História The need - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Monjin, Namjin, Vhope
Exibições 165
Palavras 4.515
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Aeeeee genteee! Então, eu demorei isso tudo pra postar por que como eu disse, não estou tão animada assim com ela, e tipo, por mais que os capítulos já estejam prontos, não dá muita vontade de postar ;-; desculpa mesmo, gente, eu sei que não é culpa de vocês ter acontecido todo esse problema do emu perfil ter sido apagado, mas... É que sei lá, eu fico meio assim porque antes the need tinha mais de trezentos favoritos, e era tão bom ver que ela crescia cada vez mais... Enfim, acho q é só isso msm!
Boa leitura!

Capítulo 6 - Festa?!


Pov Namjoon off

Pov Seokjin on

Acho que não existe coisa mais tediosa que ficar esparramado igual à um mendigo no sofá de casa olhando pro horizonte chamado parede; o dia lá fora estava ensolarado e segundo a minha mãe, seria bom que eu saísse um pouco de casa, mas o problema é: eu não gosto de sol e estou nervoso e frustrado e acabado demais pra pensar em me divertir; as coisas estavam indo de mal à pior depois que Namjoon me agarrou naquele elevador, eu tentei convencer meu pai umas trezentas vezes só ontem à noite de que me casar com o Kim não era uma boa idéia, mas a úncia resposta que recebi, foi "Você não sabe o que é melhor ou não, Seokjin"; sério, minha cabeça parece estar prestes à explodir, não sei mais o que pensar sobre isso, porque eu odeio mais que tudo aquele imbecil, porém, me sinto um verdadeiro idiota por ter permitido que ele prosseguisse com o beijo, não só no carro, como também na empresa.

- Ahhh, merda, Seokjin... - resmunguei numa lamúria cuidando para não me mexer tão bruscamente, visto que Jungkook dormia no meu colo; Kook estava muito cansado ultimamente, meu bebê está dormindo muito, e quando está acordado, reclama frequentemente de sono, isso me deixa preocupado, mas minha progenitora disse que é apenas uma fase de criança, então eu acabei deixando isso de lado. 

Suspirei, como se já não bastasse o beijo e toda a ceninha que, parando pra analisar agora foi ridícula em relação à recepcionista, ainda fiquei sabendo que o meu pai vai dar uma festa em comemoração ao sucesso da empresa Kim, uma festa aqui em casa, o que significa que Seokjin também vai ter que se arrumar, ser gentil com os convidados e ainda por cima, aturar aqueles funcionários chatos - contando com Namjoon; na verdade, essa festa não é de fato uma novidade, ela ocorre todo o ano e conta com acionistas importantes, por assim dizer. 

Humpt! Que ótimo, aguentar gente arrogante deveria ser considerado uma das minhas mais destacadas qualidades. 

Jeon já estava babando em minha camisa, acho que seria melhor leva-lo para o quarto; ajeitei suas costinhas com uma das mãos e com a outra suas perninhas roliças, ia levantar mas quando fiz menção de pisar o pé no chão, meu celular tocou. Puxei o celular de meu bolso e fitei a tela "Taehyung".

Ligação on

- Hyung? - sua voz soou num tom baixo assim que atendi o celular.

- Oi, Tae. 

- Ér... Oi, Jinnie. - estranhei assim que notei que o tom baixinho permanecia. Desde que conheço esse garoto ele nunca permitiu que a animação e bom humor deixasse de ser estampado em sua personalidade, eu não entendia bem como ele fazia isso, mas acho que era algo natural, e obviamente não era nenhum um pouco comum vê-lo daquele modo, tão... Desanimado? 

- Você está bem, Tae? - perguntei, ouvindo um pigarrear seco do outro lado da linha, como se quisesse disfarçar algo. 

- Eu... - ele vacilou por um segundo, mas logo voltou a falar. - Eu posso dormir na sua casa hoje, hyung? 

- Claro, mas... Por que assim tão de repente? 

- Não é nada, hyung. - ah, esse garoto era um péssimo mentiroso. 

- Nem venha com " não é nada". Me conte já, Kim Taehyung. - eu ainda tentava não falar muito alto, porque tinha uma criança dormindo em meus braços, e se essa criança acordasse as coisas não iam ficar legais. 

