História The need - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Monjin, Namjin, Vhope
Exibições 179
Palavras 4.421
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Aeee gente!! Como eu disse iria postar dois capítulos de uma vez e bem... Está aí, desculpem outra vez pela confusão, prometo prestar mais atenção nas vezes em que for postar!
Boa leitura!

Capítulo 5 - Quem nasceu piriga, nunca vai ser diva


Eu estava com preguiça, muita preguiça de me mexer; acho que eu a minha cama nunca tivemos uma ligação tão forte quanto nesse momento em que eu só quero dormir e dormir e dormir mais um pouco. 

Mexi-me, movendo meu corpo minimamente enquanto automaticamente envolvia minha cabeça com o cobertor quentinho. Tenho certeza de que já passa das onze da manhã, porque podia escutar o barulho da televisão claramente, e isso significava que ela estava com um volume alto demais, e volume alto demais quer dizer Jungkook assistindo desenhos. 

O dia fora sim cansativo ontem; além do encontro um tanto incomum que tive com Namjoon, ainda teve aquele beijo no final que me deixou complementamente confuso; eu não sabia o porquê, mas seus lábios causavam-me sensações estranhas, como se um turbilhão de pensamentos subisse por minha cabeça, tornando tudo ainda mais embaraçoso. Droga, eu deveria odiar ele e vice-versa, por que o infeliz me beijou então? Aish! Idiota! 

Bufei contra o travesseiro, pensar no Kim me deixou completamente sem sono, no entanto, estava um dia frio, e eu podia sentir isso no ventinho irritantemente gelado que fazia algum tipo de mágica para conseguir adentrar minhas cobertas; me encolhi em meio às roupas de cama resmungando algo inaudível até para mim mesmo, eu até tentaria fazer aquela porcaria de sono voltar - porque dormir é a melhor coisa que eu faço -, porém, isso foi antes de eu ouvir duas batidas - lê-se socos - na porta de forma agressiva. 

- PODE LEVANTAR ESSE PESO MORTO DESSA CAMA, SEOKJIN! EU NÃO CRIEI FILHO PRA DORMIR ATÉ MEIO DIA NÃO! - como sempre minha mãe sendo delicada; é, pelo visto já deve ter entrado no cio, sinto um cheiro mais doce que o normal emanando pela casa, e por mais que isso possa soar estranho, ômegas tem uma certa facilidade de identificar o cheiro de outros ômegas, é como se por serem da mesma "espécie" facilitasse um pouco as coisas. 

- Aish, mulher! Não grita! - resmunguei alto o suficiente para que ela escutasse - mesmo que abafado. 

- Me respeita, Seokjin. Vamos, levanta logo, você tem que ir na empresa do seu pai hoje. - opa, calma... Que história é essa de "empresa"?! 

- O quê?! Mas eu não quero ir! - outro resmungo; assim, nada contra o meu pai e aquela empresa - se bem que depois da mancada de me obrigar a me casar com o Namjoon eu tô bem puto com ele -, o fato é que a empresa não é composta só pelo meu progenitor, e sim por funcionários, funcionários folgadas que variam desde secretárias putas e... Kim's Namjoon's. 

- Será que você poderia abrir essa porta pra gente conversar como mãe e filho? - perguntou um pouco mais calma, suspirando; bipolaridade detectada. 

Enrrolei o cobertor no corpo antes de finalmente me pôr de pé de maneira quase desengonçada, segui até a porta coçando os olhos e a destranquei, logo abrindo-a. 

A mulher que encontrei tinha um semblante sério, porém, com uma pitada de descontração como sempre; nem precisei " convida-la" pra entrar e ela já foi invadindo, sentando na minha cama e me chamando para sentar-me ao seu lado. 

Eu só obedeci, encostando a porta e sentando-me ao seu lado. 

- Olha, seu pai esqueceu alguns documentos importantes que ele vai precisar usar numa das reuniões hoje, como ele já estava no meio do caminho quando percebeu isso, pediu pra que você os levasse. - explicou tudo pacientemente e eu só faltei mandar o universo ir tomar no cú naquele exato momento. 

