História The Natalie Kidnaping - Capítulo 3


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


IMG: Elisa e Meg

Cap mega triste, mas logo as coisas vão muda

Capítulo 3 - Best Friends


Fanfic / Fanfiction The Natalie Kidnaping - Capítulo 3 - Best Friends

Eu ouvi barulhos no meu quintal, mas achei que era apenas sonho devido a minha sonolência. Novamente ouvi um barulho e o cachorro do vizinho começou a latir. Levantei da cama apresada e puxei meu hobby azul bebe de seda e abri a porta do quarto. No mesmo momento Natalie saiu do seu quarto com os cabelos bagunçados e uma cara de sono. A porta do quarto da mamãe estava aberta, imaginei que ela já tivesse descido.

- O qui ta contexendo? – perguntou Natalie esfregando os olhos.

- Não sei. – falei a empurrando de volta para o quarto – Entra e tranca a porta, vou descer.

Sem reclamar ela entrou e fechou a porta. Desci as escadas e ouvi minha mãe gritar com alguém do lado de fora. Peguei o abajur que estava em uma mesinha próxima ao fim a escada e andei apressadamente para os fundos. Meu coração martelava freneticamente em meu peito. Minha pele estava suando em desespero, e minhas pernas pareciam bambas. Mesmo assim continuava andando com mais rapidez quando ouvi um grito desesperado da minha mãe que foi sumindo aos poucos.

Corri pela cozinha e cheguei ao quintal parando bruscamente. Minha mãe estava deitada no chão próximo a piscina e agachada ao seu lado estava um homem forte e moreno. Uma enorme mancha vermelha estava se espalhando pelo chão e escorrendo para a piscina manchando a água. Foi preciso um pouco de tempo para entender que aquele sangue saia da minha mãe. O homem ouviu quando deixei cair o abajur da minha mão e se levantou rapidamente. Para minha surpresa, era o moreno que falou com ela no dia da festa do hospital, o mesmo que me deu um fora no dia do meu aniversário. Seu rosto parecia confuso e triste, aos seus pés havia uma arma e em sua mão uma faca.

- Precisa chamar a emergência, ela ainda está viva. – disse ele com a voz rouca.

- Seu assassino. – balbuciei as palavras baixinho.

Ele negou com a cabeça, mas eu corri em sua direção. Ele não se moveu apenas me segurou pelos braços enquanto eu tentava bater nele com chutes e murros.

- Eu não a matei. – disse ele tranquilo – Estava tentando proteger vocês.

- Assassino maldito! – falei entre lágrimas.

Eu não havia percebido que estava chorando até sentir o gosto de sal em meus lábios.

- Chama a ambulância ou ela ira morrer. – disse ele me empurrando em direção a casa.

Tropecei e cai no chão. Ele rapidamente pegou a arma do chão e a faca – que havia deixado cair quando avancei – e correu pulando a cerca de trás e sumiu na escuridão.

Olhei para o corpo da minha mãe e me arrastei ate lá. Seu sangue estava por todo o piso e seus olhos me olhavam vidrados.

- Mãe! – chamei a sacudindo. – Por favor, responde mãe.

Tentei fazer massagem cardíaca, mas ela não respirava e continuava imóvel. Não sei quanto tempo fiquei ali tentando reanimar seu corpo, ate que cai sem forças por cima dela aos prantos. Gritei inúmeras vezes e ouvi barulhos na vizinhança, até que as sirenes da policia foram se aproximando na distância.

~*~

- Você viu quem fez isso? – perguntou o policial com toda delicadeza.

Eu estava sentada em uma espreguiçadeira próxima da piscina olhando a mancha de sangue que havia sido deixado no chão. O corpo da minha mãe já estava sendo retirado para o furgão da pericia médica. Os vizinhos haviam ouvidos meus gritos e ligaram para policia.

- Ele era alto, moreno, muito musculoso e tinha tatuagens pelo braço direito que sumiam dentro camisa. – falei monotonamente.

Aquela voz nem parecia a minha. Minha garganta ardia e meus olhos também. Lágrimas silenciosas escorriam pelo meu rosto enquanto a imagem do sangue escorrendo se fixava mais e mais em minha mente.

- Se eu trouxesse um desenhista, faria um retrato falado? – Concordei com a cabeça. – Bom, vou deixar você dormir um pouco e amanhã pode aparecer na delegacia que faremos um retrato falado e vamos prender o assassino.

Olhei para o policial. Ele era loiro, parecia ter 32 anos. Sua barba brilhava cobre a luz do jardim. Lembrei do cara que encontrei no jardim e me odeie por não ter conseguido ao menos acertar um murro em sua cara.

- Estarei lá assim que amanhecer. – falei rouca. Limpei um pouco a garganta e vociferei – Quero que esse cara apodreça na cadeia.

O policial concordou com a cabeça, mas não disse nada, apenas saiu e foi embora. Depois de um longo momento suspirei e me levantei sentindo todo meu corpo doer. Eu não fazia ideia de como ainda conseguia andar, parecia um movimento impensado. Apenas entrei em casa e fechei a porta de trás, subi as escadas e Natalie estava sentada no fim dela, os olhos confusos e cheios de medo.

