História The Nany Δ Yurio!!! On Ice - Capítulo 1


Escrita por: ~ e ~ClemmingsWho

Postado
Categorias Yuri!!! on Ice
Personagens Personagens Originais, Victor Nikiforov, Yuri Katsuki, Yuri Plisetsky
Tags Romance, Victuuri, Yerik, Yuri!! On Ice, Yurio
Exibições 141
Palavras 2.371
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shounen, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hey meus amores, cá estamos com mais uma fanfic Yuri!!On Ice.
Espero do fundo do meu coração que gostem, leiam as notas finais, É MEGA IMPORTANTE.

Capítulo 1 - Namida o nagashimasu


Fanfic / Fanfiction The Nany Δ Yurio!!! On Ice - Capítulo 1 - Namida o nagashimasu

Naquele ano Yuri Katsuki foi o vencedor do Grand Prix, realizou seu sonho, ao segurar a medalha dourada nas mãos, olhar ao redor e ver tantos sorrisos direcionados a ele. E dentre todos aqueles sorrisos, havia um que o fazia perder o chão. Victor Nikiforov.

Quando encontrou o albino em sua casa, nas termas, nu, anunciando que seria seu técnico, tudo o que podia pensar era em como aquela situação parecia surreal. Seu ídolo, um patinador de mundiais, sem experiência nenhuma em ser técnico, não conseguiria fazer um japonês inseguro chegar tão longe. Ao topo. 

No entanto, Victor fez muito mais do que isso. Mostrou ao rapaz o que era se sentir seguro, confiante, feliz e desejado. Proporcionou sentimentos que a muito não sentia, e o fez conhecer outros novos. Dia após dia, o amor, aos poucos tomou conta de ambos os corações. Conforme os dias avançaram, seus sentimentos fizeram o mesmo. Não queriam esconder, se amavam. Yuri demorou a perceber que o que sentia pelo albino, não era admiração, muito menos agradecimento, era o puro e verdadeiro amor. Queria estar ao lado de Victor em todos os momentos.

Em umas das eliminatórias, após Yuri terminar o programa, Victor que havia admirado o moreno sem piscar os olhos durante todos os minutos cansou de se esconder. Já não importava se seria odiado, quis mostrar ao mundo que amava o moreno que ali estava. O beijou ali, na beira do ringue, em frente às câmeras, expectadores, patinadores, técnicos, em frente ao mundo.

A partir daquele momento foi decidido. Não iriam mais tentar resistir, deixariam o afeto que sentiam tomar conta de suas vidas. A cada dia a cumplicidade aumentava. Eram capazes de se comunicar através de um único olhar, ou um único toque.

Ao desembarcarem pela primeira vez na Rússia, o moreno pode perceber que Victor se encontrava com nervos à flor da pele. O primeiro dia era reservado para descanso, no entanto, Victor havia sumido com Yurio durante todo o dia. E quando voltaram, Yuri pode perceber como o menor estava irritado e nervoso ao ficar perto dos dois. Achou aquilo extremamente estranho na ocasião. Mas não demorou a descobrir o que era. Yurio havia passado o dia escondendo uma caixinha preta, de veludo, a pedido de Victor. Naquela noite, em meio um jantar com os patinadores mais próximos dos dois, o albino pediu a atenção de todos que estavam presentes. Ficando de pé, e pedindo a Yuri que fizesse o mesmo, anunciou para que todos ali, inclusive de mesas vizinhas, o amor que sentia. Em alto e bom tom, com cada palavra dita com cuidado, Yuri foi pedido em namoro. Pedido este, que foi aceito no mesmo instante. Aplaudidos por todos ali presentes, seguiram a noite agindo definitivamente como um casal de pombinhos apaixonados. Mais tarde no mesmo dia, a lua pode presenciar a primeira noite de amor dos dois.

