História The New Born - Capítulo 2


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Categorias Originais
Tags Amizade, Fantasia, Jornada, Luta, Magia, Reino, Romance
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Palavras 1.207
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Sobrenatural, Violência
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - O pescador


>P.O.V Robin

Saí de casa, trancando a porta em seguida. A rua estava vazia, o que não é estranho, afinal, mal amanheceu ainda. Ainda assim, o cheiro de pão fresco vinha a meu encontro.

"Os padeiros estão trabalhando" – penso.

Continuo caminhando pela estrada de pedra e, a cada minuto, o sol fica mais alto no céu, levando o ar gélido embora.

A capital, Panousis, é bonita, pelo menos a maior parte dela. Todas as casas ou são de pedra ou de madeira, com tamanhos e formas diversas. Temos árvores de todos os tamanhos nas ruas, jardins com flores coloridas e decorações em qualquer lugar possível.

Eu vivo em uma pequena casinha de madeira, no centro da capital. Minha tenda fica do lado de fora da casa, é bem prático.

Os habitantes vivem até que bem... Nós não gostamos do preço dos impostos, e parando para pensar... O preço do arroz está caro demais. 

O nosso rei é acusado por muitos de corrupção. Obviamente as acusações só ocorrem entre murmúrios, se os guardas descobrissem, os faladores iriam pagar caro. 

Enquanto caminho até o porto, mais pessoas vão surgindo. Uma senhora gorducha de vestes roxas começa a varrer a calçada, um menino com uma pilha de panfletos começa a jogar os papéis no ar e pouco a pouco a rua vai ficando cheia de gente vestindo roupas coloridas conversando, rindo e gritando. Os bares começam a abrir e alguns marmanjos entram. Balanço minha cabeça em negação.

"Bebendo a esse horário, meu Deus..." – penso.

Duas crianças, um menino e uma menina, começam a correr. Eles riem e gritam, de olhos fechados. 

"Ah, não..." 

O menino vem de encontro à minha perna direita e a menina esbarra na minha barriga, me derrubando. Na queda acabo deixando cair todos os meus utensílios, varas de pescar, redes e minhocas caem no chão e em nós três.

CUIDADO! – grito com raiva – Mas que diabos... OLHEM SÓ ESSA BAGUNÇA! 

Levanto-me do chão, furioso. Droga de crianças, há minhocas e redes por toda a calçada. 

– Mil desculpas, Senhor... – a menina começa.

– Nós não vimos o Senhor... – o garoto completa.

– ORAS! OLHEM O MEU TAMANHO! COMO NÃO ME VIRAM? – digo tirando uma minhoca do meu cabelo.  – Calem essa boca horrível e me ajudem a apanhar minhas coisas... 

As malditas crianças se assustaram, talvez por causa do meu tamanho, mas acabaram se  levantando e começaram a catar tudo que viam no chão.

Essas crias de hoje... Bastardos. Sim, são uns atrevidos mesmo. Ficam correndo por aí como se fossem donos do mundo... São uns cretinos, isso sim... – resmungo enquanto pego minha vara de pescar.

– Aqui está, Senhor... Mais uma vez, nos desculpe, não tivemos intenção... – o garoto diz, me entregando meu balde cheio de iscas.

– É... A gente só estava brincando – a menina fala enquanto me dá as redes de pesca.

– Só sumam da minha vista! respondo – pragas do inferno.

Elas voltam a correr.

Até que enfim, chego no porto.

O porto é um lugar úmido, sujo, fedido e frio, poucas pessoas vêm aqui para visitar. Sejamos francos, ninguém gosta de cheiro de peixe.

Aqui recebemos entregas de outros reinos, cidades e capitais. É um lugar gigantesco que dá trabalho para uma grande parcela da população de Panousis.

Vou até onde Julieta, meu barco, está e jogo toda a tralha que vim carregando lá dentro. Vou organizando meus suprimentos quando escuto uma voz conhecida gritando meu nome.

– Robin!

Quando me viro, vejo meu companheiro de trabalho Teodor olhando para mim com uma expressão séria.

– Teodor! – digo.