- Mas... Mãe, o Namjoon tá' lá... - balbuciei baixo e manhoso, fazendo uma carinha de cachorro abandonado. 

- Eu sei, filho, mas acontece que eu não posso ir, o Jungkook está numa daquelas fases  que só quer a minha pessoa por perto, e você sabe que da última vez em que eu tive a idéia de leva-lo junto comigo ele literalmente só faltou arrancar metade dos cabelos de uma das funcionárias. - sim, esse negócio de o Jungkook quase ter deixado a Amy Lee, vulgo uma das únicas funcionárias gente boa daquela porra toda careca realmente é verdade, nem eu sei como isso rolou de fato, mas a pobre da moça ainda ficou calada, inclusive, disse que não havia nada demais e que o Kook era só uma criança; é, só uma criança... Assassina. 

Suspirei cansado e após analisar os prós e contras, decidi aceitar logo que teria que ir na empresa hoje, mas... Quem sabe não fosse tão ruim assim, o que poderia acontecer afinal? 

Pov Seokjin off

Pov Namjoon on

Espreguicei-me na cadeira sentindo uma daquelas sonolências irritantemente absurdas se alastrar por meus músculos; o que eu mais odiava era me sentir como um velho fadigado, porém, era de ser esperar depois de assinar quase cinquenta documentos em menos de duas horas. 

Um suspiro satisfeito escapou de meus lábios quando percebi que tudo o que teria que fazer antes da reunião começar era descer até a recepção para pegar alguns matériais que encomendei para ajudar no meu trabalho, era de fato cansativo trabalhar numa das maiores empresas de Seoul, mas eu gostava do que fazia, então o peso das tarefas que recebia só se fazia presente quando tinha trabalho excessivo como nos dias de hoje, aonde iremos ter logo duas reuniões. 

Resolvi parar por algum tempo sentado naquela cadeira apenas apreciando o silêncio, não é como se eu tivesse muito disso ultimamente, esse negócio todo de casamento me deixou um pouco estressado e atordoado, isso tudo não passa de uma pressão que ambos os pais - meu e de Seokjin - estão exercendo para que essa união aconteça. 

Não que eu sinta algum sentimento negativo por aquele garoto, devo admitir até que ele me atrai de uma forma estranhamente boa e que o seu jeito teimoso e desafiador me deixa com uma vontade desconhecida por mim de explora-lo por inteiro, mas é que eu obviamente não gosto nem um pouco de ser obrigado à isso; eu sei que é muito errado ceder à pressão dos outros tão fácil, mas o Sr. Bon Hwa chegou a me ameaçar de demissão caso não aceitasse a proposta de me casar com seu filho, e isso seria um peso muito grande pra mim e para o meu irmão que mora comigo. 

Somente após algum tempo eu pude concordar com essa proposta, depois de pensar bastante e chegar à conclusão de que seria melhor aceitar logo de uma vez do que perder meu emprego e... Bem, nem eu sei mais o que pensar sobre isso, Seokjin não é lá uma pessoa que você possa dizer que se dá bem com certas coisas, porém, é como se eu quisesse estar ao lado dele, é como se eu gostasse de sua personalidade difícil, e principalmente, de como ele parece incrivelmente confiante em alguns momentos. Óbvio que eu não sou obrigado à encostar nele, estamos noivos somente por aparências, se quisermos podemos apenas morar na mesma casa depois do casamento e não fazer absolutamente nada, porém... aqueles lábios são realmente uma forma clara da perdição à qualquer um, e Seokjin que me perdoe mas agora que temos um relacionamento, é óbvio que eu vou aproveitar pra ter contatos mais íntimos com ele, inclusive à ponto de faze-lo usar aquela lingerie pra mim. 

Olhei em volta suspirando outra vez, aquele garoto estava ocupando demais meus pensamentos, precisava me concentrar no meu trabalho. 