A motivação de Yuri triplicou após aquilo. Quando seu enfim namorado, voltou às pressas ao Japão para ficar ao lado de Makkachin, Yuri precisou passar um dia das eliminatórias sozinho, competiu com tudo o que devia a Victor, e ganhou naquele dia, proporcionando ao menos aquela felicidade ao parceiro. E assim foram os dias, passaram voando. A sede de vencer, dar orgulho a Victor, chegar ao topo. E conseguiu. Venceu. Era o melhor naquele ano. Comemorou sua vitória ao beijar Victor em frente a todos. Um beijo apaixonado, que mostrou aos que assistiam o que era o amor. E que o mesmo, sempre vence.

Após o final do Grand Prix, os dois preferiram passar um tempo na casa de Victor, na Rússia. O albino sentia falta de seu país e decidiu que ficariam alguns meses por lá. Queria mostrar toda a beleza do lugar ao moreno. Já estavam lá juntos a três meses. Victor arrastava Yuri a todo canto. Até receberem uma visita inusitada e mandona, alegando que sentia falta de perturbar os dois Yurio anunciou que passaria a semana com eles.

Yuri não entendia como os dois conseguiam parecer tanto duas crianças quando estavam juntos, Victor que agora era seu noivo e Yurio andavam mais à frente, tirando uma quantidade exagerada de fotos do lugar, deles mesmos e com o moreno.  O menor sempre fazendo caretas as demonstrações de carinho que o casal raramente trocava em público, pelo menos não com tanta gente, era evidente para qualquer um que olhasse que estavam juntos, mas queriam aproveitar tudo em paz. Já haviam visitado quase todos os pontos turísticos da cidade, naquele dia estavam em frente ao museu Hermitage, que se localizava as margens do rio Neva.

Yuri estava admirando o rio que passava ao lado quando ouviu Victor chama-lo com um pouco de urgência. Ao ir de encontro aos dois viu que o menor se encontrava no telefone, segurava o objeto na mão com tamanha força que seus dedos esbranquiçavam. O choque era evidente em seus olhos, as lágrimas vieram em seguida, e ao desligar o telefone não emitiu um som se quer, olhando para os dois que se encontravam preocupados à sua frente apenas se jogou em cima deles, chorando descontroladamente, não conseguia falar uma só palavra com clareza. Seu avô havia sofrido um avc e falecido logo em seguida. Não resistiu. Se foi. Yurio não tinha mais nada. A dor em seu peito era tão grande, parecia que não conseguiria mais respirar.

Amparado pelos dois ao seu lado, foi levado de volta ao apartamento de Victor às pressas, não tinha condições de amparar o garoto na rua. Ao chegarem o desespero voltou a tomar posse dele, não tinha mais para onde ir, não tinha ninguém, estava sozinho.

Alguém tinha de resolver os assuntos sobre a morte do senhor, não havia parentes próximos, e amigos não poderiam se encarregar de uma coisa dessas. Victor reuniu todos os cacos de seu coração por ver o pequeno destruído de tal modo e tratou de ir resolver.

Yuri sabia que nada, nenhuma palavra do mundo reconfortaria o peso e a dor da morte, apenas se sentou ao lado do menor, não demorou mais que alguns segundos para que o mesmo se jogasse em seu colo, tremia, não conseguia falar, apenas chorava em silêncio, chorou até adormecer no chão, apenas a cabeça apoiada no maior. Era doloroso ver o pequeno de tal maneira, era sempre tão mimado, mandão, confiante. Vê-lo daquela forma apertava o coração do casal.

Foi Victor quem levou o menor ao quarto, não quis acorda-lo, o dia seguinte já seria doloroso o suficiente, precisava descansar. Ao sair do quarto e fechar a porta seu noivo já o esperava com uma xicara de chá recém preparado, do jeito que agora Yuri sabia que o outro adorava. Se sentaram em silêncio por alguns minutos, apenas aproveitando o liquido quente e a presenta um do outro. Foi Yuri quem quebrou o silêncio.

— O que vai ser dele agora?

— Eu não sei, ele não tem ninguém. A casa do avô ficou para ele mas, eu duvido que ele queira voltar. As lembranças vão machucar mais do que a despedida.

