História The Music of the Night - Capítulo 20


Escrita por: ~

Postado
Categorias Star Wars
Personagens Capitã Phasma, Finn, Han Solo, Kylo Ren, Leia Organa, Luke Skywalker, Personagens Originais, Poe Dameron, Rey
Tags Angst, Ben Solo, Darkfic, Death Fic, Drama, Kylo Ren, Shonen-ai, Star Wars
Exibições 39
Palavras 1.118
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Shonen-Ai, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Spoilers, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Normalmente quando há uma batalha importante num fic de Star Wars os autores recomendam lerem ouvindo "Duel of Fates", do John Williams. Mas como sou "diferentona" vou indicar a versão instrumental de "The Phantom of the Opera" (link nas notas finais). Então agora vc pode ler este capítulo lentamente, como quem aprecia um bom vinho.

fanart de H0lyhandgrenade

Capítulo 20 - Kylo Ren IX


Fanfic / Fanfiction The Music of the Night - Capítulo 20 - Kylo Ren IX

  Rey partiu para cima de mim imediatamente, com seu sabre de luz na horizontal, tive alguns milésimos de segundo para apanhar o sabre de luz de Dorian e bloquear seu ataque.

 

-Você não precisa fazer isso.- eu avisei.

 

-Você não me deu outra escolha.

 

Ela me atacou por baixo, usando a segunda ponta, e eu apanhei o outro sabre de luz. O bastão amarelo bateu na cruz vermelha soltando faíscas. Rey balançava seu sabre com muita agilidade e sem precisar usar as duas mãos. Mas eu não conseguia me proteger usando apenas um lado. Principalmente porque um deles não era em forma de cruz, então ela poderia facilmente cortar meu braço fora.

 

-Eu não quero machucá-la.- confessei. Era certamente uma luta estranha, nenhuma das partes queria fazer o mal, porém as duas se batiam com espadas mortíferas.

 

-Então desista.

 

-Eu já desisti.

 

Ela foi jogada para o outro lado quando usei a Força para derrubá-la.

 

-E você já me machucou também.- falou, levantando-se rápido. Quando menos esperei lá estava ela lançando seu bastão contra minha cabeça.

 

-Eu te salvei. Você era boa demais para Skywalker.- disse depois de segurar as duas pontas do sabre dela, alongando meu corpo inteiro.

 

-Eu sou uma Skywalker.

 

Rey tentou atingir meus pés dessa vez. Eu saltei para apanhá-la por cima, mas ela me cortou com seu sabre e caí do chão. “Foi isso que ele sentiu?”, não pude deixar de pensar enquanto passava a mão pelo corte em meu ventre. Era horrível. Mas já tive dores piores.

 

-Levante-se!- ela ordenou.

 

-Por que não me mata logo?- perguntei, num misto de curiosidade e pedido.

 

-Não mataria um homem deitado.

 

-Sim, sempre nobre... Jedi.

 

Vacilante, eu me levantei e apanhei meus dois sabres no chão. Ficamos nos encarando, eu e ela. Faltavam-me forças, faltava-lhe coragem. De repente ela conseguiu me atacar de novo. Fiquei andando para trás pois meu corpo já não aguentava mais sustentar seus golpes pesados. Rey batia com muita violência, sentia sua raiva e frustração. Fora muito bem treinada, admiti. Se ao menos não fosse tão presa a ensinamentos ultrapassados... poderia ter me matado se quisesse, desde o começo, mas hesitava e me deixava esquivar.

 

Afinal, eu também não queria matá-la, mas se pudesse mataria. Por que não? Já matei meu pai. Meu melhor amigo. E tantas outras pessoas. A cruz vermelha chegou perto dela algumas vezes durante aquela dança estranha, mas não o suficiente. Percebi então que aquela luta não era somente entre Kylo Ren e Rey. Também era entre Rey e Hope, entre Hope e Ben, entre Ben e Kylo Ren, entre o Dia e a Noite. Quem seria o vencedor?

 

-Ah!- gritei quando ela cortou fora a mão que segurava o sabre de Dorian e caí novamente. Como eu previra. Houve uma sombra de horror em seu rosto, mas então a raiva tomou conta.

 

-Levante-se!

 

-Não consigo!

 

-Levante-se e lute!

 

-Por que? Não tenho mais nada.- era difícil ver salvação para mim naquele momento. Machucado até a parte mais profunda do espírito e deitado no chão.