Puxei meu celular de cima da mesa e enfiei-o no bolso da calça social escura, levantei-me e segui até a porta saindo e fechando-a atrás de mim, eu teria que ser rápido em pegar as encomendas, não porque tinha pressa em usa-las, mas sim porque quanto mais cedo eu terminasse minhas obrigações, mais cedo conseguiria organizar as coisas para uma ocasional viagem que pretendo fazer daqui à algumas semanas. 

O elevador estava vago quando o adentrei, apertei o botão que me faria parar no andar "0" ou, recepção; não sabia exatamente porque, mas sentia que alguma coisa estava fora do lugar, não de uma forma ruim, é aquele tipo de pressentimento que você tem antes de encontrar algo inesperado. 

Acabei por dar de ombros quanto à isso, meus pressentimentos quase nunca se concretizam ou estão corretos, então não era como se isso pudesse ser considerado relevante. 

Os pensamentos fugiram-me rapidamente assim que o apito do elevador ecoou, junto das portas de metal se abrindo. Meus olhos passaram pelo local espaçoso por um momento antes de seguir até a moça - que inclusive eu nunca me importei em saber o nome - da recepção, ela era até que bonitinha, possuía cabelos curtos, castanhos, os olhos bem destacados pelo delineado fino e os lábios quase sempre pintados por algum batom de cor clara, contrastando entre sua figura de bochechas fofas e a pele mais amorenada. 

Poderia dizer que para uma pessoa normal aquela garota era a coisa mais encantadora do mundo, mas veja bem, depois que eu conheci Seokjin, não consigo achar nada mais bonito que o seu rostinho de traços lindamente suaves e aquela bunda firme que eu tenho uma vontade imensa de apertar, mas isso não vem ao caso. 

Me dirigi calmamente até a mulher, ela parecia concentrada na tela de seu computador. Pigarreei brevemente chamando sua atenção. 

- Desculpe, mas... Eu vim buscar uma encomenda. - seus olhos fitaram-me e ela assentiu. 

- Nome, por favor. 

- Kim Namjoon. - tudo o que fez foi mexer um pouco mais em seu computador e logo em seguida pedir para que eu esperasse um minuto até que fosse buscar a encomenda. 

Comecei a jogar algo no celular durante o tempo em que a esperava, minha cabeça doía um pouco no entanto não era nada realmente preocupante, afinal, não podia ser nada preocupante, eu ainda tenho muito trabalho à fazer em relação às reuniões. 

Apoiei um dos cotovelos em cima do balcão de mármore que me separava da recepcionista e assim esperei, esperei até que alguns minutos passassem e eu a visse voltando com o pacote em mãos. Ignorei o celular por alguns instantes acompanhando seus movimentos casualmente, e foi graças à isso que pude impedi-la de derrubar a caixa assim que já estava perto o bastante, quando ela quase a deixou escorregar; na verdade, eu apoiei uma das mãos no pacote e a outra em sua própria mão por puro impulso. 

- Ah... D-desculpe senhor, eu... - a moça parecia desconcertada, iria dizer mais alguma coisa, porém, seu olhar focou-se em algo atrás de mim. Estranhei, porém, a curiosidade deu lugar à surpresa repentina quando ouvi aquela voz. 

- Namjoon? Olha só que coincidência... - Seokjin, Kim Seokjin. É, pelo visto dessa vez minha intuição estava correta. Eu não me virei para vê-lo, não iria dar esse gostinho à ele, até porque pude detectar em seu tom de voz algo como ironia ou algo assim, e cá entre nós, Seokjin tem que aprender à me respeitar. 

- Ér... S-senhor... Minha mão... - escutei a voz feminina ao fundo e só então me dei conta de que ainda segurava a mão da moça. Larguei-a rapidamente me desculpando e logo, senti a presença mais baixa que eu aproximar-se atrás de mim. 