- Olha, hyung... Eu conto quando chegar aí, tudo bem? 

- Aish, ok criança, venha logo. - ele balbuciou um "ok" baixo e a ligação foi encerrada no momento seguinte. 

Ligação off

Realmente, havia alguma coisa errada com aquele menino, e por algum motivo, eu sentia que tinha algo haver com as famosas burradas de Kim Taehyung com a vida. 

Coloquei novamente meu celular no bolso da calça, Jungkook pareceu se remexer um pouco, nada que pudesse ser de fato alarmante, já que apenas enfiou seu rostinho delicado entre o tecido da minha camiseta como uma boa criança manhosa; acabei rindo do meu macaquinho, puxei-o para cima e segui até seu quarto, o deixando lá e embrulhando seu pequeno corpinho. Posso dizer que ser babá não é bem minha vocação, mas eu me dou bem com bebês, hoje minha mãe saiu junto do meu pai para um compromisso particular, ou seja, tive que cuidar de Kook sozinho o dia todo - detalhe que já ia dar três da tarde. 

Desci novamente as escadas, me esparramando no sofá igual antes; aish, aquilo continuava tedioso demais, e o pior é que eu não tinha a menor idéia do que faria para deixar de lado toda aquela chatice; culpar Kim Namjoon por toda e qualquer coisa já estava virando rotina pra mim, mas também não é como se eu não tivesse razão na maioria da vezes, até porque hoje cedo eu estava cozinhando e cortei o dedo pensando naquele imbecil, deixei o vaso cair enquanto o limpava pensando nas cagadas que ele já conseguiu fazer mesmo em tão pouco tempo que nós somos "noivos", e por último, pra completar minha manhã maravilhosa, acabei por derrubar o meu lindo celular no chão pensando no Kim. Aish, eu mereço.

Pisquei pelo menos duas vezes assim que escutei a campainha tocar; parecia que Taehyung só resolvia aparecer quando eu estava pensando na minha vida de merda - o que não era necessariamente ruim, na verdade. 

Segui até a porta preguiçosamente, eu nem sei porquê esse garoto já não foi entrando logo como sempre fazia, ele provavelmente sabia - ou deveria saber - que eu sou um cú de preguiça. Quando já estava próximo o suficiente, girei a maçaneta abrindo assim, a porta, podendo visualizar de pronto um certo dongsaeng de cabeça levemente baixa, suas mãos apertavam-se nas alças da mochila em suas costas com certa força, dispersando todo o sangue da região; achei estranho, além de estar quase arrancando a pobre da alça com as unhas, suas mãos tremiam, tremiam tanto à ponto de ser algo muito perceptível.  Seus olhinhos estavam vacilantes e vermelhos, os lábios estavam mordidos e... Espera, esse garoto 'tava chorando? 

- Tae... Você... - ele nem sequer me deixou terminar, apenas me agarrou num abraço de urso apertado, deixando com que sua mochila deslizasse de seus braços em direção ao chão. Eu estava surpreso, o que exatamente estava acontecendo? Abri brevemente a boca prestes a dizer algo, porém, parei ao sentir algo molhado em minha camiseta; meus olhos se arregalaram, quando foi a última vez que vi Tae chorando? Triste daquele jeito? Merda, alguma coisa havia acontecido, e alguma coisa provavelmente grave. 

Eu poderia fazer qualquer coisa naquele momento, mas sabia que perguntas não eram convenientes ainda, estando ciente ou não do que aconteceu, é óbvio que essa criança precisa de algum conforto. Envolvi o mais baixo confortavelmente entre meus braços, permitindo que minha camiseta fosse molhada e meu corpo fosse fortemente apertado por seus braços. 

- H-hyung... -  ouvi sua voz rouca chamar-me dentre os soluços altos e frequentes. Beijei o topo de sua cabeça com carinho. 

