História The Natalie Kidnaping - Capítulo 2


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Personagens Personagens Originais
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


img: Natalie

Segundo cap. Agora as coisas vão começar a ficar interessantes.

Capítulo 2 - Boring Dinner


Fanfic / Fanfiction The Natalie Kidnaping - Capítulo 2 - Boring Dinner

A semana entrou na sua normalidade. Minha busca por um apartamento em New York, onde eu moraria dali um mês, pois estava indo para a faculdade de moda e tinha um trabalho em uma revista de mesmo seguimento, quase garantido.

- E ai, já achou o apartamento? – perguntou Meg.

Estávamos em uma conversa via skype. Algo que sempre fazíamos desde que isso se tornou possível com a tecnologia.

- Achei duas opções que parecem perfeitas.

- Podíamos ir conhecer no fim de semana. – sugeriu Elisa distraída serrando sua unha.

- Não vai dar nesse fim de semana. – suspirei.

- Porque não? – Elisa olhou para mim.

- Vai ter um daqueles jantares. – revirei os olhos.

Era um jantar organizado para os médicos da cidade, a cada seis meses ou menos. Era um evento chato onde um monte de gente velha ficava falando sobre medicina, o que não era nem um pouco minha cara.

- Sinto muito. – disseram as duas ao mesmo tempo.

Rimos juntas e mudamos de assunto até Natalie aparecer no meu quarto.

- Kitty, quelo tomar soveti.

- Mamãe deixou? – nem me dignei a olhar pra ela.

- Oi Natalie! – disse Meg.

A pequena correu até meu lado e esticou na ponta do pé olhando pra tela do notebook para ver Meg, que ela adorava.

- Meg! – ela esticou a mão mostrando a unha – Olha!

Havíamos ido ao salão ontem e ela conseguiu pintar as unhas de um amarelo bem clarinho com florezinhas como decoração.

- Tá linda sua unha Nat – sorriu Meg.

- A minha tá mais linda. – disse Eliza mostrando as dela pintadas de vermelho sangue.

Natalie olhou.

- Não poxo pintar a unha axim, xou quiança.

- Exatamente. – levantei e a peguei no colo – Vou levar ela na sorveteria, querem ir?

- Vamos Meg! – pediu Natalie.

- Tô dentro. – disse Meg animada.

- Tô fora. Encontro em duas horas. Tenho muito a fazer. – disse Elisa.

- Ok. Depois nos conta como foi. Meg, na sorveteria de sempre, em quinze minutos.

- Tá.

Ela ficou off, mandei um beijo pra Elisa e fiquei off também.

- Partiu sorvete? – perguntei a Natalie enquanto saíamos do quarto.

- PARTIU SOVETIIIII!!! – gritou ela e eu ri.

~*~

- Kristen, cuida! – gritou mamãe pela quinta vez.

- Já vou! – gritei de volta, irritada.

Eu estava no meu ritual diante do espelho.

Usava um vestido rosa chá, curto e de único ombro. Calcei Jimmy Choo prata de bico fino, a bolsa de mão era dourada da Nina Ricci, coloquei um par de brincos da Dolce & Gabbana com pedras Swarovski e a maquiagem estava leve, um esfumado marrom claro, lábios avermelhados, um pouco de blush e para finalizar, meus cabelos estavam com um penteado entremeado e bem arrumado para dar um ar um pouco mais adulta[1].

- Perfeita. – sorri para meu reflexo e sai do quarto.

- Porque você sempre demora tanto, Kristen? – reclamou minha mãe quando cheguei embaixo.

- Não demorei tanto assim. – rebati.

- Estamos quinze minutos atrasadas, por sua causa. – disse puxando Natalie consigo.

Mamãe e Natalie combinavam, as duas usando tons de vermelho. Mamãe um vermelho escuro com detalhes em preto e rendado, com um corte estilo japonês. Já Natalie usava um vestido rodado vermelho mais vivo [2].

Logo saímos em direção ao local. Era o mesmo de quase todos os eventos do hospital, um salão elegante no centro da cidade que tinha a melhor recepção e Buffet que eu já experimentei. Estava tudo decorado com azul claro e branco – como sempre. Olhando ao redor vi que na maioria estavam os médicos mais antigos, e alguns meninos que eu já conhecia por também serem obrigados a estar nesses eventos com a esperança que se tornassem futuros médicos.