Ele parou em frente ao balcão, no espaço entre mim e ela; uma coisa que era totalmente desnecessária - ao menos pro bem da minha sanidade - e que o percebi fazer, foi empinar a bunda talvez por puro impulso, enquanto começava à conversar com a garota. 

Porra de vida viu, porque eu não posso apertar essa bunda? Aish! 

- Eu... E-eu preciso te anunciar, senhor? - a recepcionista ainda parecia confusa, mas era perceptível que tentava se esforçar para não gaguejar. 

- Me anunciar? - Seok riu e eu quase pude detectar um tom diabólico nesse simples ato. - Você sabe quem eu sou, garota? Não né? Pois é. Pois fique sabendo que eu sou o filho do dono dessa empresa, herdeiro dessa porra toda, EU vou ficar com tudo isso aqui. Então... Não, eu não vou preciso ser anunciado. - olha, eu sinceramente teria me preocupado com a moça depois de tudo isso mas... Estava ocupado demais admirando aquelas nádegas durinhas balançando-se conforme o garoto falava e... Fuck! Eu acho que podia ficar duro só com isso. - Ah, é... - Jin levantou um dos dedos da forma mais gay possível, firmando um pouco mais os papéis até então imperceptíveis por mim eu seu outro braço. - Você deveria estar trabalhando ao invés de ficar esfregando esses seus peitos nas outras pessoas. - sério, eu já 'tava boiando desde o começo naquele desabafo do "casos de família", porém, quando o mais novo disse essa última frase eu não sabia se sentia pena da pobre moça complementamente encolhida e assustada ou se ria igual uma hiena pelo fato de ele estar falando sobre os peitos cobertos por três camadas de o que eu poderia identificar como blusas de lã no corpo da mulher. 

- Rum... - ele pigarreeou. - E você vai subir comigo, girafa inútil, ou eu conto pro meu pai que você anda querendo comer as funcionárias dele. - opa, calma... Comer o quê? 

Mal tive tempo pra pensar e recebi um breve empurrão do castanho junto de alguns xingamentos que resolvi pessoalmente ignorar; não consegui raciocinar bem sobre aquilo mas as coisas ficaram um pouco mais claras pra mim quando enfim adentrei o elevador junto à ele. 

Meu olhar voltou-se à sua pessoa e pude notar um biquinho formado em seus lábios, os braços se encontravam cruzados na altura de seu peito e seus olhos faiscavam de raiva; espera... Eu conhecia aquelas reações, foram as mesmas que teve no restaurante com a garçonete, era... Ciúmes? 

Eu quis rir, quis rir muito naquele momento; eu sabia que ele provavelmente me odiava, porque deixou isso claro desde o começo, mas acontece que quando se odeia uma pessoa não é normal sentir ciúmes dela, e na verdade essa é a segunda vez que ele demonstra isso.

Eu continuei o encarando por algum tempo, simplesmente porquê estava gostando de ver seu jeito ciumento; Seokjin bufava à cada um minuto e eu aposto que sequer reparava nesse seu ato, talvez fosse parte do estado "ciúmes de uma pessoa que eu odeio".

