

- E não é mais? - perguntei confusa. - Digo, o seu passatempo.

- Não. Digamos que eu consegui finalmente me sentir atraída por uma pessoa em ambos os sentidos, depois de anos. Seja fisicamente ou pela sua alma. - disse Lauren, me fazendo sentir uma pontada de... desapontamento.

Era tão óbvio que aquilo entre Lauren e eu não fosse realmente dar em nada, mas mesmo assim, algo em mim parecia querer não entender isso. Uma coisa tão fácil de entender, mas mesmo assim, parecia que não estava ao meu alcance de conhecimento.

Desde o dia da festa, em que Lauren foi me deixar em casa, o dia que aconteceu o nosso beijo, não trocávamos mais que alguns abraços. Quero dizer, óbvio que eu estava feliz com aquilo.

Lauren estava tão mais "acessível". Me chamava pra sair, pra conversar, as vezes me ligava, mandava mensagens constantes, perguntava se eu estava bem, sempre tinha uma mensagem sua me desejando boa noite, a primeira a me dar bom dia era ela. Claro, tudo isso escondido de Katherine, por motivos óbvios.

Mas no fundo, no fundo, eu tinha aquela pitada de esperança ridícula que uma adolescente obcecada em algo sempre tinha, sabe?

Eu tinha total consciência de que Lauren era anos mais velha do que eu, provavelmente ela tinha até o dobro da minha idade, mesmo não aparentando; tinha consciência de que ela era a mãe da minha "namorada", e que eu, como uma pessoa confusa e indecisa, também sentia algo; tinha total consciência de que Lauren só havia ficado comigo por... dó?!; tinha consciência também de que ela tinha feito um tipo de amizade assustadora com a minha mãe.

Sim, ela fez.

Minha mãe não parava de falar o quão bem comentada Lauren Jauregui e a sua filha eram naquela cidade. Não parava de falar de Lauren, o quão educada ela foi por me oferecer carona quando era madrugada e aparentemente não havia ônibus disponíveis.

Pena que isso não aconteceria mais se ela soubesse que a filha mais velha estava dando uns amassos no carro da Jauregui mais velha. 

E mesmo assim, mesmo diante de todas esses motivos para que não me fizesse ter a maldita esperança no final das contas, eu ainda tinha esperança de que ela olhasse pra mim, em todos os sentidos possíveis.

- Tipo musical? - perguntou Lauren, me tirando dos meus devaneios.

- Oh meu Deus. One Direction, Justin Bieber, Ed Sheeran e Demi Lovato são os principais. - falei animada. - Harry Styles, meu Deus, meu Deus, meu Deus.

- Não acredito que você faz parte dessas adolescentes histéricas que gritam por famosinhos que cantam nada com nada. - debochou Lauren. - Eu realmente estou afim de você? - fez uma pergunta retórica.

- Ei, dá pra você respeitar eles? Você não entende eles, não conhece eles, não sabe da história deles, não escuta as músicas deles, provavelmente não sabe nem o nome deles, então, por favor, respeito é muito bom. - falei, fingindo indignação.

- Eu realmente não conheço eles, porque eu sei o que é música de verdade. - falou Lauren, toda indiferente.

- E o que é música de verdade pra você? - perguntei debochada.

- Arctic Monkeys, The 1975, Foster The People, The Beatles e claro, a minha Lana não poderia faltar. 

- Lana Del Sono? - debochei.

- Del Rey. - me corrigiu, Lauren. - Sem implicâncias. Voltando ao nosso jogo: quem é Shawn Mendes? - me perguntou, me fazendo arregalar os olhos.

- De onde você conhece o Shawn? - perguntei assustada.

- Eu não o conheço.

- Então, o que...

- Apenas responda, Camila. - falou Lauren, me cortando. 

- O Shawn é o...

- O...? - me incentivou a falar.

- Meu ex namorado. - falei, mordendo meu lábio inferior.

- Então você é bissexual? - perguntou interessada.

- Eu sou hetero. - respondi rapidamente, fazendo com que Lauren gargalhasse. - O que?

- Heteros não beijam mulheres. - falou o óbvio.

- Como se você não fosse a primeira mulher que eu beijei. - respondi mal humorada, revirando os olhos.

- Eu o quê? - perguntou surpresa.

- O que? Em toda a minha vida eu só tive um namorado. Não saio por aí agarrando todas as menininhas e menininhos que me aparecem, como você mesma disse.

- Então eu fui a primeira mulher? - perguntou, com um sorriso debochado desenhado em seus lábios.

- Não se ache. - falei.

- Foi bom? - perguntou Lauren, parando com o carinho que ela estava fazendo não minha mão, e ajeitando a sua postura, parecendo realmente interessada em saber do assunto.

- O que? - me fiz de desentendida.

- Ficar com uma mulher, oras. Sabe, de o à 10, o quão bom foi?

- 11, porque de uma escala de 0 à 10, 11 não existe. - brinquei, percebendo o seu sorriso debochado vir à tona novamente.

- Mesmo? Não foi isso que você falou naquele dia. - Lauren falou, debochada.

- Eu prefiro com certeza pegar uma pessoa que possui o brinquedinho que balança, do que uma pessoa que...

- Tem vagina? Um par de peitos deliciosos? Que possui mais protuberância? Ah, Camila, faça-me um favor. Você não é hetero nem aqui, e nem na China.

- Eu sou hetero, sim. - protestei.

- Não é, não. - respondeu Lauren.

- Sou sim.

- Não é.

- Eu sou, Lauren, que saco. - reclamei, mal humorada.

- Você quer uma prova de que você não é hetero? - perguntou Lauren, me fazendo concordar ironicamente.