Mamãe, como uma das mais famosas da cidade, foi falar com todos arrastando Natalie e eu juntas. Eu podia ser atriz, pois meus sorrisos e conversas educadas eram impecáveis, ninguém ali imaginaria que eu estava realmente odiando aquele lugar. Porem Natalie era quem sempre era elogiada pela beleza e educação, tendo apenas cinco anos.

Depois de uma hora de apresentações e papos chatos, me retirei com uma desculpa qualquer e fui falar com Clark, um amigo meu que odiava aquilo tanto quanto eu.

- Já entediada? – perguntou ele quando me aproximei.

- Claro. – sorri pegando uma taça de champanhe de um garçom próximo. – Esse povo não sabe conversar sobre outra coisa.

Ele me deu uma olhada com um sorriso e depois analisou meu corpo, dos meus sapatos ao vestido e minha maquiagem leve.

- Está linda hoje. – disse aprovando.

Dei uma piscada para ela enquanto bebericava minha bebida.

Quando conheci Clark ele estava tão lindo quanto hoje. Usando também uma camisa social azul clara e jeans. Ele me lembrava o Zac Efrom em High School musical, tanto que dei em cima dele descaradamente, apenas para descobrir que era gay.

- Você também não esta nada mal. – falei.

- Hoje eu tinha um encontro com um carinha super lindo, mas fui obrigado a vim para esse antro de adoradores de estetoscópio. – falou entre dentes.

Geralmente ele não dava pinta do era por causa de sua família conservadora, mas quando eu estava por perto ele não fazia questão de esconder quem gostava de ser. No começo fiquei indignada com sua condição. Caramba, ele era muito gato para gostar de meninos, mas com o tempo nos tornamos amigos.

- Seu pai já está de olho em nós. – falei inclinando a cabeça à frente.

Clark seguiu meu olhar ate o homem alto de cabelos brancos que tinha os menos olhos azuis que ele e deu um suspiro.

- Ele vive perguntando quando vamos assumir nosso romance. – disse com desdém.

- O que? – falei quase me engasgando.

- Papai encanou que somos mais do que amigos. – deu de ombros.

Olhei para o pai dele que ergueu o copo de vinho em minha direção em cumprimento. Dei um sorriso mais natural que podia. Aquele homem me dava um pouco de arrepios, ainda mais quando parecia tão amigável assim.

- Quando vai contar pra ele sobre sua opção sexual? – pergunto de súbito.

- Não sei. – disse em um suspiro.

- Você tem que dizer, Clark. – insisti – Não pode ficar mentindo para sempre.

Ele afrouxou um pouco a gravata e tomou um gole do seu champanhe, desconfortavelmente.

- Tenho um plano, relaxa. – disse por fim.

- Que tipo de plano?

- Do tipo, eu sair dessa cidade e me virar sozinho, ai sim posso ser quem quero e seguir minha vida. – disse pensativo.         

Suspirei sabendo desse sonho. Ele queria ir para New York e agora que estava formado, podia partir para lá, mas ainda havia seu pai no caminho, que deseja o filho em Harvard fazendo medicina.

- E quanto a sua mãe? – perguntei tentando outra alternativa.

Ele ficou meio pálido de repente e olhei para onde ele olhava. Os pais dele ainda estavam conversando com um cara moreno e não olham para nós.

- O que foi? – perguntei.

- Acho que ela sabe. – disse de uma vez.

- Sabe o que? – perguntei confusa.

- Que sou gay. – sussurrou mais próximo de mim. Ele olhou para os lados e me puxou mais perto – Outro dia ela entrou no meu quarto e veio com um papo de que sempre me apoiaria em qualquer decisão, que nunca deixaria de ser minha mãe, pois ela me amava, não importava o que.

Fiz um “O” com minha boca surpresa. ISSO com certeza se encaixava como um “sei qual sua preferência sexual meu filho e o apoio totalmente”. Eu já imaginava que a mãe dele fosse aceitar caso ele falasse para ela. Caramba, a mulher é psicóloga, se não encarasse as coisas assim, quem mais podia?

- Devia abrir o jogo com ela então. – falei.

- Só estou esperando o momento certo. – ele deu outro gole terminando a taça – Vou falar tudo para ela, que sou gay, que quero fazer psicologia na universidade de Nova York e viver fora da sombra do meu pai.