Já estávamos quase chegando, o silêncio predominava e somente na metade do caminho, percebi que esqueci o pacote lá embaixo; ótimo, vou ter que descer de novo, aish, eu tô muito velho pra esse tipo de coisa. 
Dei de ombros, depois focaria nisso, como eu disse, não havia tanta pressa assim. 
- Então, o que faz aqui, Seokjin? - perguntei calmamente, vendo-o virar a cabeça em minha direção; mordi o lábio inferior para não rir de sua pequena carranca de ódio, porém, consegui me controlar bem. 
- Não interessa à você, mas foda-se, eu vim trazer uns documentos que me pai esqueceu em casa. - ele realmente parecia irritado, sua voz demonstrava isso, além de deixar transparecer ainda um pouco do ciúmes que eu sei que lá no fundo estava sentindo.  
- Hm... Não sabia que você podia sair por aí ofendendo as funcionárias desse modo, o que acha que seu pai vai achar disso, Seokjin? - cruzei os braços lhe lançando um olhar desinteressado, ao que suas orbes focaram-se intensamente nas minhas assim que concluí a frase; eu poderia sentir medo daquele olhar ameaçador, se ele não me fosse tão fraco; o que disse foi mesmo na intenção de provoca-lo, ultimamente isso tem se tornado um hobby pra mim, vê-lo dessa forma me deixa com vontade de rir, é como se sua expressão irritada toda vez que eu o fazia me atraísse mais que o normal.
- Será que você pode fechar essa boca pelo menos uma vez na vida? Escutar meu nome saindo dela me irrita. - as sombrancelhas moderadamente grossas franziram-se enquanto eu lhe olhava, seus olhos escuros não desviavam de mim nem por um segundo, era como se seu objetivo fosse arrancar alguma reação significativa da minha parte, e eu não baixaria a guarda, nem se fosse pra um bem maior, porque pra mim era óbvio que Jin mal conseguia me tirar do sério, mas eu sabia que se por acaso ele visse alguma coisa que indicasse que eu não estava mais no sistema "foda-se" de sempre, alguma coisa ia mudar, quer dizer, Seokjin tem uma personalidade invasiva, viciante, e isso pode ser perigoso até mesmo pra mim. 
- Eu não ligo. - foi tudo o que me limitei a dizer, logo em seguida fitando as portas metálicas; senti um bufar irritadiço ecoar no pequeno espaço; ah, irritar alguém nunca foi tão fácil. 
- Olha aqui, quem você pensa que é pra... - ele estava quase concluindo alguma frase com aquela voz nervosa quando senti o elevador parar bruscamente, provocando um leve balançar de ambos os corpos. Me assustei momentaneamente, não estavamos no nosso andar ainda, ainda era o terceiro andar, e o nosso destino era o quinto. 
Suspirei, talvez fosse algum problema técnico simples ou algo do gênero; decidi que apertar o botão do quinto andar novamente seria o melhor, esse tipo de coisa vivia acontecendo com esse mesmo elevador, era normal até. 
Apertei; nada. 
Ok, isso não é tão normal assim. 
- O que está acontecendo? - Seok parecia assutado, sua voz estava trêmula; observei quando algumas luzes na cor vermelha acenderam-se em cada uma das extremidades do elevador, numa das plaquinhas digitais logo acima dos botões a frase "Problemas técnicos momentâneos" apareceu e eu simplesmente grunhi nervoso; puta que pariu, logo hoje que eu tenho uma reunião importante essa porra tem que dar problema? - Namjoon, eu perguntei o que está acontecendo. - soltei o ar pela boca lembrando sobre os avisos do Sr. Kim sobre isso "cuidado com o elevador principal, Namjoon", foi o que disse.
- Não é nada demais, deve ser algum problema no sistema, daqui a alguns minutos volta ao normal. - eu nunca havia de fato passado por esse tipo de situação, mas meus colegas de trabalho diziam que essas panis realmente não passavam de um tempo mínimo, talvez quinze à vinte minutos. 
