História The Natalie Kidnaping - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Exibições 5
Palavras 2.947
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


img.: Natalie

eu sei que demorei, mas estou mega ocupada, então o próximo tbm irá demorar pra sair
bjs e espero q curtam

Capítulo 4 - The Natalie Kidnaping


Fanfic / Fanfiction The Natalie Kidnaping - Capítulo 4 - The Natalie Kidnaping

Enquanto o padre falava suas sobre vida, alegrias e qualquer coisa que não me interessava, minha mente vaga para algo que não me fariam chorar enquanto olhava o caixão da minha mãe.

Estávamos todos reunidos no cemitério, alguns nas poucas cadeiras e o restante em pé olhando de modo perdido ou pensativo. A maioria ali eram pessoas do hospital em que ela trabalhou, uns dois amigos que ela tinha da infância e sua pequena família de duas filhas.

Natalie estava sentada do meu lado choramingando enquanto apertava minha mão. Puxei ela para mais perto a envolvendo em um abraço quente, Clark estava ao meu lado com os braços ao meu redor e acariciando meu ombro. Não trocamos uma palavra desde que ele chegou com seus pais, ele apenas me abraçou e depois sentamos juntos e ali ele ficou. Além da presença das minhas amigas, a dele era reconfortante.

Suspirei e olhei ao redor do cemitério. Ao fundo havia varias árvores, uma pequena mata onde se podia ver alguns mausoléus ao fundo, a parte antiga do cemitério. Quando estava voltando atenção para o que o padre falava, vi um movimento entre as árvores e voltei minha atenção para elas. Um cara de terno listrado e muito, realmente muito alto estava ali. Sua cabeça ficava quase encoberta pela copa das árvores. Ele não parecia ter lábios e era muito pálido, e seu corpo era fino, parecia quase o Jack, de O Estranho Mundo de Jack, se não fosse uma pessoa. Pelo menos eu acreditava que era.

- Kristen? – perguntou Clark tapando minha visão.

- O que? – perguntei com um susto.

Olhei de volta para onde estava o homem e ele não estava mais lá. Será que aquilo era imaginação minha? Se foi ou não, o arrepio em minha espinha com certeza não era.

- É hora de descer o caixão. – disse Clark baixo, puxando meu rosto para o olhar.

Pisquei um pouco confusa e depois olhei para os homens que estavam pegando o caixão e colocando em direção ao buraco. Esse era o momento do real adeus. Eu não queria levantar, estava entorpecida, mas mesmo assim me forcei a levantar, pegando Natalie no colo comigo quando o caixão foi colocado no fundo da cova. Dei um beijo na margarida que estava segurando e joguei dentro da cova.

- Vou sentir saudades. – sussurrei.

Natalie também jogou a margarida dela e se abraçou mais a mim. Então todos começaram a se aproximar e jogar flores - em geral rosas, mesmo ela amando margaridas -, e depois me desejavam pêsames.

Aquilo era quase uma tortura, mas me mantive firme enquanto Natalie choramingava em meu ombro, bem próximo ao meu ouvi. Fiquei agradecida quando a última pessoa saiu. Me virei e Clark junto com Lisa e Meg estavam sentados me olhando com olhos tristonhos.

- Precisa de uma carona pra casa? – se ofereceu Clark.

- Estou com meu carro. – falei negando com a cabeça.

- É melhor ele levar você. – disse Meg levantando.

- Meus pais me trouxeram, posso te deixar em casa, depois pego um taxi.

Balancei a cabeça querendo chorar, mas engoli as lagrimas que vinham e dei um sorriso forçado.

- Não precisam se preocupar...

- A gente se preocupa sim. – disse Lisa levantando e vindo me abraçar – Clark leva você e depois passamos na sua casa, Meg e eu.

Pensei em discutir e dizer que queria ficar só, mas estava cansada demais para isso. Pelo menos Natalie tinha parado de chorar em meu ombro e foi para o chão. Meg lhe deu a mão e elas seguiram conversando seja lá sobre o que Meg dizia para que ela se sentisse melhor, enquanto Clark me puxou em um abraço de lado e me levou para o carro.

Na manhã seguinte decidi que era melhor começar a voltar a minha vida. Eu sabia que iriam pegar o cara, a polícia havia ligado pela manhã avisando que ele fora visto em um bairro do centro, mas que escapou por pouco e logo seria achado. À tarde as meninas levaram Natalie para a sorveteria junto com Clark enquanto eu ia caminha para relaxar.

