História The Nerd and the Bad Boy - Capítulo 15


Escrita por: ~ e ~Little_Angel1

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Clichê, Drama, Romance
Exibições 139
Palavras 1.743
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


OLAAAAAAAA
AQUIIIIIE
MAISSS
UMMM
CAPPP

Capítulo 15 - Febre


KILLIAN

Suas palavras pesam em minha consciência e de certa forma provoca em mim um aperto no coração , um desgosto repentino. 

Não consigo mais olhar para esse rosto que já deve ter despejado milhares de lágrimas por minha culpa , por culpa de um monstro como eu.

Ela foi humilhada , empurrada e pisada por nós pessoas sem escrúpulos. Ela ganhou apelidos que a feriram e tudo por culpa de nós pessoas sem coração.

 Sofia é apenas uma jovem querendo um futuro melhor , ela não tem dinheiro e nem é popular mas isso não nos dava o direito de humilha-la dessa forma. Por que demorei tanto para enxergar isso?

Sofia me salvou mesmo tendo sido gato e sapato na minha mão , mesmo eu tendo a feito tanto mal ela me salvou. Só agora posso ver a pessoa amável que ela é , eu tenho vergonha de mim mesmo. Eu a fiz se sentir sozinha , nós fizemos ela se sentir sozinha. Eu sou um verme.

Saio da caverna aprssada , sentindo meu tornozelo doer porém  eu Ignoro isso , essa dor já não me importa. Ando apressado até uma árvore,  onde me escoro e me deixo cair ao chão. Uns pingos grossos pingam em uma espécie de carriola velha , jogada em meio a um arbusto seco.

Ouço um trovão e uma fina chuva começa a cair em seguida.  Me deixando molhado. Me permito deixar escapar algumas lágrimas desses olhos frios , lagrimas de desprezo do meu próprio espírito. 

- Me perdoa meu Deus , me perdoe pelo meu egoísmo. Me perdoe por não ser digno do seu perdão.  - choro.

Choro como uma criança , em meio a chuva e a lama que se forma por entre a grama. 
 

SOFIA

Ele está lá na chuva , daqui da porta da caverna posso ve-lo. Eu até o chamaria para adentrar mas vou deixa-lo em paz na dele , e aliás não quero mais incomoda-lo deixe ele lá pensando em sua vida interessante. 

Estendo o cobertor , única coisa que felizmente trouxe , e me deito nele. Fecho os olhos e com o barulho da chuva eu logo pego no sono.

(…)

Abro os olhos sentindo uma dorzinha incomodativa em minhas costas. Deve ser por causa do chão duro. Passei frio essa noite.

 Me sento e olho ao redor , Killian não voltou para dentro. 

Me levanto e me espreguiço , observo uma poça de água na grama do lado de fora e sem nenhum pudor eu tento fazer minha higiene matinal com aquela água mesmo. 

Prendo meu cabelo em um coque alto e me coloco de pé. Um som de gemidos trêmulos sooa e eu procuro o som com os olhos. Vejo o Bad Boy debaixo da mesma árvora de ontem , céus ele dormiu na chuva!.

Corro até ele , quase escorregando na lama que se formou entre a grama , e me agacho ao seu lado. 

- Meu Deus Killian... - ele está tremendo e seu corpo está todo quente , seus lábios que antes eram a combinação perfeita de um vermelho, agora estão recheados e ressecados. Ele dormiu na chuva , ele está com febre e eu não sei como vou ajuda-lo.

- O-olha- ele murmura baixinho - T-tudo aquilo que você disse ontem… P - perdão

Meu coração acelera.  Isso é verdade? Ele está mesmo pedindo perdão pelos anos que ele me fez mal? Por todas as vezes que ele me humilhou?

- Eu te perdôo Killian , mas agora vamos pra dentro que eu vou cuidar de você. 

- Não precisa cuidar de mim , eu sou um verme e tenho que morrrer - ele fala , sua voz sai firme mas ainda  um pouco falha.

Ignoro o que ele disse e o ajudo a levantar , cruzando nossos braços. Caminhamos juntos até a caverna , em passos lentos. 

Quando Adentramos ele se deita no chão e eu coloco o cobertor em cima dele para mante-lo aquecido e para tentar manter sob controle sua tremedeira.

- Acho que no meio desse matagal deve haver alguma erva , pra eu poder pelo menos preparar um chá.   - falo o olhando

Como sou burra. Aqui não tem fogo nem água limpa , como vou fazer um chá?. Paro para pensar , Killian fuma ele deve ter um isqueiro no bolso ou talvez um fósforo. 

- Killian , você tem isqueiro ou fósforo?  - pergunto , sinto um frio na barriga por te-lo assim tão próximo e ainda mais por estar cuidando exatamente dele.

- Tenho isqueiro - ele fala baixo

Ainda tremendo , Killian enfia a mão por dentro do bolso da bermuda , retirando um isqueiro vermelho.  Tomo-o de sua mão e  guardo em meu próprio bolso. 

- Agora vou ver se tem alguma erva por perto. 