Definitivamente, o Sr. Kim precisava arrumar esses detalhes o mais rápido possível. 
Rapidamente obriguei-me à sair de meus pensamentos quando uma respiração forte invadiu-me os ouvidos, junto do barulho de algo caindo ao cão. Olhei para o lado curioso e vi um moreno respirando fundo, enquanto que os papéis que antes segurava espalhavam-se pelo piso de borracha; o que ele estava fazendo afinal? 
- Eu não acredito que vou ter que ficar no mesmo ambiente que você de novo... - aish, tinha que ser. Não pude evitar um revirar de olhos quanto à sua fala, porra, eu aqui, achando que era algo sério e o problema era apenas sua birrinha por não querer dividir o mesmo espaço comigo.
Vários pensamentos do tipo "mandar Seokjin ir se foder" rondaram-me a mente, mas isso ficou fora de questão depois de algum tempo, até porque mandar ele ir se foder não iria resolver o nosso problema, e nem ia adiantar de muita coisa provocar uma discussão ali dentro. 
- Aish, eu mereço. - murmurou provavelmente achando que eu não escutei; não sei se era mera impressão, mas esse baixinho estava assim, na retaguarda ainda mais reforçada por causa de ontem, ou, mais especificamente por causa do beijo. Seu corpo estava largado sentado sob o chão, próximo aos papéis; sua boca movia-se em palavras mudas, assim fazendo com que seus lábios carnudos se movessem um tanto quanto provocantemente, na minha opinião; as bochechas gordinhas estavam infladas de uma maneira fofa que contrastava com a pele levemente corada por conta do calor, enquanto que seus cabelos se encontravam um pouco bagunçados.
Eu sabia que era errado pensar nas coisas que estava pensando, mas vi ali uma oportunidade de ouro para terminar o que não pude terminar ontem no carro. Estávamos sozinhos, num elevador e por aproximadamente quinze minutos, isso era mais do que suficiente pra mim.
À passos lentos, tomei a iniciativa de aproximar-me do garoto visualmente frustrado, o mesmo pareceu não notar minha presença agora mais perto de sí, ou apenas estivesse ocupado demais xingando o nada; em silêncio, abaixei-me até ficar à sua altura, e só depois de pousar uma das mãos em seu braço, seus olhos fitaram-me por completo; as orbes rapidamente se arregalaram ao notar que nossos rostos estavam à alguns pouquíssimos centímetros de distância, as respirações mesclando-se por um breve momento que foi o suficiente para que seu rosto corasse, não se sabe se de vergonha ou de... Calor
- E-ei... O que está fazendo? Sai de cima! - suas mãos já iam movendo-se para me empurrar, no entanto, antes que isso acontecesse, eu as segurei apertando-as firme acima de sua cabeça. Meu rosto agora encontrava-se frente a frente ao seu novamente, tornando o desejo de tomar aqueles lábios cheinhos ainda maior, quase à ponto de que se torna-se palpável, porque cá entre nós, Seokjin era a tentação em pessoa, difícil e gostoso
Ele parecia não querer ousar abrir a boca pra falar algo, alguma coisa em seu jeito me dizia que estava com medo de que isso interferisse em nossa aproximação naquele momento; e pela primeira vez em dois anos, consegui ver o que nunca havia reparado antes naquele adolescente rebelde, sem que ao menos precisasse usar algo relacionado à minha posição - de alfa - supostamente acima da sua, percebi que ele sentia-se intimidado, acuado, como se a minha pessoa o deixasse desastabilizado estando numa proximidade tão grande; mais precisamente, meu querido Seokjin muito provavelmente ainda sentia-se envergonhado por conta do selinho demorado de ontem à noite.