Lauren sentou-se à minha frente e, em um movimento rápido e inesperado, segurou as minhas coxas de um modo firme, me puxando para o seu colo. Uma de suas mãos estava pousada em minha coxa, enquanto a outra, estava adentrando a minha camiseta, passando os seus dedos gélidos ao redor da minha coluna. Seu nariz esfregava-se pela minha nuca, fazendo propositadamente que a sua respiração batesse contra ali, fazendo cm que vários arrepios percorrerem pelo meu corpo.

- Nenhum hetero se arrepia dessa forma, Camila, não com o contato de uma pessoa do mesmo sexo. - sussurrou Lauren, contra a minha nuca. Seus lábios agora dava alguns beijos molhados por ali, me fazendo fechar os olhos para apreciar melhor o contato de seus lábios na minha pele. - Nenhum hetero fica tão submisso ao toque de uma pessoa do mesmo sexo. - sua língua agora fazia movimento circulares, me fazendo suspirar. - Eu tenho duas explicações que talvez se encaixem em você. Primeiro: ou você realmente não é tão hetero quanto diz. - deu uma pausa trágica, para levar seus lábios até o meu ouvido. - Ou eu causo uma trágica consequência à sua heterossexualidade. - soltou uma risada rouca, me fazendo prender a respiração.

- Você não deveria ficar tão perto assim... - sussurrei, não me importando ao fato dela estar debochando de mim.

- Isso te incomoda? - perguntou, ainda na mesma posição. Agora seus dedos ágeis estavam descendo mais, e mais, e mais... eu saberia muito bem aonde eles iriam parar, mas quem disse que eu não queria que eles chegassem lá?

- Só me incomoda se você não continuar. - falei, inerte aos seus toques.

- Você quer que eu continue? - perguntou,  voltando com seus lábios à minha nuca.

Era tão óbvio que ela estava me provocando. O que era trágico, pois eu era uma adolescente que não sabia controlar os meus hormônios. Era mais trágico ainda por eu não conseguir ter forças para dar um basta naquilo. E mesmo se eu tivesse, eu não iria fazer.

- Não. - respondi, curvando a minha cabeça para dar mais acesso à Lauren, que entendeu o meu recado e não se fez de rogada.

- Por que?

- Porque você mexe comigo, Lauren. - respondi, não me importando de estar fazendo papel de idiota. Aquela altura, as mãos de Lauren já estavam possessivas, segurando a minha bunda.

- Você também mexe comigo, Camila. - sussurrou Lauren, suspirando em seguida, quase como se fosse um lamento. - Você mexe com cada célula do meu corpo, cada pedaço de mim clama por você. E isso tá me deixando maluca. - admitiu, fazendo com que o meu coração errasse a batida.

- Por que? - perguntei.

- Porque isso não deveria estar acontecendo.

- Por que?

- Você sabe muito bem a resposta para isso. - falou Lauren, separando os seus lábios da minha nuca para que me olhasse no olhos.

- Lauren, Kath e eu não...

- Lauren, cheguei. - escutamos Kath falar, ao bater a porta, me fazendo suspirar lamentavelmente. - Camila já chegou? - perguntou, com a voz distante do quarto de Lauren.

- Não chegou, Kath. Ela não iria vir com você? - perguntou Lauren.

Lauren era tão boa atriz.

- Não. Ela disse que precisava pegar uns livros na biblioteca da escola. Se ela chegar, abre a porta pra mim, por favor. Vou tomar um banho. - falou Kath.

Lauren nada falou, apenas beijou a minha bochecha e deu dois tapinhas na minha bunda, um pedido mudo para que eu me levantasse.

- Ela não me deu patada e nem me xingou, o que aconteceu hoje na escola? - perguntou Lauren, em sussurros, para que Kath não escutasse.

O que aconteceu hoje na escola? Vejamos, a gente deu uns amassos no banheiro, no pátio, no corredor, na quadra de jogos, na sala de aula. Conveniente?

- Ela tirou um 10 em química. - falei simplesmente, destrancando a porta do quarto de Lauren e me dirigindo até a porta da sala de estar. Lauren nada falava, apenas me seguia quieta, me fazendo perguntar se ela era tão boba ao ponto de cair na minha desculpa idiota.

- Conte de 1 até 10. - mandou Lauren, me fazendo concordar.

Lauren bateu a porta da sala silenciosamente, me fazendo aguardar do outro lado da porta. Assim que contei os 10 segundos, toquei a campainha de sua casa. Foram mais 10 segundos para que ela abrisse a porta com um sorriso amarelo no rosto.

- Camila, querida, quanto tempo. - falou, fingindo alegria, me envolvendo em um abraço de urso em seguida.

- Isso é mesmo necessário? - sussurrei.

- Katherine está no banho, você pode aguardar aqui na sala. - falou, quebrando o contato dos nossos corpos. - Aliás. - voltou a sussurrar, aproximando os nossos corpos em um piscar de olhos. - A diretora da escola me ligou hoje, ela pediu para que eu pedisse para que Katherine tivesse bons modos na escola, pois ela e a "coleguinha" dela estavam se agarrando à todo vapor. - suspirei pesadamente, lamentando por ter sido estúpida ao ponto de pensar que a diretora não ligaria para a mãe de Katherine. Me surpreendia ela não ligar para a minha mãe. Aparentemente a rixa era só com Katherine mesmo. - Não precisa mentir, Camila, é tão natural duas namoradas se beijarem na escola. - falou Lauren, mantendo distância novamente. - Aliás, as notas de Katherine chegaram ontem por email. Aparentemente a única nota vermelha dela é em química. - debochou, me dando as costas em seguida e caminhando até a cozinha. - Kath, Camila chegou. - gritou Lauren.

- Tô indo. - Kath gritou de volta.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...