Me levanto do chão e saio da caverna. Começo a procurar , passo os olhos com cuidado e com medo de perder qualquer vestígio que possa ser o de uma erva medicinal. Mesmo não sabendo muito sobre ervas , eu sei que existem algumas que passam a febre. 

O sol está escondido por entre as nuvens que cobre o céu azul , está gélido e eu posso sentir congelar minha espinha.  Espero que Deus me ajude a encontrar essas ervas para Killian. E eu peço a ele também para que venham nos procurar , com Killian desse jeito não podemos procurar o caminho de volta ao acampamento.  E algo me diz que estamos perdidos...

- Macela!!! - exclamo saltitante assim que meus olhos fitam um ramo dessa erva , que tem o nome de Macela.

Arranco um punhado com as mãos sentindo o aroma de mecela invadir meu nariz , isso com certeza vai ajudar na febre dele. Caminho de volta para a caverna , Killian continua tremendo por baixo daquele cobertor. 

- Achei macela Killian , agora só falta água limpa - repouso a erva sobre o chão ao seu lado e paro para refletir aonde encontrarei água limpa.

- T-tem água , em uma carriola v-velha lá fora - ele fala tombando nas palavras

Saio outra vez pra fora da caverna , corro até a carriola que Killian indicou.  Ela está toda enferrujada e parece ter ficado ali há anos , mas isso não vai interferir no chá.  O que importa é fazer parar a febre dele.

Pego do chão um pedaço oco de uma casca de  coco , o encho de água e caminho de volta para a caverna.

Meio sem jeito e prática eu jogo a macela dentro da água e com o isqueiro eu tento aquecer falhamente a água dentro do casco de coco. Suspiro e olho para Killian , ele adormeceu coitado…

Me levanto e saio para fora outra vez . Junto alguns poucos galhos , o suficiente para conseguir fazer uma pequena fogueira.  Que trabalho estou tendo. 

Retorno novamente a caverna , monto uma fogueira com folhas secas e os galhos que juntei.  Acendo com o isqueiro e logo o fogo começa a tomar forma , esse fogo me dá calafrios pois me faz lembrar o fogo que destruiu o acampamento. 

Tudo foi tão rápido , eu estava rodando os pensamentos tentando pegar no sono e derrepente o grito do professor Beto… Anunciando o terrível desastre que acabara de acontecer. 

Coloco a água com a erva por cima dessa pequena fogueira e espero para que ferva e se transforme em um chá. 

Em poucos minutos o chá ficou pronto. O aroma está bom mas não sei se o gosto está , pois como não tenho meios de adoçar deve ter ficado um pouquinho amargo.

Seguro o chá em mãos e me aproximo de Killian , ele abre os olhos sem que eu precise chama-lo.

- Tome o chá , para passar a febre. - estendo o chá para ele , Killian se senta e toma o chá de minhas mãos. 

Observo quando ele  leva a boca e dá um pequeno gole , fazendo uma cara estranha em seguida. 

- Está horrível.

- Beba mesmo assim , é para seu bem - falo.

Ele acente com a cabeça e leva outra vez o chá a boca , bebendo o líquido de uma só vez.

Sorrio de lado sem que ele perceba e desvio os olhos assim que ele me encara.

- Obrigado - ele fala baixo - Obrigado mesmo Sofia...

Ele me chamou pelo nome… Meu estômago se encheu de borboletas e meu coração mudou de ritmo no mesmo instante em que ele me chamou pelo nome.

- Não há de que - falo. 

Ele se vira de lado e fecha os olhos , agora é só esperar a febre ir embora se é que o chá funcionou.

(….)

Já é tardezinha , o sol está se pondo lá fora e nada de alguém aparecer para nos procurar , talvez ao amanhecer sairei para procurar o caminho por onde viemos.

Sinto um frizinho congelar minha espinha , o vento está se fazendo presente. Olho para trás e vejo Killian ainda adormecido , vou ver se sua febre foi embora.

Me aproximo dele me colocando bem próxima a ele que permanece deitado no chão enrolado ao cobertor. Estendo minha mão e toco em sua testa , é a febre baixou ele está melhor. 

Os olhos de Killian se abrem e eu me desconcerto , ia me afastar porém ele leva sua mão ao meu rosto fazendo um carinho ali. Sinto minhas bochechas queimarem quando ele sorri , seu rosto já cheio de cor , seus olhos azuis penetram nos meus. E então tudo acontece sem que eu perceba... Nossos lábios estão encaixados um no outro , minha respiração é um fio enquanto a dele permanece acelerada.

Killian movimenta seus lábios nos meus , repousando agora as duas mãos em cada um dos lados do meu rosto. Seus lábios macios passeiam pelos meus com suavidade e delicadeza , é como se eu estivesse nas nuvens. 

Quando o ar nos falta ele deposita um beijinho em minha bochecha , formando uma trilha até meu pescoço aonde ele leva sua boca. E é exatamente nesse momento que eu me solto dele e me levanto , correndo para fora com o coração a mil.

Deixo lágrimas cairem por meu rosto  , manchando a lente do meu óculos. Por que ele me beijou? Por que eu gostei tanto? Por que eu não queria sair dali? 

Meu primeiro beijo...


Notas Finais


Eai gostaram?
Até o próximo :333


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