- Shhh, tudo bem, Tae, pode me contar o que aconteceu quando estiver mais calmo, hm? - apenas o vi assentir, enterrando-se em meu peitoral novamente. Aish, não vou mentir, ver o meu melhor amigo daquele jeito estava me cortando o coração, foi ele quem sempre me ajudou nos meus momentos mais difíceis, mesmo com seu jeito um tanto não reservado, e agora era a minha vez de cuidar de sí, não poderia falhar nisso, afinal. 

Devagar, fui acalmando-o aos poucos, com pequenos afagos de cabelo e palavras de conforto, eu sentia seu choro dar algumas pausas durante o tempo em que continuava abraçando-o, isso aconteceu por mais algum tempo até o garoto fazer um sinal com a mão pra mim, apontando pra escada, provavelmente querendo me dizer que queria ir para o quarto. Apenas concordei, recolhi sua bolsa do chão e subimos, em silêncio, com Taehyung na frente imagino que completamente inerte, porque à cada dois degraus eu tinha de lhe dar um leve empurrão para que subisse. Quando entramos no quarto, eu joguei sua mochila pro canto próximo à minha cama e a deixei encostada lá, logo em seguida seguindo até a cama e sentando-me encostado contra a cabeceira; o menor olhava tudo casualmente, seu olhar era opaco, não transmitia nada além de um vazio preocupante, e isso era ruim, muito ruim. 

- TaeTae... - chamei de um jeito carinhoso batendo em minhas coxas para que ele deitasse sua cabeça ali, como sempre fazia quando era praticamente abrigado a lhe fazer um cafuné; com o mesmo olhar vazio, o mais novo veio até a cama, subindo nela e deitando sua cabeça aonde eu havia indicado. Bem, uma coisa eu poderia afirmar, mesmo triste aquele menino conseguia continuar sendo folgado. O acariciei calmamente, suas mexas lisas deslizavam por meus dedos facilmente e eu o sentia relaxar a cada novo carinho; Tae suspirou e mexeu sua cabeça, virando o rosto para me olhar. 

- Hyung... Eu... Acho que fiz uma besteira... - arqueei as sombrancelhas de maneira desconfiada e confusa, não cessando o afago em seus fios; ao menos temos uma dimensão do tamanho da merda que esse garoto deve ter feito pra chegar aqui chorando daquele jeito. 

- O que você fez, Tae? - seus olhos buscaram os meus, logo em seguida mordendo o inferior sutilmente num ato de nervosismo, as pequenas orbes encheram-se novamente tornando o avermelhado - já presente - ainda mais intenso. 

- Eu... Hyung... O Hope... - era meio óbvio que ele estava atrapalhado com as palavras, porém, se o Jung cavalo Hoseok está envolvido nisso, significa que a merda 'tá maior do que eu pensei que estava. 

- O que o cavalo fez com você, Tae? - perguntei confesso que um pouco impaciente. 

- Ele não fez nada, hyung, é que eu... - vi que quando o menor ia continuar a frase, sua garganta praticamente se fechou e ele engoliu à seco; porra, aquele suspense todo estava me matando. 

- Você o que, Taehyung? Diga. 

- É que, eu... Acho que tô... Tô grávido... - puta que o pariu. Eu poderia jurar que senti como se meu cérebro tivesse parado de raciocinar por algum tempo e meu coração parado de bater; como assim o... Taehyung, minha criança, meu garoto tarado, meu melhor amigo que não sabe nem cuidar de sí mesmo direito está grávido?! Como isso é possível?!- Hyung? Tá tudo bem, hyung? - ouvi um estralar de dedos perto de meus ouvidos e finalmente consegui piscar normalmente depois de minutos encarando fielmente o meu horizonte invisível. 

- T-taehyung... Como. assim. você. está grávido? - meus olhos se fecharam apertando-se com força um contra o outro enquanto massageava minhas têmporas tentando não parecer tão nervoso quanto estava; sério isso?  

- É-é que... Eu entrei no meu cio há algum tempo, hyung... - ele respirou fundo. - Eu e o Hobi transamos e... Ele esqueceu a camisinha. - meu coração gelou uma segunda vez ao escutar "esqueceu a camisinha"; eu não estava em posição de julgamento, na verdade, porque cá entre nós, não seria certo dar uma bronca no Tae agora que se encontra tão sensível à ponto de chegar chorando na minha casa, seria muito rude da minha parte, afinal de contas, essa criança já me ajudou tanto que não custa nada ter um pouquinho mais de paciência num momento delicado como esse. 

