História The Natalie Kidnaping - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Exibições 8
Palavras 2.422
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Img: Kristen

Oie!
Fic nova, com uma pegada de fantasia, aventura e misterio/terror.
Espero que gostem.

Capítulo 1 - Happy Birthday


Fanfic / Fanfiction The Natalie Kidnaping - Capítulo 1 - Happy Birthday

Terminei de me vestir e parei em frente ao meu espelho de corpo inteiro que ganhei da vó quando fiz quinze anos. Era o espelho mais lindo que já na vida. Sua borda era dourada com entalhes de rosas no mesmo tom, intercaladas com folhas cor de cobre. Minha vó disse que era banhado a ouro e as folhas realmente eram de cobre, e eu acreditava nela, pois aquele espelho era muito pesado.

Olhando meu reflexo nele, observei minha roupa: Uma preta com detalhes em prata; um top cropped preto de cetim; uma bota de carmuça pruta que ia até um pouco acima dos joelhos e a bolsinha do Christian Louboutin com estampa de onça. Aproximei meu rosto e verifiquei a maquiagem, sombra dourada com esfumado marrom e preto e delineador, meus cílios perfeitos com bastante mascara, um blush leve nas bochechas e batom cor-de-boca cintilante. Afastei novamente olhando a roupa e chegando o cabelo, solto e ondulado, apenas duas tranças laterais amarradas atrás para dar um ar mais romântico[1]. 

- Perfeita. – pisquei pro reflexo e me movi para a saída.

Finalmente vinte e um anos. Hoje sairia com minhas amigas, beberia todas que tinha direito sem me importar com identidade falsa, e ficaria com o cara mais gato que eu encontrasse, dormiria com ele e só voltaria amanhã para casa. Esses eram os planos...

- Onde pensa que vai assim?

... Até o momento.

Olhei para minha mãe que estava parada a porta da cozinha, uma espátula na mão e pelo cheiro que vinha da cozinha, devia está fazendo macarrão com queijo. Seu cabelo loiro, como o meu, estava em um coque frouxo e seus olhos azuis, assim como o meu, estavam me olhando desconfiados.

- Mãezinha querida, se não lembra, hoje aniversário da sua filhinha querida aqui. Então estou indo sair com minhas amigas para comemorar.

- Ah, é mesmo! – ela imitou meu tom – Como eu pude ser uma mãe tão desligada e ter feito um bolo pra você pela manhã, ter cantado parabéns e lhe dando um lindo colar de presente? – revirei os olhos e ela voltou a falar normal – Se não lembra, filhinha, hoje é sexta, dia do meu plantão. Precisa ficar com a Natalie.

- Mas mãe, hoje é meu aniversário. – choraminguei.

- Sinto muito querida. Não me avisou antes que iria sair, então não arrumei uma babá e sabe muito bem que uma hora dessas, não tem ninguém disponível.

Natalie. Minha meia irmã, filha da mamãe no seu segundo casamento. Sua cabecinha surgiu de trás do sofá e olhou pra mim com seus meigos olhos castanho. Ela era ruiva, com cachos bem definidos nas pontas, varias sardas nas bochechas redondas e um lábio que parecia que tinham desenhado um coração em seu rosto. Ela não parecia em nada comigo e minha mãe, era a cara do pai, Adam, que morreu ha três anos em um assalto.

- Posso ir com você, Kitty. – disse ela se animando.

- Você só tem cinco anos, sabe que não pode ir. – falei carinhosamente.

- Até porque, sua irmã não vai. – justificou minha mãe se voltando pra sua comida.

- Mãe! – me apoiei no sofá, quase ajoelhando enquanto fazia meu drama – Estou fazendo vinte e um anos. Me deixa ir, por favor.

- Natalie não pode ficar sozinha, Kristen. Qual a parte disso você não entende?

Olhei para Natalie que me olhava esperançosa que eu a levasse junto. Olhei para o relógio e as meninas já deviam estar me esperando. Suspirei e olhei para Natalie novamente.