- Cadê mamãe? - ela perguntou.

Tentei segurar as lágrimas e não consegui, me sentei ao seu lado e comecei a chorar. Ela, mesmo sendo uma criança, me abraçou e fez carinho na minha cabeça até que meu corpo parasse de vibrar.

- Mamãe foi ataca por um homem mal, - comecei a falar no ombro da pequena menina – e ele a machucou.

- Ela vai ficar bem? – perguntou com sua voz infantil e inocente.

Meus lábios tremeram enquanto eu tentava segurar mais lágrimas.

- Não, ela não vai ficar. – falei com a voz falhando.

Perdi a luta e mais lágrimas vieram e depois de um tempo percebei que Natalie chorava comigo. Não acho que ela tinha entendido realmente o que eu quis dizer, mas ela com toda certeza se sentia mal por saber que nossa mãe não se recuperaria do que quer que tenha acontecido.

~*~

Desci as escadas sem animo enquanto a campainha tocava freneticamente. Se fosse a outro momento, eu estaria gritando que já tinha ouvido a campainha, mas ainda estava em um estado de torpor que não me sentia com vontade de falar, andar... Até mesmo chorar.

As imagens de duas noites atrás me vieram como um sonho ruim. O sangue na piscina, cabelos escuros, uma faca, uma arma... Fechei os olhos parando atrás da porta, respirei fundo para espantar as lembranças e abri a porta.

- Lisa? Meg? - perguntei confusa – O que fazem aqui?

- Viemos lhe dar apoio e ajudar com o que precisar. – disse Lisa com um sorriso encorajador.

- Durante uma semana inteira. – entoou Meg.

Elas estavam com vestidos de verão e duas mochilas que pareciam um pouco cheias, além de suas bolsas Prada da mais nova coleção. Eu tinha uma também, mas enquanto a delas era mais discreta – a de Lisa era azul bebe e a de Meg um verde-folha – a minha era dourada.

- Vocês não iam passar essa semana em Cancun? – perguntei cruzando os braços.

Era uma coisa mais como me abraçar do que qualquer coisa. Algo que vinha fazendo com muita frequência desde duas noites atrás.

- Olha, não vamos te deixar sozinha nessa hora. – disse Meg delicadamente como se eu fosse uma criança que pede o brinquedo que não pode ter.

- Não seriamos suas melhores amigas se fossemos curtir Cancun enquanto você fica só por aqui. – reforçou Lisa ainda com seu sorriso encorajador.

Suspirei.

Elas eram incríveis, não sei como não pensei em ligar para elas quando as coisas ficaram uma loucura. As deixei entrar e já me senti um pouco mais desperta que antes. Ajudei-as a se instalarem no quarto de hospedes sem falar muito e elas respeitaram isso, não ficaram insistindo uma conversa boba sobre seja lá o que.

Natalie apareceu coçando seus olhos que estavam vermelhos. Ela vinha chorando todas as noites com saudades da mamãe, eu ate dormia com ela em meu quarto, pois ela tinha medo da sua janela que dava para o quintal. Não a culpava, se para mim, que tinha 21 anos, perde a mãe já era difícil, imagina para uma menina de cinco.

- Oi lindinha. – disse Meg a vendo entrar.

- Oi – respondeu com a voz chorosa.

- Elas vão passar uns dias aqui – falei indo em sua direção e a pegando nos braços – Vão ajudar a gente a cuidar das coisas. Não é legal?

Ela me abraçou com força e não disse nada apenas ficou ali agarrada a mim. Respirei fundo e a mantive comigo. Ela não estava muito sociável também, mas ainda bem que não discutiu sobre as meninas. Deixei as garotas terminando de organizar suas coisas e levei Natalie para cozinha para fazê-la comer algo – o que era difícil ultimamente.

~*~

Os dias pareceram passar mais rápido com a presença das meninas aqui. Elas estavam sempre tentando me manter em tarefas de casa, lavar roupa, cozinhas, assistir filmes, arrumar, brincadeiras com Natalie. Ate a pequena parecia mais alegre, parou de chorar a noite depois de dois dias com as meninas aqui, mas ainda dormia comigo.

Um dia, estávamos assistindo uma comedia tarde da noite. Eu havia deixado Natalie dormindo no meu quarto e desci sem sono. As meninas escolheram um filme que eu nem fazia questão de assistir, mas foi ate divertido.

- Sabe... me sinto meio culpada pelo o que aconteceu com ela. – falei quando o filme acabou.

- Como assim? – perguntou Elisa confusa.

As duas não haviam insistido em saber o que aconteceu naquela noite, mas eu sei que elas se preocupam comigo e queriam entender as coisas.

- Eu devia poder ter impedido ele de fugir e assim poderia pagar pelo que fez. – refleti.

- Você não tinha como impedi-lo. – disse Meg carinhosamente.

- Mas ele estava lá, parado. – falei lembrando aquela noite. Meu rosto esquentando com a água que escorria dos meus olhos – Corri para... Sei lá, segura-lo, bater nele... Foi tudo inútil.