Abri os olhos olhando diretamente para baixo, Taehyung me fitava apreensivo, com aqueles olhinhos tristonhos que eu odiava ver encaixado no seu adorável rosto de alien. 

- Você fez o teste, Tae? - seus olhos se arregalaram rapidamente, a expressão de surpresa tomando conta de seu rosto. 

- V-você... Não está bravo comigo, hyung? - o olhei de forma reprovadora e ao mesmo tempo magoada, eu parecia tão mal assim aos olhos das minhas crias de consideração? 

- 'Tá eu 'tô né, deveria ter usado camisinha, merda. - lhe dei um leve tapa na cabeça apenas para descontrair, embora o garoto tenha reclamado. - Mas, enfim, isso não importa agora, se você estiver grávido nós vamos arranjar um jeito de sustentar essa criança e cuidar dela com todo amor e carinho, tudo bem? - ele apenas assentiu enquanto seus olhos marejavam outra vez; é, eu sei que eu falo palavras lindas, obrigado. 

- Eu... Obrigado, hyung, eu te amo tanto. - senti seus braços apertarem minha cintura num abraço desajeitado por estar com a cabeça anteriormente apoiada em meu colo e acabei rindo; esse garoto não tem jeito mesmo, se realmente essa história de gravidez não for coisa da cabeça dele, eu sei que as coisas irão ficar bem difíceis, mas não significa que eu vá abandonar meu amigo e muito menos apavora-lo com pensamentos pessimistas sobre isso. 

-  Eu sei que você me ama, Tae. - disse de forma convencida mexendo em seus cabelos lisos, observando-o se separar de mim no momento seguinte com o mesmo semblante preocupado, mesmo que eu já tenha dito que vai ficar tudo bem. - Ah, não, Taetae, eu não vou deixar você ficar triste por causa disso... - rapidamente, levantei-me da cama num pulo assustando-o com o ato. - Vamos, levanta essa bunda daí, a gente vai assistir um filme enquanto o Jungkook não acorda. 

- Mas, hyung, eu... 

- 'Tá tentando me desobedecer, Kim Taehyung? - perguntei cerrando os olhos de uma maneira ameaçadora; o garoto apenas levantou as mãos para o alto rendendo-se e balbuciando algo como um "ok" que eu decidi ignorar. Puxei-o pela mão ao longo do corredor e escadas - a bagaça quase tropeçou no último degrau -, até que chegassemos na sala. - Você fica aqui e escolhe um filme enquanto eu faço a pipoca, entendeu? - Taehyung não respondeu, abaixou a cabeça e suspirou; merda, eu nunca fui realmente bom em consolar os outros, porque eu sempre o realizava de modo errado não importava quem fosse, como quando o Kook teve um ataque por ter visto um palhaço pela primeira vez e chorou durante duas horas comigo falando coisas sem sentido algum na tentativa de acalma-lo.

Em meio à sua ação, eu o acompanhei suspirando também, relaxando o corpo e me aproximando do sofá aonde o havia empurrado segundos atrás. Me agaixei à sua frente apoiando ambas as mãos em seus joelhos magros. Ele não estava chorando... Ainda. - Tae... Não fica assim, ok? Nós vamos dar um jeito, hm? - levantei seu rosto calmamente deixando-lhe um beijo na testa. Somente tive um assentir de sua parte como resposta, não que esperasse mais que isso, ele devia estar abalado e muito confuso com tudo isso para dizer qualquer coisa. 

Eu o deixei lá, escolhendo um filme como havia pedido e me dirigi para a cozinha; sério, o resto da casa deve estar um perfeito lixão com Jungkook tendo idéias como "brincar de espalhar brinquedos e comida pela casa", porém, a cozinha ainda está um brinco, brilhando até as portas dos armários, simplesmente porque se rolar alguma manchinha mínima, quem vai levar surra de frigideira - sim, frigideira - mais tarde sou eu da mulher que eu chamo de mãe. 