- O que foi, Seokjin, hm? - meus lábios estavam praticamente grudados à sua orelha, eu sussurrava lentamente ali, acariciava uma de suas coxas num contato sútil, porém, arrepiante. - Você está vermelho agora... - soltei uma breve risada, sentindo-o arrepiar-se. - Está vermelho por que sente vergonha? Sente receio de que eu te beije igual ontem? - pus minha língua pra fora, passando-a entre seu lóbulo quente e seus brincos prateados; foi inevitável não me sentir satisfeito - ao menos em parte - quando ouvi um suspiro baixo ser solto. Eu poderia apostar que seu rosto estava à ponto de explodir tamanha a  vergonha. - Você... - escorreguei minha boca por sua bochecha vagarosamente, sentindo seu corpo tencionar de forma automática junto de um novo arrepio, cheguei ao canto de seus lábios e na intenção de provoca-lo, passei minha língua por ali, sentindo a pele macia e deliciosamente gostosa com mais clareza. - ... Quer que eu te beije, não é... Baby? - sem que precisasse efetivamente de uma resposta, simplesmente grudei ambos os lábios mais rápido do que qualquer raciocínio coerente; suas mãos - antes quietas - começaram a mexer-se insistentemente, assim como suas pernas e seu rosto, que moviam-se de um lado para o outro a fim de se soltar de mim. 
Apertei seu maxilar com força e ele reclamou entre o beijo, não desistindo em nenhum momento de se mexer. Não sei se aquela criatura sempre foi forta daquele jeito, mas estava sendo difícil segura-lo; Sentei-me em cima de suas coxas na tentativa de impedir sua movimentação, meus lábios mexiam-se rapidamente contra os seus, seus pulsos já deveriam estar avermelhados e doloridos em decorrência do aperto forte que eu exercia sobre eles, e... Puta que pariu, nem assim esse ser parava quieto. 
Creio que foi em um momento de distração que ele mordeu meu inferior tão forte, que foi inevitável não soltar um grunhido dolorido com aquilo; a mordida havia sido tão forte, que seus dentes quase abriram um corte em minha boca. 
Tudo o que fiz foi bater seu corpo contra a parede com um pouco de força, vendo-o parar de se debater aos poucos por conta da dor, senti seus dentes se posicionarem outra vez para me morder, mas isso não aconteceu, porque eu adentrei sua boca com minha língua numa velocidade mais do que rápida.
Seu corpo ainda oferecia sinais de resistência, tanto que senti o músculo semelhante ao meu encolher-se dentro de sua boca durante mais algum tempo, até finalmente ceder e deixar com que eu a enrrolasse junto à minha. 
O beijo começara bruto, afoito, por isso, tive que acalmar eu mesmo a situação de maneira calma, na intenção de não assusta-lo e fazer com que voltasse a tentar me empurrar; olha, eu não sei se isso me tornava um masoquista, mas o fato é que valeu muito a pena quase sangrar só pra sentir essa boca colada à minha novamente, agora, num beijo de verdade. 
Por incrível que pareça, ele parecia estar correspondendo ao beijo, sua cabeça mexia-se minimamente acompanhando meu ritmo sincrozinado, nossas línguas também envolviam-se com cautela, lento. Afrouxei seus pulsos ainda sem larga-los, somente o suficiente para que a circulação de sangue voltasse a se normalizar naquela região. 
Eu alinhei meu corpo em seu colo corretamente e carinhosamente acariciei sua bochecha quente; Seokjin era tão adorável que mesmo em meio ao ósculo, ele continuava corado; lindo. 
Confesso que foi um tanto difícil pra mim largar aqueles lábios - agora inchados e vermelhos - quando um novo baque do elevador indicou que o mesmo voltara a funcionar; eu me separei dele lentamente, logo em seguida olhando-o nos olhos ofegante, esperando encontrar algum sentimento de raiva ou algo assim, mas tudo o que achei foram uma confusão imensa, que chegou a me deixar confuso também. 
- Por que... Me beijou? - o moreno respirava com dificuldade, falava aos sussurros rasos comigo, sussurros esses que eu só escutei por estar muito perto de seu rosto.

- Porque você é meu noivo, eu posso te beijar quando eu sentir vontade. - eu terminava de recuperar minha respiração quando disse isso, e não, eu não estava sendo bonzinho com aquele garoto, até porque como eu disse, não vou baixar a guarda tão cedo. - Aliás... Se eu mandar e seu quiser, eu posso te fazer transar comigo. - e como se tudo colaborasse para aquela cena um tanto peculiar, as portas de metal abriram-se no segundo seguinte; eu saí de seu colo, arrumei meus cabelos com a mão mesmo - já que pente 'tá em falta - e sai, deixando o mais novo sentado no chão olhando pra um horizonte não existente, o que é claro, como eu esperava, não demorou a ser substituído por um gritinho escandaloso e feminino demais.

Esboçei um sorriso de canto; é, as coisas vão ficar bem interessantes daqui pra frente.

Continua... 




Notas Finais


E aí, povo? Gostaram? Bom, comentem, ok? É mega importante pra mim, beijinhos da tia Sweet, seus lindos! Até a próxima!


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