 

-Você tem a Primeira Ordem. Vocês ainda podem se reerguer.- falou entre lágrimas.- Ou você pode vir comigo. Ainda há tempo.

 

Se negava a cumprir seu dever. Sabia o que era correto, mas não queria fazê-lo. Foi ai que vi algo no canto do olho. Virei-me para a minha direita. Um abismo. Era um abismo. Ele cantava para mim, uma melodia conhecida. A noite soprou em sua direção como se pedisse para que eu fosse até lá. Joguei a cruz vermelha no chão e me levantei. Segurando os dois braços, caminhei vagarosamente até o abismo.

 

-Aonde você vai?!- ela bateu seu cajado no chão fazendo barulho.- Volte aqui!

 

-Eu estou livre...- falei com lágrimas nos olhos também, só que de alegria.- Eu estou livre. Finalmente.

 

-Ben, isso não é liberdade! É só uma ilusão.

 

Mas eu não a ouvia. Era como se todos os meus “eus” caminhassem ali comigo. Ben Solo e Kylo Ren, os dois tinham um objetivo em comum. Pensavam que eram diferentes, mas esse tempo todo eles eram iguais. Ben queria ir embora e Kylo queria vingança. E só havia uma resposta para aquilo.

 

-Não percebe?- falei para ninguém em particular.- Só há uma maneira. Um caminho.

 

-Ninguém tem apenas um caminho, Ben! Sempre há escolha!

 

-Meu destino. Nosso destino. Isto não é uma escolha. Não há escolha quando se trata disto.- fiquei em pé diante do abismo.- O destino é a morte.

 

Lancei-me para frente, mas não caí. Senti apenas as lágrimas e o vento em meu rosto.

 

-Hope...

 

-Não!

 

Virei-me. Lá estava ela, com seu braço estendido. Se recusando a me deixar. Como nos tempos em que éramos um só.

 

-Acabou. Chegou a hora.

 

-Não!

 

-Não somos mais crianças.

 

-VOCÊ ERA MINHA FAMÍLIA!- berrou.- COMO PODE FAZER ISSO COMIGO?! COMO PODE ME DEIXAR VÊ-LO ASSIM?!

 

-Pois é...- olhei para o céu.-... família... é isso que ela faz. Te decepciona.

 

-Volte!

 

-Eu não vou voltar, Hope, você sabe disso. E você não quer me matar. Não podemos continuar com isso para sempre.

 

-Ben, ainda há bondade em você.- falou indignada.- Sei que há! Meu pai costumava dizer...

 

-Seu pai está errado. Ele sempre esteve errado.

 

-Pare com isso! Não se entregue! Lute até o fim.

 

-Este é o fim. Este é o único fim que existe.

 

Ninguém disse nada por alguns segundos. Contemplando aquele último momento. Nunca realmente parei daquela forma. Acho que a morte te dava uma nova perspectiva sobre a vida. Gostaria muito de saber a partir de que momento comecei a me encaminhar para onde estava agora. Quando matei Werther? Quando ajudei a criar a Primeira Ordem? Seja como for todos nós teremos o mesmo fim. Este.

 

-Me deixe ir... por favor...

 

Ela continuou me encarando. Sentia raiva, tristeza e uma mágoa profunda.

 

-Se eu deixá-lo ir... não vou poder mais ajudá-lo.

 

-Ah, Hope... você nunca pôde.

 

Ela inspirou e fechou os olhos. Nunca se pareceu tanto com a Hope que eu conheci. Tão indefesa, tão ingênua, tão solitária. Sempre se recusando a se despedir de algo. Seja seus cabelos ou sua família.

 

-Alguma mensagem para sua mãe?

 

Aquilo me pegou desprevenido. Não havia pensado em nada. Um pedido de desculpas? Não seria sincero. Também não tinha condições de pensar em algo profundo e filosófico.

 

-Diga a ela que foi um acidente. Seu coração não aguentaria saber que eu matei outra pessoa que ela amava.

 

Hope abriu os olhos.

 

-Eu te amava também, Ben.

 

Senti uma barreira invisível sair de trás de mim.

 

-Eu sei.- disse.

 

E assim se fez a escuridão. Caí. Em queda livre no abismo. Engolfado pelas sombras da noite. Onde eu pertencia. O vencedor foi, e só poderia ser, a morte.


Notas Finais


Seria esse o fim de Kylo Ren?

(https://www.youtube.com/watch?v=_6IO15PvyRE)


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