Aproximei-me do balcão e abri o armário lá em cima, puxando um pacote de pipoca de microondas - pois é, o lema da Sra. Kim é " se você mexer no meu fogão eu uso sua mão como enfeite pra estante da sala ". Sobre isso... Sim, eu sofro traumas domésticos. Abri a embalagem e coloquei o pacote dentro do microondas, logo em seguida discando o número de minutos necessários. No mesmo segundo em que apertei o botão de barulho irritante, outro ruído que eu identifiquei como o de uma mensagem de celular ecoou pelo cômodo. 

Apoei minha cintura no balcão e puxei meu celular do bolso; número desconhecido. Minhas sobrancelhas arquearam-se, apertei no ícone de mensagem e me deparei com a seguinte frase: " olá, Jinnie." oi? A única pessoa que me chama assim é o Taehyung, e o Taehyung está na minha sala agora, então quem...

Outra mensagem. Dessa vez eu juro que pensei eu várias formas de suicídio, sério, acho que até afogamento 'tava valendo, porque acho que só assim pra acabar com aquela maldição que o meu próprio pai fez questão de jogar em mim. "Sentiu falta do seu Namjoon?" foi isso o que eu li; meu Deus, podia ter um botão de 'desver', né não?

Respirei fundo, apertando o celular em minha palma com brutalidade, só de pensar que enquanto ele escrevia essa mensagem possivelmente estava com um sorriso irônico no rosto fez meu sangue ferver como nunca. Mandar Namjoon ir se foder era uma das opções mais viáveis no momento, porém, eu pensei melhor e resolvi responder enquanto a pipoca não ficava pronta. 

"Com quem você pegou meu número, desgraça?" enviei. Man... Eu cortei um dedo hoje pensando nessa praga, então é claro que o fato de ele ter meu número me deixa no mínimo estressado. A resposta veio minutos depois. 

"Com o Sr. Bon Hwa." ah, claro, obrigado pai, muito obrigado.

"O que você quer?" enviei de volta, sendo o mais frio e grosso e ignorante que se poderia ser por meio de uma mensagem. 

"Bem, eu estou muito ocupado pra ir aí na sua casa nós próximos quatro dias e fazer qualquer pedido pessoalmente, então quero deixar claro que na festa da empresa, você vai ser meu acompanhante."puta que o pariu, eu mereço essa porra toda mesmo, sabia que não deveria ter deixado de ir à igreja quando era mais novo, agora deu nisso, estou na merda e deus deve estar rindo da minha cara agora. Caralho, hein... 

" Mas que merda, hein, Kim? Tu pega meu número sem a minha sagrada permissão, manda uma mensagem dessas com o objetivo puramente de me estressar e ainda me lembra dessa maldita festa. Vai se foder!" mandei e logo após vi o microondas apitar novamente indicando que a pipoca já estava pronta. Quis andar até lá mas o celular apitou bem na hora. 

"Eu também te amo, princesa." ah, meu deus, o que eu posso dizer sobre isso? Que eu quase pensei em quebrar o meu lindo celular no chão depois disso? Talvez.

"Princesa"?! Não, man, não, não, não... Eu definitivamente devo ter atirado Jungkook's na cruz, porque não é possível. Como sempre, descontei minha raiva num grito abafado contra a minha própria mão, mordendo-a com força; porra, por que lidar com esse ser humano parece ser tão difícil e... impossível? Podia ser menos complicado, né, Jesus?

- Hyung... Tá tudo bem? - olhei rapidamente para a entrada da cozinha encontrando a cena mais fofa do mundo - depois do Kook dormindo. Tae estava todo enrolado no cobertor que provavelmente pegou no meu quarto nesse meio tempo, seus olhos eram coçados constantemente pelas mãos pequenas e seu cabelo se encontrava levemente bagunçado. Ah, para, golpe baixo mandar esse menino pra me acalmar. 

- Está sim, Tae, não se preocupe. Já escolheu o filme? - ele assentiu. - Então tudo bem, vamos, a pipoca já está pronta. - tirei o pacote de dentro do microondas e o esvaziei dentro de uma vasilha, logo em seguida puxando uma garrafa de refrigerante da geladeira. Fomos para a sala outra vez, já deveriam ser por volta das cinco e meia da tarde, mas não estava totalmente escuro ainda. 