Foi difícil ver minha irmãzinha sair sem mim e ela também não gostou muito da ideia, mas eu precisava de um tempo só para mim, longe daquela casa, longe de tudo aquilo. Dirigi ate o parque e depois de estacionar coloquei meus fones de ouvido com musicas pop’s ao máximo e comecei a correr próximo as árvores.

Ali era mais calmo e geralmente as pessoas evitavam aquela área, pois era mais fria e assustadora quando a noite caia, mas eu gostava dali. Lembro no ensino médio quando íamos escondidos pela floresta ate o lago que tinha mais ao fundo e tomava banho com garotos e bebidas.

Sair para beber não era uma má ideia, meu corpo entraria em um estado de topor e nenhuma lembrança desagradável me atingiria. Acho que transar um pouco não seria nada mal também. Poderia ir ao bar encontrar o barman que às vezes eu ficava.

Quando cheguei em casa, já tinha escurecido e sugeri as meninas que saíssemos para uma festa. Era sábado à noite e a ideia de estar em casa me deixou louca só de pensar em não ir. Depois de algumas brigas, consegui uma babá para Natalie, que deixei dormindo e sai com as meninas.

Na manhã seguinte, acordei no meu quarto que estava meio bagunçado, com roupas minhas e masculinas no chão. Olhei para o meu lado e o barman estava de bruços ao meu lado. Passei a mão no rosto e pelo cabelo, ajeitando se pudesse estar bagunçado. Levantei silenciosamente e fui ao banheiro.

Não que eu nunca tenha trazido caras para meu quarto, mas isso já fazia muito tempo e a noite anterior era um borrão. Lembrava de ter ficado com ele, só não lembrava de como foi para terminamos na minha cama, nunca tínhamos ido além dos amaços atrás do bar.

Depois de um longo banho, sai e o encontrei sentado na beira da minha cama apenas de cuecas box e lendo um livro. Seu cabelo estava uma bagunça escura e seus olhos sorriram quando ele levantou a cabeça para mim, me fazendo arfar pelo brilho no azul céu.

- Bom dia. – disse ele com a voz rouca.

- Que livro é esse? – perguntei indo ao closet.

- Um de poesias. – disse depois de uns segundos. – Não sabia que gostava disso.

- Não sabe muita coisa sobre mim. – sorri para mim.

Ouvi o baque do livro no chão e quando fui me virar para ver o que ele fazia, seu corpo se chocou no meu e seus lábios tocaram os meus vagarosamente. Suas mãos apertaram meu quadril lentamente e depois ele se afastou um pouquinho.

Aquilo me deixou um pouco tonta e senti meu corpo aquecer. Aos poucos lembranças da noite passada vieram, o modo como riamos subindo as escadas, eu pedindo que ele fizesse silêncio, quando me jogou na cama depois de já estávamos sem roupa, seus lábios pela minha pele nua e depois os carinhos até dormimos um ao lado do outro.

- Quer repetir a noite passada? – perguntou com um sorriso lascivo.

Senti meus lábios se repuxarem em retribuição ao seu sorriso, mas não era uma boa ideia a gente repetir. Já era dia e logo Natalie estaria batendo na minha porta. Isso me lembrava que eu não fazia ideia de que horas eram.

- Podemos repetir outro momento. Preciso fazer café para minha irmã. – falei e dei um leve beijo em seus lábios e depois o empurrei – Agora se veste.

Fechei a porta do closet e dois minutos depois sai com uma calça jeans e uma camiseta com gliterrs. Brian – o barman – estava com sua roupa e olhando minha coleção de CD’s.

- Você curte umas bandas bem ruins. – brincou.

O fuzilei com os olhos e ele levantou os braços como quem diz “desculpe”.

- Vamos descer. – falei.

Percebi que eu havia trancado a porta. Ainda bem.

Quando desci, Natalie e Meg estavam vendo desenho na sala e ouvi o barulho de algo sendo frito na cozinha. Era Lisa fazendo frango grelhado. Olhei para o grande relógio na parede da cozinha e indicava que eram 12:30.

- Já são meio dia? – perguntei horrorizada.

Todas as três se viraram para mim assustadas.

- Quem é ele? – perguntou Natalie ficando de joelhos no sofá com seus olhos curiosos.

- Sou o Brian, amigo da sua irmã. – disse ele dando um sorriso.

Lisa e Meg trocaram um risinho e eu revirei os olhos.

- Tem café ai? – perguntei.

- Lisa fez um pouco. – disse Meg.