Eu estava à ponto de dizer que essa era a melhor decisão que ele já tinha tomado desde quando a gente se conhecia quando um dos garçons surgiu por trás de mim oferecendo mais bebida.

- Não, obriga...

Quando me virei, o garçom era nada mais nada menos que o moreno que me deu um fora no dia do meu aniversário, e estava tão próximo de mim que eu poderia até ter esbarrado nele quando me virei.

- Aceito. – disse Clark melodiosamente e esticando a mão para colocar sua taça vazia e pegando outra.

Olhei de relance e Clark estava realmente olhando com desejo para o moreno.

- O que faz aqui? – perguntei.

- Servindo bebidas. – disse como se fosse o obvio.

Semicerrei um dos olhos, desconfiada. Por milhares de vezes estive nesse salão e nunca o vi antes, assim como nunca o vi na cidade. Não que a cidade fosse pequena, mas mesmo assim, caras como ele não passam despercebidos.

- Vai querer beber algo? – perguntou gentilmente.

Virei de uma vez o que tinha na minha taça e peguei outra sem tirar os olhos dele. Peguei a sombra de um sorriso em seus lábios e ele saiu sem olhar para trás.

- Quem é esse? – perguntou Clark em um sussurro atrás de mim.

- Não conheço. – falei olhando para o cara.

Ele estava oferecendo para outro grupo que conversava. Seu cabelo ainda parecia bagunçado como na noite do bar, mas suas tatuagens não eram vistas por causa da roupa que usava. Uma camisa de manga comprida no estilo de cozinheiro azulado, a calça social mostrava que suas pernas eram realmente musculosas, preenchendo bem o tecido.

- Muito gostoso. – resumiu Clark.

- Ele se acha. – falei.

- Achei que não o conhecia. – provocou.

Revirei os olhos e tomei um belo gole na taça enquanto Clark me encava interrogativo.

- Ok. – falei irritada – O vi no bar outra noite e ele me deu um fora. Não diretamente. – acrescentei rapidamente.

- Ah...

Sorriu para mim de forma compreensiva e eu revirei os olhos novamente. Mudamos de assunto e Jorge, outro cara amigo nosso, chegou e se juntou a nossa conversa. De vez em quando eu olhava pelo salão para encontrar o moreno, às vezes o olhar dele se encontrava com o meu, intensamente, e eu desviava levemente desconfortável.

Natalie surgiu em meio a uma conversa e os meninos começaram a conversar com ela sobre o filme que ela insistia em falar desde que o assistiu. Bufei depois de cinco minutos da conversa e fui ate o banheiro.

Pra mim já poderia sair daquela festa que estava um porre, mas ainda teria o jantar, todos sentados nas mesas conversando sobre cirurgias e doenças, totalmente nojento. Eu poderia agora estar me agarrando com o mais gostoso barman enquanto meu ex morria de ciúmes e percebia que foi a maior burrice ficar com a magrela da Britney.

Suspirei para meu reflexo e sai.

- Você está bem? – perguntou alguém quando sai do banheiro.

O moreno estava em pé próximo à parede, me dando um leve susto.

- Tá me seguindo? – perguntei surpresa.

- Não, estava parado aqui, apenas isso. – disse monotonamente.

Olhei para ele da cabeça aos pés. Quando o vi no bar não aprecia o tipo de pessoa que trabalha como garçom de festas, apenas mais um cara que estaria na faculdade, que gosta de beber e dirigir carros caros. Porem aqui estava ele, lindamente segurando uma bandeja prata e me encarando indesejavelmente.

- Qual o seu nome?

Fiquei tão surpresa quanto ele por perguntar isso e quis me dar um tapa pela estupidez. Ele tinha me dado um fora, porque me diria o seu nome? Além do mais, ele era um reles garçom. Um garçom gato, mas um garçom. Se bem que uma aventura antes de partir para a faculdade não seria nada mal.

- Errol. – disse um segundo depois.

Olhei surpresa por ele ter me dito. Era um nome que combinava com ele.

- Bom, Errol, - experimentei o nome dele na minha boca e fez cócegas em meu corpo aquelas letras – se puder para de me seguir, fico agradecida.