Com a ajuda do menor, depositei todas as coisas em cima da mesinha de centro, sentamo-nos no sofá e nos embrulhamos. 

- Pode dar play, Tae. - o vi assentir mais uma vez e então, um filme de romance deu início. Confesso que romance não é lá o meu gênero favorito, então não estava prestando tanta a atenção assim, na verdade, nos primeiros trinta minutos de filme, eu apenas joguei um joguinho qualquer no celular, claro, isso foi antes da protagonista conseguir me prender por míseros minutinhos com uma única frase. 

"Eu odeio você, mas só aí dentro tem o que eu quero". Eu sei, muito clichê - ou nem tanto -, mas... De alguma forma isso mexeu comigo, era como se eu realmente pudesse sentir aquilo, como se algo grudado em meu peito que eu não consegui identificar naquele momento me disesse constantemente, à cada palavra escutada que aquela frase fazia algum sentido pra mim; me perdi por breves segundos, estava confuso, afinal, se eu senti alguma coisa com isso, quer dizer que eu devo ter a mesma sensação que a personagem do filme tem... Não é? Aish! Por que esses enigmas, Deus? Não precisa disso. 

Suspirei ainda em meio à pensamentos que foram interrompidos no momento seguinte, assim que ouvi a campainha tocar; olhei para Taehyung que já me encarava, nós praticamente nos falávamos por meio de olhares decidindo quem iria atender a porta. 

- Aish, moleque ingrato. - reclamei levantando-me afobadamente pisando duro até a porta da frente. Sério, a gente nem tinha demorado tanto assim e a santidade do outro lado já estava quase quebrando o botão da campainha de tanto pressionar aquela porra. - Já vai, caralho! - gritei irritado para logo após destrancar a bendita maçaneta. Olha, eu esperava qualquer um, tipo, qualquer um mesmo, menos o cavalo. 

- Oi, Jin hyung. - Hoseok cumprimentou tentando parecer convincente sobre não estar nervoso, era visível seu estado só pelo fato de ele estar suando mais que tudo e estar sério. 

- Oi, Hope. - arqueei as sombrancelhas; algo me dizia que o alien sentado no meu sofá tinha alguma coisa à ver com essa aparição repentina. 

- O Taehyung está... - ele iria terminar, mas fomos interrompidos por um grito de Tae junto de passos rápidos em direção à porta. 

- Hyung, por que você tá demorando, vamos assistir o fi... - de repente, a criança simplesmente paralisou no lugar mesmo quando visualizou o namorado ali; seus olhos arregalam-se e Jung deixou com que uma chama raivosa faiscasse em seu olhar de maneira muito perceptível. Porra, que merda 'tá acontecendo aqui? - H-hobi? - balbuciou visivelmente perdido nas próprias palavras. 

- Precisamos conversar, Taehyung. - ditou firme, incrivelmente assustador até pra mim. Nossa, pro Hoseok cem por cento gay que eu conheço esse aí é novo, viu. 

- H-hobi... Eu não... - o pobre do dongsaeng até tentou argumentar, porém, foi parado bruscamente.

- Agora, Taehyung. - novamente grosso demais, fazendo Tae tremer e engolir à seco. 'Pera...  Quem esse cavalo pensa que é pra falar assim com o meu amigo?!

- Ei, ei, vamos com calma, Hoseok, meça suas palavras. - brandei usando do meu direito de hyung pra intimida-lo. 

- Não se preocupe, hyung, eu não vou fazer nada com o Tae. - ele continuava sério mesmo depois da minha fala. Eita, a porra 'tá séria mesmo. - Agora... Vá pegar sua mochila, Taehyung, você vai dormir na minha casa hoje. 

- C-como você... - o mais novo começou de maneira confusa. 

- Sua mãe me avisou que você estaria aqui... - riu seco. - mas você deveria realmente estar surpreso, afinal, está fugindo de mim à uma semana, não é? - estou presenciando uma "Dr" aqui produção? É isso mesmo?

- M-mas, e-eu não estou fugindo, hyung, eu só...