Solucei e Meg me puxou para seus braços. Elas trocaram um olhar e depois Elisa disse delicadamente.

- Foi corajoso você tentar confrontar o cara, mas ele poderia ter te matado também.

- Pelo menos eu não estaria sofrendo como agora. – falei rangendo os dentes.

- E Natalie teria que viver sozinha? – perguntou Meg.

Pisquei os olhos marejados pensando na menininha que estava dormindo no meu quarto, no quanto ela era frágil e delicada. Tinha um tio que morava em Londres que poderia se responsabilizar por ela, mas não seria a mesma coisa, ela sofreria ainda mais se eu não estivesse por perto.

- Você está certa. – falei fungando.

- Pelo menos você viu o cara, a polícia já esta a procura dele. – sorriu Lisa.

- É inacreditável que a policia ainda não tenha achado ele. – falei sentindo a raiva subir em meu peito. – Como é possível não encontrar um moreno alto e musculoso como ele nessa cidade?

As duas trocaram olhares indagativos e depois me olharam.

- Moreno forte? – perguntou Meg

- É o cara do bar. – falei sentindo mais lágrimas caírem.

Eu me sentia nojenta e odiável por lembrar que pensei em ficar com aquele assassino. Onde eu estava com a cabeça quando pensei naquilo? Era obvio que eu não imaginava que ele pudesse ser isso, mesmo que seu físico e tatuagens indicassem.

- Tem certeza? – perguntou Lisa chocada.

- Toda.

As duas se olharam novamente com os olhos arregalados em espanto. Mas não podia culpa-las, eu também não acreditei quando o vi ali, debruçado sobre o corpo da minha mãe enquanto o sangue dela sujava a borda da piscina.

- Sabe, eu devia ter desconfiado que isso aconteceria e avisado a policia. – falei limpando meus olhos com a ponta dos dedos.

- Como assim? – perguntou Meg.

- Falei que o vi na festa do hospital. – me afastei de Meg – Devia ter insistido para saber o que ele e minha mãe conversaram. Ela ficou meio preocupada depois e bam, três dias depois ela morre.

- Mas se ele realmente a ameaçou naquela noite, sua mãe mesmo teria falado com a polícia e arrumado alguns seguranças. Ainda mais tendo duas filhas. – garantiu Meg

Pensei naquilo por um longo momento, e fazia sentido, porem minha mãe foi assassinada por ele, então realmente eu não entendia.

- Olha, sua mãe pode ter achado que foi uma coisa leviana e por isso...

- Não quero mais falar sobre isso. – levantei abruptamente.

Lágrimas escorriam pelo meu rosto novamente enquanto eu ia ate a cozinha pegar um balde de sorvete. Aquilo era o meu melhor amigo ultimamente. Não que as meninas sentadas na minha sala, que me olhavam tristonhas, não fossem, mas elas não eram um escape real da dor dentro de mim.

~*~

Quando chegou o fim de semana do velório, todas entraram em um estado de tristeza. As meninas me ajudaram a superar os momentos em que tinha que resolver as coisas para o funeral, mas quando o dia realmente chegou, eu não queria nem levantar da cama. Havia chorado a noite toda enquanto Natalie dormia inquieta na minha cama.

Quando a manhã chegou me levantei do chão, lavei o rosto e acordei Natalie para arruma-la. Seu rostinho estava abatido e lágrimas ameaçavam cair de seus olhos.

- Precisamos se fortes, Natalie. – falei carinhosamente enquanto penteava seu cabelo. – Mamãe iria querer isso.

- Xinto xaudades dela. – choramingou.

- Também sinto.

Terminei seu cabelo e fui tomar um banho enquanto Lisa preparava um café da manhã e Meg tentava distrair Natalie para que ela não ficasse chorando. Entre no chuveiro e passei um longo tempo lá deixando, apenas a água escorrer pelo meu corpo, sentido toda raiva daquela noite. Se eu fosse mais rápida e mais forte, ou pelo menos tivesse noção de luta, teria conseguido derrubar aquele cara e a policia poderia ter o prendido, ou eu teria o matado.

Há dias que vinha pensando nessa possibilidade. Em como eu poderia ter o derrubado ou em como teria sido sorrateira e o pego ainda em cima do corpo dela. Minha mente doía com as possibilidades e eu sempre ficava frustrada com tudo e acabava por gritar quando as lágrimas ficavam descontroladas.

- Kitty ta tudo bem ai? – bateu alguém na porta freneticamente.

- Eu to, é só... – falei entre lágrimas e não consegui terminar.

Eu não tinha uma desculpa real. “Sou idiota e não consegui pegar o cara” era o que queria dizer, mas isso era uma completa estupidez, ele era com certeza mais forte, não teria como eu fazer algo a respeito disso.

- Precisa...

- Quero ficar só. – falei abruptamente – Só me da mais cinco minutos e já saio.

A pessoa não disse mais nada. Eu não tinha certeza se era Lisa ou Meg, mas não me importava. Levantei lentamente do chão e terminei meu banho lentamente enquanto tentava controlar o choro.



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