- Posso ir? – pediu baixinho – Prometo te obedecer e não reclamar pra voltar cedo.

Uma luz surgiu em minha mente e sorri pra ela. Levantei esperançosa.

- Mãe, que horas é seu plantão?

- Hoje pego as 01:00. – disse colocando o queijo pra bater.

- Ótimo. Volto a 00:30! – disse já saindo.

Quando bati a porta eu ouvi ela me chamando, mas corri pro carro e sai cantando pneu. Eu ficaria de castigo por isso, mas não me importava, precisava dessa noite com minhas amigas. Afinal, não era todo dia que se fazia vinte e um anos!

Minha casa ficava na área nobre na cidade de New Orleans. Um enorme condomínio de ricaços. Afinal, eu era a filha da melhor cirurgiã cardíaca da cidade e do cara que foi um incrível físico, mas ele morreu quando eu tinha nove anos. Não foi fácil a perda dele para mim, pois éramos bem ligados, mas logo conheci Meg e Elisa, que se tornaram minhas melhores amigas e me ajudaram a superar a perda dele.

Estacionei meu new Beatles no centro, em frente a um bar que eu as meninas e eu nunca havíamos ido, porque sempre nos barravam na entrada por sermos menores. Fizemos um pacto, já que tínhamos a mesma idade, mas fazíamos em meses diferentes, esperaríamos até a última completar vinte e um anos, para poder comemorarmos ali. E bom, eu era a ultima.

- Finalmente!

Ouvi a voz dizer quando sai do carro.

Lisa e Meg estavam do lado de fora e vieram me encontrar no caminho até a elas. Lhes abracei.

- Desculpem, mamãe queria que eu ficasse com a Natalie, então eu dei uma fugidinha rápida.

- Rápida? – questionou Meg.

Ela era coreana. Cabelos negros, olhos meio puxados, uma pele amarelada e sem marca alguma. Tinha um jeito todo meigo e era nossa mascotinha.

- Tenho que voltar a 00:30. – suspirei.

- Bom, então vamos logo entrar. Todo segundo é precioso demais pra se desperdiçar aqui fora. – disse Elisa já nos empurrando pra porta.

Rimos.

Elisa era a mais velha, pois fazia aniversario primeiro. Ela tinha um cabelo loiro escuro, que as vezes brilhava avermelhado na luz da tarde, seus olhos eram azuis, mas mais claros que os meus e após duas cirurgias seu nariz ficou mais fino e arrebitado, assim como os lábio um pouco maiores. Eu preferia ela antes, mas ainda era minha amiga e eu a achava bonita.

Entramos e conseguimos uma mesa após eu falar com “jeitinho” com um garçom. Ok. Foi um selinho, mas isso não importava. Sentamos e pedidos Martinis, nossa bebida favorita, e ficamos bebericando e olhando as pessoas ao redor.

Confesso que achava que dava mais gente bonita naquele lugar. Eu via fotos incríveis pelo instagram.

- Talvez hoje seja o dia menos badalado. – comentou Meg.

- Hoje é sexta. Onde não é badalado nessa cidade? – comentou Elisa com a taça entre os lábios, logo dando um gole, finalizando a primeira taça e já erguendo para pedir outra pro barman, que estava olhando na nossa direção.

- Ele gostou mesmo de você. – comentei.

O cara era bonitinho. Olhos verdes, cabelos castanhos, lábios carnudos... Mas não era meu tipo.

- É, e se ele tiver carro, poderá me dar uma carona pra casa. – riu Elisa ainda olhando o garoto.

Meg rio e então ficou seria, me olhando.

- O que foi?

Eu ia olhar pra trás, mas ela puxou meu rosto pra ela. Franzi a testa confusa.

- O que você ainda sente pelo Matt? – perguntou do nada.

Pisquei surpresa.