- Vá pegar sua bolsa, Tae. - o moreno trincou os dentes nervoso para o loiro; depois de encaradas intensas que eu sinceramente não entendi por parte dos dois, Tae saiu dali apressado, subindo as escadas correndo em direção ao meu quarto. Me perdi legal por algum curto período de tempo para somente após terminar de ouvir seus passos, sair correndo atrás de sí. 

A cena que encontrei quando adentrei o quarto me partiu o coração no mesmo segundo. Minha tampinha estava chorando; meu alien chorava baixinho ao mesmo tempo em que arrumava as poucas coisas que havia tirado da bolsa. Sério, aquilo doeu, e doeu muito, como eu disse mais cedo eu nunca fui bom em consolar ninguém, e não ia ser agora que iria melhorar, então fiz o que meus instintos pediam: corri até o loiro e o abraçei forte, fazendo-o largar a mochila no chão com o impacto; o molhado em meu ombro já era presente, suas mãos apertavam com força o tecido da minha camiseta. Não entendia o motivo de estar chorando, mas sabia que não podia deixa-lo naquele estado. 

- Ele... Ele não sabe, hyung... - suspirei. Que merda, hein? O próprio pai da possível criança sequer sabia da existência dela. 

- Aish, Taetae, por quê você não contou? Está mesmo fugindo dele? - apertei-o mais em meus braços. 

- Eu... Eu não estou fugindo dele, hyung... É que, e-eu tenho medo de ele me abandonar se eu disser que estou com suspeitas de gravidez. 

- Ei... - delicadamente o tirei de meu ombro e levantei seu pequeno rosto - agora vermelho e molhado. - Não se preocupe, pequeno, tenho certeza de que ele vai entender, vocês fizeram esse bebê juntos, sendo assim, vão cuidar dele juntos. - ele fez um breve barulho estranho com a boca, nossas testas encostaram-se e eu sorri, acarinhando seus cabelos loiros entre meus dedos. 

- Tudo bem, hyung... - respirou fundo, as lágrimas cessando aos poucos, assim como seus soluços. - Eu... Vou descer agora, sim? 

- Ok, eu vou com você até a porta. - disse enquanto puxava sua mochila para meus ombros. 

Descemos em silêncio, Hoseok continuava no mesmo lugar, não havia saído dali em nenhum momento. Nesse estado, eu realmente teria que ter medo do que ele pudesse fazer com Taehyung, mas eu o conhecia e sabia que nem mesmo quando nervoso conseguia ser violento, por isso, e só por isso deixaria meu amigo ir com ele. 

- Aqui. - joguei a mochila pro moreno que pela primeira vez conseguiu não ser lento, pegando-a. - Você leva a bolsa dele. - afirmei firmemente. O cavalo apenas assentiu. 

- Ei, eu não preciso que levem minha mochila, não sou aleijado, posso muito bem... 

- Vamos, Taehyung. - interrompeu puxando sem muita força a mão do menor, fazendo-o andar para perto de sí ainda um pouco contrariado. 

- Se cuide, Tae. - lhe deixei um beijo casto na testa. - E você, cuida dele, ouviu? - me dirigi à Hoseok dessa vez, podendo vê-lo balançar a cabeça em concordância, apertando a mão na cintura do garoto. 

O mais novo despediu-se de mim e ambos saíram logo em seguida, talvez o caso desses dois só necessitasse de uma conversa. 

Dei de ombros enquanto fechava a porta, embora o dia não tenha sido muito cheio hoje, cuidar de Jungkook mais cedo e do Tae agora me deixou cansado, na verdade, não sei se esses dois juntos conseguem me cansar mais que o Namjoon, apenas sei que ao todo, são três pessoinhas pra se preocupar. Minha barriga roncava, precisava urgentemente comer algo que não fosse pipoca. 

- JIIIIN LYUNG!!!! - meu coração quase parou quando um choro alto e manhoso ecoou pela casa. Puta que o pariu, é hoje que Deus me leva. 

Continua...



Notas Finais


E então? Gostaram? Se gostaram, comentem, sim? Beijinhos, amores! Até a próxima! 💕😘😘💕😘


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...