Ele me olhou por um instante ainda indecifrável e depois bufou com desdém e se afastou sem trocar outro olhar comigo. Abri a boca para dizer algo, mas o jantar foi anunciado e eu a fechei abruptamente e me dirigi ate os meninos com Natalie, pisando mais forte que um elefante de tão indignada. Quem aquele cara pensava que era para me tratar daquele jeito? Ele estava como servente numa festa em que eu era convidada, não podia ser brusco daquela forma.

- O que foi Kitty? – perguntou Jorge.

- Nada. – disse bruscamente. – Vem Natalie, vamos procurar a mamãe.

Os meninos trocaram um olhar e Clark deu de ombros tomando um gole de sua bebida. Dei as costas para eles levando Natalie pela mão ate o outro lado do salão onde tinha visto mamãe pela ultima vez.

 

Assim que terminou o jantar, mamãe levantou e foi ate o banheiro com Natalie que estava apertada, fiquei olhando as pessoas ao redor conversando sentadas e outras em pé. Clark estava sentado com uma cara de tédio ao lado do seu pai enquanto sua mãe olhava ternamente para ele insistindo com um sorriso carinhoso.

Os ombros largos de Errol surgiram por trás de Clark, lhe oferecendo bebidas, e os olhos de Clark brilharam, a mãe dele ficou vendo atentamente os movimentos do filho que pegava uma taça de vinho sem tirar os olhos de Errol e disse um obrigado afetado. Suspirei por Clark, que quando olhou para sua me ficou branco. Esperava que a noite em que ele revelasse seus desejos sexuais fosse hoje, ou ele estaria bem encrencado.

Errol foi em direção ao banheiro bem na hora que mamãe saia com Natalie. Ele parou em frente dela e disse algo, mamãe ficou desconfiada e isso aguçou minha atenção. Eles estavam longe o bastante para não serem ouvido, nem se o barulho das conversas cessasse, mas eu sabia fazer leitura labial e pude saber que mamãe perguntava como ele sabia o nome dela.

Sentei-me mais ereta na cadeira prestando atenção enquanto ele parecia dizer algo novamente para ela. Mamãe olhou para Natalie que sorriu para Errol e que, surpreendentemente, sorriu animadamente para ela. Mamãe disse algo para Natalie que soltou de sua mão e veio correndo ate minha direção. Mamãe me olhou e percebeu que eu a olhava com curiosidade, puxou o garoto para fora da passagem do banheiro e o colocou de modo que ele ficasse tapando minha visão dela.

- Kitty, mamãe...

- Shhh. – falei como se aquilo pudesse fazer com que eu ouvisse algo.

Havia algo que ela não queria que eu soubesse, mas ainda sim fiquei olhando, qualquer momento poderia me dizer algo.

Parecia que ele dizia algo para ela, depois de um longo momento ele levantou uma das mãos à frente do corpo. Eu não sabia o que ele estava fazendo, mas minhas mãos seguraram com firmeza no braço da cadeira. Ele não podia fazer nada a ela ali, na frente de tanta gente. Arfei quando ela se afastou mais para trás com a mão na boca e depois disse algo nervosamente, mas eu não podia ver seus lábios. Por mais um instante ele pareceu dizer algo mais, mamãe concordou brevemente dizendo algo e depois ele acenou e se virou para o outro lado. Levantei indo encontrar com a mamãe no meio do caminho. Ela estava pálida e pegou na minha mão me puxando.

- O que aquele cara estava falando com a senhora? – perguntei.

- Nada de importante. – disse ela nervosa.

- Se não fosse importante, a senhora não estaria nervosa assim. – revidei.

Ela não disse nada, apenas pegou sua carteira de cima da mesa e soltou minha mão para pegar Natalie no colo.

- Vamos para casa, já está tarde. – disse sem me olhar.

Eu queria discutir, mas não consegui, apenas a segui para fora dali.

Durante todo o trajeto de volta insisti para que mamãe me dissesse o que estava acontecendo, mas ela apenas dizia que não era nada e ate que gritou comigo mando eu me calar e parar de me intrometer no que não era do meu interesse.

Olhei chocada para ela. Mamãe jamais gritou comigo ou foi rude daquela forma, então dava para imaginar quão chocada fiquei que nem ao menos consegui formular algo para dizer, apenas cruzei meus braços no peito e fiquei encarando a paisagem ate chegar em casa.


Notas Finais




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