O albino terminou sua xicara primeiro, repousando-a na mesa de centro puxou o moreno para mais perto, o abraçando e escondendo a cabeça na curva de seu pescoço.

— Não podemos deixar ele por conta própria, Victor. 

— Não o deixaremos, ele precisa de nós dois agora, sinto que é o nosso dever proteger ele.

— Sabe, deveríamos mandá-lo pra minha família, não acha? Quero dizer, para Hasetsu. Faria bem para Yurio viver lá por algum tempo, ele é tão solitário. Além disso,  lá todos gostam dele, não vejo porque não.

— É realmente uma boa ideia, me sinto tão confortável com a sua família. São pessoas boas e pacíficas. 

— Vamos esperar a dor amenizar, depois falaremos com ele a respeito. Yurio irá aceitar.

— Também tenho certeza que vai. Irei ajuda-lo com a situação da herança, e o que ficou para ele. Depois disso vamos convence-lo a ir para o Japão. Sabe Yuri, seriamos bons pais, não é?

— É, seriamos

Rindo o moreno beija os lábios de seu noivo, precisavam descansar, no dia seguinte partiriam para Moscou, velar o corpo do falecido avô. Teriam que consolar o menor. Dormiram juntos no sofá. Naquela noite tiveram de levantar algumas vezes para acalmar o garoto que estava perdido em pesadelos e lagrimas.


O loiro deslizava pela pista radiante

Sorria como se o mundo dependesse daquilo

Olhava em volta e o lugar estava vazio

Apenas uma única pessoa o observava

Seu avô o assistia

Pequeno, o cabelo curto, tentava seus primeiros saltos

Feliz por poder mostrar aquilo ao senhor

Mas aos poucos a luz do lugar escureceu

Olhou em volta em busca de alguém

Em busca do olhar tranquilizador de seu avô

Mas este se afastava

O pequeno tentou patinar para fora da pista

O gelo o engolia

Seu avô se afastava cada vez mais

Até sumir por completo

Estava sozinho

No escuro

Sozinho.

Yurio acordou assustado, ofegante, o suor fazia seu cabelo grudar na pele, havia tido o quinto pesadelo seguido, não queria mais pregar os olhos. Ao olhar pela janela do quarto pode ver a luz do sol entrar aos poucos, havia amanhecido e a realidade o atingiu de uma vez. Precisava ir ao velório de seu avô, seu último familiar, o homem que o tinha criado, acompanhado sua carreira, e agora havia falecido, deixando o loiro sozinho. Segurou o choro com toda a força que ainda lhe restava, lavou o rosto e tirou a roupa suada. Não sabia como encarar a realidade, ainda não acreditava que aquilo poderia mesmo ser real.

Ao sair do quarto se deparou com os dois devidamente prontos, seu coração se partiu em milhões de pedaços ao saber que logo se despediria a última vez do avô. Nenhum dos dois insistiu em conversar naquele momento, o loiro recebeu um abraço carinhoso de cada um deles. Estavam com olheiras, haviam passado a noite revezando para cuidar do menor que teve o sono domado por pesadelos.

Seguiram para o aeroporto, embarcaram com as passagens que Victor havia comprado às pressas, a viagem não era tão longe, apenas 3 horas de voo e chegariam a Moscou. Desembarcaram no aeroporto de Sheremetievo, o local era perto da casa onde o senhor vivia, optaram por não passar por lá ainda, precisavam ir logo ao lugar onde ele seria velado.

As duas horas que passaram no lugar foram terríveis, nos primeiros minutos o loiro simplesmente entrou em pânico, não conseguia entrar no local, não queria ver seu avô. Foi consolado por Yuri enquanto Victor resolvia as pendências financeiras. Após longos minutos conseguiu entrar, ao ver seu avô não foi capaz de segurar, chorou como nunca antes. Não quis ser abraçado, menos ainda consolado, queria sentir a dor, precisava sentir. Alguns amigos apareceram para se despedir. Foi Yurio quem jogou o primeiro punhado de terra, permaneceu todo o tempo ajoelhado no chão ao lado do lugar onde o caixão se encontrava praticamente coberto. Deixou as flores que havia levado em cima do lugar, tomando uma boa dose de coragem e se levantou. Caminhou até os dois que estavam a sua espera e se deixou ser consolado.