Brian e eu sentamos na cozinha e ele se serviu de café olhando para Lisa cozinhando.

Eles dois tiveram um rolo há um tempo, e eu realmente não me incomodava se ele estava olhando para ela com desejo, mas esperava que os dois não usassem minha casa como motel, aquilo me irritaria. Mesmo se ela fosse a melhor amiga, e por ter feito café da manhã para minha irmãzinha que tinha batido no meu quarto e eu não tinha ouvido, além de ter dispensado a babar quando chegamos bêbadas, nada iria valer se ela dormisse com ele na minha casa.

Depois do almoço Lisa saiu com Brian com a desculpa que o levaria para casa, mas eu sabia o que aconteceria entre os dois. Meg e eu fomos ao parque para correr e deixamos Natalie com um babá que já estava por lá.

Correr com Meg me deixou feliz, não como da primeira vez que corri no dia anterior, mas ainda sim bem. Acho que podia levar minha vida aos eixos novamente. Precisava começar a procurar apartamento em Nova York. Por enquanto eu não precisaria de emprego por causa da herança que eu tinha - meu pai foi dono de uma empresa e tinha a herança dele, o pai de Natalie não fora um homem muito rico, mas tinha uma razoável herança e agora tinha a da minha mãe, que também era bastante coisa. Eu só precisava me organizar, não ser mais tão compulsiva com meus gastos e poderia viver com Natalie por um longo tempo apenas com esse dinheiro.

No dia seguinte, as meninas precisavam começar a arrumar suas coisas para a faculdade, então ficou apenas Natalie eu. Não senti a mínima vontade de ficar só com ela, então saímos para almoçar e depois passear no parque. Não corri, mas foi legal brincar com ela. Seu sorriso genuíno estava lá e foi mais do que suficiente para me manter sã novamente. Natalie era tudo o que me restava.

~*~

Eu havia encontrado um apartamento perfeito na internet e que não custava tão caro, podia me mudar logo para esquecer as lembranças torturantes que aquela casa me trazia, então liguei para o dono e fechei negocio, era um cara confiável já que um amigo que morava em Nova York visitou o local – coincidentemente estava próximo – e me mostrou a filmagem dando seus conselhos.

Sai a tarde a procura de caixas. Natalie não ficou muito animada com a mudança, mas ela me ajudou a começar a organizar as coisas. Com uma caixa com as bonecas de Natalie parei em frente ao quarto da minha mãe e fiquei pensando se teria coragem de tirar suas coisas, mas era melhor pensar nisso depois.

Passar o resto da tarde num SPA era o que eu precisava. Levei Natalie comigo, ela sempre gostava de ter seu momento de beleza também. Ficamos o fim da tarde lá entre tratamentos faciais e banhos de lama. Minha pele estava tão macia quanto a de Natalie – que não fez praticamente nenhum tratamento, apenas o banho de rosas e correr pelo local.

Depois de uma longa noite de sono, o dia posterior era lindo. Me sentia melhor a cada momento, mesmo sem as meninas ali para me distrair, arrumar as coisas para a mudança já faziam o bastante. À tarde resolvi fazer ioga, mas acho que nem isso me acalmaria, então resolvi ir queimar o resto de energia que me restava correndo.

Enquanto Natalie brincava com algumas crianças no playground aos olhos de duas babás, fui correr pelo parque por pelo menos duas horas. Foi bom sentir o vento fresco do verão no rosto e o cheiro das arvores ao redor, aquilo era tão bom quando minhas sessões no SPA ou meus movimentos de ioga.

Quando já estava voltando para onde deixei Natalie, uma das babás, Susie, vinha correndo em minha direção. Diminui o passo, nervosa. Ela não deveria estar ali, deveria estar cuidando das crianças. Da minha irmãzinha.

- O que aconteceu? – perguntei voltando a apressar o passo para chegar mais próximo.

Susie parou pálida e sem fôlego. Seu cabelo castanho saindo do rabo de cavalo frouxo enquanto seus olhos marrons me olhavam em pânico.

- Sua... Sua... – tentou dizer sem fôlego.

- Calma, respira – falei sentindo um nó na garganta.

Enquanto a garota de apoiava no joelho puxando o ar com toda sua força, senti que algo estava muito errado.

- O que aconteceu com a Natalie? – perguntei nervosa.

- Ela... Ela...

- Ela caiu? – chutei, mas sabia que não era apenas aquilo.