Matt era meu ex-namorado. Estávamos separados a apenas dois meses e eu ainda sentia falta dele, mas descobrir que era traída não foi muito legal, então terminei e estava esperando ele se arrepender e me pedir perdão.

- Ah, sei lá. Acho que nada. – comentei confusa – Por quê?

- Se você o visse com outra, ficaria chateada? – insistiu.

Olhei desconfiada e então entendi. Virei o rosto para trás rapidamente e o vi. Os mesmos cabelos compridos e loiros, os olhos verdes, o corpo musculoso de lutador. Um sorrio ia surgindo em meus lábios, quando uma garota, a pior garota de todas, surgiu no meu campo de visão, me fazendo notar a mão dos dois juntas.

Britney.

Seus cabelos negros e curtos tinham uma mecha azul do lado esquerdo. Os olhos azuis, tão escuros quanto os meus, brilhando com superioridade enquanto olhava para as pessoas próximas a eles, como fossem reles seres e apenas merecessem seu desprezo.

- Não acredito que ele tá com ela. – murmurou Elisa olhando chocada.

- Nossa, o vestido dela é muito curto. – disse Meg.

Virei o rosto pra mesa e fechei os olhos respirando fundo.

Não podia crer nisso. Ele podia ficar com qualquer garota do universo, menos ela. Britney era minha rival, nos odiávamos desde... Sempre! Ela sempre quis ser melhor que eu, tudo o que eu tinha ela queria, e queria melhor. Seu pai estudou com minha mãe, eles agora trabalhavam juntos, ele era o melhor cirurgião geral da cidade.

- Ei, você está bem? – indagou Elisa tocando meu ombro.

- Podemos ir embora, se quiser. – Meg tocou minha mão.

Ergui a cabeça e dei o meu melhor sorriso.

- Não. Estou ótima. Não vou me abalar. Eu terminei com ele. – olhei para trás os vendo sentados em uma mesa com os amigos dele que eu não havia notado antes – Até combinam. Dois idiotas, filhos de uma...

- Opa! – Meg me interrompeu. Ela odiava palavrões.

- Desculpa. – sorri pra ela e respirei fundo. Peguei minha taça e virei o resto – Preciso de duas coisas agora.

- Me deixa adivinha. Um homem gostoso e uma transa? – supôs Elisa.

Sorri de lado pra ela.

- Quase. – pousei a taça na mesa – Uma bebida mais forte o cara mais gostoso que tiver nesse bar.

As duas riram.

- Pode deixar. Você escolhe e eu trago ele pra você. – anunciou Lisa.

Meg já chamava o garçom.

Olhei pelo lugar que parecia tedioso.

Um casal se beijava como se fosse o fim do mundo em um canto próximo da porta dos fundos. Um garoto loiro bonitinho saia do banheiro, mas ele tinha cara de serial killer, então descartei esse. Outro garoto, um ruivo, me olhava do outro lado do lugar, um sorrio presunçoso surgiu quando nossos olhos se encontraram. Seus olhos eram castanhos, era ate bonitinho, mas algo me dizia que era melhor manter aquela distancia dele.

Olhei ao redor novamente e fitei um garoto de cabelos pretos e olhos azuis. Eles eram meu fraco e achei que aquele poderia ser o sortudo da noite. Quando virei para as meninas que cochichavam sobre algo, a porta do lugar abriu e outro garoto entrou.

Mas não era qualquer garoto, ele era novo pra mim. Caracteristicamente novo. Seu cabelo era castanho escuro, estava mal penteado, como se ele tivesse apenas passado os dedos. Usava uma regata branca com jeans, revelando o braço direito com uma tatuagem tribal que ia do pulso ao ombro e parecia descer para seu peito. Não consegui ver muito mais, pois ele sentou logo próximo a porta e chamou o barman.

Mordi o lábio sentindo a excitação por aquele cara muito gostoso.

- Achei o cara. – falei para as meninas.

Elas olharam e percebendo que eu não as olhava, seguiram meu olhar ate o garoto.