Teodor Saryan é a única pessoa que tenho contato desde que comecei a trabalhar. Ele é mais novo que eu, possivelmente uns 31 anos, trabalha para o Sr. Fields, recebendo os pescados de seus afiliados para depois ir entregá-los na venda do mesmo. É um mulato briguento e magrinho, com olhos cor de âmbar e cabelo ralo, sempre usa um chapéu coco e uma barbicha, com seu "terninho"  branco. Teodor é um homem esperto, sabe enganar as pessoas. É brincalhão, do tipo sarcástico. Nem todos o respeitam, isso nós dois temos em comum.

Nós já brigamos diversas vezes, e em todas as brigas ele me diz que ser pescador não é o certo pra mim. Já nos ameaçamos diversas vezes, quase terminando em socos. Ele me ofereceu vários empregos e eu recusei cada um deles.

– Eu já disse que esse emprego de pescador não é para você... O que está fazendo aqui? – ele diz, sério, coçando a barbicha.

– Eu preciso disso, Teodor. É a única coisa que meu pai ensinou antes de ir embora e é minha única fonte de renda. Já tivemos essa conversa antes, me deixe em paz. – falo, ficando vermelho. Já estou estressado e ele ainda vem falar comigo atrás de briga.

– Fonte de renda só se for por enquanto. Desculpe pela sinceridade, Robin, mas ninguém da capital gosta de seus peixes. É só questão de tempo até eles destruirem seu negócio e o resto de dignidade que você tem! – responde com rispidez.

– Cala a boca, Teodor! Você acha que não sei disso?! – rebato, quem ele pensa que é?

– Parece que não! Você é tão ingênuo a ponto de pensar que eles vão deixar barato o que você faz todos os dias? Robin, pelo amor de Deus, você vende mercadoria de péssima qualidade e não dá reembolso. Eu sei que quando não consegue pescar o suficiente, você usa os peixes do outro dia que estão prestes a apodrecer.

– Eu não tenho escolha! Ou faço isso ou eu não tenho como pagar os impostos, nem como comer.

– Você tem escolha, sim! Já te dei várias oportunidades de emprego, mas você sempre rejeita. O que tem de tão especial nesse barco? Neste porto? – ele dá uma risada falsa – Você odeia isso tudo, eu sei disso. E nem venha com esse papinho de não ter o que comer, todo seu dinheiro vai para cerveja, seu cretino alcoólatra! – ele grita – Foi por isso que seu pai fugiu de casa... Para se livrar de você – diz mais baixo, como um sussurro.

Eu ainda consegui entender

– Como ousa?! – digo, incrédulo. Nunca pensei que ele fosse capaz disso.

Ninguém nunca teve a coragem de me xingar cara a cara antes, nem mesmo os clientes insatisfeitos. Ninguém pode fazer isso e ainda falar do meu pai.

Pulo do meu barco e defiro um soco no seu rosto. Teodor cai no assoalho frio e sujo, seu chapéu ridículo voa para longe. Ele é fraco. Não me importo se tenho o triplo de seu tamanho, este bastardo vai me pagar. Caio de joelhos em cima dele e continuo a dar socos em seu rosto, que sangra. Sinto mãos e braços me puxando. Dois homens me tiram de perto dele e outros dois pegam-no pelos braços, o levando para longe.

– DESGRAÇADO! Nunca mais apareça na minha frente! Cretino! – berro o mais alto que posso.

~horas depois~

Estou no meu barco, pescando.

Depois da briga, os homens que me levantaram, me levaram aos guardas. Recebi uma multa, a qual não posso pagar, coisas da vida, não é mesmo? Quando me liberaram, voltei depressa ao porto e peguei meu barco.

No meio do mar, sozinho. É uma sensação boa, só eu, Julieta e meus pensamentos. Sem ninguém para me atrapalhar. Até que ouço um baque no assoalho do meu barco.

– Caham, olá? – diz uma voz desconhecida.


Notas Finais


Oiii :)

Próximo capítulo sai semana que vem, quinta feira.
Qualquer dúvida/crítica construtiva é só comentar.


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