Lentamente ela balançou a cabeça olhando para o chão e depois me olhou, seus solhos pedindo perdão. Senti todo o sangue sumir do meu corpo e quando a garota abriu a boca para dizer algo, sai em dispara para o playground.

Pareceu uma eternidade o caminho de volta, e eram apenas quinze metros a percorrer, mas eu já sentia meus olhos arderem com lágrimas enquanto meu coração pulsava frenético dentro do meu peito, não pela velocidade que eu usava, mas pela certeza que minha felicidade estava se esvaindo.

Havia duas viaturas e apenas dois policiais falando com a outra babá, Mercedes, que mantinha todas as crianças próximas dela. Quando a mulher de meia idade me viu, seus olhos eram marejados e tinham todo o peso da minha dor.

- O que aconteceu? – falei sem fôlego – Onde está Natalie?

- Você é irmã dela? – perguntou um dos policiais.

- Cadê ela? – gritei olhando entre a mulher e os policias.

Mercedes se pôs a chorar descontroladamente e dizia desculpas sem parar. Olhei para o parquinho querendo correr por ali e procurar por ela ou pelo corpo. Não, eu não podia pensar em corpo, não no corpo da minha irmãzinha.

- Se acalme moça. – disse o outro policial. – Já estamos verificando a redondeza e chamando reforços.

- Reforços? – perguntei confusa. – Dá pra me dizerem logo o que está acontecendo?

- Sua irmã foi sequestrada. – disse o primeiro policial.

Dessa vez realmente olhei para ele. Devia ser novo na policia, não era muito mais velho que eu, uns 22 anos, olhos verdes quase castanhos, atraente. O problema é que eu não conseguia assimilar a informação que ele me dizia.

- Como assim sequestrada? – perguntei rindo nervosa.

- Um dos garotos disse que a viu falando com um homem que estava próximo as árvores. – disse o outro policial.

Olhei para ele. Sua pele cor de oliva não fazia jus aos seus olhos castanhos, era uma combinação estranha para aquele rosto, mas eu não olhava para ele de forma reprovadora por isso, olhava desse modo pelo fato de que aquilo não fazia sentido.

- Minha irmã não fala com estranhos. – salientei.

- Então ele podia ser um conhecido. – chutou o outro.

- Que tipo de pessoa conhecida poderia levar minha irmã depois dela acabar de perde a mãe? – sentia as lágrimas forçarem mais.

- Sinto muito por sua perda, mas já estamos averiguando a área e nesse momento estávamos indo coletar o testemunho do garoto que viu o homem.

- Que garoto? – olhando para as crianças.

- Justin. – o policial de pele oliva olhando em um bloco.

Abracei meu corpo sentindo que aquilo era pura idiotice. Porque se baseariam no retrato ditado por uma criança de cinco anos? Porem Justin era um garoto inteligente para a idade, sentei ao seu lado enquanto ele falava para o policial de olhos verdes o que aconteceu. Que havia um homem escondido nas arvores, que ele era muito, mas muito alto mesmo, usava terno listrado e tinha os braços muito compridos. Quando o policial perguntou se ele havia visto o rosto, o garoto disse que o homem não tinha rosto. Senti meu peito parar por um instante. Essa descrição se parecia com o homem que vi no enterro. Achei que era maluquice, mas agora não podia ser se o garoto também tinha visto. Mas Natalie não iria sair com um estranho assim, ainda mais ele sendo estranho do tipo sem rosto.

Contei para o policial sobre o homem que vi no velório, omitindo a parte do “sem rosto”, o homem estava nas sombras, podia parecer que não tinha feições mesmo. O policial concordou que poderia ser o mesmo homem e por radio passou as informações para os outros policias que já estavam vasculhando a floresta atrás de Natalie.

Passamos duas longas horas esperando. Todos os pais foram chamados para pegar seus filhos, ficando apenas os policiais e eu. Eu queria entrar na mata e procurar também, mas eles não deixavam. Logo ficou escuro e depois que os policiais voltaram sem êxito, pararam as buscas e nesse momento as lagrimas que tanto segurei, escorreram. Eles não podiam parar as buscas, minha irmã estava sozinha na mata com um sequestrador, com medo, fome ou sabe lá o que mais. Discuti e implorei, mas os policias disseram que não podiam fazer mais nada, apenas enviar um mandato e reiniciar as buscas ao amanhecer. Eu não queira ir pra casa, mas depois de muito discutir com os policiais me vi sentada no meu sofá chorando nos braços de Meg e Lisa. 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...