- Nossa, que gato! – suspirou Lisa.

- Muito. – reforçou Meg.

Eu não conseguia parar de olhar para ele, então apenas concordei com a cabeça.

Estava tão hipnotizada por ele, que nem percebi que Lisa havia saído de perto de mim até vê-la próxima a ele. Olhei para Meg surpresa que deu de ombros e voltei meus olhos para os dois, percebendo que eu não era a única de olho no garoto, pois todas as garotas no local o olhavam, cada uma a seu jeito. Até mesmo alguns homens o olhavam. Uns verdadeiramente intimidados.

Logo voltei minha atenção aos dois. Ele a olhou e vi que seus olhos eram castanho claro. Ele analisou Elisa e respondeu ao que ela disse, um “oi”. Eu era ótima em leitura labial, e estava realmente seduzida pela forma como os lábios dele se moviam enquanto falava.

- O que eles estão conversando? – perguntou Meg.

- Ele só disse oi, até agora. – digo sem tirar os olhos, pois ele olhava diretamente pra Eliza que falava algo.

Lisa apontou para nossa mesa, dando um sorriso pra mim e piscando, logo voltando a atenção pra ele. Então ele olhou para a mesa. Diretamente para mim. E o mundo pareceu parar quando nossos olhos se encontraram. Seu rosto era uma mascara ilegível, mas me senti como se ele tentasse ler meus segredos mais profundos enquanto eu parecia ter parado de respirar. Ele virou o rosto para o balcão, na hora que o garçom lhe trouxe sua bebida e falou algo que não entendi, pois ainda estava sobre o feitiço do seu olhar.

- Kitty, você está bem? – senti a Meg me tocar.

Pisquei e vi Elisa falar algo, mas o cara parecia não dar mais atenção a ela.

- Não sei. O que aconteceu? – meus olhos ainda neles.

Meg não disse nada, mas não precisou. Elisa virou para mim, uma cara tristonha e voltou para a mesa. Senti algo estranho dentro de mim.

- O que ele disse? – perguntei assim que Elisa podia ser ouvida por mim, sem eu ter que gritar.

- Que você não faz o tipo dele.

- O que? – perguntei embasbacada.

- Ela faz o tipo de todos. – disse Meg também chocada.

- Eu sei, mas foi o que ele disse. – Lisa sentou dando de ombros. – Tentei dizer que era seu aniversario, que podia ao menos te conhecer, mas ele não quis, disse que a vida dele era curta demais para perder tempo com você. Isso sem se dignar a olhar novamente para mim.

Fiquei encarando ela não acreditando em tudo aquilo.

Na verdade. Era bem crível, afinal, eu vi tudo, só não queria aceitar que havia levado um fora. O primeiro fora de toda minha vida.

- Não posso crer nisso... - O garçom surgiu trazendo a bebida que a Meg pediu e peguei o copo virando metade de uma vez – definitivamente, esse é o pior aniversário que eu poderia ter. Matt com aquele biscate de quinta, e agora meu primeiro fora. Quero nem mais imaginar o que a noite reserva.

- Não querendo ser pessimista como você, mas já são quase 00:30. – alertou Elisa.

Olhei no relógio e gemi. Virei o resto da minha bebida e levantei.

- Vou dirigir até o limite da cidade e me jogar no rio. Beijos meninas. – falei.

- Não seja tão dramática. – disse Meg – Quer carona?

- Estou bem. Obrigada. – garanti.

- Liga quando chegar em casa? – disse Elisa.

- Claro. Amo vocês.

Elas levantaram e me apertaram num abraço em grupo, então fui saindo. Ao passar pelo cara que me deu um fora, eu falei alto para que ouvisse: - Babaca! - Então sai do bar, peguei meu carro e voltei pra casa.


Notas Finais


[1] Look Kristen - http://www.polyvore.com/cgi/set?.locale=pt-br&id=212138101

E ai, o que acharam?
Comentem ai.
Bjs e até o proximo cap.


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