Com muita dificuldade foi convencido pelo casal a comer alguma coisa, depois disso seguiram até a casa onde Yurio vivia com o avô. O loiro preferiu deixar que todos os pertences fossem doados a caridade. Passou pelo menos uma hora olhando as coisas do senhor. Até sentir a presença no quarto, Victor o esperava na porta, o sorriso doce se sempre.

— Podemos conversar?

O menor apenas assentiu e se sentou na cama, esperava ouvir palavras sobre como a dor passaria, e que poderia contar com eles. Antes que o albino se pronunciasse novamente Yuri entrou no quarto se sentando junto aos dois.

— Achamos que você não deveria dar conta de sí próprio, sozinho. 

— Nós dois conversamos muito sobre a respeito da sua atual situação, compreendemos que sua dor é imensa, mas quero que saiba que você não está sozinho.

— Eu...  não entendo onde vocês querem chegar – O loiro fungava contra a almofada em que se encontrava em seu colo.

— Queremos que você passe um tempo no Japão, Yurio. Com minha família, seria ótimo para o seu estado psicológico. Okaasama e minha irmã irão te confortar e serão compreensivas, elas realmente amam você. Nunca se sentirá só. Além disso, daqui há alguns meses nós voltaremos para o Japão, e gostaríamos de ter você conosco, porque você se tornou parte da família. 

— O que acha? Você é nosso mascote irritante, não queremos deixa-lo sozinho.

Yuri e Victor falavam de mãos dadas, apreensivos à espera da resposta do loiro, que para a surpresa deles aceitou sem nenhuma cerimônia.

E assim aconteceu, Victor e Yuri se sentiam responsáveis pelo loiro. Iriam protege-lo. Naquele mesmo mês providenciaram toda a papelada necessária para que Yurio pudesse permanecer no Japão. O ajudaram a arrumar as malas, despachar as coisas. Se despediram do menor extremamente felizes por saber que ele ficaria rodeado de pessoas boas. O casal ainda iria permanecer na Rússia por alguns meses. Se casariam e depois voltariam para o Japão.

Ao saírem do aeroporto, foram em direção ao carro abraçados, se sentiam realizados por terem feito a coisa certa. Ao destrancar o carro Yuri se viu sendo prensado contra o mesmo por Victor, as mãos do albino passearam pelos fios negros de seu cabelo, ambos sorriam verdadeiramente felizes.

— Sabe meu Yuri, eu sei que ando repetindo isso toda hora mas, daríamos bons pais, não?

Victor sorria radiante, era aquela imagem que Yuri mais amava no mundo, seu sorriso, o modo como sua alma transparecia através dele.

— Sim, Victor. Seriamos ótimos pais, estou orgulhoso de nós. 

— Yuri...

— Sim?

— Vamos ter um bebê?

— Victor... mas, como?

— Vamos ter um bebê!

O moreno ria com certo receio na voz, a ideia era esplêndida, mas não imaginava como algo do tipo fosse possível. Victor falava com um entusiasmo imenso.  

— Me diga, aceita? Teremos nossa família.

— Vou até o fim do mundo por você, Victoru. Então, teremos nossa família. Que assim seja.

— Aishiteru, little piglet. 

— Ya tebya lyublyu, my Vitya. 


Notas Finais


Bom vamos lá. Esta fanfic é de duas pessoas, euzinha que aqui estou, e minha maravilhosa coautora Arine. Conhecida com certeza por vocês como a autora de "Seven minutes in heaven" e "Empire".
Essa ideia surgiu do nada, em uma conversa no whatsapp. Ela não se trata apenas de Victuri. Mas sim do casal que aparecera futuramete, Yurio e Yerik, filho do casal Victuri.
Queremos saber o que acharam, o que esperam. Espero que vocês gostem, comentem e favoritem para deixar as duas autoras felizes. Até o próximo capítulo. BEIJINHOS!


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